{"id":783,"date":"2020-03-30T15:36:30","date_gmt":"2020-03-30T18:36:30","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/gaep\/?p=783"},"modified":"2020-03-30T15:42:55","modified_gmt":"2020-03-30T18:42:55","slug":"783","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/gaep\/2020\/03\/30\/783\/","title":{"rendered":"\u201cBora para mais uma live galera?\u201d"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_784\" aria-describedby=\"caption-attachment-784\" style=\"width: 251px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-784\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/gaep\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/94a71163-1eaa-487e-8a3b-c6631b72924d-251x300.jpg\" alt=\"\" width=\"251\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/gaep\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/94a71163-1eaa-487e-8a3b-c6631b72924d-251x300.jpg 251w, https:\/\/www.ufrgs.br\/gaep\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/94a71163-1eaa-487e-8a3b-c6631b72924d-856x1024.jpg 856w, https:\/\/www.ufrgs.br\/gaep\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/94a71163-1eaa-487e-8a3b-c6631b72924d-768x919.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/gaep\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/94a71163-1eaa-487e-8a3b-c6631b72924d.jpg 900w\" sizes=\"(max-width: 251px) 100vw, 251px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-784\" class=\"wp-caption-text\">Imagem retirada do IG @saquinhodelixo<\/figcaption><\/figure>\n<p>Texto: Di\u00e9ssica Gaige<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nas \u00faltimas semanas, temos assistido n\u00e3o apenas \u00e0 propaga\u00e7\u00e3o do v\u00edrus Sars-Cov-2 no \u00e2mbito global, mas tamb\u00e9m \u00e0 intensifica\u00e7\u00e3o da ferramenta \u201cao vivo\u201d nas mais distintas plataformas digitais em decorr\u00eancia da pandemia. Como antrop\u00f3loga digital que pesquisa o universo das artes marciais mistas, tenho acompanhado o uso que atletas e f\u00e3s de artes marciais, de modo geral, t\u00eam feito principalmente do Instagram. Como sobreviver sem treinar? Sem ir \u00e0 academia? \u201cEu n\u00e3o posso parar o treino, preciso manter o shape!\u201d \u201cAinda quero lutar esse ano.\u201d Em que circunst\u00e2ncias ser\u00e3o realizados os pr\u00f3ximos eventos?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ficar sem o treino di\u00e1rio, sem o deslocamento at\u00e9 a academia (local que tamb\u00e9m se torna um espa\u00e7o de sociabilidade para muitas pessoas) se tornou um drama e \u00e9 gatilho para distintos dist\u00farbios, como a ansiedade. A recomenda\u00e7\u00e3o da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) \u00e9 que permane\u00e7amos em casa para corrermos menos riscos de contamina\u00e7\u00e3o do v\u00edrus e de propaga\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a, pois falta infraestrutura para atender a tantos pacientes ao mesmo tempo. O famoso #stayhome \u00e9 NECESS\u00c1RIO, embora, nesse momento, possa se tornar um per\u00edodo tedioso. Ent\u00e3o, como gastar nossas energias? Como aproveitar a \u201cquarentena\u201d de uma forma emp\u00e1tica?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Muitas academias t\u00eam se jogado mais ainda para o mundo online para propagandear seu trabalho. Al\u00e9m dos grupos de WhatsApp, onde geralmente se postam o treino do dia para seus clientes, outra estrat\u00e9gia adotada \u00e9 passar um treino aberto ao p\u00fablico atrav\u00e9s da ferramenta \u201clive\u201d do Instagram ou que interessados e interessadas em treinar o solicitem atrav\u00e9s do direct dessa mesma plataforma. Para treinos personalizados e exclusivos, outra estrat\u00e9gia \u00e9 levar as pessoas para outra plataforma atrav\u00e9s da qual ter\u00e3o acesso completo a esses treinos mediante pagamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com isso, temos assistido a muitas (mas muitas!) stories e lives mesmo, de atletas e praticantes de esportes marciais nas m\u00eddias sociais. A foto ou v\u00eddeo do treininho pago, seguido da men\u00e7\u00e3o \u00e0 academia e da figurinha que remete a localiza\u00e7\u00e3o \u201cEm casa\u201d se tornou mais corriqueira do que nunca, n\u00e3o concorda? Isso porque, agora, nos deparamos com uma forma mais acentuada nas rela\u00e7\u00f5es online por conta do v\u00edrus Sars-Cov-2. A comunica\u00e7\u00e3o ser\u00e1 predominantemente atrav\u00e9s das m\u00eddias para diminuir os riscos de contamina\u00e7\u00e3o e espalhamento da covid-19. No cen\u00e1rio atual, estamos tendo que usar com mais frequ\u00eancia as videoconfer\u00eancias para nos sentir pr\u00f3ximos de familiares e amigos, ferramenta \u00e0 qual a gera\u00e7\u00e3o mais jovem \u00e9 mais acostumada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para mim, tem sido interessante refletir sobre esse processo que coloca em evid\u00eancia o que j\u00e1 vinha acontecendo h\u00e1 algum tempo: o relacionamento com as m\u00eddias digitais entre diferentes gera\u00e7\u00f5es. Sabemos que embora a televis\u00e3o ainda exista e que praticamente toda a popula\u00e7\u00e3o brasileira tem mais acesso a ela do que \u00e0 internet, nos \u00faltimos anos, o uso de smartphones tamb\u00e9m cresceu significativamente, inclusive entre os idosos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Num pa\u00eds onde o envelhecimento populacional tamb\u00e9m aumentou nos \u00faltimos tempos, j\u00e1 v\u00ednhamos vivenciando situa\u00e7\u00f5es e comportamentos online que se tratavam especificamente de \u201ccoisa de velhos\u201d que estavam descobrindo o Facebook (rede social que se tornou mais usada entre pessoas com mais de 60 anos), como a n\u00e3o filtragem entre o que \u00e9 ou n\u00e3o \u00e9 <em>fake news<\/em>. J\u00e1 foi complicado lidarmos do ponto de vista pol\u00edtico com as <em>fake news<\/em> nas elei\u00e7\u00f5es de 2018, imagina como tem sido agora como um presidente que incita as pessoas a trabalhar porque a economia precisa girar e desrespeita as recomenda\u00e7\u00f5es da OMS, de cientistas? Est\u00e1 dif\u00edcil viver no Brasil, hein?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diante dessas circunst\u00e2ncias, quero reafirmar que as m\u00eddias sociais t\u00eam assumido um papel fundamental na propaga\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es e n\u00f3s, enquanto cientistas, tamb\u00e9m devemos nos aventurar mais nelas e compartilharmos tudo o que aprendemos para assegurar que cheguem informa\u00e7\u00f5es de qualidade para fam\u00edlias, amigos, av\u00f3s, crian\u00e7as etc. Eu, por exemplo, envio sempre as informa\u00e7\u00f5es atualizadas a respeito da pandemia no grupo da fam\u00edlia no WhatsApp, mas tamb\u00e9m voltei a usar o Facebook para informar meus amigos dessa plataforma e antigos interlocutores de pesquisa do mestrado (idosos), porque sei o alcance que tem esse minha rede, que se difere dos meus contatos no Instagram.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vivemos um cen\u00e1rio de ressignifica\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es no qual o digital \u00e9 o protagonista. Estamos numa fase \u201centre gera\u00e7\u00f5es\u201d que precisa aprender \u201cna marra\u201d a se comunicar online, numa \u00e9poca de influenciadores digitais. A l\u00f3gica da rede \u00e9 a intera\u00e7\u00e3o e o engajamento online, ent\u00e3o por que n\u00e3o investir em lives?<br \/>\n#FIQUEEMCASA #OMSRECOMENDA<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Texto: Di\u00e9ssica Gaige Nas \u00faltimas semanas, temos assistido n\u00e3o apenas \u00e0 propaga\u00e7\u00e3o do v\u00edrus Sars-Cov-2 no \u00e2mbito global, mas tamb\u00e9m \u00e0 intensifica\u00e7\u00e3o da ferramenta \u201cao vivo\u201d nas mais distintas plataformas digitais em decorr\u00eancia da pandemia. 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