Semiótica Revista – Edição com os artigos publicados em periódico pela pesquisadora Ione Maria Ghislene Bentz
Design estratégico e seeding para promover processos ecossistêmicos de inovação social. O caso de inovação social da Mercur.
FREIRE, K. M. ; DEL GAUDIO, C. ; BENTZ, I. M. G. ; FRANZATO, C. ; BORBA, G. S. . – CUADERNOS DEL CENTRO DE ESTUDIOS DE DISEÑO Y COMUNICACIÓN, v. 83, p. 111-125, 2020.
O artigo insere-se no debate sobre o design para inovação social e dialoga com o trabalho de pesquisadores que focam na estruturação de um processo de design para inovação social capaz de alcançar mudanças sistêmicas. O presente artigo propõe uma releitura da prática de design para inovação social por uma perspectiva ecossistêmica que encontra suas origens e se inspira nas teorias da complexidade. Ao longo do texto, a partir de uma releitura do conceito de inovação social e da contextualização e reinterpretação da prática de design nesta perspectiva, alguns conceitos chave são explorados, discutidos e articulados: aprendizagem, estratégia e prática de design, discurso projetual, dispositivos e seeding –entre outros. A reflexão acerca destes conceitos sustenta a proposição de uma abordagem de design estratégico capaz de promover ecossistemas criativos de inovação social por ativação de processos colaborativos, discurso projetual e seeding. No âmbito deste artigo, esta abordagem é exemplificada e discutida por meio do estudo de caso do laboratório de inovação social da Mercur, empresa localizada na cidade de Santa Cruz do Sul, no estado brasileiro do Rio Grande do Sul. O caso exemplifica a relevância de processos de disseminação de seeding projetados e orientados pelo design estratégico para a sustentabilidade de processos e propostas de inovação social nos contextos criativos nos quais se desenvolvem e se inserem. No âmbito da discussão destaca-se como o enfoque do design se desloca do projeto de dispositivos sociotécnicos para englobar o enredo do processo projetual que envolve, suporta e articula os processos que concorrem à aprendizagem e à inovação social.
Utopias/distopias e heterotopias em dispositivos de design: reflexão metaprojetual sobre Casas Colaborativas.
PALMA, C. ; BENTZ, I. M. G. ; FRANZATO, C. . – ESTUDOS EM DESIGN (ONLINE), v. 27, p. p.163-179, 2019.
Este artigo propõe uma abordagem metodológica aplicável aos estudos de design que se apropriam de espaços compreendidos como heterotópicos. Para isso, o potencial dos conceitos de utopia/distopia é explorado nos processos de design estratégico para a inovação sociocultural e sustentabilidade. A reflexão, de caráter metaprojetual, é orientada pelas formulações estratégicas que Foucault desenvolve, ao desdobrar o conceito de dispositivo. Concentra-se, especialmente, sobre as iniciativas denominadas Casas Colaborativas que, nessa década, emergiram às margens dos ecossistemas culturais brasileiros, logo ganhando relevância. As práticas heterotópicas, orientadas pelas utopias/distopias, são elaboradas pelos coletivos criativos que convivem nessas casas, e representam descontinuidades nos modos de pensar e agir em espaços urbanos. Daí resultam dispositivos de design oriundos de processos de imaginação, criação e projetação, alternativos aos dominantes, e pautados por outras concepções de bem-estar.
As reinvenções da semiótica.
BENTZ, I. M. G.. InTexto, v. 42, p. 5-16, 2018.
Com mestrado em Linguística em 1974, na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, e doutorado em 1980, na Universidade de São Paulo, a formação da professora e pesquisadora Ione Maria Ghislene Bentz está ligada à chegada dos estudos linguísticos e semióticos ao Brasil, e ao seu posterior desenvolvimento como um campo de pesquisa fértil aos problemas da comunicação e da cultura. Professora aposentada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, com passagem pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da Universidade do Vale do Rio dos Sinos, hoje, ela atua como professora e pesquisadora junto à Pós-Graduação em Design da mesma universidade. Nesta entrevista, a pesquisadora discute as particularidades da trajetória da Semiótica como campo de investigação no país, destacando não só suas potências enquanto instrumento epistemológico e heurístico, mas também suas dificuldades e conflitos disciplinares e institucionais ao longo dos últimos 40 anos.
Is Action Design Research Indeed Necessary? Analysis and Synergies Between Action Research and Design Science Research.
COLLATTO, DALILA CISCO ; DRESCH, ALINE ; LACERDA, DANIEL PACHECO ; BENTZ, IONE GHISLENE . SYSTEMIC PRACTICE AND ACTION RESEARCH, v. 1, p. 1-23, 2017.
Action research is one of the research methods that seeks to develop scientific knowledge while simultaneously acting to solve real problems. Design science and design science research are approaches that address problem-solving oriented researches, converging in this aspect with the objectives of action research. A significant part of the literature discusses action research and design science research separately. However, there are some early discussions regarding the similarities and the differences between these research methods. The objective of this study is to deepen an analysis that distinguishes action research, design science and design science research as research methods considering their convergences and divergences. This leads to the discussion of the need for a third method: action design research. This study was conducted based on a configurative systematic literature review. The analysis and the synthesis of literature took into account themes and content analyses. Some results could be observed. First, there is a significant number of similarities among these research methods; second, there are complementary and positive synergies in their use; and third, the concepts of artifact and classes of problems seem to contribute both to the proposition and to the evaluation of the results obtained by action research. Finally, it was possible to establish a set of possibilities for the use of action research and design science research in a combined manner. The limitations of this study have a theoretical nature. There is a need for a comparative analysis of the use of action research and design science research and the use of action research under the paradigm of design science.
A experiência narrativa mitológica no seriado How I met your Mother.
CAVALHEIRO, G. ; BENTZ, I. M. G. . REVISTA FRONTEIRAS (ONLINE), v. 19, p. 172, 2017.
Este trabalho tem por objetivo compreender os processos de estruturação das narrativas midiáticas, no caso específico, o seriado How I Met Your Mother (HIMYM), e de que forma esses processos são apropriados pelos telespectadores. Tem-se como suporte teórico a compreensão de Barthes sobre os processos de conotação estratificados em construções míticas de dupla articulação e a proposta de análise por níveis de pertinência semiótica, formulada por Fontanille. Como operações de análise, (i) foram selecionadas cenas do seriado que foram interpretadas pelos conceitos semióticos, explicativos dos processos de construção de significados míticos; e (ii) foram apresentadas as cenas a telespectadores, de modo a identificar as formas de apropriação dessa narrativa midiática e as interações produzidas na relação entre as experiências de vida e os relatos ficcionais. Em síntese, o texto acompanha a ressignificação dos mitos no curso da história e sua reconfiguração pelas tecnologias da comunicação.
The relationship between Strategic Design and Metadesign as defined by the levels of knowledge of Design.
BENTZ, I. M. G.; FRANZATO, C. . STRATEGIC DESIGN RESEARCH JOURNAL, v. 10, p. 134-143, 2017.
The literature offers various interpretations for the concept of metadesign, expressing the richness of such a theme. These interpretations are frequently elaborated using the pioneer work of Andries van Onck. The authors suggest that the characteristic levels of scientific language make it possible to understand the concept. Thus, using the theoretical principles of structural linguistic and strategic design, this article aims at identifying the design levels and defining that of metadesign. To achieve such a goal, the method proceeds by describing the levels of scientific language proposed by Greimas, deriving the levels of design by symmetry, and, finally, defining the level of metadesign and the processes of displacement from and to such a level.
Design: artesanato, ressignificação e sustentabilidade.
PARODE, F. P. ; BENTZ, I. M. G. ; ZAPATA, M. . Revista TRAMA Interdisciplinar, v. V.7 Ano 1, p. 87-99, 2016.
O presente artigo busca refletir sobre a relação entre design e artesanato, assim como, no horizonte ontológico, a relação entre design e arte, articulados esses termos pela sustentabilidade e pela inovação. Como desdobramento, buscou-se apoio nas teses de Manzini e nas formulações do design estratégico, como forma de delinear o enquadramento teórico e de qualificar as reflexões sobre os artefatos de design. Para materializar, mesmo que parcialmente, os termos em estudo, escolheu-se o projeto desenvolvido por artesãos e designers intitulado “Bichos do Mar de Dentro”. A interpretação desses artefatos obedece aos vetores interpretativos propostos por Guattari em suas três ecologias: o meio ambiente, as relações sociais e a subjetividade humana, e está organizada nas articulações semânticas simbolização, pluralidade, hedonismo, testemunho e estética. As considerações sobre design e artesanato servem para corroborar a existência de um conceito de consumo diferenciado e de cultura da sustentabilidade que passam pela produção artesanal associada ao design.
Fluxos e territorialidade: comunidade quilombola como linha de fuga.
BENTZ, I. M. G.. In Texto (UFRGS. Online), v. 37, p. 227-241, 2016.
Este texto tem por objetivo o estudo da cultura quilombola na migração para espaços urbanos. O território urbano em foco é a Comunidade Quilombola Areal da Baronesa, situada em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. O referencial teórico tem inspiração nos desdobramentos das máquinas semióticas desenvolvidas por Deleuze e Guattari, com ênfase nos conceitos de fluxos e territorialidade. Serão analisados os significados simbólicos dos artefatos – comportamentos, rituais, práticas cotidianas, entre outras manifestações da Comunidade do Areal. As práticas de cultura estimulam as práticas de design. Essas práticas oferecem insumos para a discussão que as consideram como ecossistemas cujos processos projetuais criativos são capazes de produzir artefatos que transformam a realidade social. Serão contempladas a produção dos efeitos de sentidos, as expressões de cultura, o exercício do poder simbólico, as expressões do desejo e a inovação social.
Processo de participação coletiva na Internet: uma ética para o ciberespaço.
PARODE, F. ; ZAPATA, M. ; BENTZ, I. M. G. . Revista Veritas, v. 60, p. 36-46, 2015.
Este ensaio tem como objetivo problematizar o papel da internet como agente de difusão de informação, ferramenta produtora de conhecimento e cultura. Os processos participativos em rede, as comunidades virtuais, colocam em evidência as tensões entre um antigo modelo calcado em estruturas de poderes centralizados, e a emergência de uma ordem dispersa e fragmentária na dinâmica social. É nesse contexto que surgem as polêmicas em torno do Marco Civil da Internet, nosso objeto de estudo. A instauração do Marco Civil, deu lugar à concepção e busca de regulação da internet como patrimônio coletivo. Nosso objetivo é analisar o Marco Civil, no quadro das políticas de promoção do acesso à internet, através de um diálogo entre comunicação, ética e filosofia, questionando seus princípios fundamentais quanto ao pluralismo e a diversidade cultural, a fim de produzir uma reflexão fundamentada sobre os eixos reguladores deste projeto de Lei.
Imanência e devir-animal na obra de Alexander McQueen.
PARODE, F. ; BENTZ, I. M. G. ; ZAPATA, M. . Dobras (Barueri, SP), v. 8, p. 74-80, 2015.
Este ensaio busca compreender aspectos da lógica de construção do sentido na obra do designer de moda inglês Alexander McQueen. Para enfrentar tal problema, aproximamos o campo da moda com o da filosofia e articulamos noções de estética, imanência, semiótica e design. Considerando que McQueen questionou o processo de desenvolvimento sustentável do planeta, abordaremos de forma especulativa conceitos e valores simbólicos presentes em sua obra para enfocar a temática da deriva cultural e da mutação da espécie humana. No escopo deste ensaio, organizado em quatro seções temáticas – a imanência e o devir; o trágico e a deriva; o híbrido e o louco; a sustentabilidade e a crise – questionaremos sobre a matéria semiótica de McQueen quanto à sustentabilidade, buscando conteúdos imanentes ao discurso do designer.
Arts and Design: Criativity Industries and Sustainability.
PARODE, F. P. ; BENTZ, I. M. G. . The International Journal of Designed Objects, v. 8, p. 1-9, 2015.
The boundaries between art and design are currently more and more tenuous. We often see art migrating to shops and objects of design to museums. However, art and design differ with respect to their relationship with the public. Art itself is not from the order of consumption, but from the aesthetic experience tout court. Still, the cultural industry, and, in its path, the creative industry, have been approaching the logic of consumption of the aesthetic experience of art. On the one hand, there is a desacralization of art, on the other hand, the consumption culture preempts the aesthetics and the practices of art. Being sustainability one of the contemporary paradigms that preaches duration as a value, this article, in an exploratory way and by the methodology of strategic design, seeks to question, in the current Brazilian art, the principle of desacralization and, in the design, the practices that approach it to art.
Moda: Expressão de Arte e Design.
BENTZ, I. M. G.; PARODE, F. . e-Revista LOGO, v. 4, p. 57-68, 2015.
Este texto promove o diálogo entre moda e arte, inspirado em processos criativos de design, para análise da coleção do estilista Ronaldo Fraga cujas peças fazem a releitura do pintor Cândido Portinari. Esse diálogo é produzido pelos traços de intertextualidade que organizam a narrativa imagética, cujas peças e telas constituem a base da observação empírica. As significações materializam-se em duas linguagens, também em sinergia: a imagética e a verbal. Para fins de análise, essas linguagens operam dois micro-processos: um, de ordem referencial ou de representação, outro, de ordem simbólica. Organizados em substratos, os materiais/artefatos/sistemas, são assim categorizados: a) as representações simbólicas: substratos representativos dos interesses sociais; (b) os processos de inovação: comunidades interpretantes; e (c) as estratégias de inovação social: mediações tecnológicas. As narrativas, portanto, seriam organizadas pela gramática dos símbolos, das interações colaborativas e das estratégias projetuais. Esse conjunto de referências é capaz de articular o diálogo transdisciplinar proposto.
A arte nas ruas da cidade: Estratégias de ressignificação e de interação comunicacional.
BENTZ, I. M. G.. In Texto (UFRGS. Online), v. 34, p. 60-78, 2015.
O texto investiga os efeitos das retóricas visuais na composição de metáforas/alegorias urbanas, através da produção de significados simbólicos e das relações de comunicação mediadas pelas tecnologias urbanas. Esses artefatos estão de tal modo presentes no cotidiano, que se tornaram próteses no corpo da cidade. Foram escolhidas temáticas e práticas contemporâneas, representantes de formas de natureza no espaço urbano, que produzem um diálogo com a cultura sob a forma de narrativas. A matriz narrativa trabalha: (a) o elemento lúdico, presente nas diversas formas de manifestação; e (b) o elemento de crítica social, presente nos argumentos narrativos dos textos em análise. O desenvolvimento do tema obedece aos parâmetros das teorias da linguagem, da compreensão da semiose e da interação comunicacional. Objetiva-se identificar e compreender os efeitos dos sentidos e as formas de interação, ambos mediados, em semioses complexas, por dispositivos urbanos.
Expressões de Arte e Design no espaço das cidades.
BENTZ, I. M. G.; PARODE, F. P. . Cadernos do PROARQ (UFRJ), v. 1, p. 189-204, 2015.
Este trabalho faz parte de um projeto maior de investigação sobre a interpretação dos artefatos expostos nas ruas da cidade. Os resultados esperados deverão fundamentar os processos projetuais em design e comunicação para inovação cultural e social. Propõe, também, o reconhecimento da arte como forma de expressão multicultural e democrática no cenário da cidade. Arte, design e comunicação oferecem, portanto, condições de representação da cultura cotidiana ou popular. O interesse é pelas peças expostas nas ruas, praças ou mobiliários urbanos, sob a forma de outdoors, grafites ou esculturas. Essas formas de expressão registram as experiências transgressoras que tensionam as visões de realidade e oferecem espaço para a inovação. Nessa perspectiva, utiliza-se o modelo greimaseano reinterpretado como forma de prevalecer a inscrição do sujeito, a autonomia criativa, a relevância da sincronia e o predomínio da imaginação. Subsiste a possibilidade de um presente indefinido, sem regras, nem interditos, de tal sorte que a identificação das rupturas seja o modo de ressignificação de um homem contemporâneo no espaço da cidade, também reinterpretado. A arte como forma de manifestação política e ratificação da estrutura de poder atua poeticamente nessas rupturas inaugurais. Essas conquistas inovadoras por ela protagonizadas não são encorajadas pela diligente obediência a um método ou pela argumentação racional atrelada ao vocabulário corrente. É a imaginação que contribui para a criação de uma nova forma de vida cultural, de um novo vocabulário, de descrições alternativas de nós mesmos e do mundo. Interessam assim as produções de grupos de artistas que promovem a renovação do espaço urbano, na perspectiva de levar ao povo a arte e o design. Serão objeto de interpretação materiais expostos nas ruas da cidade.
A arte no espaço urbano: narrativas visuais.
BENTZ, I. M. G.. Strategic Design Research Journal, v. 7 (1), p. 07-14, 2014.
A arte urbana assumiu papel de reconhecido valor no contexto das grandes metrópoles. Não apenas como expressão de culturas minoritárias e emergentes, mas também como veículo de políticas culturais que buscam produzir novas experiências de produção de sentidos no espaço urbano, para e com o público que nele transita. O novo ciclo de geração da arte urbana permite a atuação e o reconhecimento de artistas e públicos como agentes de processos de produção de novos roteiros e cenários. Este artigo busca explorar os efeitos dessas novas retóricas visuais na composição de metáforas e alegorias contemporâneas na forma de expressão e nos significados simbólicos, na semantização das relações do homem com o meio ambiente. Agrega os suportes como parte integrante das narrativas. Foram escolhidas temáticas e práticas contemporâneas que representam uma forma de vida sustentável que destaca a presença da natureza no espaço urbano e o diálogo desejado. A matriz narrativa trabalha: (a) o elemento lúdico, presente nas diversas formas de manifestação; e (b) o elemento de crítica social que se expressa nas visualidades do grafite e das instalações urbanas, produzindo ironia ou simples reflexão, através da retórica visual.
El desarrollo sustentable en Brasil: cultura, medio ambiente y diseño.
PARODE, F. ; BENTZ, I. M. G. . Cuadernos del Centro de Estudios de Diseño y Comunicación, v. 49, p. 207-217, 2013.
Pese al notable desarrollo económico y social de los últimos años, le faltan al Brasil mejores definiciones de políticas ambientales que pauten su desarrollo sustentable. En este contexto, el diseño asume su papel fundamental en la formulación de conceptos y acciones, no sólo con la intención de producir las condiciones materiales y existenciales que conforman nuevos valores éticos y estéticos. El objetivo de este ensayo es explorar críticamente el universo del desarrollo sustentable en Brasil, sus parámetros y posibilidades, teorizar sobre las emergencias de la sociedad contemporánea y proponer parámetros generales de un devenir sustentable consistente, para materializar los proyectos de diseño.
Produção Cinematográfica Brasileira: O design estratégico para formulação de projetos competitivos.
Bruno Bueno Pinto Leites ; BENTZ, I. M. G. . Strategic Design Research Journal, v. 5, p. 56-73, 2012.
Este trabalho tem como principal objetivo discutir os modos de financiamento do cinema brasileiro, os quais são afetados pela confluência de padrões econômicos de natureza estético-produtiva e tecno-estéticos populares. Dessa confluência decorre a tensão, de um lado produzida pela expressão das preferências populares identitárias e, de outro, pelos interesses dos agentes que financiam a produção. Com foco no chamado Cinema Novo dos anos 60, são trazidos dados de contexto e reflexões que devem nortear a compreensão da realidade atual da produção cinematográfica brasileira, ambiente marcado pela pluralidade de agentes que atuam no processo de produção desde sua fase de concepção à comercialização. Propõe-se que projetos inovadores orientados pelo design estratégico traçam cenários que contemplem as duas forças que se contrapõem, de tal sorte que esse segmento da economia se mantenha competitivo no espaço contemporâneo de desenvolvimento da indústria do entretenimento.
Design de Ghettos dans le grand ville: les anjeux du design pour l’innovarions socialle.
SILVA, A. R. DA ; PARODE, F. P. ; BENTZ, I. M. G. . Esprit Critique (Montréal), v. 14, p. 66-75, 2011.
Sobre Inovação Cultura: comunicação e tecnologia.
BENTZ, I. M. G.. Strategic Design Research Journal, v. 4, p. 20-40, 2011.
Preliminary Studies ion Innovation in Services from the Strategic Design perspective.
BENTZ, I. M. G.; Lacerda, D. . Strategic Design Research Journal, v. 4, p. 127-131, 2011.
Este trabalho está inserido em um projeto de pesquisa maior intitulado “Cultura da Inovação: desenvolvimento de abordagem qualitativa para subsidiar a inovação em serviços no setor calçadista para PMEs (Unisinos – SEBRAE/RS)” que prevê basicamente quatro etapas: (a) Revisão bibliográfica, etapa ativa até a conclusão do trabalho; (b) Estudo exploratório de empresas, a partir da identificação de contextos, culturas e comunidades interpretativas corporativas;(c) Identificação dos principais elementos para definição de uma proposta experimental de serviços; e (d) Proposta de modelo. A base teórico-metodológica é transdisciplinar com interfaces entre as áreas de Comunicação, Semiótica e Gestão. Até o presente momento foram desenvolvidas as etapas (a), (b) e (c), em estágio considerado intermediário, mas que já permitem inferir premissas para construção de um modelo digital de serviços em rede para pequenas e médias empresas. É inspirada nesses insights que se alicerçam as considerações apresentadas neste texto.
Pensamento Estrutural: um modo de interpretar o mundo.
BENTZ, I. M. G.. Revista de Psicanálise da Sociedade Psicanalítica de Porto Alegre, v. 38, p. 133-144, 2010.
Freud, desde seus primeiros escritos, utilizava a palavra “estrutura” sem maiores restrições. Na verdade, nessa época, o significante “estrutura” estava mais ligado à ideia de que haveria uma armação, um esqueleto que amparava, seja um edifício, seja um corpo, por exemplo. No caso da psicanálise, sustentava o que Freud chamou de aparelho psíquico. Mais precisamente, existe uma base que produz uma série de sintomas mentais que compõem um conjunto de elementos representativos de determinado arranjo subjetivo, como a histeria ou a neurose obsessiva. Mas a psicanálise, como todos sabemos, sofreu uma série de influências de outros campos de conhecimento, como a filosofia, a linguística e a antropologia. E, desse modo, vários questionamentos foram aparecendo, inclusive o que examinava a noção de estrutura. Deve-se, principalmente, a Jacques Lacan o estabelecimento do debate com o antropólogo Lévi-Strauss a respeito de uma proposição sobre esse tema, e a discussão entre estrutura e estruturalismo. LéviStrauss foi o grande inspirador de Lacan para promover o retorno à noção de estrutura – que já existia sob a pena de Freud – mas precisando que é na estrutura da linguagem que o inconsciente opera. Amplia-se, assim, a discussão entre estrutura, tal como existia na proposta freudiana, e as proposições do estruturalismo, corrente filosófica em voga, na França dos anos 50, portanto, contemporânea das ideias iniciais de Lacan, que, mesmo não tendo aderido ao “modismo”, não deixou de ser influenciado por ele. Isso fica evidente no texto de 1953, Função e campo da fala e da linguagem em psicanálise, em que Lacan precisa a ideia das estruturas de linguagem e suas incidências nas leis sociais e de parentesco, afirmando que são esses elementos que fornecem os fundamentos objetivos do inconsciente. Então, neste número da Revista, em que propomos o debate a propósito da noção de estrutura, pareceu-nos necessário retomar, na seção Recordar, Repetir, Elaborar, a discussão no que concerne a um dos elementos fundamentais do estruturalismo, que é a vertente histórica, já que, em alguma medida, dela somos tributários. Para tanto, propusemos à professora Ione Bentz o desafio de contextualizar a noção do estruturalismo presente em Lévi-Strauss e sua influência na psicanálise. Ressaltando nesse texto que, mais do que uma proposição teórica, o estruturalismo evidencia a lógica de um pensamento, mais precisamente, a lógica do sistema psíquico estruturado como uma linguagem. Ione Bentz, autora desse artigo, tem um currículo extenso nessa área; é professora titular e pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Design da Unisinos (RS); Mestre em Linguística e Letras pela PUC-RS; Doutora em Linguística e Semiótica pela USP (1981); Estágio Pós-Doutoral em Linguística e Letras – Paris VIII; Estágio de Pesquisa – Fundação Calouste Gulbenkian. Dispõe de experiência em ensino, pesquisa e orientação nas áreas de Linguística e Comunicação: Teorias da Linguagem (Discurso e Narrativa) e de Comunicação – Mídias e Produção de Sentido (Teorias e Metodologias); Semiótica Aplicada ao Design; experiência em gestão de pesquisa e ensino, como Coordenadora de Programa de Pós-Graduação, Diretora do Centro de Ciências da Comunicação e Diretora da Unidade de Pesquisa e Pós-Graduação – Unisinos/RS; Participação na Diretoria da COMPÓS (Associação Nacional de Programas de PósGraduação em Comunicação).
Imagens como membranas transductivas: mutações e convergências de sentido em arte, comunicação e design.
PARODE, F. P. ; BENTZ, I. M. G. ; SILVA, A. R. DA . Ghrebh-, v. 1, p. 50-61, 2010.
O foco deste trabalho são as traduções intersemióticas que partem de uma imagem que migra ‐ a do coelho ‐ por diferentes suportes: o livro de Lewis Carroll; os registros plásticos de Eduardo Kac, criador de Alba, e o filme de Tim Burton, Alice. Tais imagens, que ora contaminaram ora foram contaminadas pelo pensamento de Gilles Deleuze, em Lógica do Sentido, também registram expressividades híbridas advindas das experiências de Hieronymus Bosch, Francis Bacon e Marcel Duchamp. A arte se coloca entre os indivíduos e o mundo como uma membrana transdutiva, permitindo passagem e retenção como um filtro de formas e conteúdos. Algumas perguntas se impõem: Quais os índices de mutação e convergência verificáveis nas imagens contemporâneas, em termos gerais, e na imagem do coelho, elemento que contamina polissemicamente as diferentes mídias que o veiculam? De que modo a arte contemporânea tem expressado o intertextual como modalidade de experimentação?
Semiótica y comunicación: ensayo de síntesis.
BENTZ, I. M. G.. SIGNA – REVISTA DE LA ASOCIACIÓN ESPAÑOLA DE SEMIÓTICA, ESPANHA, v. 10, p. 53-66, 2001.
Son objeto de particular interés las relaciones que se establecen entre los campos de saber de la Semiótica y de la Comunicación. Ambos se asocian en la tarea de comprender los sentidos, como producción y lectura, y su funcionamiento en la acción comunicacional.
Comunicação e sentido: a gestualidade no cuidado humano.
BENTZ, I. M. G.. ECOS REVISTA, Pelotas: UFPEL, v. 4, n.1, p. 5-15, 2000.
Pesquisando os sentidos nos processos midiáticos: movimentos para uma configuração teórico-metodológica.
BENTZ, I. M. G.. Revista Fronteira (UNISINOS), São Leopoldo: Ed. Unisinos, v. 2, n.2, p. 57-70, 2000.
BENTZ, I. M. G.. Sentido e comunicacao: elementos para a leitura dos fatos de cultura. VERSO & REVERSO, São Leopoldo, v. 23, p. 87-97, 1997.
O quase-texto sobre a visibilidade na expressão literal.
BENTZ, I. M. G.. ORGANON, São Leopoldo, v. 9, n.23, p. 191-197, 1996.
This essay reexamines Semiotics under the light of the social practice and communication. Taking the semiotic fact as a communicational one, the notion of conventionality and the factors of contextual and factic order are here considered. The idea of social practice brings up-to-date components of historical, ideological and cultural order, which build up a system of reference where the subject articulates himself. The author expatiates upon the visibility in the literal expression, pointing out the capacities of the languages — since they are signical processes — in order to build up referentials.
A nova ordem da linguagem das mídias.
BENTZ, I. M. G.. CADERNOS DE INFORMATICA E EDUCACAO, Pelotas, p. 15-28, 1996.
Sobre a imagem: a prima pobre da palavra.
BENTZ, I. M. G.. REVISTA PALAVRA COMO VIDA, São Leopoldo: Ed. Unisinos, v. 39, p. 25-26, 1996.
A intertextualidade: algumas reflexões.
BENTZ, I. M. G.. LINGUAGENS, Porto Alegre, v. 5, p. 18-27, 1993.