Conheça os Vencedores do 25º Prêmio Açorianos de Literatura 2018

 

Na noite de terça-feira aconteceu a entrega do 25º Prêmio Açorianos de Literatura de 2018. A cerimônia promovida pela Secretaria Municipal da Cultura de Porto Alegre ocorreu no Teatro Renascença. Cada uma das oito categorias terá um agraciado com o prêmio. Além disso, será escolhido o Livro do Ano dentre os oito vencedores de categorias.

A noite também reserva prêmios especiais pelo conjunto da obra e pela relevância cultural aos seguintes autores: Armindo Trevisan, Carlos Nejar, Donaldo Schüler, Fernando Lucchese, Maria da Glória Bordini e Sergio da Costa Franco.

Confira os vencedores por CATEGORIA:

Melhor Livro do ano: José Francisco Botelho .- Cavalos de Cronos,  Editora Zouk

Ensaio de Literatura e Humanidades
K-Katia Suman e os diários secretos da Rádio Ipanema fm, de Katia Suman, Editora Besouro Box“

SINOPSE: Katia Suman, das figuras mais significativas do rádio no sul do Brasil, traz a luz os diários que retratam a rotina da lendária Rádio Ipanema FM entre 1985 e 1997. Ali estão recados urgentes, comentários informativos e fatos pitorescos narrados por todos que passaram pelos estúdios da emissora em um período no qual Porto Alegre tinha ali um de seus polos difusores de cultura. Saiba mais aqui.

-Quando a arte encontra a moda, de Laura Ferrazza de Lima, Editora Zouk

SINOPSE: Poucas pessoas souberam conjugar melhor a Arte e a Moda do que o pintor francês Antoine Watteau (1648-1721), um dos raros casos de artistas que passou a figurar na História de ambas. Por meio de uma vasta pesquisa, Laura Ferrazza de Lima aponta a sua influência do artista na moda. Mais importante do que tudo, “Quando a Arte encontra a Moda – a obra de Antoine Watteau na França do Século XVIII” revela a forte intersecção entre essas duas áreas, e o quanto um mundo que imaginamos estar focado nas aparências também revela muito da nossa personalidade e desejos. O livro ainda conta com 70 imagens da obra do autor. Saiba mais aqui.

VENCEDOR-Raízes do conservadorismo brasileiro, de Juremir Machado da Silva, Editora Civilização Brasileira.

SINOPSE: Partindo da análise de discursos políticos e jornalísticos do início do século XIX, o autor identifica fundamentos conservadores que permearam o contexto da assinatura da Lei Áurea e sobre os quais foi erigida, um ano e meio depois, a República brasileira. Um livro essencial não apenas para pessoas interessadas em história, sociologia e análise do discurso, mas também para aquelas que desejam viver em um país melhor, em que a escravidão tenha de fato se extinguido para todos. Saiba mais aqui.

Infantil

VENCEDOR-Agora pode chover, de Celso Sisto, Editora Melhoramentos

SINOPSE: Tatiana pegou a libélula com as mãos afoitas. Tinha acabado de se lembrar do avô Orlando. Não com tristeza. Só com saudade. Tinha ficado combinado entre eles: “Quando você sentir a minha falta, olhe para o céu. Com certeza eu estarei voando perto de você”. Foi o que ficou dito. E para sempre dito. E ainda por cima, combinado. Uma história sensível e doce sobre a perda e a separação. Saiba mais aqui.

-Natalino, de Eliandro Rocha, Editora Escrita Fina

SINOPSE: Todo dezembro é a mesma coisa. Natalino fica ansioso pela chegada do Papai Noel, mas sua mãe adverte: nem adianta esperar, que ele não vai conseguir deixar os presentes. A família tem muitos cachorros, como o Bom Velhinho iria entrar sem ganhar uma mordida? Saiba mais aqui.

-Pra que serve um dedo, de Paula Taitelbaum, Editora Piu

SINOPSE: Dedo serve pra levantar sempre que você sabe a resposta. Dedo serve pra mostrar qual é o doce que você mais gosta. Dedo também serve pra acender, furar, apertar, chamar, coçar, apontar e desenhar. Saiba mais aqui.

Infantojuvenil
VENCEDOR-Horas mortas, de Antonio Schimeneck, Editora Ama Livros

SINOPSE: Ficar sozinho em casa pela primeira vez é desafiador. Coragem e medo travam uma batalha dentro de nós. Neste livro, Antônio Schimeneck desperta esses sentimentos no leitor.  A cada hora uma nova história.
Horas Mortas é mais que um livro, é uma experiência. Arrisque-se. Saiba mais aqui.

-Sherlock e os aventureiros – O mistério dos planos roubados, de André Z. Cordenonsi, Editora Avec

SINOPSE: Em um mundo dominado por adultos, grandes corporações e uma polícia ocupada demais para ouvir um bando de garotos, o jovem Sherlock Holmes precisa provar para si mesmo que pode fazer a diferença. Embarque nesta aventura supreendente e divertida e acompanhe a origem de um rapaz destinado a se tornar o maior detetive de todos os tempos. Saiba mais aqui.

-Ele sabe, de Jane Tutikian, Editora Metamorfose

SINOPSE: Com bom humor, poesia e realidade, Jane mergulha na adolescência de José e de João, gêmeos, tão diferentes e tão iguais na descoberta desta fase da vida com encantos e desencantos. Da música ao futebol, do WhatsApp à dificuldade de expressar sentimentos pessolmente, da incompreensão do eu ao compartilhamento da turma, do skate à moto, do amor pela mesma menina a um novo amor, tudo o que marca o adolescente de hoje (e o adulto que viveu intensamente esse período), em um tom e uma percepção adolescente, faz parte de Ele sabe. Trata-se de uma narrativa sensível e envolvente num estilo fortemente individuado, o de Jane Tutikian. Assim se define Ele sabe, que a Editora Metamorfose apresenta agora aos leitores. Saiba mais aqui.

Poema
-Entre uma praia e outra, de Ronald Augusto, Editora Artes & Ecos

SINOPSE: O que gostaria de frisar é que nos últimos anos, na poesia do Ronald, há uma notável acumulação, em grau que não vejo ocorrer em nenhuma outra poética que acompanho. Enquanto outras autoras e outros autores facilitam o trabalho do leitor, “dão pezinho” ou “dão uma mãozinha”, como se diz, ou uma ajuda que vem de cacoetes não de todo conscientes a esses autores, com a poesia de Ronald, especialmente neste livro, é preciso encarar o poema, sua própria forma desnaturaliza o gesto de ler e interrompe a maneira mais ou menos sonâmbula em que vivemos. Trecho da crítica de Guto Leite. Saiba mais aqui.

-Móbile, de Ana Santos, Editora Patuá

TRECHO:  Para morrer – Pôr um vestido / (florido), um chapéu, / e ir à feira, sozinha,/ comprar romãs. / Mastigar lentamente /  a polpa rubra / sob um pé / de vento /  (o chapéu tem de voar; / um pássaro tem de bicar /  as sobras dos frutos).
Sujar os dedos / do que há / no coração das romãs. / Deitar na relva e esperar, / de mãos abertas, / a chegada de abelhas.       Saiba mais aqui.

VENCEDOR-Spoilers, de Diego Grando, Editora Confraria do Vento

TRECHO: “Não sabia da ardência / do aperto, do lado esquerdo / ou como era costume / não levou a sério.
Não sabia que seu filho / que não é piloto / (embora devesse) / pudesse chegar em sete minutos / no Instituto de Cardiologia / de Porto Alegre / (sete minutos / isso vindo de Canoas / e sem cinto).
Não sabia que no Túnel / da Conceição / também pudesse acontecer / além do irremediável
dos engarrafamentos / tudo o que cabe no silêncio / (inclusive silêncio) / como uma flor que se abre / doze horas antes do combinado.”     Saiba mais aqui.

Crônica
-Anarquia é utopia – Faça uma todo dia, de Carlos Gerbase, Editora Besouro Box

SINOPSE: Durante cinco anos, o jornalista Carlos Gerbase assinou uma coluna de opinião no caderno de cultura da Zero Hora. Mas Gerbase, além de jornalista, é cineasta, professor, ficcionista e, por duas décadas, fez parte de uma banda depunk rock. Toda essa versatilidade fica evidente neste livro, em que personagens reais parecem criações literárias e séries dramáticas da TV norte-americana parecem retratos do Brasil contemporâneo. Com estilo leve e uma grande capacidade de abordar temas cotidianos com ironia, o autor faz de suas crônicas um passeio cultural pelo Brasil de ontem e de hoje, discutindo filmes, livros, sexo e política com absoluta liberdade e espírito anarquista. Saiba mais aqui;

VENCEDOR-Caixa de guardar vontades, de Emir Rossoni, Editora Telucazu

SINOPSE: O cronista é um colecionador de breves achados. Se o romance ocupa as paredes dos grandes museus e o conto os salões das pequenas galerias, a crônica pode ser encontrada nos lugares mais imprevistos – como no porta-malas de um antigo Chevette, esquecida no fundo de uma velha caixa de anzóis. Tendo como isca uma coleção particular de desejos e vontades, Emir Rossoni nos fisga em histórias que buscam matéria-prima em sua relação com o mundo. Uma relação permeada pela escrita, que como ele mesmo define na crônica que fecha este volume, é uma forma de falar, mas sobretudo uma forma de ouvir. Saiba mais aqui.

-Felicidade é o que conta, de J. J. Camargo, Editora L&PM

SINOPSE: Nestas crônicas, o Dr. J.J. Camargo – referência internacional em cirurgia torácica e autor do primeiro transplante de pulmão da América Latina – escuta seus pacientes e transpõe para o papel os ensinamentos que todos eles, seja em momentos de dor, de negação, de cura, lhe entregaram ao longo de todos esses anos de medicina. Não é exagero falar em momentos de revelação, que só a proximidade com a morte são capazes de produzir. Para além de um doente e de sua doença está um indivíduo enfrentando a talvez pior adversidade pela qual passará em sua vida. No fim das contas, é nesses momentos que se descobre que é preciso muito pouco para ser feliz. Sabia mai aqui.

Conto
-As coisas, de Tobias Carvalho, Editora Record

SINOPSE: Sensível e implacável por trás de uma escrita limpa e simples, As coisas traz uma costura de vivências humanas sob a ótica de um jovem homossexual. O personagem constante dessas histórias trabalha, viaja, estuda, cruza ruas de metrópoles agitadas, passa horas em aplicativos de encontros sexuais. Não há maquiagens para a solidão, nem disfarce para o sexo. Ele sente, ele quer, ele ganha e perde, transformando-se de história em história e construindo um arco narrativo que alicerça todo o livro.

VENCEDOR-Cavalos de Cronos, de José Francisco Botelho, Editora Zouk

SINOPSE: Em Cavalos de Cronos, José Francisco Botelho compõe narrativas que fluem como um líquido, mas sempre através de escolhas verbais sólidas, precisas. Ao mundo concreto se superpõe uma cartografia virtual cujos topônimos têm ressonância de presságio e fábula. As narrativas, em prosa e em verso, se expandem num território de crescente estranheza, em pesadelos de indivíduos crepusculares às voltas com o absurdo, ou nos mistérios ancestrais escondidos na montanha ou no labirinto cego da planura. Saiba mais aqui.

-O sagrado coração do homem, de Michel de Oliveira, Editora Moinhos

SINOPSE: O dicionário define literatura como substantivo feminino. Na prática, o retrato é outro: literatura é artifício masculino, forjado para louvor dos homens. E não se enganem, mesmo o fracasso é representado de forma grandiosa nas páginas dos livros. Saiba mais aqui.

Narrativa Longa
VENCEDOR-De espaços abandonados, de Luisa Geisler, Editora Alfaguara

SINOPSE: De espaços abandonados é um mosaico narrativo de várias vozes, um livro sobre procurar alguém e se perder no processo. Nele, Luisa Geisler constrói com maestria uma trama complexa com personagens envolventes que desafiam os limites das páginas. Saiba mais aqui.

-O clube dos jardineiros de fumaça – Carol Bensimon – Companhia das Letras

SINOPSE: Ambientado na Califórnia e tendo como pano de fundo a descriminalização da maconha, O clube dos jardineiros de fumaça é um retrato magistral da geração hippie. Vencedor do Prêmio Jabuti 2018 na categoria Romance. Saiba mais aqui.

Pequeno espólio do mal – Luiz Maurício Azevedo – Editora Figura de Linguagem

SINOPSE: Pequeno espólio do mal é uma obra tocante sobre amor, decepção e apostasia; um romance de filiação estética pós-humana, com uma profunda e melancólica consciência humanística. Saiba mais aqui.

Especial
-Francisco Ricardo, uma tragédia esquecida, de Sergio Faraco e Valter Antonio Noal Filho, Editora L&PM

SINOPSE: Em 1927, um duelo teve lugar na cidade de Santa Maria. Já era noite quando o comerciante Pedro da Silva Beltrão passou em casa para pegar o sobretudo e não encontrou a esposa, Rosa, que teria saído para comprar aviamentos. Surpreso, viu que, na mesma direção, também descia a avenida o poeta e juiz distrital Francisco Ricardo, que andara dirigindo gracejos a Rosa, e decidiu segui-lo. Mais à frente, viu Rosa e viu ainda que Francisco Ricardo a ultrapassava e depois dobrava à esquerda numa rua escura, seguido por ela. Pedro foi atrás e os surpreendeu conversando. Chocado, bradou um insulto ao juiz, já de revólver na mão. O poeta então sacou seu 38. Apenas Rosa sobreviveu. Saiba mais aqui. https://www.lpm.com.br/site/default.asp?Template=../livros/layout_produto.asp&CategoriaID=717472&ID=639094

VENCEDOR-Hoje eu venci o câncer, de David Coimbra, Editora L&PM

SINOPSE: Enfrentar uma situação-limite e sair inteiro é para poucos. Após o auge da dor – seja ela física ou espiritual –, vem o depois, o dia a dia. Em Hoje eu venci o câncer, David Coimbra nos mostra como ele lidou com seus próprios medos ao enfrentar uma doença que colocou sua vida de cabeça para baixo. Logo em seguida a um diag­nóstico assustador por sua gravidade, o autor se mudou para os Estados Unidos com sua família para tentar um tratamento experimental que foi sua salvação. Saiba mais aqui.

-O velho marinheiro – A vida do Almirante Tamandaré, de Alcy Cheuiche, Editora L&PM

SINOPSE: A história da vida do patrono da Marinha do Brasil. Joaquim Marques Lisboa (1807-1897), o Almirante Tamandaré, foi protagonista dos mais importantes acontecimentos de quase um século de História do Brasil. Assim, este livro não só narra a sua vida, como também nos revela em plena ação muitos personagens que marcaram todo o século XIX, principal­mente Dom Pedro II, que o honrou com os títulos de Barão, Visconde, Conde e, final­mente, Marquês de Tamandaré, e a Princesa Isabel, que o teve a seu lado como um dos mais convictos abolicionistas. Saiba mais aqui.

Com imformações da Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre.