{"id":1439,"date":"2021-12-03T16:10:14","date_gmt":"2021-12-03T19:10:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/historiasepraticasartisticas\/?p=1439"},"modified":"2021-12-03T16:12:52","modified_gmt":"2021-12-03T19:12:52","slug":"os-bastidores-da-pintura-processo-de-criacao-de-rafael-alonso-exercicio-textual-helena-vinheiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/historiasepraticasartisticas\/2021\/12\/03\/os-bastidores-da-pintura-processo-de-criacao-de-rafael-alonso-exercicio-textual-helena-vinheiros\/","title":{"rendered":"Os bastidores da pintura: Processo de cria\u00e7\u00e3o de Rafael Alonso &#8211; exerc\u00edcio textual Helena Vinheiros"},"content":{"rendered":"\n<p>Como resposta \u00e1 uma proposta de exerc\u00edcio textual da cadeira de Pr\u00e1ticas Art\u00edsticas, ministrado pela Profa. Dra. Lilian Maus e que comp\u00f5e o curr\u00edculo do curso de Bacharelado em Hist\u00f3ria da Artes, a aluna Helena Vinheiros produziu um breve ensaio cr\u00edtico baseado na aula aberta oferecida pela disciplina em parceria com o Programa de Extens\u00e3o Hist\u00f3rias e Pr\u00e1ticas Art\u00edsticas <strong>Os bastidores da pintura: Processo de cria\u00e7\u00e3o de Rafael Alonso<\/strong> que ocorreu no dia 01 de setembro de 2021.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Confira abaixo o texto completo de Helena Vinheiros:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO que me interessa como artista no momento \u00e9 especular um pouco at\u00e9 onde a pintura pode ir, vamos dizer assim, quais corpos ela pode habitar?\u201d E assim inicia se a conversa com Rafael que est\u00e1 sentado confortavelmente na cadeira de seu ateli\u00ea, localizado na cidade do Rio de Janeiro- RJ, tendo ao fundo produ\u00e7\u00f5es de quadros coloridos mais recentes, embora o assunto inicial seja sobre trabalhos de seu passado recente, principalmente quando atuava no Ateli\u00ea Subterr\u00e2nea, h\u00e1 aproximadamente dez anos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cE de que maneiras, em quais contextos esses corpos v\u00e3o sendo habitados. Ent\u00e3o eu penso nesta hist\u00f3ria de um \u201cesp\u00edrito obsessor\u201d ali que vai se apossando daquela forma ou daquele contexto para um pouco zombar ou questionar, ou tensionar ou comentar um lugar espec\u00edfico \u201d. Rafael demonstra em relato sobre suas obras a imensa liberdade que busca em suas cria\u00e7\u00f5es ao permitir que o \u201cou\u201d se encaixe em v\u00e1rios contextos, elencando materiais e t\u00e9cnicas diversas: colagem, pintura com tinta acr\u00edlica, materiais de uso cotidiano, performance, pintura a \u00f3leo, desenho, cavalete, cart\u00e3o, guache, tinta de parede, entre outros, desta forma atribuindo vida aos materiais que utiliza a exemplo do relato sobre a obra na qual utilizou o el\u00e1stico comum de papelaria e uma pe\u00e7a de vidro, que aos poucos ia se desfazendo e a descri\u00e7\u00e3o do processo como trabalhar a articula\u00e7\u00e3o de materiais cotidianos com o uso de durex colorido, relatando a virtualidade com o mundo, ou seja,\u201d o mundo sempre sendo mediado por imagens e cada vez mais atrav\u00e9s de intermedi\u00e1rios.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Nascido em Niter\u00f3i- RJ e morador da cidade do Rio de Janeiro- RJ, Rafael descreve sua trajet\u00f3ria como sendo muito diversificada enfatizando tamb\u00e9m a import\u00e2ncia de manter essa produtividade de acordo com o \u201cmalabarismo\u201d para se produzir arte em nosso pa\u00eds. Possui forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica na escola de Belas Artes do Rio de Janeiro- RJ, na UFRJ, de onde se origina a aplica\u00e7\u00e3o de t\u00e9cnicas relativas ao academicismo pelo fato de ser professor-artista em cursos na \u00e1rea. Rafael j\u00e1 trabalhou no ramo da moda, na qual faz alguns comparativos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 liberdade de cria\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o percebe muita diferen\u00e7a no circuito de arte institucionalizado e o mercado em si. Acredita que esta diversidade e multiplicidade que se permite usufruir pelo fato de trabalhar com educa\u00e7\u00e3o em uma escola de teatro na UNIRIO, no Rio de Janeiro, na \u00e1rea de cenografia, realizar cursos livres, atuar na galeria Atena, promovem a amplia\u00e7\u00e3o do conhecimento, criando conex\u00f5es que abrem muitas possibilidades art\u00edsticas devido ao di\u00e1logo entre os diversos campos. Ao relatar o trabalho na \u00e9poca que estava interessado em \u201ccorpos e materiais que a pintura habitava\u201d, Rafael passou a entender a pintura como cor, espa\u00e7o e volume, queria que o limite de trabalho n\u00e3o fosse exatamente ef\u00eamero, mas que tivesse uma deteriora\u00e7\u00e3o acelerada, por isso optou em trabalhar com fita crepe e tamb\u00e9m com el\u00e1sticos de escrit\u00f3rio. Ao comentar sobre este trabalho explica que a medida em que vai passando o tempo ele vai se transformando numa esp\u00e9cie de\u201d ru\u00edna de si mesmo\u201d e compara a outra obra que possu\u00eda estrutura semelhante que era vermelho e verde, a qual descrevia o processo de desmanchar ou \u201cdesabrochar alguma coisa, assim ao mesmo tempo, e a ru\u00edna no estado entr\u00f3pico\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Rafael relata ainda a import\u00e2ncia da no\u00e7\u00e3o de escala, ap\u00f3s coment\u00e1rio da professora- artista Lilian, ao relembrar de uma exposi\u00e7\u00e3o com o artista \u00c1lvaro Seixas e Rafael, num projeto intitulado Individual de dois, que demonstrava o di\u00e1logo entre as obras expostas. Para Rafael \u00e9 muito importante para a pintura, que estabelece uma rela\u00e7\u00e3o com o corpo, possuir a no\u00e7\u00e3o de escala e cita a colagem e o design que aplica em seus trabalhos relacionando os com o tamanho da televis\u00e3o e do shape de computadores.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao comentar sobre educa\u00e7\u00e3o destaca a import\u00e2ncia da diversidade e da rela\u00e7\u00e3o de troca que deve ser poss\u00edvel de acordo com as experi\u00eancias adquiridas que podem se transformar com o tempo e acrescentar em outros trabalhos, n\u00e3o sendo de forma alguma algo que caracterize perda de identidade ou limites para cria\u00e7\u00e3o, muitas vezes impostas pelo mercado ao desejar que o artista continue a produzir de forma semelhante ou padronizada por muito tempo, e acaba provocando um desafeto ou constrangimento quando este \u201cdesvia desta curva\u201d. Acredita ainda que a liberdade e o desejo s\u00e3o propulsores da motiva\u00e7\u00e3o e bom desempenho da produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica, pois reconhece que atua na \u00e1rea por tes\u00e3o , sendo assim, realizada apenas o que lhe satisfaz. Ambos os professores-artistas que participaram desta conversa comentam que a experi\u00eancia da arte \u00e9 libertadora, de modo que, as trocas que acontecem entre diversas \u00e1reas, pessoas, alunos, mercados, materiais, t\u00e9cnicas, entre outros, s\u00e3o apenas<br>fatores que agregam qualidades ao processo criativo.<\/p>\n\n\n\n<p>A grava\u00e7\u00e3o da aula aberta <strong><a href=\"https:\/\/youtu.be\/SXDxFh5Kd-o\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/youtu.be\/SXDxFh5Kd-o\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Os bastidores da pintura: Processo de cria\u00e7\u00e3o de Rafael Alonso<\/a><\/strong> segue dispon\u00edvel em nosso <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UCrtzuXDsl3cytbLsH9LOnHQ\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UCrtzuXDsl3cytbLsH9LOnHQ\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">canal do youtube<\/a> para todos aqueles que tiverem interesse de assistir conhecer um pouco mais sobre o processo de <a href=\"https:\/\/www.rafaelalonso.net\/\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/www.rafaelalonso.net\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Rafael<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como resposta \u00e1 uma proposta de exerc\u00edcio textual da cadeira de Pr\u00e1ticas Art\u00edsticas, ministrado pela Profa. Dra. Lilian Maus e que comp\u00f5e o curr\u00edculo do curso de Bacharelado em Hist\u00f3ria da Artes, a aluna Helena Vinheiros produziu um breve ensaio cr\u00edtico baseado na aula aberta oferecida pela disciplina em parceria com o Programa de Extens\u00e3o Hist\u00f3rias e Pr\u00e1ticas Art\u00edsticas Os bastidores da pintura: Processo de cria\u00e7\u00e3o de Rafael Alonso que ocorreu no dia 01 de setembro de 2021. Confira abaixo o texto completo de Helena Vinheiros: \u201cO que me interessa como artista no momento \u00e9 especular um pouco at\u00e9 onde a pintura pode ir, vamos dizer assim, quais corpos ela pode habitar?\u201d E assim inicia se a conversa com Rafael que est\u00e1 sentado confortavelmente na cadeira de seu ateli\u00ea, localizado na cidade do Rio de Janeiro- RJ, tendo ao fundo produ\u00e7\u00f5es de quadros coloridos mais recentes, embora o assunto inicial seja sobre trabalhos de seu passado recente, principalmente quando atuava no Ateli\u00ea Subterr\u00e2nea, h\u00e1 aproximadamente dez anos. \u201cE de que maneiras, em quais contextos esses corpos v\u00e3o sendo habitados. Ent\u00e3o eu penso nesta hist\u00f3ria de um \u201cesp\u00edrito obsessor\u201d ali que vai se apossando daquela forma ou daquele contexto para um pouco zombar ou questionar, ou tensionar ou comentar um lugar espec\u00edfico \u201d. Rafael demonstra em relato sobre suas obras a imensa liberdade que busca em suas cria\u00e7\u00f5es ao permitir que o \u201cou\u201d se encaixe em v\u00e1rios contextos, elencando materiais e t\u00e9cnicas diversas: colagem, pintura com tinta acr\u00edlica, materiais de uso cotidiano, performance, pintura a \u00f3leo, desenho, cavalete, cart\u00e3o, guache, tinta de parede, entre outros, desta forma atribuindo vida aos materiais que utiliza a exemplo do relato sobre a obra na qual utilizou o el\u00e1stico comum de papelaria e uma pe\u00e7a de vidro, que aos poucos ia se desfazendo e a descri\u00e7\u00e3o do processo como trabalhar a articula\u00e7\u00e3o de materiais cotidianos com o uso de durex colorido, relatando a virtualidade com o mundo, ou seja,\u201d o mundo sempre sendo mediado por imagens e cada vez mais atrav\u00e9s de intermedi\u00e1rios.\u201d Nascido em Niter\u00f3i- RJ e morador da cidade do Rio de Janeiro- RJ, Rafael descreve sua trajet\u00f3ria como sendo muito diversificada enfatizando tamb\u00e9m a import\u00e2ncia de manter essa produtividade de acordo com o \u201cmalabarismo\u201d para se produzir arte em nosso pa\u00eds. Possui forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica na escola de Belas Artes do Rio de Janeiro- RJ, na UFRJ, de onde se origina a aplica\u00e7\u00e3o de t\u00e9cnicas relativas ao academicismo pelo fato de ser professor-artista em cursos na \u00e1rea. Rafael j\u00e1 trabalhou no ramo da moda, na qual faz alguns comparativos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 liberdade de cria\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o percebe muita diferen\u00e7a no circuito de arte institucionalizado e o mercado em si. Acredita que esta diversidade e multiplicidade que se permite usufruir pelo fato de trabalhar com educa\u00e7\u00e3o em uma escola de teatro na UNIRIO, no Rio de Janeiro, na \u00e1rea de cenografia, realizar cursos livres, atuar na galeria Atena, promovem a amplia\u00e7\u00e3o do conhecimento, criando conex\u00f5es que abrem muitas possibilidades art\u00edsticas devido ao di\u00e1logo entre os diversos campos. Ao relatar o trabalho na \u00e9poca que estava interessado em \u201ccorpos e materiais que a pintura habitava\u201d, Rafael passou a entender a pintura como cor, espa\u00e7o e volume, queria que o limite de trabalho n\u00e3o fosse exatamente ef\u00eamero, mas que tivesse uma deteriora\u00e7\u00e3o acelerada, por isso optou em trabalhar com fita crepe e tamb\u00e9m com el\u00e1sticos de escrit\u00f3rio. Ao comentar sobre este trabalho explica que a medida em que vai passando o tempo ele vai se transformando numa esp\u00e9cie de\u201d ru\u00edna de si mesmo\u201d e compara a outra obra que possu\u00eda estrutura semelhante que era vermelho e verde, a qual descrevia o processo de desmanchar ou \u201cdesabrochar alguma coisa, assim ao mesmo tempo, e a ru\u00edna no estado entr\u00f3pico\u201d. Rafael relata ainda a import\u00e2ncia da no\u00e7\u00e3o de escala, ap\u00f3s coment\u00e1rio da professora- artista Lilian, ao relembrar de uma exposi\u00e7\u00e3o com o artista \u00c1lvaro Seixas e Rafael, num projeto intitulado Individual de dois, que demonstrava o di\u00e1logo entre as obras expostas. Para Rafael \u00e9 muito importante para a pintura, que estabelece uma rela\u00e7\u00e3o com o corpo, possuir a no\u00e7\u00e3o de escala e cita a colagem e o design que aplica em seus trabalhos relacionando os com o tamanho da televis\u00e3o e do shape de computadores. Ao comentar sobre educa\u00e7\u00e3o destaca a import\u00e2ncia da diversidade e da rela\u00e7\u00e3o de troca que deve ser poss\u00edvel de acordo com as experi\u00eancias adquiridas que podem se transformar com o tempo e acrescentar em outros trabalhos, n\u00e3o sendo de forma alguma algo que caracterize perda de identidade ou limites para cria\u00e7\u00e3o, muitas vezes impostas pelo mercado ao desejar que o artista continue a produzir de forma semelhante ou padronizada por muito tempo, e acaba provocando um desafeto ou constrangimento quando este \u201cdesvia desta curva\u201d. Acredita ainda que a liberdade e o desejo s\u00e3o propulsores da motiva\u00e7\u00e3o e bom desempenho da produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica, pois reconhece que atua na \u00e1rea por tes\u00e3o , sendo assim, realizada apenas o que lhe satisfaz. Ambos os professores-artistas que participaram desta conversa comentam que a experi\u00eancia da arte \u00e9 libertadora, de modo que, as trocas que acontecem entre diversas \u00e1reas, pessoas, alunos, mercados, materiais, t\u00e9cnicas, entre outros, s\u00e3o apenasfatores que agregam qualidades ao processo criativo. A grava\u00e7\u00e3o da aula aberta Os bastidores da pintura: Processo de cria\u00e7\u00e3o de Rafael Alonso segue dispon\u00edvel em nosso canal do youtube para todos aqueles que tiverem interesse de assistir conhecer um pouco mais sobre o processo de Rafael.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1441,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[115,201,111,112],"tags":[202,203,204,49,205,168],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/historiasepraticasartisticas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1439"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/historiasepraticasartisticas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/historiasepraticasartisticas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/historiasepraticasartisticas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/historiasepraticasartisticas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1439"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/historiasepraticasartisticas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1439\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1443,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/historiasepraticasartisticas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1439\/revisions\/1443"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/historiasepraticasartisticas\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1441"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/historiasepraticasartisticas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1439"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/historiasepraticasartisticas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1439"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/historiasepraticasartisticas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1439"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}