{"id":489,"date":"2025-03-21T15:19:06","date_gmt":"2025-03-21T18:19:06","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/hdirs\/?page_id=489"},"modified":"2026-09-17T10:00:21","modified_gmt":"2026-09-17T13:00:21","slug":"picadinho-de-romance-conheca-a-historia-dos-folhetins","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/hdirs\/picadinho-de-romance-conheca-a-historia-dos-folhetins\/","title":{"rendered":"Picadinho de romance: conhe\u00e7a a hist\u00f3ria dos folhetins"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Aline Strelow e Antonio Hohlfeldt<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size wp-block-paragraph\"><em>Esta exibi\u00e7\u00e3o online tem como base o verbete Romance-folhetim, publicado no Dicion\u00e1rio Eletr\u00f4nico da Imprensa Liter\u00e1ria em L\u00edngua Portuguesa (<a href=\"https:\/\/ppgletras.furg.br\/r\">https:\/\/ppgletras.furg.br\/r<\/a>), dos mesmos autores.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como todas as boas hist\u00f3rias, a dos folhetins tamb\u00e9m \u00e9 recheada de intrigas. Seu idealizador foi \u00c9mile Girardin, criador do jornal franc\u00eas <em>La Presse<\/em>.<br>Para multiplicar e baratear sua folha, Girardin imaginou uma forma diferente de publicar textos liter\u00e1rios \u2013 eles passariam a aparecer em cap\u00edtulos. Assim, cativariam leitores e ajudariam a ampliar a tiragem. Mas ele tinha um s\u00f3cio, Armand Dutacq, que percebeu o potencial daquilo, separou-se de Girardin e, antecipando-se a ele, lan\u00e7ou o primeiro romance-folhetim no jornal <em>Le Si\u00e8cle<\/em>, do qual foi fundador.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No dia 5 de agosto de 1836, foi publicado o primeiro cap\u00edtulo de <em>Lazarillo de Tormes<\/em>, narrativa an\u00f4nima espanhola, cuja primeira edi\u00e7\u00e3o conhecida data do s\u00e9culo XVI. A escolha do texto n\u00e3o foi por acaso: al\u00e9m de n\u00e3o exigir pagamento de direitos autorais, a obra constitu\u00eda uma esp\u00e9cie de modelo primitivo da narrativa que faria enorme sucesso entre os parisienses, os franceses, em geral, a Europa e, logo, diversos pa\u00edses do mundo: os textos em folhetim.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"719\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/hdirs\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Le_Siecle___journal_politique_._bpt6k718349k-719x1024.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-490\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/hdirs\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Le_Siecle___journal_politique_._bpt6k718349k-719x1024.jpeg 719w, https:\/\/www.ufrgs.br\/hdirs\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Le_Siecle___journal_politique_._bpt6k718349k-211x300.jpeg 211w, https:\/\/www.ufrgs.br\/hdirs\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Le_Siecle___journal_politique_._bpt6k718349k-768x1094.jpeg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/hdirs\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Le_Siecle___journal_politique_._bpt6k718349k.jpeg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 719px) 100vw, 719px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Edi\u00e7\u00e3o do jornal<em> Le Si\u00e8cle<\/em> do dia 05 de agosto de 1836, com a publica\u00e7\u00e3o do primeiro cap\u00edtulo do folhetim <em>Lazarillo de Tormes<\/em>. Acervo da Biblioteca Nacional da Fran\u00e7a. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/gallica.bnf.fr\/ark:\/12148\/cb32868136g\/date\">https:\/\/gallica.bnf.fr\/ark:\/12148\/cb32868136g\/date<\/a><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas \u00c8mile Girardin n\u00e3o se abalaria em ver seu concorrente se adiantando a ele e, em 26 de outubro do mesmo ano, iniciaria a publica\u00e7\u00e3o seriada do conto in\u00e9dito <em>La Vieille Fille<\/em>, de Honor\u00e9 de Balzac, ent\u00e3o j\u00e1 famoso. Foi a primeira novela encomendada para publica\u00e7\u00e3o nesse formato. Apenas no jornal <em>La Presse<\/em>, Balzac teria editado dez romances.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"707\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/hdirs\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/La_Presse__bpt6k4268250-707x1024.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-492\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/hdirs\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/La_Presse__bpt6k4268250-707x1024.jpeg 707w, https:\/\/www.ufrgs.br\/hdirs\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/La_Presse__bpt6k4268250-207x300.jpeg 207w, https:\/\/www.ufrgs.br\/hdirs\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/La_Presse__bpt6k4268250-768x1112.jpeg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/hdirs\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/La_Presse__bpt6k4268250.jpeg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 707px) 100vw, 707px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Edi\u00e7\u00e3o do jornal <em>La Presse<\/em> do dia 26 de outubro de 1836, com a publica\u00e7\u00e3o do primeiro cap\u00edtulo de <em>La Vieille Fille<\/em> (A Solteirona), de Honor\u00e9 de Balzac. Acervo da Biblioteca Nacional da Fran\u00e7a. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/gallica.bnf.fr\/ark:\/12148\/bpt6k4268250\/f3.item\">https:\/\/gallica.bnf.fr\/ark:\/12148\/bpt6k4268250\/f3.item<\/a><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"692\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/hdirs\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Honore_de_Balzac___photographie_.Atelier_Nadar_btv1b53118945v-692x1024.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-496\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/hdirs\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Honore_de_Balzac___photographie_.Atelier_Nadar_btv1b53118945v-692x1024.jpeg 692w, https:\/\/www.ufrgs.br\/hdirs\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Honore_de_Balzac___photographie_.Atelier_Nadar_btv1b53118945v-203x300.jpeg 203w, https:\/\/www.ufrgs.br\/hdirs\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Honore_de_Balzac___photographie_.Atelier_Nadar_btv1b53118945v-768x1137.jpeg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/hdirs\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Honore_de_Balzac___photographie_.Atelier_Nadar_btv1b53118945v.jpeg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 692px) 100vw, 692px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Fotografia de Honor\u00e9 de Balzac (Atelier Nadar). Acervo da Biblioteca Nacional da Fran\u00e7a. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/gallica.bnf.fr\/ark:\/12148\/btv1b53118945v.r=Honor%C3%A9%20de%20Balzac?rk=128756;0\">https:\/\/gallica.bnf.fr\/ark:\/12148\/btv1b53118945v.r=Honor%C3%A9%20de%20Balzac?rk=128756;0<\/a><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Publicados em partes, a solu\u00e7\u00e3o dos conflitos dos folhetins exigia v\u00e1rios cap\u00edtulos, pois o enredo sempre era suspenso no final do espa\u00e7o, provocando a curiosidade dos potenciais assinantes dos jornais. Seus textos se caracterizavam como narrativas longas, cheias de melodramaticidade e personagens os mais variados poss\u00edveis, com a\u00e7\u00f5es que se multiplicavam atrav\u00e9s de seus cap\u00edtulos, propiciando um enredo complexo. Era um texto liter\u00e1rio, por seu maior apuro estil\u00edstico, mas que se aproximava do jornalismo, por referenciar, muitas vezes, acontecimentos recentes (Hohlfeldt, 2023).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"684\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/hdirs\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Journal_des_debats_politiques_et_._bpt6k4458735-684x1024.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-498\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/hdirs\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Journal_des_debats_politiques_et_._bpt6k4458735-684x1024.jpeg 684w, https:\/\/www.ufrgs.br\/hdirs\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Journal_des_debats_politiques_et_._bpt6k4458735-201x300.jpeg 201w, https:\/\/www.ufrgs.br\/hdirs\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Journal_des_debats_politiques_et_._bpt6k4458735-768x1149.jpeg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/hdirs\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Journal_des_debats_politiques_et_._bpt6k4458735.jpeg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 684px) 100vw, 684px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Edi\u00e7\u00e3o do Journal des D\u00e9bats do dia 19 de junho de 1842, com publica\u00e7\u00e3o do romance <em>Les Myst\u00e8res de Paris<\/em> (Os Mist\u00e9rios de Paris), de Eug\u00e8ne Sue. Acervo da Biblioteca Nacional da Fran\u00e7a. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/gallica.bnf.fr\/ark:\/12148\/bpt6k4458735\">https:\/\/gallica.bnf.fr\/ark:\/12148\/bpt6k4458735<\/a><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A publica\u00e7\u00e3o sequenciada popularizou a literatura atrav\u00e9s dos jornais. Essa aproxima\u00e7\u00e3o entre literatura e imprensa aconteceu devido, principalmente, aos avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos ocorridos em meados do s\u00e9culo XIX e aos epis\u00f3dios pol\u00edtico-culturais do per\u00edodo. O desenvolvimento das m\u00e1quinas impressoras permitiu a amplia\u00e7\u00e3o das tiragens, chegando, primeiramente, aos 4 mil exemplares e, depois, saltando para os 20 mil exemplares di\u00e1rios. Ao final do s\u00e9culo, as tiragens alcan\u00e7avam uma milh\u00e3o de exemplares-dia. O problema, ent\u00e3o, era que esses jornais precisavam ser distribu\u00eddos, conquistar leitores e, principalmente, garantir sua fidelidade (Hohlfeldt, 2003).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Originalmente, o folhetim era o espa\u00e7o do r\u00e9s-do-ch\u00e3o da primeira p\u00e1gina dos jornais, dedicado a resenhas de livros ou de espet\u00e1culos, cr\u00f4nicas pol\u00edticas e material de variedades. As iniciativas de Girardin e Dutacq apropriaram-se daquele espa\u00e7o para a publica\u00e7\u00e3o de narrativas ficcionais em fragmentos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Suas caracter\u00edsticas principais eram: enredos complexos, grande n\u00famero de personagens, a\u00e7\u00f5es eletrizantes, detalhes em torno do passado cuidadosamente omitidos pelo narrador at\u00e9 determinado momento da a\u00e7\u00e3o, estrutura montada de maneira a fazer coincidir um efeito de suspense com o final do espa\u00e7o destinado \u00e0 narrativa, sinais de reconhecimento, etc. S\u00e3o variadas as designa\u00e7\u00f5es para esse tipo de produ\u00e7\u00e3o: al\u00e9m de romance-folhetim, esses textos tamb\u00e9m foram chamados de literatura industrial, paraliteratura, literatura de massa, literatura trivial e romance de ap\u00eandice, entre outros. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como hoje ocorre com as telenovelas, alguns personagens ganhavam maior import\u00e2ncia, por imposi\u00e7\u00e3o do p\u00fablico; hist\u00f3rias de sucesso tinham de ser estendidas, sem esquecer, \u00e9 claro, o sempre presente entrela\u00e7amento entre fic\u00e7\u00e3o e realidade (Meyer, 1996). Dessa maneira, conquistavam-se novos leitores e ampliava-se a abrang\u00eancia do jornal. A r\u00e1pida populariza\u00e7\u00e3o dos folhetins fez com que, logo, os exemplares fossem disputad\u00edssimos e a melhor sa\u00edda para n\u00e3o perder nenhum cap\u00edtulo fosse mesmo investir na assinatura do jornal. Em seguida, come\u00e7aram a ser publicados na forma de livro, t\u00e3o logo a narrativa conclu\u00edsse sua circula\u00e7\u00e3o pelas p\u00e1ginas do jornal. O mesmo peri\u00f3dico ocupava-se em vender o livro, a que se agregavam ilustra\u00e7\u00f5es que valorizassem o volume.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>No Brasil<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A febre dos folhetins logo chegou ao Brasil. Um dos primeiros romances nessa linha a circular no pa\u00eds foi a tradu\u00e7\u00e3o de <em>Capit\u00e3o Paulo<\/em>, de Alexandre Dumas, publicado em 1838, no <em>Jornal do Com\u00e9rcio<\/em>,do Rio de Janeiro. No mesmo jornal, outros t\u00edtulos fizeram sucesso, como <em>O Conde de Monde Cristo<\/em>, tamb\u00e9m de Dumas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"681\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/hdirs\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/jornal-do-comercio-681x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-501\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/hdirs\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/jornal-do-comercio-681x1024.jpg 681w, https:\/\/www.ufrgs.br\/hdirs\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/jornal-do-comercio-200x300.jpg 200w, https:\/\/www.ufrgs.br\/hdirs\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/jornal-do-comercio-768x1155.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/hdirs\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/jornal-do-comercio-1022x1536.jpg 1022w, https:\/\/www.ufrgs.br\/hdirs\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/jornal-do-comercio-1362x2048.jpg 1362w, https:\/\/www.ufrgs.br\/hdirs\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/jornal-do-comercio-scaled.jpg 1703w\" sizes=\"auto, (max-width: 681px) 100vw, 681px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Edi\u00e7\u00e3o do<em> Jornal do Commercio<\/em>, do Rio de Janeiro, de 15 de junho de 1845, com publica\u00e7\u00e3o de vers\u00e3o traduzida do romance <em>O Conde de Monte Cristo<\/em>, de Alexandre Dumas. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/www.circulacaodosimpressos.iel.unicamp.br\/imagens\/dossie_valeria_imagem1.jpg\">http:\/\/www.circulacaodosimpressos.iel.unicamp.br\/imagens\/dossie_valeria_imagem1.jpg<\/a><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os escritores surgidos na mar\u00e9 do Romantismo brasileiro utilizariam o mesmo princ\u00edpio para a divulga\u00e7\u00e3o de suas obras, e a circula\u00e7\u00e3o dos romances atrav\u00e9s dos jornais permaneceria at\u00e9 meados do s\u00e9culo 20, fazendo com que n\u00e3o apenas os textos rom\u00e2nticos quanto os autores das tend\u00eancias que se seguiriam, especialmente o Realismo e o Naturalismo, adotassem o mesmo tipo de veicula\u00e7\u00e3o (Hohlfeldt, 2003).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os leitores multiplicaram-se e a influ\u00eancia sobre os escritores do pa\u00eds seria plenamente reconhecida, bastando citar autores como Jos\u00e9 de Alencar e Machado de Assis.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"512\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/hdirs\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/jose-de-alencar.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-524\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/hdirs\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/jose-de-alencar.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/hdirs\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/jose-de-alencar-300x200.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Jos\u00e9 de Alencar iniciou sua trajet\u00f3ria como escritor publicando folhetins no jornal <em>Di\u00e1rio do Rio de Janeiro<\/em>, per\u00edodo do qual tamb\u00e9m era redator\/gerente. O primeiro foi <em>Cinco minutos<\/em>, em 1856. No ano seguinte, foi lan\u00e7ada, tamb\u00e9m em cap\u00edtulos, a obra <em>O Guarani<\/em>. Imagem: Dom\u00ednio P\u00fablico.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"753\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/hdirs\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/o-guarani-753x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-527\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/hdirs\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/o-guarani-753x1024.jpg 753w, https:\/\/www.ufrgs.br\/hdirs\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/o-guarani-221x300.jpg 221w, https:\/\/www.ufrgs.br\/hdirs\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/o-guarani-768x1045.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/hdirs\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/o-guarani-1129x1536.jpg 1129w, https:\/\/www.ufrgs.br\/hdirs\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/o-guarani.jpg 1330w\" sizes=\"auto, (max-width: 753px) 100vw, 753px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Edi\u00e7\u00e3o do <em>Di\u00e1rio do Rio de Janeiro<\/em> de 1857, com o primeiro cap\u00edtulo do romance<em> O Guarani<\/em>. Acervo da BN Digital. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/memoria.bn.gov.br\/DocReader\/DocReader.aspx?bib=094170_01&amp;pagfis=44182\">https:\/\/memoria.bn.gov.br\/DocReader\/DocReader.aspx?bib=094170_01&amp;pagfis=44182<\/a><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"1021\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/hdirs\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/086-089_Machado_284-0-800px.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-502\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/hdirs\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/086-089_Machado_284-0-800px.jpg 800w, https:\/\/www.ufrgs.br\/hdirs\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/086-089_Machado_284-0-800px-235x300.jpg 235w, https:\/\/www.ufrgs.br\/hdirs\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/086-089_Machado_284-0-800px-768x980.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Machado de Assis publicou alguns de seus romances originalmente em formato folhetim, como <em>Helena<\/em> e <em>Mem\u00f3rias P\u00f3stumas de Br\u00e1s Cubas<\/em>. Fotografia Arquivo Nacional \/ Fundo Correio da Manh\u00e3, dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/revisitando-machado-de-assis\/\">https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/revisitando-machado-de-assis\/<\/a><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"399\" height=\"585\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/hdirs\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/memorias_machado.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-503\" style=\"width:650px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/hdirs\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/memorias_machado.jpg 399w, https:\/\/www.ufrgs.br\/hdirs\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/memorias_machado-205x300.jpg 205w\" sizes=\"auto, (max-width: 399px) 100vw, 399px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Cap\u00edtulo do romance <em>Mem\u00f3rias P\u00f3stumas de Br\u00e1s Cubas<\/em>, de Machado de Assis, publicado na <em>Revista Brasileira<\/em> (Rio de Janeiro), de 1880. Acervo Biblioteca Nacional Digital. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/hemeroteca-pdf.bn.gov.br\/139955\/per139955_1880_00003.pdf\">https:\/\/hemeroteca-pdf.bn.gov.br\/139955\/per139955_1880_00003.pdf<\/a><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>No Rio Grande do Sul<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No Rio Grande do Sul, ao longo do s\u00e9culo XIX, jornais com diferentes propostas editoriais publicaram romances-folhetim.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"777\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/hdirs\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/JORNAIS_RAROS_O_RIO_GRANDENSE_N74_P1-777x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-505\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/hdirs\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/JORNAIS_RAROS_O_RIO_GRANDENSE_N74_P1-777x1024.jpg 777w, https:\/\/www.ufrgs.br\/hdirs\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/JORNAIS_RAROS_O_RIO_GRANDENSE_N74_P1-228x300.jpg 228w, https:\/\/www.ufrgs.br\/hdirs\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/JORNAIS_RAROS_O_RIO_GRANDENSE_N74_P1-768x1012.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/hdirs\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/JORNAIS_RAROS_O_RIO_GRANDENSE_N74_P1-1166x1536.jpg 1166w, https:\/\/www.ufrgs.br\/hdirs\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/JORNAIS_RAROS_O_RIO_GRANDENSE_N74_P1-1554x2048.jpg 1554w, https:\/\/www.ufrgs.br\/hdirs\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/JORNAIS_RAROS_O_RIO_GRANDENSE_N74_P1-scaled.jpg 1943w\" sizes=\"auto, (max-width: 777px) 100vw, 777px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">P\u00e1gina do jornal <em>O Rio-Grandense<\/em> (Porto Alegre, RS), de 24 de maio de 1846, com um cap\u00edtulo de folhetim no rodap\u00e9. A cole\u00e7\u00e3o do jornal <em>O Rio-Grandense<\/em> e de outros peri\u00f3dicos encontram-se digitalizadas e dispon\u00edveis para consulta na HDIRS, em <a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/hdirs\/acervo-digital\/\">https:\/\/www.ufrgs.br\/hdirs\/acervo-digital\/<\/a><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"719\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/hdirs\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/JORNAIS_RAROS_RELAMPAGO_1869_04_19_P1-2-719x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-508\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/hdirs\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/JORNAIS_RAROS_RELAMPAGO_1869_04_19_P1-2-719x1024.jpg 719w, https:\/\/www.ufrgs.br\/hdirs\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/JORNAIS_RAROS_RELAMPAGO_1869_04_19_P1-2-211x300.jpg 211w, https:\/\/www.ufrgs.br\/hdirs\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/JORNAIS_RAROS_RELAMPAGO_1869_04_19_P1-2-768x1094.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/hdirs\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/JORNAIS_RAROS_RELAMPAGO_1869_04_19_P1-2-1078x1536.jpg 1078w, https:\/\/www.ufrgs.br\/hdirs\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/JORNAIS_RAROS_RELAMPAGO_1869_04_19_P1-2-1437x2048.jpg 1437w, https:\/\/www.ufrgs.br\/hdirs\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/JORNAIS_RAROS_RELAMPAGO_1869_04_19_P1-2-scaled.jpg 1797w\" sizes=\"auto, (max-width: 719px) 100vw, 719px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">P\u00e1gina do jornal liter\u00e1rio <em>Relampago<\/em> (Porto Alegre, RS), de 13 de abril de 1869, com um cap\u00edtulo de folhetim em p\u00e1gina inteira. A cole\u00e7\u00e3o do jornal <em>Relampago<\/em> tamb\u00e9m est\u00e1 digitalizada e dispon\u00edvel para consulta na HDIRS, em <a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/hdirs\/acervo-digital\/\">https:\/\/www.ufrgs.br\/hdirs\/acervo-digital\/<\/a><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O primeiro jornal liter\u00e1rio de longa dura\u00e7\u00e3o do Rio Grande do Sul foi <em>O Guayba<\/em>, que circulou entre 1856 e 1858. Nesse peri\u00f3dico, os fohetins eram publicados sempre ao final da edi\u00e7\u00e3o, na se\u00e7\u00e3o <em>Romances e Novellas<\/em>. Algumas edi\u00e7\u00f5es,<br>inclusive, trazem mais de um romance, o que n\u00e3o \u00e9 pouco para uma folha de apenas oito p\u00e1ginas. De modo geral, s\u00e3o publicadas tradu\u00e7\u00f5es, feitas pela pr\u00f3pria reda\u00e7\u00e3o, de originais estrangeiros. Nos exemplares dispon\u00edveis no acervo da <a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/hdirs\/acervo-digital\/\">HDIRS<\/a>, encontramos: <em>Os proscriptos<\/em> (sem identifica\u00e7\u00e3o de autor); <em>O diario de uma joven espoza<\/em> (tradu\u00e7\u00e3o, mas sem identifica\u00e7\u00e3o de autor); <em>Cherubino e Celestino<\/em> (tradu\u00e7\u00e3o dos redatores para o romance do franc\u00eas Alexandre Dumas); <em>Sem se ver<\/em> (tradu\u00e7\u00e3o para o texto do franc\u00eas Alphonse Karr); <em>Cain, o pirata<\/em> (tradu\u00e7\u00e3o do original ingl\u00eas de Frederick Marryat); Alice (sem identifica\u00e7\u00e3o de autor) e <em>A donzela p\u00e1lida<\/em> (de Reinaldo Carlos, portugu\u00eas residente no Brasil).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"725\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/hdirs\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/01021857_p7-725x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-506\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/hdirs\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/01021857_p7-725x1024.jpg 725w, https:\/\/www.ufrgs.br\/hdirs\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/01021857_p7-212x300.jpg 212w, https:\/\/www.ufrgs.br\/hdirs\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/01021857_p7-768x1085.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/hdirs\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/01021857_p7-1087x1536.jpg 1087w, https:\/\/www.ufrgs.br\/hdirs\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/01021857_p7-1449x2048.jpg 1449w, https:\/\/www.ufrgs.br\/hdirs\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/01021857_p7-scaled.jpg 1811w\" sizes=\"auto, (max-width: 725px) 100vw, 725px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">P\u00e1gina do jornal <em>O Guayba<\/em> (Porto Alegre, RS), de 01 de fevereiro de 1857, com um cap\u00edtulo de folhetim em p\u00e1gina inteira. A cole\u00e7\u00e3o do jornal O Guayba tamb\u00e9m est\u00e1 digitalizada e dispon\u00edvel para consulta na Hemeroteca Digital Imprensa Sul-Rio-Grandense do S\u00e9culo XIX (HDIRS), em <a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/hdirs\/acervo-digital\/\">https:\/\/www.ufrgs.br\/hdirs\/acervo-digital\/<\/a><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma das publica\u00e7\u00f5es emblem\u00e1ticas do Rio Grande do Sul do s\u00e9culo XIX foi a <em>Revista Mensal da Sociedade Partenon Liter\u00e1rio<\/em>. Embora fosse uma entidade apartid\u00e1ria, o Partenon defendia a liberta\u00e7\u00e3o dos escravizados, a propaganda republicana e a emancipa\u00e7\u00e3o da mulher, introduzindo a pesquisa bibliogr\u00e1fica e o estudo de lendas e tradi\u00e7\u00f5es sul-rio-grandenses (CIBILS, 2004). A revista mensal (raras vezes quinzenal) foi uma \u201cdas mais importantes realiza\u00e7\u00f5es dessa Sociedade\u201d, diz Carlos Alexandre Baumgarten (1997, p. 72). Ao longo de seus dez anos de circula\u00e7\u00e3o, publicou muitos folhetins (romances hist\u00f3ricos, novelas e tamb\u00e9m pe\u00e7as teatro). <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"379\" height=\"575\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/hdirs\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/partenon-literario-2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-535\" style=\"width:650px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/hdirs\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/partenon-literario-2.jpg 379w, https:\/\/www.ufrgs.br\/hdirs\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/partenon-literario-2-198x300.jpg 198w\" sizes=\"auto, (max-width: 379px) 100vw, 379px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">P\u00e1gina da <em>Revista Mensal da Sociedade Partenon Liter\u00e1rio<\/em> de julho de 1872, com o primeiro cap\u00edtulo da pe\u00e7a <em>Risos e L\u00e1grimas<\/em>, de Hil\u00e1rio Ribeiro, publicada em formato folhetim. A cole\u00e7\u00e3o completa do peri\u00f3dico est\u00e1 dispon\u00edvel em <a href=\"https:\/\/ebooks.pucrs.br\/edipucrs\/acessolivre\/livros\/partenon-literario\/\">https:\/\/ebooks.pucrs.br\/edipucrs\/acessolivre\/livros\/partenon-literario\/<\/a><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em pesquisa sobre os romances-folhetim no Rio Grande do Sul, Hohlfeldt (2003) identifica mais de 200 textos publicados num per\u00edodo de 50 anos ao longo do s\u00e9culo XIX. Entre as caracter\u00edsticas gerais encontradas, destacam-se:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>predomin\u00e2ncia de tradu\u00e7\u00f5es, sobretudo de autores franceses;<\/li>\n\n\n\n<li>entre os franceses, destaca-se a narrativa que ficou conhecida como <em>romance sentimental<\/em>, de autores como Xavier de Mont\u00e9pin e Jules Mary;<\/li>\n\n\n\n<li>inexist\u00eancia de rela\u00e7\u00e3o direta entre a ideologia do jornal e o folhetim publicado (um mesmo romance ocupava, por vezes, as p\u00e1ginas de peri\u00f3dicos com propostas completamente distintas);<\/li>\n\n\n\n<li>dentre os autores ga\u00fachos, de origem sul-rio-grandense ou fixados no estado, verificam-se os nomes de: Ana Aurora do Amaral Lisboa, Ant\u00f4nio Alvares Pereira Coruja, Ramiro Fortes de Barcellos e Damasceno Vieira, entre outros.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"335\" height=\"508\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/hdirs\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Ana-Aurora-do-Amaral-Lisboa.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-515\" style=\"width:650px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/hdirs\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Ana-Aurora-do-Amaral-Lisboa.jpg 335w, https:\/\/www.ufrgs.br\/hdirs\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Ana-Aurora-do-Amaral-Lisboa-198x300.jpg 198w\" sizes=\"auto, (max-width: 335px) 100vw, 335px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Ana Aurora do Amaral Lisboa foi professora e escritora. No jornal <em>A Reforma<\/em>, de Porto Alegre, publicou em formato de folhetim a pe\u00e7a teatral <em>As V\u00edtimas do Jogo<\/em>. Os cap\u00edtulos circularam nas edi\u00e7\u00f5es de 2 de agosto de 1900 a 12 de fevereiro de 1901. Fotografia dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/redescobrindoriopardo.blogspot.com\/2018\/07\/\">https:\/\/redescobrindoriopardo.blogspot.com\/2018\/07\/<\/a><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Em outras m\u00eddias<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas n\u00e3o foi s\u00f3 nos jornais que o folhetim atingiu seu \u00e1pice de popularidade no Brasil. Isso acontece quando suas hist\u00f3rias passam a ser adaptadas para o r\u00e1dio, na d\u00e9cada de 1940, e para a televis\u00e3o, na d\u00e9cada de 1960. Para se ter uma ideia, em 1956, a R\u00e1dio Nacional transmitia 14 radionovelas por dia \u2013 elas representavam 50% da programa\u00e7\u00e3o da emissora (Haussen, 1997).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na televis\u00e3o, o g\u00eanero se transforma em um dos principais fen\u00f4menos de massa \u2013 a popularidade da fic\u00e7\u00e3o televisual se d\u00e1 quando as telenovelas descobrem a realidade brasileira e passam a desvend\u00e1-la em cap\u00edtulos di\u00e1rios, oferecidos para o deleite e distra\u00e7\u00e3o do telespectador (Marques de Melo, 1998). O recente fen\u00f4meno das s\u00e9ries, acompanhadas com entusiasmo por espectadores de diferentes lugares, perfis, idades e classes sociais, \u00e9 um sintoma de que a fic\u00e7\u00e3o seriada, com nova roupagem, continua conquistando p\u00fablicos variados e ocupando espa\u00e7o importante nos h\u00e1bitos de consumo cultural contempor\u00e2neos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Refer\u00eancias:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">BAUMGARTEN, Carlos Alexandre. <strong>A cr\u00edtica liter\u00e1ria no Rio Grande do Sul<\/strong>. Do Romantismo ao Modernismo. Porto Alegre: EDIPUCRS, 1997. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">____. <strong>Literatura e cr\u00edtica na imprensa do Rio Grande do Sul (1868 a 1880)<\/strong>, Porto Alegre, EST. 1982.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">CIBILS, Luis Alberto. <em>Sociedade Partenon Liter\u00e1rio<\/em> In LIMA Filho, Serafim et DIAS, Nadir Silveira (Orgs.). <em>Colet\u00e2nea n. 5, Porto Alegre, Sociedade Partenon Liter\u00e1rio<\/em>. 2004.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">ECO, Umberto. <strong>Lector in fabula<\/strong>. S\u00e3o Paulo: Perspectiva, 1989.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">HAUSSEN, D\u00f3ris. <strong>R\u00e1dio e pol\u00edtica:<\/strong> <strong>tempo de Vargas e Per\u00f3n. <\/strong>Porto Alegre: EDIPUCRS, 1997.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">HOHLFELDT, Antonio. <strong>Deus escreve direito por linhas tortas<\/strong>: O romance folhetim dos jornais de Porto Alegre entre 1850 e 1900. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2003.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">MEYER, Marlyse. <strong>Folhetim: Uma hist\u00f3ria<\/strong>. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 1996.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">MARQUES DE MELO, Jos\u00e9. <strong>As telenovelas da Globo<\/strong>. S\u00e3o Paulo: Summus, 1998.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">STRELOW, Aline. <em>A conquista dos leitores: Do folhetim ao hipertexto<\/em> In Mapeamento do ensino de jornalismo digital no Brasil em 2010. S\u00e3o Paulo: Ita\u00fa Cultural, 2010. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">____, &nbsp;<em>Prim\u00f3rdios da imprensa liter\u00e1ria no Rio Grande do Sul &#8211; A hist\u00f3ria do jornal O Guayba<\/em>. <strong>Intercom &#8211; Revista Brasileira de Ci\u00eancias da Comunica\u00e7\u00e3o<\/strong>, S\u00e3o Paulo, v. 39, n. 2, 2016.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">____; GRUSZYNSKI, Ana; HOHLFELDT, Antonio; GOLIN, Cida; CRUZ, Claudio; MARC\u00cdLIO, Daniel; CAMPOS, Deivison. <em>Apontamentos para uma hist\u00f3ria da imprensa no Rio Grande do Sul do s\u00e9culo XIX<\/em> In BARBOSA, Marialva; RIBEIRO, Ana Paula Goulart; HOHLFELDT, Antonio. <strong>Hist\u00f3ria da Imprensa no Brasil do S\u00e9culo XIX<\/strong>. Rio de Janeiro: PUC-Rio, 2024. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Data de publica\u00e7\u00e3o: 21\/03\/2025<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aline Strelow e Antonio Hohlfeldt Esta exibi\u00e7\u00e3o online tem como base o verbete Romance-folhetim, publicado no Dicion\u00e1rio Eletr\u00f4nico da Imprensa Liter\u00e1ria em L\u00edngua Portuguesa (https:\/\/ppgletras.furg.br\/r), dos mesmos autores. Como todas as boas hist\u00f3rias, a dos folhetins tamb\u00e9m \u00e9 recheada de intrigas. 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