{"id":1516,"date":"2024-07-15T11:27:47","date_gmt":"2024-07-15T14:27:47","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/gaep\/?p=1516"},"modified":"2024-07-15T11:30:52","modified_gmt":"2024-07-15T14:30:52","slug":"pesquisadoras-e-pesquisadores-do-gaep-apresentam-trabalhos-na-34a-reuniao-brasileira-de-antropologia-rba","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/gaep\/2024\/07\/15\/pesquisadoras-e-pesquisadores-do-gaep-apresentam-trabalhos-na-34a-reuniao-brasileira-de-antropologia-rba\/","title":{"rendered":"Pesquisadoras e pesquisadores do GAEP apresentam trabalhos na 34\u00aa Reuni\u00e3o Brasileira de Antropologia (RBA)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/gaep\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/RBA.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-large wp-image-1517 alignnone\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/gaep\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/RBA-1024x187.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"117\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/gaep\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/RBA-1024x187.jpg 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/gaep\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/RBA-300x55.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/gaep\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/RBA-768x140.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/gaep\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/RBA-1536x280.jpg 1536w, https:\/\/www.ufrgs.br\/gaep\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/RBA.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Entre os dias 23 e 26 de julho de 2024 ocorre em Belo Horizontes (MG) a <a href=\"https:\/\/www.34rba.abant.org.br\/site\/capa\">34\u00aa Reuni\u00e3o Brasileira de Antropologia (RBA)<\/a>. Com o tema <em>Territ\u00f3rios vivos, corpos plurais. Antropologia e saberes cr\u00edticos<\/em> esta edi\u00e7\u00e3o alude \u00e0s diferentes lutas sociais e resist\u00eancias em defesa da vida, dos territ\u00f3rios e dos corpos plurais diante dos contextos de crise e viol\u00eancias vividos e observados no Brasil e no mundo, na contemporaneidade.<\/p>\n<p>Devido aos efeitos da crise clim\u00e1tica no Rio Grande do Sul, que influenciam na mobilidade e nas condi\u00e7\u00f5es financeiras de grande parte da popula\u00e7\u00e3o, os participantes poder\u00e3o apresentar seus trabalhos no formato presencial e em v\u00eddeo enviado previamente. Confira abaixo as e os integrantes do GAEP que ter\u00e3o trabalhos no evento.<\/p>\n<p><strong>Ang\u00edcia Gomes Pereira Mour\u00e3o (SEDUC-CE)<\/strong><\/p>\n<p>GT 071 &#8211; Mercados culturais e trabalho: desafios e fazeres etnogr\u00e1ficos<\/p>\n<p>T\u00edtulo do trabalho: N\u00fameros e leituras no Brasil:\u00a0uma discuss\u00e3o sobre legitimidade e ag\u00eancia no mercado editorial brasileiro<\/p>\n<p>Neste trabalho, proponho uma an\u00e1lise da ag\u00eancia dos n\u00fameros (Desrosi\u00e8res, 1993; Scott, 1998; Foucault, 2021) expressos na quinta e \u00faltima edi\u00e7\u00e3o da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, publicada em 2020. Esta pesquisa \u00e9 um diagn\u00f3stico realizado, na maioria das vezes, a cada quatro anos pelo Instituto Pr\u00f3-Livro, com o apoio da C\u00e2mara Brasileira dos Livros (CBL), do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL) e da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Livros e Conte\u00fados Educacionais (Abrelivros). Al\u00e9m de evidenciar a imbrica\u00e7\u00e3o entre Estado e mercado no setor cultural brasileiro, os n\u00fameros dessa pesquisa costumam ser apresentados como de import\u00e2ncia fundamental para a compreens\u00e3o e promo\u00e7\u00e3o dos h\u00e1bitos de leitura dos brasileiros. Em \u00faltima inst\u00e2ncia, \u00e9 a eles que se costuma atribuir legitimidade tanto aos argumentos em prol da leitura, quanto ao senso comum de que \u201co brasileiro n\u00e3o l\u00ea\u201d. Dessa forma, este trabalho contribui para as discuss\u00f5es a respeito das rela\u00e7\u00f5es entre poder p\u00fablico e privado no mercado cultural brasileiro, das pol\u00edticas p\u00fablicas como pr\u00e1ticas sociais e discursos culturalmente situados e da formula\u00e7\u00e3o de indicadores culturais no Brasil.<\/p>\n<p><strong>Joanna Munhoz Sevaio (UFRGS)<\/strong><\/p>\n<p>GT035 &#8211; Cidades e citanidades: quest\u00f5es de Antropologia\u00a0Urbana<\/p>\n<p>T\u00edtulo do trabalho: As cidades do carnaval de rua<\/p>\n<p>Em minha pesquisa de doutoramento, tenho analisado as dimens\u00f5es pol\u00edticas do carnaval de rua contempor\u00e2neo, a partir de trabalho de campo realizado nas cidades de Porto Alegre e Rio de Janeiro, com passagem por Lisboa, onde realizei doutorado-sandu\u00edche. Mais especificamente, considero os usos e contra-usos das ruas como parte de um repert\u00f3rio de contesta\u00e7\u00e3o de viv\u00eancias urbanas segregadoras, que preconizam interesses privados. O fen\u00f4meno carnavalesco em quest\u00e3o, notadamente a partir dos anos 2010, coloca em evid\u00eancia a ocupa\u00e7\u00e3o dos espa\u00e7os p\u00fablicos, de modo que pra\u00e7as, monumentos, ruas e avenidas s\u00e3o tomadas por multid\u00f5es em festa e movimento. Na catarse coletiva promovida pelos blocos, os foli\u00f5es fazem-cidade, contestando a l\u00f3gica imperativa das cidades-mercadoria e protagonizando processos de reencantamento do mundo. A festa \u00e9 uma experi\u00eancia coletiva, p\u00fablica, e potencialmente insurgente. Neste trabalho, busco compor um quadro anal\u00edtico sobre como os citadinos-foli\u00f5es produzem as cidades observadas a partir do carnaval, apreendendo os espa\u00e7os p\u00fablicos pela cad\u00eancia dos tambores, trompetes, xequer\u00eas e tamborins. Entendo, assim, que a dan\u00e7a, a m\u00fasica, a alegria e a liberdade dos corpos formam uma combina\u00e7\u00e3o poderosa a favor de cidades voltadas para a pluralidade, nas quais a citanidade dos sujeitos \u00e9 uma possibilidade, entremeada por rela\u00e7\u00f5es complexas e amb\u00edguas dos blocos de carnaval com o poder p\u00fablico. Minha experi\u00eancia etnogr\u00e1fica \u00e9 sobretudo corporal: coloco-me no meio dos milhares de foli\u00f5es, vivenciando a cidade junto a eles, observando os fluxos e trajetos que v\u00e3o sendo configurados pelas sociabilidades carnavalescas. Ademais, tenho entrevistado representantes dos blocos que acompanho nas ruas, a fim de aprofundar o entendimento dos vieses que fundamentam as pr\u00e1ticas de fazer-cidade dos grupos observados. Este trabalho resulta, portanto, em uma an\u00e1lise situacional das rela\u00e7\u00f5es entre festa, cidade e pol\u00edtica.<\/p>\n<p>Minicurso<\/p>\n<p>MC01 &#8211; Entre o terreno e o campo: perspectivas do fazer-etnogr\u00e1fico entre Brasil\u00a0e\u00a0Portugal<\/p>\n<p>Entre o terreno e o campo: perspectivas do fazer-etnogr\u00e1fico entre Brasil e Portugal<\/p>\n<p>Coordena\u00e7\u00e3o:<br \/>\nHanderson Joseph\u00a0(UFRGS)<br \/>\nRita \u00c1vila Cachado\u00a0(ISCTE)<br \/>\nEste minicurso estrutura-se a partir da no\u00e7\u00e3o de pesquisa de terreno, a qual perpassa o fazer-etnogr\u00e1fico antropol\u00f3gico numa perspectiva transdisciplinar, que se desenvolve em Portugal, em certa medida dialogando tamb\u00e9m com o cen\u00e1rio da antropologia brasileira. O objetivo \u00e9 oferecer \u00e0s\/aos participantes um quadro de refer\u00eancias te\u00f3ricas, metodol\u00f3gicas e emp\u00edricas, que permita uma reflex\u00e3o cr\u00edtica sobre as pr\u00e1ticas de pesquisa no contexto portugu\u00eas e brasileiro. A proposta emerge a partir do di\u00e1logo entre pesquisadoras\/es brasileiras\/os e portuguesa\/es, com vistas a ampliar os debates acerca do tema e contribuir para a consolida\u00e7\u00e3o de redes pesquisa internacional e de reflex\u00e3o sobre o fazer-etnogr\u00e1fico.<br \/>\nO minicurso divide-se em tr\u00eas eixos: 1) introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 pesquisa de terreno, demonstrando as pr\u00e1ticas e t\u00e9cnicas caracter\u00edsticas deste modo de conceber a pesquisa etnogr\u00e1fica; 2) experi\u00eancias de pesquisa no Brasil e em Portugal; 3) a produ\u00e7\u00e3o de conhecimento antropol\u00f3gico articulado a partir das din\u00e2micas de mobilidade e de migra\u00e7\u00e3o e as quest\u00f5es \u00e9ticas da pesquisa de terreno.<\/p>\n<p>Sess\u00e3o 1 &#8211; Entre o terreno e o campo: perspectivas do fazer-etnogr\u00e1fico entre Brasil e Portugal<\/p>\n<p>Ministrante:<br \/>\nOt\u00e1vio Raposo\u00a0(ISCTE)<\/p>\n<p>Sess\u00e3o 2 &#8211; Pesquisar de terreno: uma abordagem do fazer-etnogr\u00e1fico<\/p>\n<p>Ministrante:<br \/>\nMaria Carmencita da Felicidade Job\u00a0(UFRGS)<\/p>\n<p>Sess\u00e3o 3 &#8211; Dentro e fora do terreno: a \u00e9tica na pesquisa etnogr\u00e1fica<\/p>\n<p>Ministrante:<br \/>\nJoanna Munhoz Sevaio (UFRGS)<\/p>\n<p><strong>Vicente Magno F. Cardoso (UFRGS)<\/strong><\/p>\n<p>GT 13 &#8211; Antropologia das pr\u00e1ticas esportivas e de lazer<\/p>\n<p>T\u00edtulo do trabalho: A elei\u00e7\u00e3o para presid\u00eancia e Conselho Deliberativo do Sport Club Internacional em tr\u00eas tempos<\/p>\n<p>O presente resumo se prop\u00f5e a apresentar trecho da pesquisa em andamento sobre mercadoriza\u00e7\u00e3o de um clube de futebol. O texto \u00e9 um etnografia do que chamo tr\u00eas tempos da elei\u00e7\u00e3o realizada pelo Sport Club Internacional, em 2023. O clube porto-alegrense travava debates internos sobre a\u00e7\u00f5es que deveriam ser tomadas pela institui\u00e7\u00e3o visando sua exist\u00eancia e competitividade esportiva.<br \/>\nOs tr\u00eas tempos envolvem a pr\u00e9-elei\u00e7\u00e3o, quando grupos pol\u00edticos colorados confrontaram seus pontos de vista e debateram sobre modelos de Sociedade An\u00f4nima de Futebol, sobre qual proposta de associa\u00e7\u00e3o a uma liga de futebol profissional adotar (dois modelos foram apresentados ao clube), mas tamb\u00e9m a vota\u00e7\u00e3o no Conselho Deliberativo (o segundo tempo) e, por fim, a realiza\u00e7\u00e3o do \u2018p\u00e1tio\u2019, a vota\u00e7\u00e3o com a participa\u00e7\u00e3o dos associados (o terceiro tempo).<br \/>\nA elei\u00e7\u00e3o traz luz ao faccionalismo presente no clube e permite que se observe a complexidade de agentes e seu encadeamento de a\u00e7\u00f5es em meio aos rituais pol\u00edticos do Internacional que visam chegar ao poder na institui\u00e7\u00e3o. Os diferentes perfis de indiv\u00edduos envolvidos p\u00f5em em pauta elementos ligados \u00e0 cultura torcedora, mercadoriza\u00e7\u00e3o e financeiriza\u00e7\u00e3o da institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Victoria Perfeito dos Santos (UFRGS)<\/strong><\/p>\n<p>GT 13 &#8211; Antropologia da Economia<\/p>\n<p>T\u00edtulo do trabalho: Onde comprar hist\u00f3ria em quadrinhos: uma abordagem etnogr\u00e1fica dos mercados<\/p>\n<p>Este trabalho parte de uma etnografia que seguiu os fluxos das hist\u00f3rias em quadrinhos na cidade de Porto Alegre\/RS. O que implica dizer que a etn\u00f3grafa, em constru\u00e7\u00e3o de campo emp\u00edrico, seguiu as HQs por onde elas circulavam. No entanto, as HQs n\u00e3o fluem ao acaso se n\u00e3o intermediadas por diferentes \u201cagenciamentos\u201d (Callon, 2013) que orientam estes fluxos materiais e sociais ensejados por rela\u00e7\u00f5es de troca de tipo mercantil. Dito isso, a etnografia tomou forma e se sucedeu em arenas de mercado &#8211; sebo, gibiteria e feira de quadrinhos &#8211; que organizam encontros que qualificam variadas HQs &#8211; usadas, editoriais-tradicionais e independentes &#8211; e engendram distintas modalidades de valora\u00e7\u00e3o e v\u00ednculo entre os atores engajados na troca &#8211; livreiros, gibiteiros, quadrinistas e p\u00fablico consumidor. Desse modo, neste trabalho, busco argumentar como as arenas mercantis s\u00e3o capazes de produzir dissonantes pr\u00e1ticas de venda, consumo e diferencia\u00e7\u00e3o de bens e mercados.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre os dias 23 e 26 de julho de 2024 ocorre em Belo Horizontes (MG) a 34\u00aa Reuni\u00e3o Brasileira de Antropologia (RBA). Com o tema Territ\u00f3rios vivos, corpos plurais. 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