{"id":3032,"date":"2018-08-17T21:27:42","date_gmt":"2018-08-17T21:27:42","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/hge\/?page_id=3032"},"modified":"2022-11-17T16:33:14","modified_gmt":"2022-11-17T16:33:14","slug":"south-america-river-discharge-dataset","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/hge\/modelos-e-outros-produtos\/south-america-river-discharge-dataset\/","title":{"rendered":"South America Simulated River Discharge Dataset"},"content":{"rendered":"<p><strong>Contextualiza\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Quest\u00f5es ligadas a mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e impactos antr\u00f3picos sobre os recursos h\u00eddricos s\u00e3o atualmente uma preocupa\u00e7\u00e3o global. Mesmo na Am\u00e9rica do Sul, que corresponde por ~30% de todo o escoamento que chega aos oceanos e \u00e9 considerada como o &#8220;continente das \u00e1guas&#8221; (Stevaux et al., 2009), a distribui\u00e7\u00e3o dos recursos h\u00eddricos dispon\u00edveis \u00e9 bastante heterog\u00eanea e inevitavelmente gera conflitos pelo seu uso. Se olharmos na grande escala, em bacias hidrogr\u00e1ficas como o Amazonas, Prata e Orinoco (&gt; 50% de todo o territ\u00f3rio) h\u00e1 in\u00fameros desafios que surgem pela sua complexidade e natureza transfronteiri\u00e7a, ou seja, por rela\u00e7\u00f5es montante-jusante entre pa\u00edses com diferentes pol\u00edticas e recursos e que envolvem, por exemplo, problemas relacionados ao uso e qualidade de \u00e1gua e implementa\u00e7\u00e3o de barragens para produ\u00e7\u00e3o de energia. Eventos extremos como secas e cheias, por sua vez, nem sempre respeitam divisores de \u00e1guas por estarem conectados a sistemas meteorol\u00f3gicos que podem ter menor ou maior abrang\u00eancia, exigindo que se tenha tamb\u00e9m uma vis\u00e3o mais ampla do que simples fronteiras topogr\u00e1ficas entre bacias (p.ex., cabeceiras do Paran\u00e1 e S\u00e3o Francisco). Entender e quantificar os recursos h\u00eddricos no espa\u00e7o e no tempo, de forma consistente, \u00e9 fundamental para que se possa planejar e desenvolver estrat\u00e9gias de adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s modifica\u00e7\u00f5es existentes (e iminentes) sobre o sistema hidrol\u00f3gico, especialmente para um desafio t\u00e3o grande como o gerenciamento integrado de bacias.<\/p>\n<p><strong>Descri\u00e7\u00e3o do produto<\/strong><\/p>\n<p>Aqui, n\u00f3s disponibilizamos uma base de dados de vaz\u00f5es simuladas no per\u00edodo entre 01\/01\/1990 at\u00e9 31\/12\/2009, com abrang\u00eancia continental para a Am\u00e9rica do Sul. As estimativas de vaz\u00e3o s\u00e3o produzidas a partir do modelo MGB com propaga\u00e7\u00e3o hidrodin\u00e2mica, rodado com passo de tempo di\u00e1rio e alimentado com dados de precipita\u00e7\u00e3o baseados em produtos de sat\u00e9lite. Foi utilizada uma abordagem multi-bacias em que o territ\u00f3rio da Am\u00e9rica do Sul \u00e9 discretizado em 33749 elementos computacionais irregulares (minibacias baseadas em fatores topogr\u00e1ficos e comprimento do trecho de rio). O modelo calcula uma s\u00e9rie temporal de vaz\u00f5es para o exut\u00f3rio de cada uma destas minibacias, que s\u00e3o conectadas a um \u00fanico trecho de rio. Os dados s\u00e3o de acesso livre e devem ser utilizados apenas para atividades de pesquisa e outras finalidades educacionais. Os autores n\u00e3o se responsabilizam pelo uso comercial destas informa\u00e7\u00f5es.\u00a0\u00c9 importante lembrar que estas estimativas fazem parte de uma rodada de modelo hidrol\u00f3gico, assumindo v\u00e1rias hip\u00f3teses que devem ser entendidas antes de seu uso.<\/p>\n<p>O modelo MGB continental foi calibrado manualmente e validado usando diferentes bases de dados incluindo sensoriamento remoto. Abaixo voc\u00ea encontra um artigo com a descri\u00e7\u00e3o detalhada sobre os m\u00e9todos utilizados, resultados e limita\u00e7\u00f5es da vers\u00e3o inicial do modelo:<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.hydrol-earth-syst-sci.net\/22\/4815\/2018\/hess-22-4815-2018.html\">https:\/\/www.hydrol-earth-syst-sci.net\/22\/4815\/2018\/hess-22-4815-2018.html<\/a><\/p>\n<p><strong>Bases de dados utilizadas:<\/strong><\/p>\n<p><u>Pr\u00e9 processamento\/For\u00e7antes meteorol\u00f3gicas<\/u><\/p>\n<ul>\n<li>Bare-Earth SRTM, 500 m (Modelo digital de eleva\u00e7\u00e3o com remo\u00e7\u00e3o de vegeta\u00e7\u00e3o, O&#8217;Loughlin et al., 2016)<\/li>\n<li>HydroSHEDS flow direction maps, 500m (Lehner et al., 2008)<\/li>\n<li>Mapa de blocos da Am\u00e9rica do Sul (Fan et al., 2015)<\/li>\n<li>Multi-Source Weighted Ensemble Precipitation (Beck et al., 2017)<\/li>\n<li>Climate Research Unit (CRU) 2.0 dataset (New et al., 2002)<\/li>\n<\/ul>\n<p><u>Calibra\u00e7\u00e3o\/Valida\u00e7\u00e3o<\/u><\/p>\n<ul>\n<li>Esta\u00e7\u00f5es de vaz\u00e3o: ANA (Brasil), ONS (Reservat\u00f3rios, Brasil), SENAMHI (Peru e Bol\u00edvia), IDEAM (Col\u00f4mbia), INA (Argentina), DGA (Chile), ORE-HyBam (Bacia Amaz\u00f4nica\/Orinoco), GRDC (Global).<\/li>\n<li>Esta\u00e7\u00f5es de n\u00edvel: ANA (in situ) e THEIA\/HydroWEB (altimetria por sat\u00e9lite);<\/li>\n<li>Armazenamento terrestre de \u00e1gua: GRACE JPL Mascon Solutions (Scanlon et al., 2016)<\/li>\n<li>Evapotranspira\u00e7\u00e3o: Climate Data Record (Zhang et al., 2018)<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Acesso aos dados<\/strong><\/p>\n<p>No link abaixo, voc\u00ea encontra um arquivo em formato NetCDF com as s\u00e9ries de vaz\u00e3o calculada pelo modelo MGB, al\u00e9m de uma rotina exemplo em Matlab para realizar a leitura (recomendamos verificar esta rotina mesmo que voc\u00ea use outro software).\u00a0O formato NetCDF \u00e9 utilizado amplamente para compartilhamento de dados cient\u00edficos na \u00e1rea de meteorologia e hidrologia de grande escala. Estes dados est\u00e3o arranjados em 33749 colunas, representando cada minibacia e trecho de rio associado, e 7305 linhas representando cada dia de simula\u00e7\u00e3o (01\/01\/1990 at\u00e9 31\/12\/2009). Adicionalmente, o arquivo fornece a \u00e1rea de drenagem a montante e as coordenadas do centr\u00f3ide de cada minibacia.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/mega.nz\/file\/skFFxTLB#WAqPq2Q4SMwPMLVm6Nh5kykJg5-MVsoDMusFnwbnPwE\">Download South American Discharge Dataset v1.0<\/a><\/p>\n<p>Existem outros programas de livre acesso que permitem a leitura em NetCDF, que podem ser encontrados neste site:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.unidata.ucar.edu\/software\/netcdf\/software.html\">https:\/\/www.unidata.ucar.edu\/software\/netcdf\/software.html<\/a><\/p>\n<p>No pr\u00f3ximo\u00a0link voc\u00ea pode encontrar um shapefile com a rede drenagem e as minibacias utilizadas pelo modelo MGB continental. Na tabela de atributos, a coluna &#8220;UC&#8221; indica o \u00edndice da minibacia que \u00e9 relacionada \u00e0 coluna das vaz\u00f5es do arquivo NetCDF acima, enquanto que a \u00e1rea de drenagem at\u00e9 o exut\u00f3rio da minibacia \u00e9 indicado pela coluna &#8220;_Upstr_area&#8221;.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/mega.nz\/file\/ggt1BbDI#2pi3yVlcWl7-UM6YbjgxfeFc_WVm9Tn_WJV_jipLFmQ\">Download shapefiles of river networks and unit-catchments for MGB South America <\/a><\/p>\n<p><strong>Cita\u00e7\u00e3o\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Por favor, ao utilizar esta base de dados citar o seguinte artigo:<\/p>\n<p>Siqueira, V. A., Paiva, R. C. D., Fleischmann, A. S., Fan, F. M., Ruhoff, A. L., Pontes, P. R. M., Paris, A., Calmant, S., and Collischonn, W.: Toward continental hydrologic\u2013hydrodynamic modeling in South America, Hydrol. Earth Syst. Sci., 22, 4815-4842, https:\/\/doi.org\/10.5194\/hess-22-4815-2018, 2018.<\/p>\n<p><strong>Outras refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p>Beck, H. E., van Dijk, A. I. J. M., Levizzani, V., Schellekens, J., Miralles, D. G., Martens, B., and de Roo, A.: MSWEP: 3-hourly 0.25\u00ba global gridded precipitation (1979\u20132015) by merging gauge, satellite, and reanalysis data, Hydrology and Earth System Sciences, 21, 589-615, 10.5194\/hess-21-589-2017, 2017.<\/p>\n<p>Fan, F. M., Buarque, D. C., Pontes, P. R. M., and Collischonn, W.: Um mapa de unidades de resposta hidrol\u00f3gica para a Am\u00e9rica do Sul, XXI Simp\u00f3sio Brasileiro de Recursos H\u00eddricos, Brasilia, 2015, PAP019919,<\/p>\n<p>Lehner, B., Verdin, K., and Jarvis, A.: New global hydrography derived from spaceborne elevation data, Eos, 89, 93-94, 10.1029\/2008EO100001, 2008.<\/p>\n<p>O&#8217;Loughlin, F. E., Paiva, R. C. D., Durand, M., Alsdorf, D. E., and Bates, P. D.: A multi-sensor approach towards a global vegetation corrected SRTM DEM product, Remote Sensing of Environment, 182, 49-59, 10.1016\/j.rse.2016.04.018, 2016.<\/p>\n<p>New, M., Lister, D., Hulme, M., and Makin, I.: A high-resolution data set of surface climate over global land areas, Climate Research, 21, 1-25, 2002.<\/p>\n<p>Scanlon, B. R., Zhang, Z., Save, H., Wiese, D. N., Landerer, F. W., Long, D., Longuevergne, L., and Chen, J.: Global evaluation of new GRACE mascon products for hydrologic applications, Water Resources Research, 52, 9412-9429, 10.1002\/2016wr019494, 2016.<\/p>\n<p>Stevaux J.C., Latrubesse, E.M. Hermann, M.L.P., Aquino, S. Floods in urban Areas of Brazil. In Latrubesse, E. M.: Natural Hazards and Human-Exacerbated Disasters in Latin America, Special volumes of geomorphology. 2009. 550 p.<\/p>\n<p>Zhang, Y., Pan, M., Sheffield, J., Siemann, A. L., Fisher, C. K., Liang, M., Beck, H. E., Wanders, N., MacCracken, R. F., Houser, P. R., Zhou, T., Lettenmaier, D. P., Pinker, R. T., Bytheway, J., Kummerow, C. D., and Wood, E. F.: A Climate Data Record (CDR) for the global terrestrial water budget: 1984\u20132010, Hydrology and Earth System Sciences, 22, 241-263, 10.5194\/hess-22-241-2018, 2018.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Contextualiza\u00e7\u00e3o Quest\u00f5es ligadas a mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e impactos antr\u00f3picos sobre os recursos h\u00eddricos s\u00e3o atualmente uma preocupa\u00e7\u00e3o global. 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