Humanista contará com “representantes dos leitores” como colunistas

Jornalista Clóvis Malta estreia coluna que também será assinada pela jornalista Carla Dutra; ambos farão críticas à produção do portal, com publicação quinzenal.

#RedaçãoHumanista

O portal Humanista estreia na próxima segunda-feira, dia 13, a coluna #OmbudsmanHumanista – espaço dedicado a crítica à produção jornalística do veículo laboratorial mantido por estudantes da Fabico/UFRGS. O jornalista Clóvis Malta (foto) é quem inaugura a coluna, que tem o propósito de representar a opinião dos leitores do portal e será atualizada a cada 15 dias.

Natural de Porto Alegre (RS), Malta é formado pela própria Fabico. Tem 45 anos de atuação em redações de veículos como Diário de Notícias, Folha da Manhã e revista Amanhã. Nas últimas duas décadas, atuou como editorialista (profissional que escreve os editoriais com o posicionamento do veículo) no jornal Zero Hora, do Grupo RBS. Ele assinará a coluna #OmbdsmanHumanista uma vez ao mês, intercalando a função com a jornalista Carla Dutra. A atividade é colaborativa, ou seja, não remunerada.

O Humanista conversou com Clóvis Malta para saber um pouco sobre a sua expectativa ante ao desafio de colaborar tanto para o projeto de um jornalismo ético e responsável quanto para a formação de futuros jornalistas.

Por que você aceitou o convite para participar do portal?

Por ser fabicano, o convite me deixou muito feliz. Penso que é uma forma de retribuir parte do que recebi da universidade para minha formação profissional. Além disso, o tema direitos humanos é crucial em nossos dias.

Já chegou a acompanhar um pouco das matérias do Humanista? O que você espera das reportagens?

Ainda preciso ir mais fundo, mas já percebi que as pautas e abordagens, no geral, são coerentes com a proposta do Humanista. Minha expectativa é de que os trabalhos publicados contribuam sempre para vigiar o cumprimento dos direitos das pessoas e para iluminar o tema, ajudando a desfazer preconceitos.

Jornalismo e direitos humanos devem sempre andar juntos?

Jornalismo só pode ser exercido plenamente com respeito às liberdades, incluindo as de expressão e de imprensa. São direitos assegurados internacionalmente e na nossa Constituição, que nunca deveriam ser postos em xeque.

Qual a importância de um ombudsman para o jornalismo?

A figura do ombudsman é importante por significar uma voz de fora, isenta, independente, sem maior envolvimento com os autores dos trabalhos. É mais uma opinião a ser considerada, não necessariamente a definitiva.

 

O que é Ombudsman?

“Aquele que representa”: definição da palavra, de origem sueca, muito comum em jornais consagrados como Washington Post (EUA) e El País (Espanha). Trata-se do intermediador dos leitores, que faz a relação com as redações dos jornais, cujo projeto ideal visa a contribuir para um jornalismo plural e representativo socialmente. É o responsável por receber, investigar e encaminhar críticas construtivas ao veículo por meio da análise de reportagens e sugestões de abordagens futuras.

No caso de veículos comerciais, o ombudsman é contratado pelo próprio veículo para exercer a função de “representante dos leitores” em colunas publicadas periodicamente, dependendo da política de cada jornal para este fim. No Brasil, o principal exemplo é a Folha de S.Paulo, primeiro veículo a contar com a função; a jornalista Paula Cesarino Costa é a 13ª a ocupá-la, criticando a Folha desde 2016.


FOTO: Arthur Ruschel/Humanista

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