{"id":681,"date":"2018-10-22T21:30:55","date_gmt":"2018-10-23T00:30:55","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/gestaoalternativa\/?page_id=681"},"modified":"2020-10-25T16:31:18","modified_gmt":"2020-10-25T19:31:18","slug":"linhas-de-pesquisas","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/gestaoalternativa\/linhas-de-pesquisas\/","title":{"rendered":"Linhas de Pesquisas"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">O grupo que surgiu a partir de pesquisas em <\/span><b>Estudos Organizacionais<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> tem rela\u00e7\u00f5es com campos relativamente novos &#8211; como o da <\/span><b>Gest\u00e3o Social e o Campo de P\u00fablicas<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> &#8211; mas que est\u00e3o em processo de verdadeira efervesc\u00eancia intelectual e acad\u00eamica e mant\u00eam fortes v\u00ednculos com <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">quest\u00f5es sociais de car\u00e1ter p\u00fablico<\/span><b>.<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> Assim, estamos diante de um espa\u00e7o aberto para novas produ\u00e7\u00f5es e para inova\u00e7\u00e3o te\u00f3rica e metodol\u00f3gica, com significativa acolhida entre outros grupos de pesquisa, e tamb\u00e9m com relevante impacto social.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>LINHA DE PESQUISA 1 &#8211; ORGANIZA\u00c7\u00d5ES ALTERNATIVAS OU CONTRA HEGEM\u00d4NICAS\u00a0<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Essa linha de pesquisa do NEGA quer conhecer e entender os processos organizativos de experi\u00eancias coletivas que contestam o que \u00e9 geralmente propagado pelo conhecimento <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">mainstream<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">, n\u00e3o apenas do ponto de vista da forma organizacional que adota, mas tamb\u00e9m por terem um<\/span><b> car\u00e1ter performativo,<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> ou seja, o modo de dar consecu\u00e7\u00e3o \u00e0s suas atividades-fim tem \u2013 ou aspira ter &#8211;<\/span><b> implica\u00e7\u00f5es pol\u00edticas diretas na hegemonia das estruturas sociais.<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Tais experi\u00eancias n\u00e3o se resumem nem se limitam, portanto, a um modo coletivizado e\/ou horizontalizado de trabalho, mas parecem ser, antes, animadas por um <\/span><b>discurso<\/b><b> que transcende a dimens\u00e3o do trabalho<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> e o recoloca como um meio de luta pela realiza\u00e7\u00e3o presente de um <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">devir<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> imaginado e desejado. Outro modo de abordar essas experi\u00eancias \u00e9 examinar como elas <\/span><b>vivenciam um modo de vida<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, <\/span><b>n\u00e3o s\u00f3 econ\u00f4mico,<\/b> <b>mas \u00e9tico<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> em seu sentido pleno.<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Interessa para a linha de pesquisa desvendar e compreender os modos pelos quais tais organiza\u00e7\u00f5es lidam com a tens\u00e3o constituinte que parece marcar a sua inten\u00e7\u00e3o contra hegem\u00f4nica. Tamb\u00e9m interessam para a linha de pesquisa <\/span><b>quest\u00f5es que envolvem o efetivo alcance dessas experi\u00eancias em provocar transforma\u00e7\u00f5es nos modos de vida<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, seja ao n\u00edvel das experi\u00eancias subjetivas ou da organiza\u00e7\u00e3o da sociedade.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>LINHA DE PESQUISA 2 \u2013 ORGANIZA\u00c7\u00d5ES E NOVAS SUBJETIVIDADES\u00a0<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Nessa linha de pesquisa, o NEGA tem o objetivo de refletir sobre os <\/span><b>processos organizativos emergentes <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">(<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">organizing processes<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">) em sua <\/span><b>rela\u00e7\u00e3o com a produ\u00e7\u00e3o de subjetividades<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. Ambos comp\u00f5em o processo de gesta\u00e7\u00e3o de novas formas de vida na sociedade contempor\u00e2nea. Uma dessas formas de vida, de particular interesse para nossa pesquisa \u00e9 a \u201cempresa\u201d ou \u201cempresariza\u00e7\u00e3o de si\u201d, mas n\u00e3o apenas esta.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A partir da <\/span><b>rela\u00e7\u00e3o entre poder e subjetividade<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, examinamos organiza\u00e7\u00f5es como objetos emp\u00edricos privilegiados para a observa\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o e reprodu\u00e7\u00e3o de subjetividades. S\u00e3o fen\u00f4menos hist\u00f3ricos concretos de constru\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os intersubjetivos cuja opera\u00e7\u00e3o se sustenta numa dial\u00e9tica que divide o sujeito, ao produzir concomitantemente sujei\u00e7\u00e3o e subjetiva\u00e7\u00e3o, mas que nunca deixam de ser espa\u00e7os (e tempos) produzidos intersubjetivamente.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>LINHA DE PESQUISA 3 \u2013 GEST\u00c3O E TECNOLOGIA (ORGANIZA\u00c7\u00d5ES E MATERIALIDADE)\u00a0<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A linha de pesquisa parte do pressuposto que o desenvolvimento das \u201cci\u00eancias\u201d da gest\u00e3o guarda forte rela\u00e7\u00e3o com o desenvolvimento tecnol\u00f3gico. A <\/span><b>cria\u00e7\u00e3o, apropria\u00e7\u00e3o e aplica\u00e7\u00e3o da t\u00e9cnica<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> \u00e9 a forma com que o ser humano transforma o seu meio, e as organiza\u00e7\u00f5es s\u00e3o mediadores importantes desse processo tecnol\u00f3gico.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Por isso, repensar as t\u00e9cnicas de organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o significa apenas criar formas de gest\u00e3o mais humanizadas para operarem dentro dos atuais padr\u00f5es capitalistas de reprodu\u00e7\u00e3o social. Tamb\u00e9m \u00e9 importante <\/span><b>interrogar o modelo de desenvolvimento tecnol\u00f3gico subjacente \u00e0s pr\u00e1ticas gestion\u00e1rias atuais. <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">Assim, conceber alternativas de gest\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o significa, necessariamente, escrutinar o conceito hegem\u00f4nico de tecnologia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Apesar de muitos autores insistirem na ideia de competitividade para propor novos modos de organizar fundados na \u201csolidariedade\u201d, o NEGA pretende examinar as pr\u00e1ticas de gest\u00e3o como componentes funcionais de um sistema e <\/span><b>examinar aquilo que \u00e9 eliminado como disfuncional<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. O objetivo, portanto, \u00e9 construir uma concep\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s da nega\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>LINHA DE PESQUISA 4 \u2013 TENS\u00d5ES ENTRE AUTONOMIA E ORGANIZA\u00c7\u00c3O NA UNIVERSIDADE BRASILEIRA\u00a0<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Essa linha de pesquisa examina a tens\u00e3o constituinte no fazer universit\u00e1rio de Universidades P\u00fablicas Brasileiras, que se d\u00e1 entre a busca de autonomia e a necessidade de administrar processos organizativos. Esta tens\u00e3o reflete uma disputa entre concep\u00e7\u00f5es de universidade e entre ser uma institui\u00e7\u00e3o social aut\u00f4noma ou uma organiza\u00e7\u00e3o administrada.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Como ponto de partida te\u00f3rico, a reflex\u00e3o se apoia na teoria pol\u00edtica do discurso de Ernesto Laclau, para entender os processos de disputa de concep\u00e7\u00f5es de universidade como forma\u00e7\u00f5es discursivas; e na discuss\u00e3o hist\u00f3rica e ontol\u00f3gica que intelectuais brasileiros e latino-americanos fazem a respeito da universidade e do seu <\/span><b>sentido pol\u00edtico para produ\u00e7\u00e3o de conhecimento<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Essa emergente linha de pesquisa visa abrigar estudos que, entre outras quest\u00f5es correlatas, se interessam em investigar os <\/span><b>modos de organiza\u00e7\u00e3o da universidade<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, em especial o <\/span><b>car\u00e1ter mais ou menos democr\u00e1tico adotado nos discursos e nas pr\u00e1ticas<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">; a articula\u00e7\u00e3o que esses modos de organiza\u00e7\u00e3o podem ou n\u00e3o ter com concep\u00e7\u00f5es de universidade e de conhecimento subjacentes; e as poss\u00edveis implica\u00e7\u00f5es das entradas de novos p\u00fablicos nas universidades p\u00fablicas brasileiras nos \u00faltimos 20 anos nos modos de organiza\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O grupo que surgiu a partir de pesquisas em Estudos Organizacionais tem rela\u00e7\u00f5es com campos relativamente novos &#8211; como o da Gest\u00e3o Social e o Campo de P\u00fablicas &#8211; mas que est\u00e3o em processo de verdadeira efervesc\u00eancia intelectual e acad\u00eamica<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/gestaoalternativa\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/681"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/gestaoalternativa\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/gestaoalternativa\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/gestaoalternativa\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/gestaoalternativa\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=681"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/gestaoalternativa\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/681\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1130,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/gestaoalternativa\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/681\/revisions\/1130"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/gestaoalternativa\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=681"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}