O Anti-Macunaíma: Mário de Andrade e a mitificação de Delmiro Gouveia
                                                Dilton Cândido S. Maynard 1
                                                          Professora da Universidade Estadual de Alagoas - Doutorando em HIstória pela UFPE


Resumo

Investiga-se a construção de Delmiro Gouveia, agroindustrial cearense, como contraponto a Macunaíma em textos de Mário de Andrade. As fontes utilizadas serão crônicas, corresponências e o romance Macunaíma. Neste material, observa-se como diferente da indisposição para o trabalho, traço marcante na personagem andradiana, Delmiro é representado como um brasileiro raro, voltado para o trabalho e o progresso.
Palavras-chaves: Delmiro Gouveia – Mário de Andrade – Macunaíma

Abstract

It is investigated construction of Delmiro Gouveia, trader born in Ceará, as counterpoint with Macunaíma in texts of Mário de Andrade. The used sources will be chronicles, letters and in the Macunaíma romance. It is observed as different of laziness, main characteristic of the personage of Mário, Delmiro are represented as unique Brazilian, dedicated to the work and progress of your country.
Keywords: Delmiro Gouveia – Mário de Andrade – Macunaíma

Nesta pesquisa investigo como o agroindustrial Delmiro Gouveia (1863-1917), conhecido por “coronel dos coronéis”, foi visto por Mário de Andrade (1893-1945) e como, em certos textos, o escritor paulista ajudou a mitificá-lo. Através de Mário, emerge um brasileiro vocacionado ao progresso, embrenhado nos sertões e fazendo ali tudo o que caberia aos governantes. Porém, apesar da admiração, Andrade realizou basicamente menções sumárias a Gouveia num corpus documental que passa por crônicas, correspondências e por Macunaíma (1928), seu mais conhecido livro. Inicialmente, gostaria de apresentar o coronel.
Delmiro nasceu em Ipu (CE) e, segundo Mário, “chegou em Pernambuco ainda curumirim” (ANDRADE, 1976: 39). Viveu no Recife até 1902. Exerceu diversos ofícios – desde funcionário da Brazilian Street Railways, até gerente da Keen Sutterly Company, exportando couro. Astuto, enriqueceu neste negócio e, conforme Graciliano Ramos, “adquiriu tanta habilidade que poderia (...) esfolar uma cabra viva sem que ela percebesse que estava sendo esfolada” (RAMOS, 1977: 113-114). A riqueza arrastou consigo projetos ambiciosos, como o Mercado do Derby, que no fim dos oitocentos funcionava dia e noite, oferecendo baixos preços e opções de diversão. Contudo, o mesmo fausto trouxe intrigas com políticos importantes e gerou uma constante vigilância em seus negócios. Delmiro praticou diversas vezes “desonesta traficância” (MOTA, 1967:30). Foi pego em certas ocasiões.
Gouveia teve o Derby incendiado, foi preso e pouco depois decretou falência. Casado, mas apaixonado pela enteada de um inimigo, o cearense deixou Recife e instalou-se no sertão alagoano. Ali, na vila da Pedra, voltou novamente a atenção para exportação de couros e inaugurou a Companhia Agro-Fabril Mercantil, a Fábrica da Pedra, especializada em linhas de costura.
A vila se desenvolveu com Gouveia. Comboios fartos em peles chegavam de vários locais. Delmiro instalou escola, cinema, rink de patinação, água encanada, farmácia e luz elétrica no vilarejo. Nos sertões alagoanos, seus automóveis espantavam os matutos: “Minha mãe o que é aquilo/Que vem assombrando a gente?/- É o carro de Delmiro/Com um fogo aceso na frente” (DANTAS, 1974:127). Os operários eram obrigados a estudar e a mandar os filhos para a escola. O negociante exigia limpeza máxima dos empregados, aplicando multas para quem jogasse papel ou cuspisse no chão. Proibindo bebidas alcoólicas e o uso de armas, Gouveia impressionou os convidados que teve na Pedra, personalidades como Assis Chateaubriand e Oliveira Lima. O primeiro afirmou ver na vila “uma resposta a Canudos”; o segundo registrou: “nos armazéns vi pilhas de latas de chá Lipton. Parece Londres em pleno sertão” (LIMA,1971:431).
Delmiro foi assassinado a tiros em 1917, numa noite de outubro, enquanto lia jornais na varanda do seu chalé. Depois disto, algumas narrativas teceram uma aura civilizadora sobre ele. Creio que Mário de Andrade foi um importante contribuinte na mitificação do cearense. Há sinais disto em textos como Macunaíma:

Macunaíma cismou ainda indeciso, sem saber si ia morar no céu ou na Ilha de Marajó. Um momento pensou em ir morar na cidade da Pedra com o enérgico Delmiro Gouveia, porém lhe faltou ânimo. Pra viver lá, assim como tinha vivido era impossível. Até era por causa disso mesmo que não achava mais graça na terra (...) e para viver na cidade do Delmiro ou na Ilha de Marajó que são desta terra carecia de ter um sentido. E ele não tinha coragem pra uma organização. Decidiu: “-Qual o quê!...quando urubu está de caipora o de baixo caga no de cima, este mundo não tem jeito e vou pro céu. (ANDRADE, 1988:164) Grifos meus.

Pedra, cidade do Delmiro, seria palco inadequado para o “herói sem nenhum caráter”. O diagnóstico de que “este mundo não tem jeito” indicia os contrastes entre a vila e o mundo pelo qual Macunaíma perambulou,“brincou” e conheceu símbolos da civilização, como o telefone e o Smith-Wesson (ANDRADE, 1997: 101). Contudo, o que faz Delmiro num dos maiores clássicos da literatura brasileira sendo apresentado como um contraponto a Macunaíma? Não se trata de um discurso apologético ao Nordeste. Afinal, Mário teve como um dos seus objetivos “desrespeitar lendariamente” tanto a geografia quanto a fauna e flora geográficas. Assim, em Macunaíma, numa página o herói está junto ao Solimões, na seguinte ele percorre “Sergipe de ponta a ponta” (ANDRADE, 1997:104-106). Assim, Mário escreveu que “desregionalizava o mais possível a criação ao mesmo tempo em que conseguia o mérito de conhecer literariamente o Brasil como entidade homogênea” (ANDRADE, 1926).
Macunaíma após cogitar ir viver com Delmiro dirá: “Não vim no mundo para ser pedra”. Uma passagem ocasional? Nem tanto. O trecho, segundo Cavalcanti Proença, consiste numa espécie de “provérbio indígena” coletado por Couto Magalhães, sendo algo que pode funcionar também como recusa do herói andradiano em moldar-se a determinados padrões, como aqueles tão elogiados em Gouveia. Possivelmente a referência ao termo “pedra” não se restringe à vila de Delmiro, mas também ao arquiinimigo do herói – Venceslau Pietro Pietra. E, conforme Albuquerque, “while stone is the construction material more readily associated with resistance and durability, in Macunaíma it also calls to mind (...) destruction and predation” (ALBUQUERQUE, 1987:70). Assim, as características de inércia e esterilidade convivem com a representação de outra pedra, esta vital na obra: o muiraquitã, dado ao herói por Ci, o seu único amor. As relações entre construção/desconstrução, comuns no texto de Andrade, aparecem inclusive nas contínuas referências não somente a pedras, mas também às formigas e à preguiça.
Tais ambiguidades que tanto agradavam a Mário sugerem uma interpretação controversa do ethos brasileiro. Macunaíma a todo tempo repete: “Ai...que preguiça!”. A expressão, presente em vários trechos do livro, vai de encontro ao trabalho ético, à disciplina, valores que Delmiro, designado por Andrade como “grande cearense”, encarnava para o intelectual paulista. Longe do perfil do herói destruidor e preguiçoso, o coronel recebeu elogios do escritor. Mas, como ele encontrou Delmiro Gouveia? A tentativa de resposta a esta pergunta – que aviso de antemão reconhecer ser insuficiente – me leva a remexer nos passos do escritor para erguer o seu clássico.
Segundo a correspondência e os diferentes prefácios de Mário para o seu livro (finalmente lançado sem nenhum), Macunaíma foi escrito em pouquíssimos dias, entre 16 e 23 de dezembro de 1926, na “chacra” do Tio Pio, em Araraquara, São Paulo, depois revisado e estendido em 1927. Sendo entidade conhecida, o anti-herói de Andrade chamou a atenção de vários intelectuais. Em seu Dicionário do Folclore Brasileiro, Câmara Cascudo definirá Macunaíma como “entidade divina para os macuxis, acavais, arecunas, taulipangues, indígenas caraíbas, a oeste do platô da serra de Roraima e Alto Rio Branco, na Guiana Brasileira”. Por seu turno, Cavalcanti Proença informa que os nomes de Macunaíma e seus irmãos se referem ao herói indígena que aparece inicialmente em 1868, em texto de W.H.Brett sobre os silvícolas da Guiana: “Desconhecendo a verdadeira personalidade, os missionários usaram o nome Macunaíma para traduzir o de Deus, nos catecismos”. O mesmo Cascudo explica que, com o tempo, Macunaíma se tornou um “misto de astúcia, maldade instintiva e natural, de alegria zombeteira e feliz”. (CASCUDO, 2000:347; PROENÇA, 1974: 8).
Ciente desta polifonia, Mário afirmou: “Isso é o Macunaíma e esses sou eu” (ANDRADE: 1931). O autor, que começara a aprender alemão em 1918, leu a obra Von Roraima Zum Orenoco (De Roraima para Orenoco) de Theodor Koch-Grünberg (1872-1924) e dela se apropriou antropofagicamente, à maneira dos cantadores nordestinos “que compram no primeiro sebo uma gramática, uma geografia, ou um jornal do dia, e compõem com isso um desafio de sabença, ou um romance trágico de amor, vivido no Recife”. Daí, não é difícil suspeitar que o cearense tenha impressionado Andrade. Afinal de contas, aos 39 anos, Gouveia foi ele mesmo personagem de um conturbado romance. Não é improvável que o escritor, no ímpeto de “conhecer literariamente o Brasil”, tenha encontrado menções a Delmiro entre cantadores e periódico nordestinos. Delmiro vez por outra era destaque nos jornais e revistas, tanto nas colunas sociais quantos nos fatos da política e da polícia (ROCHA: 1970). Mas, voltemos ao modernista.
Entre dezembro de 1928 e março de 1929, Mário de Andrade embarcou na sua segunda “viagem etnográfica”. A excursão abrangeu também regiões do Nordeste. Ali, através de contatos intensos com figuras como Manuel Bandeira, Cícero Dias e Luís da Câmara Cascudo, Mário coletou registros sonoros: músicas de feitiçaria, cocos, romances etc. Entre as reminiscências, ficou uma conversa em meio ao Atlântico: “um homem do Pará sucede ter convivido muito com Delmiro e conversamos sobre o grande cearense”. Mário lembrou aquele dia como feio e de mar indócil. Mas o que ele rememorou de Delmiro? Um primeiro traço foi o ethos disciplinador. E Andrade se deliciou com o que ouviu: “falaram que Delmiro Gouveia era perverso, era não. Meu companheiro afirma que esse Antônio Conselheiro do trabalho não mandou matar ninguém”. Acrescentou: “Delmiro costumava falar que brasileiro sem sova não ia, e por sinal que sovou e mandou sovar gente sem conta, bem feito”. E escreveu ainda: “Uma feita, uma dessas cachimbava na porta da rua, muito cismando”. Gouveia, conta Andrade, “seguiu no trotinho descansado uns trinta metros mais, virou o animal de sopetão, veio na galopada e com um golpe justo do chicote arrancou o cachimbo da boca da dona. Que nunca mais fumou” (ANDRADE, 1976:43-44). O sarcasmo deste trecho se encaixa no aviso de que a crônica “pode dizer as coisas mais sérias e mais empenhadas por meio do ziguezague de uma aparente conversa fiada” (CANDIDO, 2002: 98).
Enredando suas reminiscências, Mário descreve a obra de Delmiro como única e contraditória. Mesmo sem negar a violência, mas satirizando-a, ele vê com satisfação o processo civilizatório empreendido nas Alagoas. As inúmeras mudanças instauradas pelo cearense na Pedra eram elogiadas, pois a vila atingiu uma “perfeição de mecanismo urbano como nunca houve igual em nossa terra”. Para o artista, o controle rígido aos sertanejos só evidenciava o ethos modernizador: “Si (sic) um menino falhava na aula, Delmiro mandava chamar o pai pra saber o por quê. Chegou a despedir os pais que roubavam os dias de estudos aos filhos, por algum servicinho”. Se acaso havia meninos preguiçosos, o negociante juntava uma leva deles e “mandava um negrão chegar africanamente a palmatória na bunda dos tais” (1976:42). Cabe lembrar que, sendo uma narrativa, a crônica “qualifica o mundo e, ao fazê-lo, já traz consigo processos de eleição, escolha, reconhecimento, exclusão e apreciação” (PESAVENTO, 1997: 33).
Com um perfil distinto da personagem andradiana, Delmiro foi classificado pelo escritor como “gênio da disciplina”. Enquanto Macunaíma, herói desgeograficado partiu porque não suportou esta terra, Gouveia foi assassinado porque esta terra não o suportou (PROENÇA, 1974:60). Para Mário, o coronel, faroleiro de trens quando jovem, permanecia como uma espécie de “dramático movimentador de luzes (...) dentro do noturno de caráter do Brasil”, traço que explicava seu destino trágico: “teve o fim que merecia: assassinaram-no. Nós não podíamos suportar esse farol de que feria os nossos olhos gestadores de ilusões, a cidade da Pedra nas Alagoas”. Em outra rápida referência, Mário relembra que, após perder o muiraquitã, o artefato que lhe permitiria “se reorganizar numa vida legítima e funcional”, Macunaíma “desiste de ir viver com Delmiro Gouvêia, o grande criador” e se lança na derradeira aventura de ir à lua (ANDRADE: 1943).
Entretanto, o que significa ir para a lua? Conforme Cavalcanti Proença, podemos considerar esta opção pelo “brilho inútil” lunar como uma metáfora sobre as conclusões tiradas pelo herói da vida terrena. Partindo para a lua, Macunaíma “continuaria a brilhar, embora sem finalidade nem seriedade, nessa vocação para o brilho puro, sem calor, que Mário de Andrade censurou tantas vezes nos artistas brasileiros” (PROENÇA, 1974:15). Um exemplo disto aparece em 1928 quando Mário, numa das suas muitas cartas a Carlos Drummond, exorta o amigo a não “viver o brilho intenso das estrelas”, mas “tentar São Paulo” e especula: “quem sabe se o contato com uma cidade de trabalho (...) você tem coragem pra uma organização e abandona essa solução a que Macunaíma chegou” (ANDRADE, 1982:133). Deste modo, a própria opção em ir para a lua remete a uma contraposição entre a figura de Delmiro e a personagem de Andrade.
Para Mário, Delmiro é: “grande criador”, “gênio da disciplina”, “dramático movimentador de luzes” e “farol”. Referências tão positivas ao cearense refletem uma admiração, nascida talvez nas viagens feitas pelo Norte do Brasil. Porém, entre os epítetos atribuídos ao cearense, o de “Antônio Conselheiro do trabalho” inspira reflexão cuidadosa. O que tal expressão pode representar? Mário funde, em um só personagem, dois estereótipos sobre o sertão. De um lado, retoma a figura de Antônio Conselheiro (1830-1897), o beato líder do arraial de Canudos. Por outro, a corrige com o acréscimo do termo trabalho. Conjuntamente, as duas palavras indiciam as influências que a leitura euclidiana exerceu na construção de interpretações sobre o passado do “Norte” brasileiro. Andrade lapida a figura mítica definida por Euclides da Cunha (1886-1909) como uma síntese de “todas as crenças ingênuas, do fetichismo bárbaro às aberrações católicas, todas as tendências impulsivas das raças inferiores, livremente exercidas na indisciplina da vida sertaneja” e delineia Gouveia como uma nova síntese, uma leitura positiva da vida sertaneja (CUNHA, 1997:166). Temos assim, outro tipo de beato, um messias ligado ao mundo produtivo. Há aqui um diálogo discreto com uma tradição interpretativa inaugurada por Os Sertões (1902), tomada como a fonte “mais idônea” sobre os confrontos surgidos no arraial sertanejo, e, já nos tempos em que Mário escrevia, uma obra singular como peça literária e como documento (GINZBURG, 2001).
Assim sendo, ao enxergar em Delmiro um “Conselheiro do trabalho”, Mário de Andrade estabelece uma curiosa conexão com as interpretações euclidianas dos problemas brasileiros. O industrial surge nos textos brevemente, mas sempre como figura exemplar. Ele é descrito como um campeão civilizador – em contraste ao paranóico “documento raro de atavismo” representado por Conselheiro. O homem que Euclides disse ter ido para a história da mesma forma “como poderia ter ido para o hospício”, encontrava contraposição no “rei das peles”, descrito por Mário como alguém à frente do seu tempo. Delmiro, talhado por Andrade como uma figura iluminista, destoa do “gnóstico bronco” que um dia dominou os sertões (CUNHA, 1997, p.165-166:168). Se Conselheiro era um evangelizador monstruoso que procurara sempre as profissões menos árduas, Gouveia, enérgico e hábil com o chicote, é a antítese disto. O cearense, para Andrade, era “duma energia masculina, pré-determinada e não ocasional, como entre nós inda é costume herdado do calor solar” (ANDRADE, 1976:42). Alguém que com “a religião da higiene e o ateísmo das esmolas religiosas”, arrastava pessoas com ele em nome do trabalho, de uma vida organizada e funcional, sugere Mário. Algo tão claro, que até Macunaíma sabia disto.
Portanto, ao posicionar Gouveia como uma das alternativas para seu anti-herói, Mário de Andrade contrapõe o espírito aventureiro do brasileiro a uma experiência aparentemente isolada de culto à disciplina, ao trabalho. Como observa Cavalcanti Proença: “esse espírito de aventura do brasileiro, contrapondo-se ao trabalho, não é invenção de Mário de Andrade, mas observação de sociólogos eruditos falando sério, mestres como Sérgio Buarque de Hollanda”. (1974:12). O próprio Mário reafirma a frustração sentida com o destino da personagem: “Quando, depois de uma existência inútil, Macunaíma desiste de ser gente, e a lembrança de ainda poder construir como um Delmiro Gouveia, prefere ir viver o brilho inútil das estrelas meus olhos umedeceram”. (ANDRADE, 1993:12). Em breves e dispersas referências como esta, ganha relevo a representação do Coronel dos coronéis como um tipo de Anti-Macunaíma, antítese do herói andradiano e, de certo modo, da própria gente brasileira.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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NOTAS

  1. Professor Assistente da Universidade Estadual de Alagoas – UNEAL. Doutorando pelo Programa de Pós-Graduação em História – UFPE.