Tradução Cultural: contar e representar
                                                 Maria Luiza Martini
                                                          Doutora em História - UFRGS


RESUMO:
Teatro e História é parte de uma investigação das formas narrativas mais difundidas numa comunidade pouco letrada. O teatro, opção preferida pela comunidade onde localizou-se o estudo, Vila Pinto, é um instrumento tanto de prazer quanto uma forma de expor problemas. Assumimos a hipótese de que, do Teatro Épico, poderia transitar-se para uma escrita da história.
Palavras chaves: metáfora, teatro épico, cooperativa de reciclagem

ABSTRACT
A research driven study “teatro e história”, starts from a project related to the most spread narrative forms into an illiterate community. The drama reveals itself to the members of the Vila Pinto, where the study was realized, as an instrument for pleasure as much as a form to expose their own problems. For instance, we assume the hypothesis that through the epic drama would be developed some capacities to write the History.
Key words: metaphore; epic theater; recycle cooperative.

O que vamos apresentar a seguir é recorte de um trabalho bem mais amplo. Ele envolveu a Escola Municipal Mariano Beck, a Cooperativa de Reciclagem e a Organização não governamental, Centro de Educação Ambiental (CEA), localizados em Porto Alegre, na Grande Bom Jesus. Tratava-se de conhecer, no estudo exploratório, a narrativa da vila sobre os adolescentes e deles por si mesmos. Refere-se a uma tentativa de participar num trabalho comum com a Escola o CEA e outras ONGS num esforço de prevenção da drogadição e contravenção com adolescentes, sempre com o objetivo específico de acumular referências para criar uma narrativa infanto-juvenil popular sobre a história da Rua da Praia. Em qualquer ação de que participei, sempre mencionei o projeto e minha identidade profissional, Profa da UFRGS.
A etapa exploratória, a que me refiro, começou por uma reunião e terminou “num teatro”, como dizem meus parceiros, num pequeno espetáculo, a que demos o nome de “reciclando a realidade”. Interessa registrar que as falas de pessoas fonte citadas neste texto foram recolhidas em reuniões abertas.
Já na primeira reunião surgiram propostas (capoeira, artes plásticas, educação ambiental, percussão, experiências de informática e a minha de narrativa histórica) Percebi que os representantes do CEA não tinham se manifestado. Perguntei o que pensavam: “esperavam apreender muito conosco e não tinham idéia formada”. (JUSSARA, 23/04/ 1999) Sugeri alguns encontros para que nos conhecêssemos melhor e assim recolher mais elementos para chegar a uma proposta de ação com os adolescentes.
Jussara estudou até a 4a série. 36 anos. 5 filhos. É avó. O marido é pintor. Trabalhou como doméstica. Enquanto ficou sem trabalho vendia “calcinha e sutiã” na vila. Participava das reuniões da Associação das Mulheres de onde saiu o CEA e a Cooperativa de Reciclagem, desde o início. Então, “me diziam que eu perdia tempo com isso, a reunião da ilusão” Quando a reciclagem começou a funcionar ela “tinha arrumado serviço” (JUSSARA,05/05/1999) Só entrou um ano e meio depois”.
Em meu turno de exposição procurei seguir seu procedimento: “sou Maria Luiza, nasci e me criei em POA. Tenho um filho estudante. Sou Professora de História da UFRGS. Há pouco tempo escrevi um livro sobre a história da rua mais antiga de POA. Gostaria de trabalhar esta história com os adolescentes da vila”.
Paraguassu não nascera na vila. Natural de Sombrio trabalhara em Porto Alegre, como servente da construção, voltara para Sombrio, sempre na construção civil, atualmente estuda a noite e trabalha na Cooperativa de Reciclagem da Vila Pinto com prensas e fardos. Daniel, nascido e criado na Pinto, também trabalhara desde pequeno na construção civil. Agora é reciclador, estudando à noite. Marcia, filha de Jussara, tem 22 anos, trabalha na Cooperativa e está grávida.

Perguntei sobre o que faziam para se divertir.
... “Baile, dançar. Seguido eu vou no Corujão, lá no centro. De dançar eu prefiro um pagode . Escutar, a melhor é a sertaneja. - PARAGUASSU, 12/05/ 1999)”. “Eu gosto de um ‘charme’, na lenta ou rap. Charme é o maior sucesso. Dá sempre na TV. Cláudinho e Bochecha. Eles fazem a música e cantam. Era pedreiros, serventes de obra, sempre aparecem na Xuxa.” (DANIEL,12/05/1999) “Eu sou a Dona Festa, adoro uma festa. Eu prefiro mesmo um bom pagodinho.” (JUSSARA, 12/05/1999). “Rap, como os Racionais, é o conjunto mais famoso. Mas eles não aceitam aparecer na TV. Eles falam contra a violência e a droga, contando a história deles. É de São Paulo. Um dos letristas ainda é presidiário. (MARCIA, 12/05/1999)
A conversa voltou-se para a relação entre a reciclagem e a vila: “tem gente... tenho certeza que sem emprego, pobre de passa fome, que chama a gente de lixeiro e debocham de nós. Garanto que agora se abrisse vaga no galpão fica tudo aí na porta”...(MARCIA, 12/05/ 1999)
A Cooperativa de reciclagem originou-se da luta das mulheres para se libertarem da violência de seus parceiros, a maioria deles vinculados ao tráfico. Elas fizeram passeatas pelo direito de trabalharem, escoltadas pela brigada militar. Sofreram represálias e pressão para desistirem. Duas mulheres morreram. O próprio terreno onde se instalou a Cooperativa fora apropriado pelo tráfico. Ultrapassada a primeira fase, ainda aconteceram violências, tais como apedrejamento do lugar. A filha da presidente da Cooperativa teve o olho vazado por uma pedra arremessada contra as instalações da Reciclagem. Mas esta não é uma historia para ser lembrada: A presidente do CEA e também coordenadora da Reciclagem, prefere, uma vez conquistado seu espaço, “olhar para o futuro” (PRESIDENTE DO CEA 26/05/1999) Relativiza-se o ocorrido: “Eles, criança, adolescente, jogaram mais [...] Não é que tivessem atirado de propósito, no olho dela, mas foi como aconteceu"( MARCIA, 12/05, 1999).
Segundo, ainda, a Presidente do CEA, o Rap fala em droga e violência, quando em vez disto “tem que mostrar outras coisas, tirar para fora desse panorama da violência e da droga”(PRESIDENTE DO CEA, 26/05/1999), uma estratégia de esquecimento provocada por substituição, novas aprendizagens (IZQUIERDO, 2004: 44-45) Em reunião geral, ela ainda levantou duas questões: “As mães quando não sabem mais o que fazer com os filhos dizem que vão procurar a Fundação Estadual de Bem Estar do Menor (FEBEM). É preciso criar alguma alternativa, concreta... (PRESIDENTE DO CEA: 26/05/1999). O Departamento Municipal de Limpeza Urbana apoiaria atividades em torno de reciclagem.
Meu ponto de vista era de preservar um espaço de comunicação (conhecer o poder e saber falar com ele). Mas isso não é sustentação para um pedido de financiamento, como “esse lado assim, que dá serviço como o computador ” (JUSSARA, 02/06/1999).
Voltei para a Escola. Ofereceria atividade opcional em horário complementar. Mas no início da outra semana o CEA me propôs “um teatro” com adultos: uma festa, celebração: comemorar o aniversário da instituição e a inauguração da nova unidade do Galpão de Reciclagem.
Propus uma forma muito simples de teatro épico: atores como narradores, que contem a reciclagem, que se dirijam ao público, buscando eventualmente a participação da platéia como fator de provocação do inusitado. No primeiro encontro conversamos durante quase uma hora e as questões centrais foram aparecendo:
“tem gente de vila que já tem reciclagem, que já vem pra cá o seco, que não separam, não é seco, não é resíduo sólido é nojento, fazem a gente de lixeira; o de shopping e de bairro do centro é caprichado, vem até coisa de presente”; “tem que ser ligeiro pra ganhar. Tu vês. As sacolas caem em cada box; tem mesmo que usar luva por causa da porcaria e pode se machucar mas tem que ser ligeiro pra render, fazer fichas (peso), se tem gente que conversa muito, que sai, atrasa o serviço geral; (entre muitas risadas) e todos tem prejuizo por causa de um. Por isso que a Coordenadora passa gritando:olha a mão no bolso”!
É verdade que em meio aos pontos negativos também existe o sonho de encontrar preciosidades. Alguém já teria achado dólares, relógios. Isso, uma parte do grupo me contou na hora de intervalo. Ao retomar o levantamento de questões propus: vamos lembrar porque o trabalho de vocês é tão importante? “Tem o negócio do petróleo, se desmancha o plástico e faz outra coisa”; “o plástico se não é reciclado não desmancha nunca”. Fiz uma intervenção contando que até os sete, oito anos de idade, tomava banho de rio, no Guaíba, em Ipanema, na casa de minha prima. Também lera num livro, numa série sobre história de bairros de Porto Alegre, as lembranças de um Senhor de mais de 60 anos, se não me engano, contar que nadava todos os dias no riacho, nessa mesma época, 1952, 53. Já pensaram que maravilha: Guaíba limpo, riacho limpo. Só descer e tomar banho de riacho? Pela nascente a água é limpinha...(Demais!! E com muita agitação concluímos que água é alegria e é essencial, que a reciclagem protege a água)

Perguntei ainda: para vocês, o que aumentaria a renda da reciclagem?
“Antes não havia reciclagem por falta de consciência ambiental, as coisas foram indo e ninguém dizia nada (JUREMA)”; “poderia ser pelo aumento de reciclagem do papel branco - e a qualidade de sua separação - o papel vem muito sujo, misturado com ponta de cigarro, chiclete, papel de bala”(ZICA). Divertimo-nos associando pesquisa de eleição com pesquisa de secretarias que separassem corretamente o papel, “ se desse voto...”
A partir desse roteiro improvisamos. Criamos um pequeno espetáculo, com metáforas feitas de palavras, corpos e objetos usando questões chave – como seria ou como se fosse – isto é, o modo e sua possibilidade. Em outras palavras, o teatro se utiliza de vários recursos, do verbal ao não verbal para construir a semelhança (informação) e a violação de ordem (desvio) (RICOEUR, 2000: 39), o dar a ver pela metáfora. Por exemplo, eu disse: “seria bonito o rio, como seria o rio?” E todos se puseram a imaginar como seria o nosso rio. Criamos um mito fundador, cuja marca de historicidade é o rio e o riacho dos anos cinqüenta; a representação da reciclagem, como regeneração do ambiente, com seu rastro: o tempo da cooperação, a repercussão do “lixo” na vida das pessoas, a coleta seletiva etc.
O resultado final foi este texto com as rubricas.

Divertimento: reciclando a realidade
CORO DE RECICLADORES(Os atores compõem um coro, isto é, um personagem coletivo que representa e, de vez em quando, comenta a ação dramática. De início forma-se uma roda. Cada um aproxima-se do centro realçando o movimento descrevendo um semicírculo com o braço direito, enquanto avança o primeiro passo com a perna esquerda. Todos juntam as mãos, erguendo-as acima da cabeça, enquanto falam no mesmo ritmo). Somos a vida.(Soltando as mãos e voltando-se para o público. Passo à frente enquanto o braço direito descreve novamente o semicírculo).
TODOS (Metade à direita do público). Reproduzimos a Natureza (pausa; a outra metade do grupo diz) reproduzimos a vida. (todos juntos dizem). –Recicladores do Centro de Educação Ambiental
(Durante as falas do coro, PARAGUASSU e FU ajudam MÁRCIA a vestir o ‘rio poluído’; a veste é uma túnica ampla, que toma conta do espaço, nylon marrom com resíduos sólidos grampeados. Isso deve estar concluído quando termina a fala Centro de Educação Ambiental. Nesse instante todos agitam, realçam o movimento do pano – é preciso que cada um saiba onde está seu lugar. JUREMA e SANTA ficam bem na ponta de modo que possam erguer os braços, apontando MÁRCIA).
SANTA (Saindo da túnica e ocupando a frente da cena). Esta é a natureza em agonia. (Ao iniciar esta frase o coro recolhe a túnica menos JUREMA que se dirige a platéia). Por falta de consciência ambiental. (1)
1 – DANIEL (Da platéia). E também de cidadania. (2) (durante as próximas falas, numeradas, desde 1, PARAGUASSU e NANI ajudam MÁRCIA a vestir outra túnica azul com o mesmo modelo da anterior; cada um entra no seu lugar, no mesmo esquema da túnica anterior. Cada um deve saber o seu lugar. Ao lado de MÁRCIA , fora da túnica, FU segura a Nenê.(filha de ambos)
ZICA Que viva o rio, o riacho, o arroio e todas as águas (1)
ZIANE Pelo respeito a natureza: separação e reciclagem (2)
TODOS. Esta é uma cidade renascendo (cada dois atores dizem a fala com um volume diferente, do segredo ao grito de alegria. Movimento coordenado: sai o casal e a criança, enquanto parte do coro recolhe a túnica, os recicladores vão se instalando com os sacos de lixo e as bambonas coloridas, primeiro os que ficam na parte mais alta do palco).
PARAGUASSU (Entrando pela esquerda no estrado mais baixo). Coleta seletiva (Ziane, Liane e Nani também pela esquerda se colocam no estrado mais alto; Zica entra pela direita e coloca-se próximo a Paraguassu; Santa e Daniel na extrema direita).
SANTA Sem desperdício
JUREMA (Atravessa correndo da esquerda para a direita, salta no meio como torcedor de futebol) que economiza petróleo!
NANI Ih! tem gente viajando no sapatinho...(referência a um tipo de música que gostam muito de dançar, parecida com a ‘boquinha da garrafa’).
PRETA Quem é que não sabe que plástico vem do petróleo...
ZIANE (Como propaganda de TV). Recicla? Não gasta mais!
LILIANE (Do mesmo modo). Não polui, não é sonho nem propaganda enganosa ! !
NANI Ah gente, mas o meu sonho!
JUREMA (Entra com o telefone celular no ouvido). Sonhando? A essa hora? Olha aí ó... Olha a mão no bolso! (referência à partilha)
ZIANE Sonhava com lixo bem separado...
LIANE Tem uns que são maravilhosos...
ZIANE Esse aqui está bárbaro!
LILIANE Mais uns quantos assim rendiam um monte de fichas. (No estrado de baixo ZICA vê qualquer coisa, desmaia e PARAGUASSU apara, abana com o boné. SANTA olha e desmaia também. GEREMIAS apara e abana.)
NANI Socorro, tragam vinagre!
JUREMA Álcool é melhor. (Quando inicia a 3ª fala, Preta olha, descobre o rato e atira-o para Jeremias, que está na platéia. As desmaiadas se acordam. Jeremias atira o rato para Daniel que passa para Nani, que joga de novo para Preta)
JUREMA Vamos parar com o fiasco. Esse cesto baixa ou não baixa? (PRETA joga o rato para DANIEL na platéia)
ZICA (Como se estivesse anunciando um produto). Olha a camisinha
ZIANE (Do mesmo jeito). Olha a fralda descartável!
LILIANE Estão limpas porque são do teatro! NANI (Sempre no celular) Janete, resolveram fazer teatro realista (pausa como quem escuta a pergunta ‘o que é que tem’) mostrar toooda a verdade? !O que é que o prefeito vai dizer...
ZICA Que a gente tá xingando a cidade modelo em coleta seletiva...
NANI (Abraçando uma bambona). Ai gente, mas eu sonho sabe com que?
ZIANE (Retirando uma rodela qualquer como se fosse o volante de um carro) uma limusine.
LILIANE (Retirando um trapo como se fosse uma peça de seda). Um vestido chiquérrimo.
ZICA (Retirando um tênis furado) Um sapatinho de cristal!
SANTA (Mostrando um maço de papéis) papel, papel branco!
TODOS (Sambam passando folhas de papel de mão em mão) papel de secretaria, papel de repartição!(soa o tambor). Quantas será que separam de verdade!? (PARAGUASSU sobe para o ponto mais alto; assobios e tambor) Heim?
ZICA Pesquisa! (apontando para o centro).
PRETA Pesquisa (apontando para o centro).
LILIANE Pesquisa (apontando para o centro).
TODOS Pesquisa!!!
DANIEL (Puxando a participação da platéia como se estivesse numa passeata) burocracia cidadã, (todos sentados à beira do palco, com pose de burocracia em reunião).
PRETA (Como mãe que faz recomendação à criança) secretaria cidadã.
JUREMA (Vindo da direita) e Nani (vindo da esquerda; as duas se dão o braço, fazendo um giro) olha a mão no bolso! (voltam aos cestos menos Paraguassu e Zica)
ZICA O meu sonho é o quente (subindo na cadeira onde Paraguassu ficou sentado) Companheiros e Companheiras. Vamos “espraiar” a coleta seletiva. (todos rodeiam o orador assobiando e batendo palmas). A vila Pinto! Todas as vilas terão sua coleta.
Os ensaios às vezes ficavam tensos. Cada um cobrava as falhas e tentava corrigir as dos outros. Resolvemos o problema quando conseguimos combinar que as observações cabiam a diretora do espetáculo. A apresentação foi preparada com requintes. Vi metros de papel crepon. Já sabia que o madeiramento do estrado, do palco, seria escondido. Mas, além disso, no teto, pendurado à esquerda da platéia um enorme sol com olhos e sorriso, feito com restos de uma bambona amarela e outros materiais recicláveis. No outro canto havia um coração com o nome do CEA, sugerindo futuro claro e solidariedade, acima de qualquer “mão no bolso”. Antes da apresentação, convidaram para rezarmos de mãos dadas um Pai Nosso e uma Ave Maria “para acalmar os nervos e fazer uma boa apresentação” (LILIANE).
E, assim, graças a trabalho e a energia da crença, a apresentação correspondeu à expectativa. Houve admiração e participação nos momentos adequados. O quadro inicial foi destaque: o rio sujo e o rio limpo (MARCIA, com FU e o bebê, portando o longo véu de tule azul, protagonizando o reciclador como herói refundador da natureza). Muito riso sobre o rastro de historicidade presente na imitação da Coordenadora de celular no ouvido, gritando “olha a mão no bolso”. A seqüência do contraste sonho realidade presentificado pelo rato de pano foi preocupante. O jogo foi tão intenso que cheguei a me preocupar pelo retorno a seqüência. O “samba do papel de secretaria” foi outro momento perigoso, mas o ator escalado comportou-se como um diretor de bateria. A apresentação do projeto de reciclagem do papel branco, procurando pelo “espraiamento”, presentificava a energia utópica num objeto definido, tal como apareceu no primeiro roteiro: papel de secretaria, sem chiclete nem cigarro.
Pretendi atuar como outro - eu, minha cultura e meu lugar – procurando uma tradução cultural através das questões para roteiro, da movimentação dos protagonistas, da criação do espaço cênico, figurinos e objetos. Eles foram urdidos na relação com o grupo através da simples pergunta “como seria”, que desencadeia metáforas. Cometi traições? Todas as de que não saiba.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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