Podcast debate silenciamento sobre casamento infantil no Brasil, 4º que mais casa no mundo; ouça

Só em 2017, foram 123 mil pessoas de até 19 anos se casando no país, mais de 11% dos matrimônios brasileiros no ano; fenômeno é considerado violação aos direitos humanos.

#ConversaHumanista

O Brasil é o quarto país que mais casa crianças e adolescentes no mundo. Só em 2017, foram 123 mil pessoas de até 19 anos se casando, mais de 11% dos matrimônios brasileiros no ano. E a surpresa causada pela informação não é a toa: você provavelmente não costuma ver o tema retratado pela mídia brasileira. As razões do silenciamento da prática considerada internacionalmente como violação aos direitos humanos são o tema do 10º episódio do #ConversaHumanista.

A conversa conta com a participação da pesquisadora de doutorado Vitória Santos, que defendeu, há dois anos, dissertação de mestrado em Diversidade Cultural e Inclusão Social intitulada “Ela se juntou com um cara! Um estudo sobre Casamento de Crianças no Brasil”. Ela lembra que dos 100 primeiros links encontrados no Google em 2016 sob o termo “casamento infantil”, apenas 27 eram notícias, a maioria se referindo ao Oriente Médio.

Reportagem publicada no final de julho pelo Nexo Jornal, com base em dados de estudos do Banco Mundial, revela que o casamento e a gravidez precoces têm efeitos negativos profundos que vão desde maiores riscos para a saúde, menor escolaridade, renda mais baixa na idade adulta e maior fertilidade, e podem contribuir para a pobreza, menor autonomia e capacidade de decisão no lar, além de riscos de violência doméstica. O podcast é conduzido pelos repórteres Bárbara Lima e Filipe Batista, que recentemente produziram reportagem para o Humanista sobre implicações do fenômeno no Rio Grande do Sul e revelam bastidores do trabalho. Ouça!



O podcast

O #ConversaHumanista é produzido quinzenalmente por estudantes da disciplina de Laboratório de Jornalismo Convergente da Fabico/UFRGS, com técnica de Neudimar da Rocha, sob a supervisão do professor Felipe Moura de Oliveira, que no primeiro semestre de 2019 teve a contribuição da estagiária de docência Janaína Kalsing, jornalista e pesquisadora de doutorado.

Nos episódios anteriores, os temas foram: relações de gênero e sexualidade no jornalismo; a Reforma da Previdência. a série de reportagens da #VazaJato; a relação entre mulheres e futebol, no contexto da Copa do Mundo feminina;  jornalismo ambiental; os decretos do porte de armas; crise na Venezuela; o tabu sobre o noticiamento do suicídio; e os 55 anos do Golpe Civil-Militar de 1964. Todos ficam disponíveis também no SoundCloud e no Spotify.


 

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