{"id":1590,"date":"2019-07-15T16:48:56","date_gmt":"2019-07-15T19:48:56","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/gespla\/?p=1590"},"modified":"2021-03-09T13:18:34","modified_gmt":"2021-03-09T16:18:34","slug":"servicos-ambientais-um-novo-paradigma-na-gestao-de-recursos-hidricos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/gespla\/2019\/07\/15\/servicos-ambientais-um-novo-paradigma-na-gestao-de-recursos-hidricos\/","title":{"rendered":"Servi\u00e7os ambientais: um novo paradigma na gest\u00e3o de recursos h\u00eddricos"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">por Eng. Ambiental <strong>Ipor\u00e3 Brito Possantti<\/strong>, PPGRHSA, IPH\/UFRGS<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">O conceito de \u201cservi\u00e7o ambiental\u201d \u00e9 hoje um novo paradigma na gest\u00e3o e planejamento ambiental e de recursos h\u00eddricos, sendo a fronteira desse movimento a cria\u00e7\u00e3o de esquemas de pagamentos e incentivos por servi\u00e7os ambientais (PSA) ou mesmo mecanismos de mercado desse tipo de servi\u00e7o (MSA).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">As informa\u00e7\u00f5es postadas refletem a opini\u00e3o do(s) autor(es) e n\u00e3o necessariamente da Institui\u00e7\u00e3o (IPH\/UFRGS).<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\"><!--more--><\/span><\/p>\n<h3><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\"><strong>Resumo:<\/strong><\/span><\/h3>\n<ul>\n<li>\n<blockquote><p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Servi\u00e7os ambientais s\u00e3o definidos por &#8220;<strong>benef\u00edcios<\/strong> que pessoas obt\u00eam de ecossitemas ou sistemas ambientais&#8221;;<\/span><\/p><\/blockquote>\n<\/li>\n<li>\n<blockquote><p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Servi\u00e7os ambientais s\u00e3o hoje classificados em &#8220;de <strong>provis\u00e3o<\/strong>&#8220;, &#8220;de <strong>regula\u00e7\u00e3o<\/strong>&#8221; e &#8220;<strong>culturais<\/strong>&#8220;;<\/span><\/p><\/blockquote>\n<\/li>\n<li>\n<blockquote><p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Bacias hidrogr\u00e1ficas bem <strong>preservadas<\/strong> oferecem servi\u00e7os ambientais para <strong>usu\u00e1rios de \u00e1gua de jusante<\/strong>, principalmente cidades;<\/span><\/p><\/blockquote>\n<\/li>\n<li>\n<blockquote><p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Um esquema de <strong>Pagamentos por Servi\u00e7os Ambientais<\/strong> (PSA) precisa estabelecer um<em> acordo vi\u00e1vel<\/em> entre&nbsp;<strong>usu\u00e1rios de montante e de jusante<\/strong> que induza&nbsp;<em>mudan\u00e7as<\/em>&nbsp;<em>permanentes<\/em>, n\u00e3o externalize impactos negativos e ofere\u00e7a um baixo custo de transa\u00e7\u00e3o;<\/span><\/p><\/blockquote>\n<\/li>\n<li>\n<blockquote><p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Ferramentas computacionais como SWAT e InVEST podem ser usados para avaliar servi\u00e7os ambientais associados aos recursos h\u00eddricos.<\/span><\/p><\/blockquote>\n<\/li>\n<\/ul>\n<h2><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Hist\u00f3rico e defini\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os ambientais<\/span><\/h2>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">O conceito de \u201c<strong>servi\u00e7o ambiental<\/strong>\u201d (ou \u201cservi\u00e7o ecossist\u00eamico\u201d ) \u00e9 hoje um novo paradigma na gest\u00e3o e planejamento ambiental, sendo a fronteira desse movimento a cria\u00e7\u00e3o de <em>esquemas de pagamentos e incentivos por servi\u00e7os ambientais<\/em> (PSA) ou mesmo <em>mecanismos de mercado<\/em> desse tipo de servi\u00e7o (MSA). De acordo com G\u00f3mez-Baggethun et al. (2010), a origem da ideia pode ser rastreada at\u00e9 o final dos anos de 1970, quando setores ambientalistas passaram a se valer de <em>argumentos utilitaristas<\/em> para comover a sociedade em defesa da preserva\u00e7\u00e3o dos ecossistemas. No entanto, segundo esses mesmo autores, a ideia \u00e9 um produto de um movimento mais amplo, iniciado no anos de 1960, de tratamento dos ent\u00e3o chamados \u201c<strong>recursos naturais<\/strong>\u201d na teoria econ\u00f4mica neocl\u00e1ssica. Assim, n\u00e3o somente surge o conceito de \u201cservi\u00e7o ambiental\u201d mas tamb\u00e9m o conceito de \u201c<strong>capital natural<\/strong>\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Um marco relevante na forma\u00e7\u00e3o atual do conceito foi a contribui\u00e7\u00e3o de De Groot (1987), que defende que o conceito de \u201c<strong>fun\u00e7\u00e3o ambiental<\/strong>\u201d na ecologia poderia concretizar uma ponte com a economia, onde seria traduzido como \u201c<strong>bens e servi\u00e7os ambientais<\/strong>\u201d. Uma d\u00e9cada depois, Costanza et al. (1997) produzem um marco cient\u00edfico na \u00e1rea ao apresentar uma <em>estimativa do valor global<\/em> dos servi\u00e7os ecossist\u00eamicos e do capital natural, al\u00e9m de explorar com mais detalhe defini\u00e7\u00f5es, m\u00e9todos de valora\u00e7\u00e3o e propor classes de servi\u00e7os. Usando uma <em>abordagem marginalista<\/em>, os autores estimaram em <em>33 trilh\u00f5es de d\u00f3lares<\/em> o valor anual de diversos tipos de servi\u00e7os ambientais \u2013 algo equivalente \u00e0 <em>duas vezes o PIB mundial<\/em> em 1997.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">A contribui\u00e7\u00e3o do <strong>Millennial Ecosystem Assessment<\/strong> \u2013 MEA &#8211; (2005) sistematizou os conceitos e classes de servi\u00e7os ecossist\u00eamicos de forma a facilitar sua dissemina\u00e7\u00e3o para fora do ambiente cient\u00edfico em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 <em>formula\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas<\/em> e tomadas de decis\u00e3o. Assim, a defini\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os ecossist\u00eamicos atualmente mais difundida \u00e9 de \u201c<strong>benef\u00edcios que pessoas obt\u00eam de ecossistemas<\/strong>\u201d. Com algumas modifica\u00e7\u00f5es a partir do MEA, a <strong>Common International Classification of Ecosystem Services<\/strong> \u2013 CICES \u2013 (Haines-Young e Potschin, 2018) define atualmente as seguintes classes de servi\u00e7os ambientais:<\/span><\/p>\n<ul>\n<li>\n<blockquote><p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Servi\u00e7os de<strong> provis\u00e3o<\/strong>: \u201ctodo material nutricional, n\u00e3o nutricional e energia produzido por sistemas vivos, incluindo produtos abi\u00f3ticos como \u00e1gua\u201d;<\/span><\/p><\/blockquote>\n<\/li>\n<li>\n<blockquote><p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Servi\u00e7os de <strong>regula\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o<\/strong>: \u201ctodas as formas que organismos vivos podem mediar ou moderar o ambiente que afeta a sa\u00fade, a seguran\u00e7a e o conforto humano, junto com equivalentes abi\u00f3ticos\u201d;<\/span><\/p><\/blockquote>\n<\/li>\n<li>\n<blockquote><p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Servi\u00e7os <strong>culturais<\/strong>: \u201ctodos os produtos n\u00e3o materiais, n\u00e3o rivais e n\u00e3o consuntivos gerados por ecosystemas (bi\u00f3ticos e abi\u00f3ticos) que afetam o estado mental e f\u00edsico de pessoas\u201d.<\/span><\/p><\/blockquote>\n<\/li>\n<\/ul>\n<h2><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Servi\u00e7os ambientais relacionados \u00e0 \u00e1gua em bacias hidrogr\u00e1ficas<\/span><\/h2>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">N\u00e3o por acaso, o conceito de servi\u00e7os ambientais ganhou espa\u00e7o na gest\u00e3o e planejamento da \u00e1gua de forma a compor uma consider\u00e1vel parte do paradigma vigente na \u00e1rea. Ainda assim, Momblanch et al. (2016) sustenta que ainda existem lacunas na inclus\u00e3o de servi\u00e7os ambientais em <em>modelos hidroecon\u00f4micos<\/em>. Esses autores revisaram 95 estudos de aplica\u00e7\u00f5es hidroecon\u00f4micas e perceberam que as formas de inclus\u00e3o do valor ambiental continuam muito diferentes entre si e que argumetam que se deve fazer um movimento de maior aproxima\u00e7\u00e3o da abordagem de servi\u00e7os ambientais de forma a <em>unificar<\/em> essa tem\u00e1tica.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Postel e Thompson (2005) argumentam que<strong> bacias hidrogr\u00e1ficas preservadas<\/strong> oferecem um conjunto de servi\u00e7os ambientais para <strong>usu\u00e1rios de \u00e1gua de jusante<\/strong>, principalmente cidades. Os autores apresentam uma rela\u00e7\u00e3o de 13 de estudos de caso em que esquemas entre m\u00faltiplos interessados mobilizaram fundos para a preserva\u00e7\u00e3o ou prote\u00e7\u00e3o de bacias hidrogr\u00e1ficas e fazem uma descri\u00e7\u00e3o mais detalhada sobre os casos da Costa Rica e da cidade de New York. Eles tamb\u00e9m sustentam que existem grandes possibilidades de <strong>integra\u00e7\u00e3o com o desenvolvimento rural<\/strong> no incentivo de <em>boas pr\u00e1ticas de manejo do solo<\/em>, citando um estudo de caso de Bassi (2002) que apresenta resultados promissores na redu\u00e7\u00e3o dos custos de tratamento da \u00e1gua na cidade de Chapec\u00f3\/SC.<\/span><\/p>\n\n\t\t<style type=\"text\/css\">\n\t\t\t#gallery-1 {\n\t\t\t\tmargin: auto;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-item {\n\t\t\t\tfloat: left;\n\t\t\t\tmargin-top: 10px;\n\t\t\t\ttext-align: center;\n\t\t\t\twidth: 100%;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 img {\n\t\t\t\tborder: 2px solid #cfcfcf;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-caption {\n\t\t\t\tmargin-left: 0;\n\t\t\t}\n\t\t\t\/* see gallery_shortcode() in wp-includes\/media.php *\/\n\t\t<\/style>\n\t\t<div id='gallery-1' class='gallery galleryid-1590 gallery-columns-1 gallery-size-full'><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.ufrgs.br\/gespla\/2019\/07\/15\/servicos-ambientais-um-novo-paradigma-na-gestao-de-recursos-hidricos\/banhado-grande\/'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"730\" height=\"485\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/gespla\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/banhado-grande.jpg\" class=\"attachment-full size-full\" alt=\"\" aria-describedby=\"gallery-1-1604\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/gespla\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/banhado-grande.jpg 730w, https:\/\/www.ufrgs.br\/gespla\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/banhado-grande-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 730px) 100vw, 730px\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt>\n\t\t\t\t<dd class='wp-caption-text gallery-caption' id='gallery-1-1604'>\n\t\t\t\tA \u00c1rea de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental do Banhado Grande (RS), oferece diversos servi\u00e7os ambientais para os usu\u00e1rios de \u00e1gua \u00e0 jusante, tais como as cidade de Gravata\u00ed e Alvorada. (Fonte da foto: https:\/\/ferdinandodesousa.com\/2017\/10\/10\/o-banhado-grande-ou-as-nascentes-do-rio-gravatai\/)\n\t\t\t\t<\/dd><\/dl><br style=\"clear: both\" \/>\n\t\t<\/div>\n\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">A import\u00e2ncia e classifica\u00e7\u00f5es dos servi\u00e7os ambientais associados \u00e0 \u00e1gua em bacias hidrogr\u00e1ficas \u00e9 explorada em detalhe por Smith et al. (2006). Dentro das classes propostas pelo MEA (2005), que inclui <em>servi\u00e7os de suporte<\/em>, os autores apresentam a seguinte rela\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os, bem como sugerem indicadores de estado e indicadores de uso sustent\u00e1vel:<\/span><\/p>\n<ol>\n<li>\n<blockquote><p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Servi\u00e7os de <em>provis\u00e3o<\/em> associados \u00e0 \u00e1gua em bacias: \u00e1gua, alimentos, bens n\u00e3o alimentares, energia;<\/span><\/p><\/blockquote>\n<\/li>\n<li>\n<blockquote><p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Servi\u00e7os de<em> regula\u00e7\u00e3o<\/em> associados \u00e0 \u00e1gua em bacias: regula\u00e7\u00e3o de fluxos de \u00e1gua; mitiga\u00e7\u00e3o de desastres; controle de processos erosivos; purifica\u00e7\u00e3o de \u00e1gua;<\/span><\/p><\/blockquote>\n<\/li>\n<li>\n<blockquote><p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Servi\u00e7os de <em>suporte<\/em> associados \u00e0 \u00e1gua em bacias: h\u00e1bitat para a vida selvagem; regime natural do fluxo de \u00e1gua;<\/span><\/p><\/blockquote>\n<\/li>\n<li>\n<blockquote><p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Servi\u00e7os <em>culturais<\/em> associados \u00e0 \u00e1gua em bacias: atividades recreativas e c\u00eanicas; constru\u00e7\u00e3o de identidades e heran\u00e7as culturais; inspira\u00e7\u00e3o art\u00edstica, espiritual e cient\u00edfica;<\/span><\/p><\/blockquote>\n<\/li>\n<\/ol>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Smith et al. (2006) tamb\u00e9m exploram em detalhe os processos e requisitos que conduzem \u00e0 instala\u00e7\u00e3o de um esquema de PSA em uma bacia hidrogr\u00e1fica. Segundo eles, al\u00e9m da indentifica\u00e7\u00e3o e quantifica\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os ambientais,<strong> \u00e9 necess\u00e1rio que exista uma comunidade de jusante<\/strong> na bacia (ou seja, os <strong>benefici\u00e1rios dos servi\u00e7os<\/strong>) que valorem o servi\u00e7o de forma que se possa desenvolver um ambiente de negocia\u00e7\u00e3o e um <strong>acordo vi\u00e1vel com a comunidade de montante<\/strong>, que \u00e9 provedora do servi\u00e7o ambiental.<\/span><\/p>\n\n\t\t<style type=\"text\/css\">\n\t\t\t#gallery-2 {\n\t\t\t\tmargin: auto;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-2 .gallery-item {\n\t\t\t\tfloat: left;\n\t\t\t\tmargin-top: 10px;\n\t\t\t\ttext-align: center;\n\t\t\t\twidth: 100%;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-2 img {\n\t\t\t\tborder: 2px solid #cfcfcf;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-2 .gallery-caption {\n\t\t\t\tmargin-left: 0;\n\t\t\t}\n\t\t\t\/* see gallery_shortcode() in wp-includes\/media.php *\/\n\t\t<\/style>\n\t\t<div id='gallery-2' class='gallery galleryid-1590 gallery-columns-1 gallery-size-full'><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.ufrgs.br\/gespla\/2019\/07\/15\/servicos-ambientais-um-novo-paradigma-na-gestao-de-recursos-hidricos\/pes\/'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"949\" height=\"727\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/gespla\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/PES.jpg\" class=\"attachment-full size-full\" alt=\"\" aria-describedby=\"gallery-2-1602\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/gespla\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/PES.jpg 949w, https:\/\/www.ufrgs.br\/gespla\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/PES-300x230.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/gespla\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/PES-768x588.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 949px) 100vw, 949px\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt>\n\t\t\t\t<dd class='wp-caption-text gallery-caption' id='gallery-2-1602'>\n\t\t\t\tUm esquema de pagamento por servi\u00e7os ambientais (PSA) no contexto de recursos h\u00eddricos requer uma comunidade de jusante interessada e um acordo vi\u00e1vel com a comunidade de montante em uma bacia hidrogr\u00e1fica. (fonte: UN-Water, 2018)\n\t\t\t\t<\/dd><\/dl><br style=\"clear: both\" \/>\n\t\t<\/div>\n\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Contudo, mesmo ap\u00f3s instalado, o esquema de PSA deve ser avaliado em termos de sua <em>efetividade<\/em>. Santos e Silvano (2016), em uma revis\u00e3o sistem\u00e1tica sobre a efetividade de esquemas de PSA, apresentam quatro indicadores de efetividade, a saber:<\/span><\/p>\n<ol>\n<li>\n<blockquote><p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\"><strong>Adicionalidade<\/strong>: o PSA precisa <em>induzir munda\u00e7a<\/em> e n\u00e3o apenas premiar a ina\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p><\/blockquote>\n<\/li>\n<li>\n<blockquote><p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\"><strong>Perman\u00eancia<\/strong>: capacidade <em>desej\u00e1vel<\/em> do servi\u00e7o ambiental <em>continuar a ser prestado<\/em> mesmo ap\u00f3s o encerramento dos pagamentos;<\/span><\/p><\/blockquote>\n<\/li>\n<li>\n<blockquote><p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\"><strong>Vazamentos<\/strong>: fen\u00f4meno <em>indesej\u00e1vel<\/em> de transfer\u00eancia das atividades que produzem impactos negativos para <em>fora<\/em> da \u00e1rea de abrang\u00eancia do esquema de PSA;<\/span><\/p><\/blockquote>\n<\/li>\n<li>\n<blockquote><p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\"><strong>Custo de transa\u00e7\u00e3o<\/strong>: o valor (<em>que deve ser minimizado<\/em>) de todos os demais custos associados para <em>viabilizar<\/em> o esquema de PSA, tais como custo de informa\u00e7\u00e3o, de negocia\u00e7\u00e3o, do monitoramento, de fiscaliza\u00e7\u00e3o e de valida\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p><\/blockquote>\n<\/li>\n<\/ol>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Sendo a hidrologia uma ci\u00eancia ampla e consolidada na modelagem de processos, com diversas ferramentas computacionais dispon\u00edveis, a avalia\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os ambientais relacionados \u00e0 \u00e1gua em bacias hidrogr\u00e1ficas tem sido grande foco de estudos. De acordo com Francesconi et al. (2016), o uso da ferramenta <a href=\"https:\/\/swat.tamu.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>SWAT<\/strong><\/a> t\u00eam crescido nesse sentido, uma vez que essa ferramenta foi projetada justamente para <strong>avaliar diversas vari\u00e1veis relacionas ao ciclo hidrol\u00f3gico<\/strong>: vaz\u00e3o, sedimentos, qualidade, impacto da cobertura do solo, etc. Entre 44 artigos revisados por esses autores, 34% buscam avaliar os servi\u00e7os de provis\u00e3o de \u00e1gua,&nbsp; 27% avaliam os servi\u00e7os de regula\u00e7\u00e3o e o restante consiste em abordagem mistas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Uma ferramenta que se destaca na avalia\u00e7\u00e3o da <strong>distribui\u00e7\u00e3o espacial dos servi\u00e7os ambientais existentes<\/strong>&nbsp;\u00e9 a ferramenta <strong><a href=\"https:\/\/naturalcapitalproject.stanford.edu\/invest\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">InVEST<\/a> <\/strong>(The Natural Capital Project, 2016). O objetivo geral da ferramenta \u00e9 indicar <em>onde<\/em> no territ\u00f3rio os servi\u00e7os s\u00e3o ofertados. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 tem\u00e1tica da \u00e1gua, essa ferramenta apresenta tr\u00eas m\u00f3dulos: (1) produ\u00e7\u00e3o de \u00e1gua, (2) produ\u00e7\u00e3o de sedimentos e (3) exporta\u00e7\u00e3o de nutrientes.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr>\n<h2><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Refer\u00eancias<\/span><\/h2>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">COSTANZA, R. et al. The value of the world \u2019 s ecosystem services and natural capital. <strong>Nature<\/strong>, v. 387, n. May, p. 253\u2013260, 1997.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">FRANCESCONI, W. et al. Using the Soil and Water Assessment Tool (SWAT) to model ecosystem services: A systematic review. <strong>Journal of Hydrology<\/strong>, v. 535, p. 625\u2013636, 1 abr. 2016.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">G\u00d3MEZ-BAGGETHUN, E. et al. The history of ecosystem services in economic theory and practice: from early notions to markets and payment schemes. <strong>Ecological Economics<\/strong>, v. 69, p. 1209\u20131218, 2010.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">GROOT, R. S. DE. Environmental functions as a unifying concept for ecology and economics. <strong>The Environmentalist<\/strong>, 1987.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">HAINES-YOUNG, R.; POTSCHIN, M. Common International Classification of Ecosystem Services (CICES) V5.1 Guidance on the Application of the Revised Structure.[s.l: s.n.]. 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As<\/p><\/div>\n<div class=\"blog-btn\"><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/gespla\/2019\/07\/15\/servicos-ambientais-um-novo-paradigma-na-gestao-de-recursos-hidricos\/\" class=\"home-blog-btn\">Ler mais<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":1290,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_uag_custom_page_level_css":"","ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[14,15],"tags":[],"class_list":["post-1590","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-conceitos","category-servicos-ambientais"],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/www.ufrgs.br\/gespla\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/aerial-pantanal-brazil-2-e1533906284939.jpg",1755,800,false],"thumbnail":["https:\/\/www.ufrgs.br\/gespla\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/aerial-pantanal-brazil-2-e1533906152203-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/www.ufrgs.br\/gespla\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/aerial-pantanal-brazil-2-e1533906152203-300x137.jpg",300,137,true],"medium_large":["https:\/\/www.ufrgs.br\/gespla\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/aerial-pantanal-brazil-2-e1533906152203-768x350.jpg",696,317,true],"large":["https:\/\/www.ufrgs.br\/gespla\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/aerial-pantanal-brazil-2-e1533906152203-1024x467.jpg",696,317,true],"1536x1536":["https:\/\/www.ufrgs.br\/gespla\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/aerial-pantanal-brazil-2-e1533906284939.jpg",1536,700,false],"2048x2048":["https:\/\/www.ufrgs.br\/gespla\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/aerial-pantanal-brazil-2-e1533906284939.jpg",1755,800,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"Ipor\u00e3 Possantti","author_link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/gespla\/author\/ipora-possantti\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"por Eng. 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