{"id":8509,"date":"2018-08-17T14:32:25","date_gmt":"2018-08-17T17:32:25","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/?p=8509"},"modified":"2018-08-17T14:33:38","modified_gmt":"2018-08-17T17:33:38","slug":"evento-discute-os-desafios-para-a-economia-brasileira-a-partir-de-keynes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/evento-discute-os-desafios-para-a-economia-brasileira-a-partir-de-keynes\/","title":{"rendered":"Evento discute os desafios para a economia brasileira a partir de Keynes"},"content":{"rendered":"<p>Passados 70 anos da cria\u00e7\u00e3o da Comiss\u00e3o Econ\u00f4mica para a Am\u00e9rica Latina e o Caribe (CEPAL), \u201cestamos ainda com muitas caracter\u00edsticas de subdesenvolvimento, e o velho estruturalismo continua sendo um corpo te\u00f3rico apropriado para entender o nosso contexto\u201d, afirmou o economista Ricardo Bielschowsky, na palestra de abertura do XI Encontro Internacional da Associa\u00e7\u00e3o Keynesiana Brasileira (AKB). A programa\u00e7\u00e3o se estende at\u00e9 o dia 17 de agosto na Faculdade de Ci\u00eancias Econ\u00f4micas, para a discuss\u00e3o da tem\u00e1tica <em>Desafios para a Economia Brasileira: uma perspectiva keynesiana<\/em>.<\/p>\n<p>Com a participa\u00e7\u00e3o de Eliane Ara\u00fajo, presidente da AKB, de Carmem Feij\u00f3, vice-presidente da AKB e de Carlos Henrique Horn, diretor da Faculdade de Ci\u00eancias Econ\u00f4micas, a abertura do evento aconteceu na noite de ter\u00e7a-feira, 15 de agosto, no audit\u00f3rio da Faculdade. A solenidade foi seguida pela palestra de Ricardo Bielschowsky, <em>Os 70 anos da CEPAL<\/em>, que abordou a contribui\u00e7\u00e3o da entidade para os estudos econ\u00f4micos na Am\u00e9rica Latina e no Caribe.<\/p>\n<p>De acordo com o professor aposentado da Universidade Federal do Rio de Janeiro, o cen\u00e1rio brasileiro atual \u00e9 marcado pela baixa produtividade, pela falta de global players e por um estado pouco aparelhado, com poucas mudan\u00e7as em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 d\u00e9cada de 1950. \u201cEst\u00e1 melhor do que era, mas ainda \u00e9 prec\u00e1rio\u201d, sustentou Bielschowsky.<\/p>\n<figure id=\"attachment_8512\" aria-describedby=\"caption-attachment-8512\" style=\"width: 660px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-8512\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/DSC06159-Copia.jpg\" alt=\"\" width=\"660\" height=\"442\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/DSC06159-Copia.jpg 660w, https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/DSC06159-Copia-300x201.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 660px) 100vw, 660px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-8512\" class=\"wp-caption-text\">Bielschowsky apresentou a contribui\u00e7\u00e3o da CEPAL para os estudos econ\u00f4micos<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O economista apresentou a evolu\u00e7\u00e3o do pensamento cepalino e condensou as contribui\u00e7\u00f5es da entidade em dois per\u00edodos: um estruturalista (1948 a 1990) e outro neoestruturalista (a partir de 1990). Retomando o intelectual uruguaio Octavio Rodriguez, afirmou que os condicionantes estruturais resultam de tr\u00eas caracter\u00edsticas b\u00e1sicas das economias subdesenvolvidas latino-americanas: baixa diversidade produtiva, heterogeneidade estrutural e institucionalidade inadequada ao desenvolvimento.<\/p>\n<p>\u201cComo a diversifica\u00e7\u00e3o produtiva e o progresso t\u00e9cnico nas estruturas produtivas s\u00e3o problem\u00e1ticas, \u00e9 necess\u00e1rio planejamento e suporte estatal. E \u00e9 necess\u00e1rio atuar no \u00e2mbito do com\u00e9rcio internacional a fim de atenuar as desvantagens da periferia\u201d, explicou.<\/p>\n<p>A fala de Bielschowsky foi seguida pela de Esteban Perez-Caldentey, coordenador da Unidad de Financiamiento para el Desarrollo, da CEPAL. Perez-Caldentey tratou sobre os estudos de Ra\u00fal Prebisch para a Economia.<\/p>\n<p>Com base no trabalho publicado e n\u00e3o publicado de Prebisch, o palestrante argumentou que os ciclos s\u00e3o o modo natural com o que as economias capitalistas evoluem e crescem ao longo do tempo: \u201cele estava convencido de que o ciclo, longe de ser algo espec\u00edfico de um pa\u00eds, era de fato um fen\u00f4meno global que envolve a intera\u00e7\u00e3o entre o que ele chamou de \u2018centro\u2019 e \u2018periferia\u2019\u201d. Como periferia, os pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina estariam sujeitos \u00e0s consequ\u00eancias das tomadas de decis\u00f5es econ\u00f4micas nas na\u00e7\u00f5es do centro, ou seja, aquelas com maior relev\u00e2ncia global, sustentou Perez-Caldentey.<\/p>\n<figure id=\"attachment_8513\" aria-describedby=\"caption-attachment-8513\" style=\"width: 660px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-8513\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/DSC06162-Copia.jpg\" alt=\"\" width=\"660\" height=\"477\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/DSC06162-Copia.jpg 660w, https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/DSC06162-Copia-300x217.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 660px) 100vw, 660px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-8513\" class=\"wp-caption-text\">Perez-Caldentey tratou sobre o trabalho de Ra\u00fal Prebisch<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na quinta-feira, 16, programa\u00e7\u00e3o do evento contou com a mesa <em>Conjuntura Econ\u00f4mica: Desafios para a economia Brasileira: uma perspectiva keynesiana<\/em>, com Nelson Marconi (FGV) e J\u00falio Sergio Gomes de Almeida (IEDI e Unicamp) e com a sess\u00e3o especial <em>Reindustrializa\u00e7\u00e3o e Reforma do Setor Financeiro: retomando as bases do desenvolvimento brasileiro<\/em>, com Miguel Bruno (UERJ, ENCE e Mackenzie-Rio) e Ant\u00f4nio Corr\u00eaa de Lacerda (PUC-SP). Durante a noite, a organiza\u00e7\u00e3o do evento prestou homenagem ao professor da FCE Fernando Ferrari, um dos membros fundadores da AKB, que ministrou aula magna sobre a obra de John Maynard Keynes e o pensamento econ\u00f4mico associado \u00e0 sua teoria.<\/p>\n<p>As atividades seguem nesta sexta-feira, 17, com as palestras <em>A atualidade de Keynes e Kalecki<\/em>, com Jan Toporowsky (SOAS), e <em>Entendendo as fontes do crescimento liderado pela demanda e estagna\u00e7\u00e3o<\/em>, com Steven Fazzari (Washington University).<\/p>\n<figure id=\"attachment_8514\" aria-describedby=\"caption-attachment-8514\" style=\"width: 660px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-8514\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/DSC06176.jpg\" alt=\"\" width=\"660\" height=\"442\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/DSC06176.jpg 660w, https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/DSC06176-300x201.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 660px) 100vw, 660px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-8514\" class=\"wp-caption-text\">Aula Magna de Fernando Ferrari sobre o pensamento de\u00a0John Maynard Keynes<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fotos: Comunica\u00e7\u00e3o FCE<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Passados 70 anos da cria\u00e7\u00e3o da Comiss\u00e3o Econ\u00f4mica para a Am\u00e9rica Latina e o Caribe (CEPAL), \u201cestamos ainda com muitas caracter\u00edsticas de subdesenvolvimento, e o velho estruturalismo continua sendo um corpo te\u00f3rico apropriado para entender o nosso contexto\u201d, afirmou o economista Ricardo Bielschowsky, na palestra de abertura do XI Encontro Internacional da Associa\u00e7\u00e3o Keynesiana Brasileira (AKB). A programa\u00e7\u00e3o se estende at\u00e9 o dia 17 de agosto na Faculdade de Ci\u00eancias Econ\u00f4micas, para a discuss\u00e3o da tem\u00e1tica Desafios para a Economia Brasileira: uma perspectiva keynesiana. Com a participa\u00e7\u00e3o de Eliane Ara\u00fajo, presidente da AKB, de Carmem Feij\u00f3, vice-presidente da AKB e de Carlos Henrique Horn, diretor da Faculdade de Ci\u00eancias Econ\u00f4micas, a abertura do evento aconteceu na noite de ter\u00e7a-feira, 15 de agosto, no audit\u00f3rio da Faculdade. A solenidade foi seguida pela palestra de Ricardo Bielschowsky, Os 70 anos da CEPAL, que abordou a contribui\u00e7\u00e3o da entidade para os estudos econ\u00f4micos na Am\u00e9rica Latina e no Caribe. De acordo com o professor aposentado da Universidade Federal do Rio de Janeiro, o cen\u00e1rio brasileiro atual \u00e9 marcado pela baixa produtividade, pela falta de global players e por um estado pouco aparelhado, com poucas mudan\u00e7as em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 d\u00e9cada de 1950. \u201cEst\u00e1 melhor do que era, mas ainda \u00e9 prec\u00e1rio\u201d, sustentou Bielschowsky. &nbsp; O economista apresentou a evolu\u00e7\u00e3o do pensamento cepalino e condensou as contribui\u00e7\u00f5es da entidade em dois per\u00edodos: um estruturalista (1948 a 1990) e outro neoestruturalista (a partir de 1990). Retomando o intelectual uruguaio Octavio Rodriguez, afirmou que os condicionantes estruturais resultam de tr\u00eas caracter\u00edsticas b\u00e1sicas das economias subdesenvolvidas latino-americanas: baixa diversidade produtiva, heterogeneidade estrutural e institucionalidade inadequada ao desenvolvimento. \u201cComo a diversifica\u00e7\u00e3o produtiva e o progresso t\u00e9cnico nas estruturas produtivas s\u00e3o problem\u00e1ticas, \u00e9 necess\u00e1rio planejamento e suporte estatal. E \u00e9 necess\u00e1rio atuar no \u00e2mbito do com\u00e9rcio internacional a fim de atenuar as desvantagens da periferia\u201d, explicou. A fala de Bielschowsky foi seguida pela de Esteban Perez-Caldentey, coordenador da Unidad de Financiamiento para el Desarrollo, da CEPAL. Perez-Caldentey tratou sobre os estudos de Ra\u00fal Prebisch para a Economia. Com base no trabalho publicado e n\u00e3o publicado de Prebisch, o palestrante argumentou que os ciclos s\u00e3o o modo natural com o que as economias capitalistas evoluem e crescem ao longo do tempo: \u201cele estava convencido de que o ciclo, longe de ser algo espec\u00edfico de um pa\u00eds, era de fato um fen\u00f4meno global que envolve a intera\u00e7\u00e3o entre o que ele chamou de \u2018centro\u2019 e \u2018periferia\u2019\u201d. Como periferia, os pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina estariam sujeitos \u00e0s consequ\u00eancias das tomadas de decis\u00f5es econ\u00f4micas nas na\u00e7\u00f5es do centro, ou seja, aquelas com maior relev\u00e2ncia global, sustentou Perez-Caldentey. &nbsp; Na quinta-feira, 16, programa\u00e7\u00e3o do evento contou com a mesa Conjuntura Econ\u00f4mica: Desafios para a economia Brasileira: uma perspectiva keynesiana, com Nelson Marconi (FGV) e J\u00falio Sergio Gomes de Almeida (IEDI e Unicamp) e com a sess\u00e3o especial Reindustrializa\u00e7\u00e3o e Reforma do Setor Financeiro: retomando as bases do desenvolvimento brasileiro, com Miguel Bruno (UERJ, ENCE e Mackenzie-Rio) e Ant\u00f4nio Corr\u00eaa de Lacerda (PUC-SP). Durante a noite, a organiza\u00e7\u00e3o do evento prestou homenagem ao professor da FCE Fernando Ferrari, um dos membros fundadores da AKB, que ministrou aula magna sobre a obra de John Maynard Keynes e o pensamento econ\u00f4mico associado \u00e0 sua teoria. As atividades seguem nesta sexta-feira, 17, com as palestras A atualidade de Keynes e Kalecki, com Jan Toporowsky (SOAS), e Entendendo as fontes do crescimento liderado pela demanda e estagna\u00e7\u00e3o, com Steven Fazzari (Washington University). &nbsp; Fotos: Comunica\u00e7\u00e3o FCE<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":8510,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[16,4],"tags":[],"class_list":["post-8509","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-institucional","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8509","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8509"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8509\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8510"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8509"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8509"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8509"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}