Crise na Venezuela é tema de podcast sobre cobertura da mídia brasileira; ouça

Retido pelo Regime de Maduro enquanto atuava como enviado especial, jornalista Rodrigo Lopes foi o convidado no terceiro episódio do #ConversaHumanista.

#ConversaHumanista

Quantas horas você acha que levaria para comprar um simples chip para acesso à internet na Venezuela? Tudo bem que as filas das telefônicas brasileiras são sempre imensas. Mas nada comparado às três horas relatadas pelo jornalista Rodrigo Lopes (foto). Ele foi retido pelo Regime de Maduro enquanto atuava como enviado especial do jornal Zero Hora, em 28 de janeiro de 2019, e é o convidado do terceiro episódio do podcast #ConversaHumanista.

A crise na Venezuela foi agravada no dia 30 de abril, quando Juan Guaidó e Leopoldo Lópes, líderes da oposição, deixaram a prisão domiciliar para convocar a população a tomar o poder. O movimento foi frustrado pela baixa adesão das Forças Armadas, majoritariamente controladas por Nicolás Maduro, mas não sem antes causar mais mortes de venezuelanos. O cerceamento à liberdade de imprensa – fator comum a ditaduras e regimes autoritários e totalitários – impede que jornalistas reportem com profundidade as consequências dos conflitos.

Ao lado de Bárbara Lima e Rene Almeida (repórteres do Humanista) e Juan Ortiz (que compôs a redação do portal no semestre 2018/2), Rodrigo Lopes conta um pouco da experiência traumática que teve na Venezuela, quando passou duas horas retido, teve o passaporte e o celular apreendidos e foi obrigado a voltar ao Brasil no dia seguinte à sua chegada para cobrir a crise.

A conversa, que conta também com um depoimento da venezuelana Sthefania Castillo, estudante de jornalismo da Fabico/UFRGS, analisa a cobertura da imprensa brasileira.

Ouça!

Educação para a leitura do jornalismo

O podcast #ConversaHumanista tem o propósito de analisar criticamente a produção midiática no Brasil e, ao mesmo tempo, contribuir para a educação do público para a leitura do jornalismo; é produzido pelos estudantes que compõem a redação do portal Humanista, com periodicidade quinzenal. Os dois primeiros episódios abordaram a cobertura da passagem dos 55 anos do Golpe Civil-Militar de 1964 e o tabu que cerca o noticiamento do suicídio.


FOTO: Thuanny Judes/Humanista

 

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *