{"id":35,"date":"2018-06-01T00:10:46","date_gmt":"2018-06-01T03:10:46","guid":{"rendered":"http:\/\/gaepppgas.wixsite.com\/gaep\/single-post\/2018\/06\/01\/Que-venha-a-Copa"},"modified":"2018-09-15T19:50:53","modified_gmt":"2018-09-15T22:50:53","slug":"que-venha-a-copa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/gaep\/2018\/06\/01\/que-venha-a-copa\/","title":{"rendered":"Que venha a Copa&#8230;"},"content":{"rendered":"<div>\n<div><strong>Texto: Arlei Sander Damo<\/strong><\/div>\n<div><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Talvez jamais o Brasil tenha precisado tanto de uma copa do mundo. N\u00e3o me refiro ao t\u00edtulo, a esta altura irrelevante. Uma quarentena de amenidades nos faria bem e, de quebra, chegar\u00edamos mais perto das elei\u00e7\u00f5es. Conjectura-se, com boas raz\u00f5es, que n\u00e3o teremos outro golpe; n\u00e3o por enquanto. Minha intimidade com as casernas \u00e9 nula e, por conta disso, tenho que acreditar no que dizem seus representantes mais ilustres \u00e0 m\u00eddia: que n\u00e3o est\u00e3o articulando e nem pretendem dar uma quartelada. O simples fato de que este assunto tenha virado pauta j\u00e1 \u00e9 ruim o bastante. Pior \u00e9 saber que veio das ruas!<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><!--more--><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o estou desdenhado a grave situa\u00e7\u00e3o dos caminhoneiros \u2013 e de tantas outras categorias profissionais, incluindo a legi\u00e3o de desempregados que tem aumentado. A reivindica\u00e7\u00e3o me pareceu justa e colocou em discuss\u00e3o o modelo de gest\u00e3o da principal empresa nacional, que tenta se equilibrar entre seus senhores: de um lado, os investidores, que det\u00eam a\u00e7\u00f5es e querem lucros; de outro, o povo brasileiro, a quem pertence pouco mais da outra metade da companhia e n\u00e3o gostaria de ser extorquido toda vez que vai comprar combust\u00edvel. Outros temas relevantes foram suscitados, mas o que est\u00e1 prevalecendo agora \u00e9 uma especula\u00e7\u00e3o e o desejo, que n\u00e3o \u00e9 de poucos, de uma interven\u00e7\u00e3o militar, como se j\u00e1 n\u00e3o estivesse acontecendo.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\u00c9 l\u00facido algu\u00e9m imaginar que se possa trocar um presidente da rep\u00fablica sem cerim\u00f4nia, como se muda um t\u00e9cnico de futebol? Sempre se criticou o fato de que, no Brasil, os t\u00e9cnicos n\u00e3o tinham estabilidade e a culpa recaia sobre os dirigentes, tidos como despreparados e afoitos, ou \u00e0 press\u00e3o das massas, irracionais e irasc\u00edveis. Este cen\u00e1rio mudou um pouco nos \u00faltimos anos, de tal forma que temos v\u00e1rios t\u00e9cnicos estabelecidos a mais de uma temporada num mesmo clube. Mas n\u00e3o \u00e9 que a maldi\u00e7\u00e3o passou do futebol para a pol\u00edtica?<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Desde que foi delatado pelo dono da JBS, Temer tem menos de um d\u00edgito de popularidade, algo quase inacredit\u00e1vel. Todavia, dizer que \u00e9 ileg\u00edtimo n\u00e3o cabe. Pelo contr\u00e1rio, ele foi aclamado duas vezes. A primeira, nas urnas, em 2014, pois o combo da Dilma o inclu\u00eda. Pouco mais da metade dos brasileiros fez esta op\u00e7\u00e3o, enquanto um pouco menos da metade foi contra. No entanto, esta \u00faltima metade tanto fez que a Dilma acabou tendo seu mandato sequestrado. Essa turma que bateu panela ensandecida n\u00e3o quer admitir, mas sabia muito bem quem assumiria a presid\u00eancia caso Dilma fosse afastada. Mesmo assim, insistiu que a solu\u00e7\u00e3o era o jogador que estava no banco de reserva; de que ele deveria ocupar o lugar da titular e o jogo viraria. Ele veio com tudo \u2013 sabe aqueles jogares que ficam aquecendo e olhando para o t\u00e9cnico com cara de \u201cchama eu\u201d? &#8211; e havia at\u00e9 quem imaginasse que ele entraria fazendo gols. Pensando bem, ele at\u00e9 fez, mas foi contra.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Figura\u00e7\u00f5es \u00e0 parte, temos um presidente escolhido duas vezes, por duas metades diferentes, e seria de se esperar que fosse \u00e0 prova de contesta\u00e7\u00e3o. Ocorre que as circunst\u00e2ncias em que se deu a escolha fazem pensar que ele foi rejeitado duas vezes e, por isso, tenha se tornado uma unanimidade abjeta. Critic\u00e1-lo, a esta altura, n\u00e3o faz mais sentido. Seu governo, se \u00e9 que o termo se aplica, est\u00e1 acabado. Logo vir\u00e3o as elei\u00e7\u00f5es; \u00e9 o que se espera. Mas s\u00f3 se falar\u00e1 delas, como de h\u00e1bito, depois que a Copa terminar \u2013 \u00e9 assim desde 1994, quando passaram a coincidir. Por sorte temos a Copa, sen\u00e3o n\u00e3o sei como chegar\u00edamos \u00e0s elei\u00e7\u00f5es.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">O tal de caos pol\u00edtico, que muitos colegas intelectuais vislumbram como criativo, por vezes \u00e9 s\u00f3 caos. Em 2013, quando os estudantes vinculados \u00e0 esquerda sa\u00edram \u00e0s ruas protestando contra o aumento das passagens falou-se muito em caos criativo e tanto mais quando eles mudaram a escala, dos \u201c20 centavos\u201d para o \u201cpasse livre\u201d e deste para \u201csou contra tudo isso que est\u00e1 a\u00ed\u201d. Mutatis mutandis, os caminhoneiros amealharam 46 centavos de abatimento no diesel, s\u00f3 que, ao inv\u00e9s de exigir combust\u00edvel gr\u00e1tis, puseram-se a flertar com uma ditadura militar.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Que alento seria se as manifesta\u00e7\u00f5es de agora tivessem efeitos reversos como as de 2013. A\u00ed nem seria desej\u00e1vel a Copa. O saldo mais eloquente de 2013, que, como dito, principiou com coletivos de esquerda e teve os anarquistas como celebridades, n\u00e3o foi o passe livre, tampouco a n\u00e3o realiza\u00e7\u00e3o da Copa, antes um desgaste vertiginoso do governo Dilma. At\u00e9 Lula concorda que 2013 foi o princ\u00edpio do fim, pois foi naquela conjectura que certas pautas anti-PT ganharam as ruas. O que esse pessoal de classe m\u00e9dia e alta, branca e escolarizada aprendeu em 2013 aplicou em 2015 e 2016. Bradaram contra a corrup\u00e7\u00e3o com as camisas da CBF, ajudaram a depor Dilma, a condenar Lula e o resultado, bem, \u00e9 isso tudo que est\u00e1 a\u00ed!<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Por acaso interrompi algumas leituras de Foucault e seus comentadores para escrever este texto. Estava lendo justamente sobre a quest\u00e3o da governamentalidade, em especial sobre a instigante interpreta\u00e7\u00e3o que Foucault faz do neoliberalismo, uma t\u00e9cnica de poder assentada na ideia de \u201cmenos governo\u201d. Ajuda a entender a pol\u00edtica de pre\u00e7os dos combust\u00edveis aplicadas pela atual gest\u00e3o da Petrobras, que segue o regime de verdade do mercado financeiro, repassando \u00e0s refinarias as flutua\u00e7\u00f5es do brent. Daria para pensar outras coisas interessantes a respeito, por exemplo: de como se produziu um embate sui generis, entre o mercado financeiro e o mercado de cargas, pois \u00e9 poss\u00edvel pensar que a paralisa\u00e7\u00e3o dita \u201cdos caminhoneiros\u201d n\u00e3o foi bem uma greve de trabalhadores contra patr\u00f5es, mas uma mobiliza\u00e7\u00e3o patronal \u2013 donos de transportadoras e caminhoneiros aut\u00f4nomos \u2013 contra a pol\u00edtica de pre\u00e7os da Petrobras. Isso n\u00e3o \u00e9 tudo, obviamente. Falou-se nas manifesta\u00e7\u00f5es que a pol\u00edtica de pre\u00e7os da Petrobras devia ser integralmente revista, e n\u00e3o apenas em rela\u00e7\u00e3o ao diesel. E a popula\u00e7\u00e3o tomou partido, a favor dos manifestantes, em que pese tenha sofrido com os efeitos do desabastecimento.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Poderia seguir pensando acerca de como um governo fraco lutou para recuperar um pouco da governamentalidade que se espera dele, tentando impedir que a Petrobras n\u00e3o derretesse na bolsa de valores e as mercadorias voltassem a circular. Nisso me ocorreu uma met\u00e1fora, de que t\u00ednhamos dois rinocerontes numa disputa renhida e entre eles um micuim tentando apart\u00e1-los. A met\u00e1fora soou apropriada, mas incompat\u00edvel com as formula\u00e7\u00f5es ao estilo foucaultiano. No fim das contas, fiquei me questionando se o momento seria para interpreta\u00e7\u00f5es conceituais, mais profundas do que as met\u00e1foras sugerem. Ent\u00e3o tornei a pensar no futebol e nas coisas fora de lugar, \u00e0s quais j\u00e1 havia me referido no texto de um m\u00eas atr\u00e1s, qual seja, da modalidade de discuss\u00e3o que o futebol e a pol\u00edtica geram e de seus respectivos desdobramentos. Ocorreu-me que, ao inv\u00e9s de Foucault, eu poderia me reportar \u00e0s elei\u00e7\u00f5es do Vasco, ocorridas em janeiro deste ano. Antes que um vasca\u00edno fique chateado, sobretudo os amigos meus, devo dizer que as atribula\u00e7\u00f5es na pol\u00edtica vasca\u00edna, que repercutiram em maio, nas arquibancadas, durante um jogo do campeonato brasileiro, s\u00e3o corriqueiras no Gr\u00eamio e em toda a parte. Quando realizei a pesquisa para a tese, no in\u00edcio da d\u00e9cada de 2000, o Internacional vivia uma crise prolongada de resultados dentro de campo e um clima pol\u00edtico conturbado. Os torcedores estavam permanentemente \u00e0 beira de um ataque de nervos, com protestos frequentes em frente ao Port\u00e3o 8 \u2013 por onde circulavam jogadores e comiss\u00e3o t\u00e9cnica. Xingamentos e palavr\u00f5es n\u00e3o eram o bastante e muito seguidamente havia confrontos com a pol\u00edcia e investidas contra o patrim\u00f4nio do clube.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">As manifesta\u00e7\u00f5es eram uma rotina na \u00e9poca, e quase todos os clubes brasileiros conhecem este tipo de realidade. Mas, afinal, o que isso tem a ver com a mobiliza\u00e7\u00e3o dos caminhoneiros, que, ao contr\u00e1rio de 2013, n\u00e3o tiveram, por ora, enfrentamentos cinematogr\u00e1ficos? Torcidas Organizadas, que, em geral, s\u00e3o os atores principais dessas refregas futebol\u00edsticas, n\u00e3o gostam da presen\u00e7a do aparato repressivo do Estado, e nisso se assemelham aos praticantes de a\u00e7\u00f5es diretas como os black bloc. Nenhum dos grupos, no entanto, foge \u00e0 disputa, antes pelo contr\u00e1rio, fazem do enfrentamento uma t\u00e1tica a partir da qual imaginam galgar prest\u00edgio e visibilidade frente a outros grupos, \u00e0 m\u00eddia e \u00e0 popula\u00e7\u00e3o em geral.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Durante as recentes manifesta\u00e7\u00f5es dos caminhoneiros, o governo trabalhou no sentido de evitar o uso da for\u00e7a. N\u00e3o vem ao caso perguntar se faria o mesmo em rela\u00e7\u00e3o a outras corpora\u00e7\u00f5es que optassem pelo bloqueio das estradas. No fim das contas, fez bem em negociar; seria bom se a pol\u00edcia e o ex\u00e9rcito sempre fossem t\u00e3o gentis com os manifestantes como se revelaram agora. Porque, se houvesse o emprego da for\u00e7a, provavelmente haveria resist\u00eancia, e os desdobramentos seriam imprevis\u00edveis. Agora, o simples fato de que isso n\u00e3o tenha ocorrido n\u00e3o elimina, a meu ju\u00edzo, o fato de que uma interven\u00e7\u00e3o militar tenha sido invocada e apoiada por um amplo espectro da popula\u00e7\u00e3o. Interven\u00e7\u00e3o militar pressup\u00f5e o uso da for\u00e7a como estrat\u00e9gia de governamentalidade ou no Brasil h\u00e1 tamanha confus\u00e3o que algu\u00e9m seria capaz de imaginar algo diferente?<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Claro, o uso da for\u00e7a seria contra os baderneiros, os corruptos, os lacaios, enfim, os outros; e os outros s\u00e3o sempre os culpados. O Brasil vive uma grave crise da pol\u00edtica enquanto institui\u00e7\u00e3o. Cada um fala e age por si; implodiu-se a media\u00e7\u00e3o e o di\u00e1logo. Diria que a crise \u00e9 mais ou menos generalizada e n\u00e3o atinge apenas a C\u00e2mara e o Senado federais, mas a desqualifica\u00e7\u00e3o do debate que ali acontece \u2013 tem havido algum debate, afinal? \u2013 espelha uma crua realidade. Pode ser que esta crise tamb\u00e9m esteja relacionada \u00e0 descren\u00e7a no poder de representa\u00e7\u00e3o, pouco importa qual seja a origem e os motivos \u2013 a cren\u00e7a de que tendo acesso a uma rede social e a um punhado de seguidores encontra-se entre elas, mas n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 isso. A crise \u00e9 de credibilidade nas palavras \u2013 tamb\u00e9m por isso, parlamentar \u2013 e, sobretudo, na qualidade dos debates ou, qui\u00e7\u00e1, na aus\u00eancia deles. Suprimiram-se o confronto de ideias em nome dos conchavos, e isso vale tanto para o Congresso quanto para as redes sociais. Recuperar o di\u00e1logo \u00e9 indispens\u00e1vel para resgatar a pol\u00edtica, e isso n\u00e3o se dar\u00e1 apenas com elei\u00e7\u00f5es.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o somos o \u00fanico pa\u00eds com este diagn\u00f3stico, mas n\u00e3o iremos a lugar algum se a todo o momento as pessoas imaginarem que podem resolver os seus problemas pela a\u00e7\u00e3o direta, quanto menos os da na\u00e7\u00e3o. Que as torcidas organizadas se excedam, vez por outra, \u00e9 compreens\u00edvel, embora question\u00e1vel. Que alguns movimentos sociais usem a a\u00e7\u00e3o direta como repert\u00f3rio de luta \u00e9 igualmente compreens\u00edvel e question\u00e1vel, dependendo das circunst\u00e2ncias. \u00c9 compreens\u00edvel, inclusive, o fato que tenhamos tantas pessoas invocando interven\u00e7\u00e3o militar, embora abomin\u00e1vel. Quem sabe isso n\u00e3o seja um del\u00edrio moment\u00e2neo, t\u00e3o fugaz quanto a cren\u00e7a, bem caracter\u00edstica no futebol, de se pensar que a solu\u00e7\u00e3o para os problemas de uma equipe em dificuldades \u00e9 o jogador que n\u00e3o est\u00e1 jogando. J\u00e1 n\u00e3o basta terem pedido para entrar um jogador que estava no banco, em fim de uma carreira que nunca chegou a ser propriamente empolgante, agora querem trazer de volta os jogadores que j\u00e1 jogaram pela equipe e cujo rendimento foi insatisfat\u00f3rio de tal modo que foram afastados?<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Francamente, tem coisas que n\u00e3o valem uma discuss\u00e3o a s\u00e9rio, que jamais deveriam ser tratadas como tal. O futebol n\u00e3o existe s\u00f3 para que um bando se locuplete disputando contra outro a posse de um objeto esf\u00e9rico. Assim como outros jogos ou pe\u00e7as de fic\u00e7\u00e3o, ele se presta para entreter a imagina\u00e7\u00e3o, para deixa-la fluir, inadvertidamente se for o caso. Nos est\u00e1dios \u2013 e mesmo fora deles \u2013 as pessoas podem se performar imaginariamente como t\u00e9cnicos, capazes de encontrar as solu\u00e7\u00f5es apropriadas para os desafios mais ins\u00f3litos, trocar jogadores, contratar novos ou recontratar antigos.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Eu nunca me perguntei por que o Temer n\u00e3o faz isso ou aquilo. Fazia isso nos tempos da Dilma, do Lula ou mesmo de FHC. Nem sempre as respostas eram \u00f3bvias. Governar \u00e9 uma arte, cheia de paradoxos, e s\u00f3 os tolos tem sempre as solu\u00e7\u00f5es na ponta da l\u00edngua. Nesses dias, eu comecei a me perguntar por que Ademor, o meigo, n\u00e3o cria nenhuma pol\u00eamica, por que ele n\u00e3o corta o Neymar, por uma raz\u00e3o qualquer ou sem raz\u00e3o. Ah, as pol\u00eamicas do futebol, que falta elas nos fazem! Enfim, que os caminhoneiros tenham melhores dias; os petroleiros e todos os demais trabalhadores tamb\u00e9m, sobretudo os milhares de desempregados. Que tenhamos elei\u00e7\u00f5es, em outubro! Mas, por agora, pelo amor de deus, que inicie a Copa!<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><!--more--><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Texto: Arlei Sander Damo Talvez jamais o Brasil tenha precisado tanto de uma copa do mundo. N\u00e3o me refiro ao t\u00edtulo, a esta altura irrelevante. Uma quarentena de amenidades nos faria bem e, de quebra, chegar\u00edamos mais perto das elei\u00e7\u00f5es. Conjectura-se, com boas raz\u00f5es, que n\u00e3o teremos outro golpe; n\u00e3o por enquanto. 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