Entrevista com Júlio Bressane

Luiz Carlos Merten – Estado de São Paulo

Aperana é uma palavra tupi que significa caminho falso ou provisório. A rua de seu filme tem esse nome evocador, mas o que é Rua Aperana 52?

Você estava na sala quando fiz a apresentação do filme, no Rio. O objeto desse filme é a ficção. Ele tem o indício do biográfico, essas coincidências com o pessoal, mas não é uma biografia. É antes um ‘biografema’. Vai além do biográfico. A partir da iconografia e iconologia que se produziram nessa paisagem, o filme inventa outra paisagem. Cria um jogo de xadrez de ficções que se intercalam: a das fotos reunidas entre 1909 e 1955, a dos fragmentos dos filmes caseiros, e também a das ficções dos filmes feitos entre 1957 e 2005. Tudo isso entrecruzado, a realidade (a casa) e a ficção (os filmes) interagindo por meio da montagem e da luz. Não serei o primeiro a dizer que o cinema é luz nem que a montagem é a organização do irracional. O filme nasceu com essa vocação.

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Exibição de filmes de Júlio Bressane em Belo Horizonte

Site da Fundação Clóvis Salgado

19 SEG
17h | Dias de Nietzsche em Turim (2004) | (14 anos) | 84´|35mm
21h | Filme de Amor (2003) | (18 anos) | 91´|35mm

20 TER
17h | Filme de Amor (2003) | (18 anos) | 91´|35mm
19h | Dias de Nietzsche em Turim (2004) | (14 anos) | 84´|35mm
21h | Cleópatra (2007) | (18 anos) | 117´ |35mm

Avenida Afonso Pena 1.537, Centro, CEP: 30130-004 – Belo Horizonte – MG – Brasil – Tel: (31) 3236-7400