Vencedores do Açorianos de Literatura 2017

Sairam hoje os vencedores da 24ª edição do Prêmio Açorianos de Literatura – 2017, a partir das 20h, no Centro Municipal de Cultura – Teatro Renascença, localizado na Avenida Érico Veríssimo, 307, no bairro Menino Deus. O evento, de nome Noite do Livro, homenageou, pelo conjunto da obra, os escritores Lya Luft, Aldyr Garcia Schlee, Deonísio da Silva e Sergio Faraco.

Durante a cerimônia, foram realizadas leituras cênicas de autores convidados.

Confira os vencedores desta edição:

CATEGORIA INFANTOJUVENIL

Filme Proibido e Outros Minicontos, de Christian David, Editora Physalis.
Resenha: Com olhar sensível e profundamente humano, Christian David monta um mosaico de emoções, desafios, riscos, alegrias e dores de meninos e meninas na passagem da infância para a vida adulta. Um texto que foge dos estereótipos da adolescência. Nas tragédias e comédias do cotidiano, os personagens enfrentam o mundo com coragem e fortaleza, sem esconder suas fragilidades.
Fonte: https://www.physaliseditora.com/single-post/2017/08/05/Filme-proibido-e-outros-minicontos

VENCEDOR – Jubarte, de Luís Dill, Editora do Brasil.
Resenha: Triste tal qual uma jubarte encalhada…
Um ato violento e um muro pichado. Vizinhos comentam, desconhecidos cochicham, todos julgam e sentenciam. Não é fácil lidar com esses olhares estranhos, que perscrutam, dissecam, condenam. Rafael assiste atônito ao passar dos dias de um mês de agosto qualquer, um agosto em que um acontecimento único se deu. Ele tem um mês pela frente, ele tem a tia que o ajuda muito, ele tem os pais que o visitam e ele tem a Bel, que ele enxerga através dos muros e jardins que formam o labirinto em que ele se encontra agora. Uma história cheia de mistérios e reviravoltas é o que espera o leitor neste livro carregado de suspense, segredos e revelações surpreendentes.

Liga da Literatura: imaginação sem fim, de R. S Keller e Marcelo Spalding, Editora Edibook.
Resenha: Já imaginou os personagens clássicos da literatura infantojuvenil reunidos numa mesma aventura? Sim, é isso que isso acontece neste primeiro livro da LIGA DA LITERATURA! Em uma noite na biblioteca de uma escola, Aladim, Alice, Chapeuzinho vermelho, Peter Pan, Pinóquio, o porquinho Prático e Saci-Pererê. Descobrem um aparelho eletrônico que vem prendendo a atenção dos pequenos leitores, que cada vez menos leem seus livros! Essa é só a primeira história dessa turma. A Liga da Literatura promete muito mais, pois a imaginação não pode ter fim!

O Aço e as Artes, de Ricardo Bueno, Editora Quattro Projetos.

CATEGORIA POEMA

VENCEDOR – João e Maria – Dúplice coroa de sonetos fúnebres, de Leonardo Antunes, Editora Patuá.

Percurso onde não há, de Denise Freitas, Editora Bestiário.
Resenha: Denise Freitas dissipa os significados (“selos de línguas controversas”), através de uma abreviação e de um senso de lacunas cujos significantes ajustados, às vezes, ao constructo métrico e ao verso longo de ritmo distenso e similar ao andamento da prosa (bases sobre as quais a poesia pode ou pôde plasmar-se), e, às vezes, à música sem-versista da fratura e da sutil percepção de espacialização (estilemas da contemporaneidade) recompõem arranjos semânticos pelas interações de proximidade e contraste estabelecidas. A poeta sabe, felizmente, que tudo se passa de modo inapelável na superfície atritante da linguagem. O hermenauta-modelo de Percurso onde não há educa os seus cinco sentidos num pervagar impreciso por sobre o abismo pelaginoso do discurso poético de Denise Freitas que através de sua vontade de fazer linguagem acaba por nos comunicar estruturas significantes.
Fonte: http://www.arteseecos.com.br/copia-andrei-ribas

Tesouro Secundário, de Celso Gutfreind, Editora Artes & Ecos.
Resenha: Tesouro Secundário conta o ritmo de uma vida agora já não qualquer, porque com ritmo. Cada um dos temas, em seus respectivos capítulos, foi tratado como uma casa aberta à visita de outros tantos com quem conversam conforme a forma necessária. Qualquer leitura fora desse lugar bagunçaria um tempo aparentemente lógico, o que é outra de nossas intenções atentas e distraídas.

CATEGORIA NARRATIVA LONGA

Correr com Rinocerontes, de Cristiano Baldi, Não Editora.
Resenha: Diante de algumas tragédias, só é possível calar. Um jovem cresce à sombra de um terrível acidente que marcou sua adolescência. No início da vida adulta, ele precisa sair de São Paulo e voltar a Porto Alegre para enfrentar as pontas soltas do passado. Inteligente, culto, filho e neto de intelectuais, descobre que, assim como ele, cada membro da família encontrou sua própria forma de fuga.
Fonte: http://www.naoeditora.com.br/catalogo/correr-com-rinocerontes/

Demorei a gostar da Elis, de Alexandra Lopes da Cunha, Editora Kaz.
Resenha: Demorei a gostar da Elis” é um romance que retrata uma geração: A dos que nasceram entre o final dos anos sessenta e início dos setenta, a “Geração Coca-Cola”, como cantou Renato Russo, que viveu o Milagre Brasileiro, a hiperinflação, a democratização, a década perdida e o que seguiu. Os personagens Libertad Dias da Costa e José Brasil Bataglia Vergueiro encontram-se num momento difícil e é por esta dor que as memórias vividas começam a surgir no reencontro. Colegas de escola na infância, com adolescências separadas e diferentes juventudes, suas experiências de vida: maternidade, paternidade, desamor e morte se confundem com a desesperança dos dias atuais. É na vida adulta que as lembranças se adensam. Narradores se alternam em capítulos não lineares sob a musicalidade das epígrafes de canções que marcaram os anos 70, 80 e 90 vividos intensamente pelas personagens.
Fonte: http://www.editorakazua.net/catalogo/demorei-a-gostar-da-elis-de-]alexandra-lopes-da-cunha

VENCEDOR – Homens Elegantes, de Samir Machado de Machado, Editora Rocco.
Resenha: Na trama, um soldado brasileiro é enviado a Londres com a missão de investigar uma rede de contrabando de livros eróticos para o Brasil, em 1760, e se deslumbra com os luxos e excessos da alta sociedade europeia. Uma legítima aventura de capa e espada, com direito a duelos e perseguições a cavalo, apimentada pela literatura pornográfica iluminista e pelo universo LGBT do século XVIII. A obra foi adquirida para adaptação cinematográfica pela RT Features, responsável por sucessos internacionais como Frances Ha, de Noah Baumbach, entre outros.
Fonte: https://www.saraiva.com.br/homens-elegantes-9374897.html

CATEGORIA ENSAIO DE LITERATURA E HUMANIDADES

 VENCEDOR – As Marcas do Cárcere, de Leandro Ayres França, Alfredo Steffen Neto e Alysson Ramos Artuso, Editora IEA.
Resenha: A tensão residia no momento em que estivéssemos à vista de apenados, que não nos reconheceriam de pronto como uma autoridade. Na cultura carcerária, se eles reconhecessem uma autoridade, virariam de costa e não causariam qualquer confusão, mas conosco ficavam curiosos, então era preciso que os policiais mandassem eles se virarem e cruzarem o braço cada vez que éramos alvo de atenção. Como nos explicaram, o ato de o apenado cruzar o braço (ou colocá-los para trás) quando anda pelo corredor e seu movimento de virar de costas quando passa alguém são medidas de segurança para reduzir o risco de uma ação surpresa por parte do apenado, uma forma de ele “não aprontar nada.
Fonte: https://pt-br.facebook.com/asmarcasdocarcere/

Psicanálise, criatividade e e o indizível da experiência de Manoel de Barros, de Renata Lisbôa, Editora Artes & Ecos.
Resenha: Manoel de Barros trabalha sua poesia na raiz da palavra, visita sua essência e nos oferta uma linguagem reformada e embelezada pela sua imaginação e labor poético. A Psicanálise, por sua vez, também mergulha ao centro do Ser, percorrendo seus labirintos mais inóspitos e abrindo passagem para que o ser humano possa reconstruir-se por meio de ressignificações.
Este belo livro de Renata Lisbôa representa a convergência dos fazeres poético e psicanalítico através do que neles há de mais valor.
Fonte: http://www.arteseecos.com.br/o-indizivel-em-manoel-de-barros

50 Tons de Rosa: Pelotas no tempo da ditadura, organizado por Lourenço Cazarré, Editora Artes e Ofícios.
Resenha: O nome do livro, segundo Cazarré, mantém o espírito galhofeiro do Triz, jornal alternativo que teve uma única e explosiva edição em Pelotas, no final de 1976, cuja manchete principal — “Frescura!” — discutia a pretensa fama dos varões pelotenses. “50 tons de rosa é composto por 21 crônicas ou reportagens escritas por 14 autores”, explica Cazarré. “Entre as reportagens, eu destacaria a do Lúcio Vaz, ‘Como o SNI via os nossos subversivos’, que mergulha nos arquivos da ditadura para mostrar um painel daqueles anos sombrios. Já entre as crônicas, eu destaco as de Carlos Moraes, Kledir Ramil e José de Abreu”.
Fonte: https://www.ciadoslivros.com.br/50-tons-de-rosa-pelotas-no-tempo-da-ditadura-746093-p628920

CATEGORIA CONTO

VENCEDOR – Não há amanhã, de Gustavo Melo Czekster, Editora Zouk.
Resenha: Sinopse: Dotado de uma voz personalíssima e urdindo argumentos inesperados, Czekster engendra, neste livro, um caleidoscópio de estórias que transformam e refratam umas às outras, à medida que a leitura avança. Os contos desse livro podem ser lidos como uma série de pesadelos interligados, sob a toada de alguns temas recorrentes. Uma das facetas desse pesadelo múltiplo é o antigo vanitas vanitatum do Eclesiastes: a efemeridade das coisas humanas; outra face, menos explícita, talvez seja a autorreflexão perturbadora da própria literatura ‒ ou, num sentido mais amplo, o poder ao mesmo tempo criativo e caótico da imaginação, com suas constantes tentações de esperança e desespero.
Se, às vezes, Czekster parece flertar com certo realismo urbano, à Rubem Fonseca, os meandros de seu texto logo reafirmam sua filiação à literatura fantástica, na imortal tradição de Poe e Maupassant. Os personagens de Czekster movem-se em um mundo sempre à beira da dissolução, da implosão ou do oblívio; é como se cada instante de suas existências fosse ameaçado por uma confluência de forças soturnas e absurdas.
Fonte: http://www.editorazouk.com.br/pd-43a8cb-nao-ha-amanha.html

Sul, de Verônica Stigger, Editora 34.
Resenha: Três textos literários, três gêneros distintos. Este novo livro de Veronica Stigger – uma das vozes mais fortes da literatura brasileira atual – reúne um conto, uma peça teatral curta e um poema, formando um estranho quebra-cabeça em que, surpreendentemente, todas as peças se encaixam. O primeiro texto, “2035”, é um relato de tom kafkiano e sombrio situado num futuro distópico. Já na peça “Mancha”, duas personagens com o mesmo nome, Carol 1 e Carol 2, travam um diálogo entre cômico e absurdo em torno de uma mancha de sangue no chão de um apartamento. Por fim, o longo poema “O coração dos homens” se constrói sobre memórias de infância em que se confundem verdade e mentira, fato e ficção. Ligando os três textos, sangue, muito sangue, e um uso extremamente consciente e singular da linguagem, que, do trágico ao cômico, do melancólico ao escatológico, encontra sempre a forma e o tom precisos.
Publicado originalmente na Argentina, em 2013, Sul é lançado agora em português – porém, acrescido de um texto oculto, que caberá ao leitor desvelar.
Fonte: http://www.editora34.com.br/detalhe.asp?id=921

20 Relatos Insólitos de Porto Alegre, de Rafael Guimaraens, Editora Libretos.
Resenha: As narrativas misturam drama, romance, tragédia, memória, jornalismo e teatro, envolvendo personagens reais e cenários, incluindo locais que hoje não existem mais. Um dos episódios narra a dor inapelável da viúva de Júlio de Castilhos. Honorina, apaixonada pelo marido, não suportando sua ausência depois de 20 anos de vida em comum, acaba por suicidar-se, com um fogareiro, na antiga residência da família, onde hoje funciona o Museu Júlio de Castilhos.
Fonte: http://www.libretos.com.br/index.php/loja-virtual?page=shop.product_details&category_id=49&flypage=flypage.tpl&product_id=181&vmcchk=1

CATEGORIA CRÔNICA

Demônios domésticos, de Tiago Germano, Editora Le Chien.
Resenha: Demônios Domésticos, livro de estreia de Tiago Germano, é uma coletânea dos textos narrativos que o autor publicou ao longo de sua carreira como jornalista. As crônicas, divididas em períodos que vão da infância à idade adulta, mostram toda a poesia e o assombro daquelas lembranças que temos que aprender a domar para seguir existindo.
Fonte: https://www.catarse.me/demoniosdomesticos

2016 Sombras e Luzes: crônicas sobre um ano inquietante, de Luiz Coronel, Editora Besouro Box, TAB, Mecenas.
Resenha: Luiz Coronel nos faz um convite à reflexão. Uma reflexão poética, em primeiro lugar. Suas palavras são sempre encadeadas, harmônicas, sonoras. Cada frase tem um ritmo. Mesmo discordando, impossível não gostar e não parar para pensar.
Fonte: http://www.besourobox.com/pd-3ca5c8-2016-sombras-e-luzes-cronicas-sobre-um-ano-inquietante.html

VENCEDOR – Um Lugar na Janela 2 – relatos de viagem, de Martha Medeiros, Editora L&PM.
Resenha: Eu viajo para resistir à hostilidade humana, à crueza dos costumes, ao tique-taque insano dos relógios. Viajo porque sou consciente o quanto viver é difícil e porque não quero ser engolida pela descrença e pela desesperança. Viajo para celebrar a vida no que ela tem demais sagrado: suas sutilezas, delicadezas instantes mágicos, sintomas.
Fonte: Autora.

CATEGORIA INFANTIL
Coleção Música Livro – I vol – Um Alfabeto Diferente, de Rodrigo Prates, Editora Edibook.
Resenha: Muitas vezes ao ouvir uma música, passa uma historinha na nossa cabeça… E se a letra de uma canção virasse um livro para crianças? Essa é a proposta da série MúsicaLivro, da Editora Edibook: livros ilustrados acompanhados de um CD.

O Menino Dinossauro, de Wanda Queiroz, Editora Vivilendo.
Resenha: Conta a história dos homens que estes apaixonantes gigantes sumiram, desapareceram, deixaram de existir… Como Assim?

VENCEDOR  – Venturinha, o amigo do vento, de Luiz Coronel, Mecenas Editora e Projetos Culturais.
Resenha: A Coleção Esquilo alcança atualmente a tiragem de 101 mil exemplares. O projeto gráfico é de Simone Pontes –Tab Editora e Projetos Culturais. Entre os apoiadores estão Grupo Zaffari, Nestlé, Cia.Carris, Banrisul, Secraso, Caixa Econômica Federal.
Fonte: http://www.luizcoronel.com.br/poesia-infantil/venturinha-o-amigo-do-vento

CATEGORIA ESPECIAL
VENCEDOR – A Força do Tempo – histórias de um repórter fotográfico brasileiro, de Ricardo Chaves (Kadão Chaves), Editora Libretos.
Resenha: Poucos profissionais do fotojornalismo no Brasil conseguem ter em suas biografias duas características que marcam a biografia do porto-alegrense Ricardo Chaves, o Kadão: participar ativamente da História que se desenrola em frente à sua câmara fotográfica e deixar que essa História invada sua vida através da paixão, das amizades criadas na correria do jornalismo e nas experiências que acabam também por fazer parte dessa mesma História.
Fonte: http://www.libretos.com.br/index.php/loja-virtual?page=shop.product_details&flypage=flypage.tpl&category_id=49&product_id=176&vmcchk=1

A Menina do Circo Tibúrcio e outros causos desenhados, de Santiago (Neltair Abreu), Editora Libretos.
Resenha: Neste segundo álbum de quadrinhos (o primeiro foi “Causos do Santiago”), Santiago enfilera gente e histórias. Ele se diverte com o que relembra, com o que conta e reconta. Embora mestre na síntese – o cartum e a charge, que atraem prêmios como para-raios a faíscas – é nos quadrinhos que Santiago se deleita e nos delicia. São causos contados e desenhados. O autor delineia figuras pivôs de situações pitorescas ou bisonhas, e provoca das gargalhadas ao sorriso. Ao pinçar personas do seu passado – remoto e recente – consegue reavivá-las. Atestam que observador sagaz foi o menino Neltair, o quanto as cultuava e o tanto que ainda significam pra ele e pro RS. Nos álbuns, Santiago contribui para a cultura regional com causos gráficos humoradíssimos e humaníssimos. Regata um patrimônio (dito imaterial, apesar da memória do autor materializar tão bem) graciosamente mapeado. Álbum em aquarela, com 34 histórias e uma faixa bônus. Além de prefácio de Fraga (jornalista e humorista) e Mêiqui nhófi.

Fonte: http://www.libretos.com.br/index.php/loja-virtual?page=shop.product_details&flypage=flypage.tpl&category_id=49&product_id=183

O Aço e as Artes, de Ricardo Bueno, Editora Quattro Projetos.

RELEVÂNCIA CULTURAL
DELFUS – PUCRS Espaço de Documentação e Memoria Cultural

 

MELHOR LIVRO DO ANO

VENCEDOR – João e Maria – Dúplice coroa de sonetos fúnebres, de Leonardo Antunes, Editora Patuá

Abaixo a  com os vencedores do prêmio:

Confira as entrevista dos vencedores nos posts relacionados.

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