Parques urbanos de Porto Alegre: acessibilidade e exclusão socioeconômica

Os pesquisadoras do grupo Jennifer Domeneghini e Amanda Correa, juntamente com o Prof. Dr. Fábio Zampieri publicaram o artigo entitulado Parques urbanos de Porto Alegre: acessibilidade e exclusão socioeconômica na Revista Portuguesa de Geografia Finisterra.
O artigo é um estudo sobre a acessibilidade aos parques urbanos de Porto Alegre, que tem como objetivo investigar como diferentes classes sociais acessam esses espaços. Para tal, foi utilizada uma metodologia que considera os tempos de deslocamento para determinar a acessibilidade espacial dos locais, levando em conta a distribuição espacial de nove parques urbanos e avaliando o desempenho dos modos a pé, de bicicleta e de transporte público. Para calcular e determinar a acessibilidade considerando o custo do deslocamento em termos de tempo, foi utilizado o software RStudio por meio do pacote {r5r}. Mapas de oportunidade espacial dos grupos socioeconômicos foram gerados cruzando-se os dados de acessibilidade previamente calculados com as informações de renda por hexágono, calculando-se a distribuição da acessibilidade da população em cada nível de renda e ponderando-se o nível de acessibilidade. Obteve-se a distribuição da acessibilidade das pessoas localizadas nas origens de um determinado decil de renda, gerando-se gráficos conforme o tempo de viagem (30, 60, 90 e 120 minutos). A análise destaca uma desigualdade significativa no acesso aos parques urbanos de Porto Alegre. A acessibilidade a pé é a mais restrita e desigual, beneficiando principalmente áreas centrais e classes de maior renda. Embora o uso da bicicleta amplie o alcance aos parques em comparação com o deslocamento a pé, ainda persistem desigualdades significativas. O transporte público surge como o modo mais equitativo, oferecendo maior cobertura e potencialmente reduzindo disparidades.

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