Tragédia em Paraisópolis: podcast analisa cobertura sobre segurança pública

Tratamento jornalístico conferido à ação da Polícia Militar que resultou em nove mortes em comunidade de São Paulo no início de dezembro é tema do #ConversaHumanista.

#ConversaHumanista

O relato da violência policial ainda é uma dificuldade para o jornalismo. Uma das explicações é a dependência de fontes oficiais, da própria polícia, que detêm informações sobre casos de excesso. A avaliação é da jornalista e doutoranda  Anelise Dias, que pesquisa jornalismo, segurança pública e direitos humanos no  PPGCOM da Fabico/UFRGS, convidada do episódio do #ConversaHumanista que discute o tema a partir da tragédia de Paraisópolis, em São Paulo, que resultou na morte de nove jovens após ação da Polícia Militar.

Milhares de pessoas se divertiam no famoso baile da DZ7, uma das poucas opções de lazer na periferia paulista, na madrugada de 1º de dezembro, quando uma ação envolvendo pelo menos 30 policiais causou tumulto. As primeiras notícias, ainda na manhã do acontecimento, davam conta de que a causa das nove mortes seria um pisoteamento inevitável frente a uma suposta perseguição a dois homens que teriam atirado contra a Polícia Militar. Relatos de amigos e familiares das vítimas, no entanto, logo questionaram essa versão, denunciando indícios de violência nos corpos; vídeos registrados por moradores revelam excessos da polícia na comunidade.

Na companhia de Alnilam Orga, Andrielle Prates e Karolaine Leão, repórteres do Humanista, Anelise Dias analisa o tratamento jornalístico conferido à violência policial e discute formas mais responsáveis do ponto de vista dos direitos humanos para a cobertura sobre segurança pública no Brasil. Ouça!



O podcast

O #ConversaHumanista está na segunda temporada e é produzido quinzenalmente por estudantes da disciplina de Laboratório de Jornalismo Convergente da Fabico/UFRGS, com técnica de Neudimar da Rocha, sob a supervisão do professor Felipe Moura de Oliveira. Confira aqui todos os episódios, disponíveis no SoundCloud e no Spotify.


 

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