{"id":498,"date":"2023-09-25T10:59:32","date_gmt":"2023-09-25T13:59:32","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/geni\/?p=498"},"modified":"2023-10-10T09:13:38","modified_gmt":"2023-10-10T12:13:38","slug":"chamada-para-publicacao-secao-tematica-poesia-musica-e-cancao-inter-relacoes-e-limites-de-genero","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/geni\/chamada-para-publicacao-secao-tematica-poesia-musica-e-cancao-inter-relacoes-e-limites-de-genero\/","title":{"rendered":"Chamada para Publica\u00e7\u00e3o \u2013 Se\u00e7\u00e3o tem\u00e1tica &#8220;Poesia, m\u00fasica e can\u00e7\u00e3o: inter-rela\u00e7\u00f5es e limites de g\u00eanero&#8221;"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;As rela\u00e7\u00f5es entre poesia e m\u00fasica s\u00e3o mais antigas que o pr\u00f3prio conceito de literatura, dada sua natureza imbricada no fen\u00f4meno da oralidade de povos origin\u00e1rios sem cultura escrita, como atestam Paul Zumthor, Ruth Finnegan, entre outros. Dos cantos do coro na trag\u00e9dia grega \u00e0s cantigas proven\u00e7ais e trovadorescas, da aposta na musicalidade total do poema simbolista (\u201cAntes de tudo, a m\u00fasica\u201d &#8211; Paul Verlaine) \u00e0s iniciativas de elabora\u00e7\u00e3o de uma poesia sonora por parte das neovanguardas, s\u00e3o muitos os exemplos, ao longo da hist\u00f3ria, de momentos em que a materialidade das duas modalidades art\u00edsticas se fundiram, transformando seus significantes e criando formas h\u00edbridas como a can\u00e7\u00e3o popular e o RAP. Esses, cada um a seu tempo, foram dos produtos culturais mais consumidos no s\u00e9culo XX, e encarnam a indivisibilidade entre poesia e m\u00fasica. H\u00e1 um vasto material te\u00f3rico que reflete sobre o estatuto da can\u00e7\u00e3o &#8211; g\u00eanero particularmente proeminente no Brasil -, com destaque para autores como Luiz Tatit, Arthur Nestrovski e Jos\u00e9 Miguel Wisnik. Ap\u00f3s seu auge entre os anos 50 e 70, a forma acusa certo desgaste, chegando a ter seu \u201cfim\u201d aventado por cr\u00edticos e at\u00e9 por Chico Buarque. A partir dos anos 80, o RAP se estabelece como novo formato, que tangencia a ideia de can\u00e7\u00e3o mas nega o canto, privilegiando uma dic\u00e7\u00e3o diversa, mais declamat\u00f3ria e menos mel\u00f3dica. No s\u00e9culo XXI, por\u00e9m, nota-se uma aproxima\u00e7\u00e3o entre os dois g\u00eaneros, com o advento de um RAP mais integrado a outros ritmos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Desse modo, o volume 39 da revista Letras &amp; Letras acolher\u00e1 artigos que a) reflitam teoricamente sobre as imbrica\u00e7\u00f5es entre poesia e m\u00fasica; b) investiguem recursos de musicalidade e sonoridade em poemas; c) apresentem estudos comparados entre a can\u00e7\u00e3o e o RAP, analisando os limites e os hibridismos dos g\u00eaneros; d) proponham estudos de caso no \u00e2mbito da can\u00e7\u00e3o popular e\/ou do RAP.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Visite a revista Letras &amp; Letras e envie seu trabalho em <strong>https:\/\/seer.ufu.br\/index.php\/letraseletras\/announcement\/view\/330<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Prazo para submiss\u00e3o<\/strong>: At\u00e9 02 de Outubro de 2023<br><strong>Previs\u00e3o de publica\u00e7\u00e3o<\/strong>: 2023<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Organizadores:<\/strong><br>Sergio Bento (UFU)<br>Renan Nuernberger (UFMG)<br>Andr\u00e9 Goldfeder (UNICAMP)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;As rela\u00e7\u00f5es entre poesia e m\u00fasica s\u00e3o mais antigas que o pr\u00f3prio conceito de literatura, dada sua natureza imbricada no<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8,6],"tags":[],"class_list":["post-498","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-publicacoes","category-recados"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/geni\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/498","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/geni\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/geni\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/geni\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/geni\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=498"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/geni\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/498\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":503,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/geni\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/498\/revisions\/503"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/geni\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=498"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/geni\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=498"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/geni\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=498"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}