CONSOLIDANDO AVANÇOS E CRIANDO AS BASES DO FUTURO DA HESTIA

  • Postado em 24 de fevereiro de 2015

Luiz Carlos Pinto da Silva Filho – Diretor da Escola de Engenharia, Presidente do Conselho da Incubadora Hestia e membro do Conselho de Inovação de Porto Alegre

 

“Quando eu e minha parceira vice-diretora, Carla Ten Caten, assumimos nosso primeiro mandato à frente da Escola de Engenharia (EE), um dos temas que logo nos conquistou e mobilizou foi a incubadora Hestia. Iniciativa visionária e meritória da Escola de Engenharia e do Instituto de Física da UFRGS gestada em 2004, em sua primeira década a incubadora progrediu, mas teve um crescimento inferior ao seu potencial, se fundamentando muito nos esforços pessoais de alguns servidores, como a Silvana e o Prof. Eduardo Osório.
Compreendendo que o momento demandava que cada vez mais fomentássemos a criatividade e o espírito empreendedor de nossa qualificada comunidade, e certos de que a EE precisava se alinhar às práticas dos melhores e mais reconhecidos centros de pesquisa e ensino do mundo em termos de geração de novos negócios e transferência de conhecimento, decidimos criar um programa de fomento à inovação, criatividade e empreendedorismo (programa F(ICE)), no qual a Hestia deveria assumir um papel central e se tornar uma ação prioritária para nossa gestão.
Simbolizando esse novo nível de engajamento, a Carla, vice-diretora, assumiu também a direção da incubadora, assegurando uma conexão permanente e forte com nossa gestão. Graças ao apoio de projetos vitais, financiados pelo SEBRAE-RS e pelo Governo do Estado, através da SDECT (Secretaria de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia) e sua antecessora SCIT, pudemos organizar muitas ações e ativar uma importante parcela de nossa comunidade, ampliando o impacto, reforçando a imagem e multiplicando as conexões da Hestia. Tivemos nessa missão a parceria contínua e qualificada da Direção do Instituto de Física, da SEDETEC e do Parque ZENIT da UFRGS.
Ao mesmo tempo, fomos inspirados e motivados pela frequente interação com agentes vitais do ecossistema nacional, que encontramos no âmbito da querida e vital ANPROTEC (Associação Nacional de Parques e Ambientes de Inovação). Visitamos e aprendemos com o Porto Digital, com a incubadora CELTA, com o Parque SAPIENS, com a ACATE, com o INSPER, com o Porto Maravilha, com os ambientes de inovação de São José dos Campos e com as propostas inovadoras de Santa Catarina. Localmente, nos aproximamos de forma marcante do TECNOPUC e do ambiente de inovação da PUCRS, hoje parceiros e amigos fundamentais com os quais estamos construindo desafiantes e disruptivas propostas, incluindo a âncora acadêmica para o Projeto POA 4D (Quarto Distrito). Criamos fortes ligações e esperamos avançar em ações conjuntas com muitos atores da REGINP (Rede Gaúcha de Incubadoras e Parques), em especial com TECNOSINOS e UNITEC, com FEEVALE TECHPARK.
A convite da ANPROTEC fomos a Shangai, à Espanha e à Turquia, conhecer alguns dos melhores referenciais internacionais e estabelecer interações. Estamos trabalhando para dar suporte ao acordo do ZENIT com a Associação Espanhola de Parques (APTE), trabalhando para consolidar ações com o TECHNOVA, de Barcelona, e com outros parques e incubadoras.
Ao mesmo tempo temos trabalhado para qualificar espaços, instalações e procedimentos. Nesse sentido, o ano de 2017, em especial, se mostrou marcante na trajetória de nossa Hestia.
Dentre outras ações, efetuamos um planejamento estratégico, com renovação de missão e objetivos, e estabelecimento de um conjunto de ações e metas estratégicas. Testemunhamos alguns dos empreendimentos que nasceram no início de nossa gestão se graduarem, com financiamentos externos significativos, prêmios em editais, reconhecimento na imprensa, negócios em andamento e perspectivas de crescimento muito interessantes. Nos preparamos e estamos em vias de nos submeter ao exame para obtenção da certificação CERNE. Aumentamos o número de chamadas e de pré-incubados; fomos selecionados para fazer parte de um programa especial em empreendedorismo de impacto; consolidamos um maker lab, em parceria com o ZENIT; reforçamos a equipe de servidores dedicados à Hestia; ampliamos a participação em atividades de fomento ao empreendedorismo; estamos acelerando a operação do projeto SIBRATECSHOP, entre outras importantes ações.
De alguma forma, a inauguração oficial da unidade centro, com sua sala de pré-incubação operacional e lotada, num prédio centenário que se tornou um hub de atividades de criatividade, inovação e empreendedorismo de nossa unidade, podendo contar com os serviços do nosso maker lab FICEE, com uma equipe de suporte renovada e com apoios cada vez mais intenso de docentes, grupos de pesquisa, laboratórios e mentores externos, simboliza o fechamento desse ciclo de consolidação da Hestia que ocorreu nos últimos 3 anos.
Entramos agora cada vez mais num ciclo de expansão, e já preparamos novas ações, em parceria e articulação com nossa crescente rede de parceiros.
Diante da importância do Cluster da Saúde, estamos planejando, junto com a SEDETEC/UFRGS, o ZENIT/UFRGS e a incubadora CEI/UFRGS, ações conjuntas com a UFCSPA e a Santa Casa organizar eventos especiais para aproximar demandas e oportunidades na área da saúde. Temos a expectativa que isso vai ajudar a aproximar esses atores, aumentando a sinergia e fomentando a criação de soluções, a transferência de conhecimento e a geração de startups nessa área estratégica para a cidade e o estado.
Estamos aprofundando nossa relação com o ICE e devemos montar chamadas específicas para trazer negócios de impacto ao nosso portfólio. Além disso, estamos engajados em apoiar e nos envolver em reforçar cada vez mais as ações da rota de empreendedorismo da UFRGS, assim como nos preparamos para participar intensamente da campanha #inovaçãoUFRGS lançada pela Administração Central e conduzida pela SEDETEC.
Em conjunto com o ZENIT, estamos negociando ampliações de espaço físico e conexões, a partir de um olhar de compartilhamento e interação com outros importantes ambientes de inovação da cidade e da região metropolitana.
Todo o trabalho tem se refletido em um crescente e notável reconhecimento de nossa Hestia e, o que é mais importante, em um incremento de procura por nossas seleções. Estamos expandindo a quantidade de pré-incubados e incubados, e colocando de pé as primeiras parcerias para incubação de projetos, com nossos egressos e outras empresas.
Agradeço muito ao trabalho de nossos gestores, em especial das incansáveis e inspiradoras Carla e Silvana, de nossos incubados (eles são demais) e de nossos conselheiros (um mix de talentos engajados da Escola, do Instituto de Física, dos incubados e dos parceiros externos que muito nos ajudou a consolidar as ações e atingir os objetivos que nos propusemos). Juntos estamos construindo uma história da qual todos certamente nos orgulharemos.
Um fato especial de 2017 que nos deixou muito felizes foi a formalização do pedido pela Direção do Instituto de Química para incorporar o IQ à Hestia. Essa possibilidade, que vinha sendo discutida há algum tempo, abre novas possibilidades de atendimento aos incubados, assim como agrega novas áreas de competência à Hestia. Já vínhamos trabalhando com pesquisadores da área, mas agora poderemos de fato ampliar o escopo de nossos interesses e capacidades. Estamos encaminhando os devidos ajustes de estatutos para que o IQ seja a primeira UNIDADE ASSOCIADA HESTIA. E esperamos que seja somente a primeira. Acreditamos que os complexos desafios do século XXI vão demandar soluções e proposta de negócio cada vez mais transdisciplinares, assim como se torna cada vez mais nossa Hestia.
Por tudo isso, nesse momento festivo, na qualidade de Presidente do Conselho Superior da Hestia, gostaria de as melhores boas-vindas aos colegas da química, aos nossos novos incubados, aos parceiros atuais e futuros e aos amigos e simpatizantes.
Vamos precisar muito de cada um de vocês, nesse momento em que fechamos um ciclo de consolidação e, em conjunto com nossas coirmãs da UFRGS e com o ZENIT, abrimos as portas para trabalhar com todos os atores dos ecossistemas de inovação de POA, do Brasil e do mundo. Como aponta o visionário Josep Piqué, presidente da associação internacional de parques e áreas de inovação (IASP), cada vez mais temos que pensar em redes globais para conectar e articular os ambientes locais. Cremos que essa é a melhor forma de dar proporcionarmos o maior impacto e cumprirmos a função social da inovação, que é fazer o melhor uso do conhecimento e capacidade da UFRGS, gerando valor para nossa sociedade.