﻿{"id":17164,"date":"2022-04-19T18:17:06","date_gmt":"2022-04-19T21:17:06","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/?p=17164"},"modified":"2022-04-19T18:17:09","modified_gmt":"2022-04-19T21:17:09","slug":"deficit-de-alfabetizacao-aumenta-na-pandemia-entenda-causas-e-consequencias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/2022\/04\/19\/deficit-de-alfabetizacao-aumenta-na-pandemia-entenda-causas-e-consequencias\/","title":{"rendered":"D\u00e9ficit de alfabetiza\u00e7\u00e3o aumenta na pandemia; entenda causas e consequ\u00eancias"},"content":{"rendered":"\n<p>A pandemia de covid-19, cujo primeiro caso no Brasil foi registrado em mar\u00e7o de 2020, gerou impactos negativos em diversas \u00e1reas no pa\u00eds ao longo dos \u00faltimos dois anos, e na educa\u00e7\u00e3o infantil n\u00e3o foi diferente. A nota t\u00e9cnica <a href=\"https:\/\/todospelaeducacao.org.br\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/digital-nota-tecnica-alfabetizacao-1.pdf\"><strong>Impactos da pandemia na alfabetiza\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as<\/strong><\/a>, produzida pela ONG Todos Pela Educa\u00e7\u00e3o com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua (Pnad Cont\u00ednua) de 2012 a 2021, compara os dados e revela uma realidade preocupante: entre 2019 e 2021, o n\u00famero de crian\u00e7as de 6 e 7 anos de idade que, segundo seus respons\u00e1veis, n\u00e3o sabiam ler e escrever aumentou em 66,3%.<\/p>\n\n\n\n<p>Na volta \u00e0s aulas, em mar\u00e7o, o <strong>Humanista<\/strong> ouviu um especialista em educa\u00e7\u00e3o que avalia que o <a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/2022\/02\/10\/nos-teremos-um-impacto-importante-na-aprendizagem-nos-proximos-5-anos-afirma-professor-sobre-os-prejuizos-da-pandemia-na-educacao-ouca\/\"><strong>impacto da pandemia pode levar cinco anos para ser superado<\/strong><\/a>, e, ainda em 2019, o portal foi atr\u00e1s de respostas para os <a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/2019\/05\/09\/da-silaba-ao-texto-em-meio-aos-cortes-na-educacao-brasil-ainda-tem-mais-de-11-milhoes-de-analfabetos\/\"><strong>mais de 11 milh\u00f5es de analfabetos com 15 anos ou mais<\/strong><\/a> que havia no pa\u00eds \u00e0quela altura. Agora, o foco \u00e9 na busca por causas, consequ\u00eancias e solu\u00e7\u00f5es para o d\u00e9ficit de aprendizagem entre as crian\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dados da Pnad cont\u00ednua comparados&nbsp; pela Todos pela Educa\u00e7\u00e3o mostram que, assim como em outros \u00e2mbitos, a pandemia foi um per\u00edodo de perpetua\u00e7\u00e3o de desigualdades sociais no pa\u00eds. Os percentuais de crian\u00e7as pretas e pardas de 6 e 7 anos de idade que n\u00e3o sabiam ler e escrever passaram de 28,8% e 28,2% em 2019 para 47,4% e 44,5% em 2021; entre as crian\u00e7as brancas o aumento foi de 20,3% para 35,1%. J\u00e1 entre as crian\u00e7as mais pobres, o percentual das que n\u00e3o haviam sido alfabetizadas aumentou de 33,6% para 51,0% entre 2019 e 2021; dentre as crian\u00e7as mais ricas, o crescimento foi de 11,4% para 16,6%.<\/p>\n\n\n<div class=\"flourish-embed flourish-chart\" data-src=\"visualisation\/9331917\"><script src=\"https:\/\/public.flourish.studio\/resources\/embed.js\"><\/script><\/div>\n\n\n<p>Maria Regina Maluf, professora titular da PUCSP (Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica de S\u00e3o Paulo) e pesquisadora no Programa de Estudos P\u00f3s-Graduados em Educa\u00e7\u00e3o, na \u00e1rea de Psicologia da Educa\u00e7\u00e3o, afirma ser percept\u00edvel que um alto percentual de crian\u00e7as n\u00e3o aprendeu a ler e escrever como poderiam ter aprendido. \u201cMesmo um olhar superficial sobre as consequ\u00eancias desta pandemia leva-nos a reconhecer perdas de aprendizagem decorrentes da aus\u00eancia de uma escola presencial, que \u00e9 fundamental sobretudo para as crian\u00e7as e mais ainda para as que est\u00e3o no in\u00edcio da alfabetiza\u00e7\u00e3o\u201d, observa.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>As adversidades educacionais durante a pandemia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O processo de alfabetiza\u00e7\u00e3o, que j\u00e1 pode ser desafiador tanto para o professor quanto para o aluno quando realizado presencialmente, teve seu grau de dificuldade aumentado pelo cen\u00e1rio de ensino \u00e0 dist\u00e2ncia. A falta de acesso a computadores e \u00e0 internet est\u00e1vel, a inexperi\u00eancia de escolas que sempre operaram de forma presencial para instituir as aulas online, e as limita\u00e7\u00f5es inerentes ao formato digital, especialmente para crian\u00e7as menores, contribu\u00edram para esse cen\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA pandemia afetou todos os estudantes, de todos os n\u00edveis. No entanto, o impacto sobre os estudantes em fase de alfabetiza\u00e7\u00e3o foi mais forte. A aprendizagem da leitura e escrita demanda media\u00e7\u00f5es sociais e pedag\u00f3gicas mais intensas e isso n\u00e3o era poss\u00edvel no ensino remoto\u201d, explica Jefferson Mainardes, professor associado do Departamento de Educa\u00e7\u00e3o da UEPG (Universidade Estadual de Ponta Grossa) e do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Educa\u00e7\u00e3o e editor da Revista Pr\u00e1xis Educativa e da Revista de Estudios Te\u00f3ricos y Epistemol\u00f3gicos en Pol\u00edtica Educativa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O pedagogo afirma, tamb\u00e9m, que muitas crian\u00e7as tiveram acesso limitado ao ensino remoto devido \u00e0 condi\u00e7\u00e3o financeira de suas fam\u00edlias. Dina Maria Vieira Pinho, professora dos anos iniciais no Col\u00e9gio Brigadeiro Newton Braga h\u00e1 26 anos e pesquisadora do grupo de pesquisa Linguagem, Cogni\u00e7\u00e3o Humana e Processos Educacionais, da UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), relata uma experi\u00eancia similar. \u201cMuitos estudantes n\u00e3o tinham acesso a uma internet de boa qualidade. As escolas n\u00e3o estavam preparadas para essa demanda\u201d, diz.<\/p>\n\n\n<div class=\"flourish-embed flourish-chart\" data-src=\"visualisation\/9331683\"><script src=\"https:\/\/public.flourish.studio\/resources\/embed.js\"><\/script><\/div>\n\n\n<p>\u201cA grande maioria de nossas escolas n\u00e3o dispunha sequer de sinal de internet, nem de equipamento. A grande maioria das fam\u00edlias brasileiras n\u00e3o estava preparada. O equipamento mais comum era o celular, muitas vezes compartilhado por membros da fam\u00edlia. O celular n\u00e3o \u00e9 suficiente para participa\u00e7\u00e3o efetiva em aulas de alfabetiza\u00e7\u00e3o\u201d, diz Maria Regina.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, segundo Dina, as crian\u00e7as, ainda jovens demais para navegar as aulas online e as atividades sozinhas, ficaram dependentes da presen\u00e7a de respons\u00e1veis, o que interferiu nesse processo. \u201cUm dos maiores desafios foi a media\u00e7\u00e3o dos adultos, que era ao mesmo tempo necess\u00e1ria e desafiadora\u201d, explica a professora. \u201cEntramos nas casas, participamos da rotina, interferimos nessa rotina.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O papel do poder p\u00fablico<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Enfrentar esses obst\u00e1culos n\u00e3o foi uma tarefa f\u00e1cil para os educadores, e o cen\u00e1rio do Brasil, em que, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica), <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/radioagencia-nacional\/geral\/audio\/2021-04\/um-em-cada-cinco-brasileiros-nao-tem-acesso-internet-segundo-ibge#:~:text=Quase%2040%20milh%C3%B5es%20de%20brasileiros,feira%20(14)%20pelo%20IBGE.\"><strong>40 milh\u00f5es de brasileiros n\u00e3o t\u00eam acesso \u00e0 internet<\/strong><\/a>, n\u00e3o era favor\u00e1vel. Maria Regina acredita que houve um esfor\u00e7o por parte das secretarias municipais e estaduais de educa\u00e7\u00e3o, mas este n\u00e3o foi suficiente para compensar a car\u00eancia dos alunos e de suas fam\u00edlias.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMuitas secretarias de alfabetiza\u00e7\u00e3o, tanto municipais quanto estaduais, ampliaram seus recursos inform\u00e1ticos e tamb\u00e9m enviaram para as fam\u00edlias as li\u00e7\u00f5es em papel impresso; inclusive trataram de preparar os professores de suas escolas\u201d, relata. \u201cMas \u00e9 f\u00e1cil concluir que embora relevantes esses recursos emergenciais n\u00e3o foram suficientes. A consequ\u00eancia foi um enorme atraso, de ao menos 2 anos, na aprendizagem de um alto percentual de crian\u00e7as.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Para Jefferson, houve uma lacuna no lugar do aux\u00edlio que as escolas deveriam ter recebido durante a pandemia. \u201cDe modo geral, as redes de ensino foram pouco apoiadas, uma vez que n\u00e3o houve uma a\u00e7\u00e3o coordenada pelo Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o. Cada rede de ensino precisou enfrentar os desafios da pandemia em um contexto de caos, abandono e improvisa\u00e7\u00e3o\u201d, conta. Para ele, o retorno \u00e0s aulas presenciais traz alento e esperan\u00e7a de melhoras.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>As consequ\u00eancias do atraso na alfabetiza\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A alfabetiza\u00e7\u00e3o \u00e9 necess\u00e1ria para o desenvolvimento sociocognitivo das crian\u00e7as e para que seja poss\u00edvel, inclusive, que outras disciplinas sejam compreendidas. Com o atraso dessa aprendizagem, de acordo com o levantamento do Todos Pela Educa\u00e7\u00e3o, o n\u00famero de crian\u00e7as de 6 e 7 anos afetadas chega a 2,4 milh\u00f5es em 2021. Em 2019, o n\u00famero era de 1,4 milh\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse aumento significativo de crian\u00e7as que ainda n\u00e3o foram alfabetizadas, segundo Jefferson, gera uma situa\u00e7\u00e3o dificultosa no retorno \u00e0 modalidade presencial de ensino. \u201cOs professores e professoras ter\u00e3o alunos com n\u00edveis muito distintos de aprendizagem, de situa\u00e7\u00e3o emocional e social\u201d, considera. \u201cH\u00e1 necessidade de um diagn\u00f3stico da situa\u00e7\u00e3o de cada aluno e o planejamento de tarefas apropriadas para cada um.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Dina acredita ser tarefa das escolas se debru\u00e7ar sobre o fato de que o atraso na alfabetiza\u00e7\u00e3o far\u00e1 com que as crian\u00e7as afetadas tenham maior dificuldade para aprender a ler e escrever. \u201cA alfabetiza\u00e7\u00e3o mobiliza diferentes dimens\u00f5es do sujeito. Aprender n\u00e3o se restringe aos aspectos cognitivos, \u00e9 complexo, como tudo o que se relaciona aos seres humanos. Lidaremos com as consequ\u00eancias da pandemia por algum tempo, e n\u00e3o s\u00f3 nas classes de alfabetiza\u00e7\u00e3o\u201d, afirma a professora.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, segundo Maria Regina, apesar da situa\u00e7\u00e3o atual, \u00e9 poss\u00edvel recuperar o tempo perdido. \u201cPodemos, sim, recuperar a aprendizagem, especialmente no que diz respeito \u00e0 alfabetiza\u00e7\u00e3o. Isso exigir\u00e1 um enorme esfor\u00e7o, a partir de agora, no in\u00edcio de 2022\u201d, assegura. \u201cAs neuroci\u00eancias e a psicologia da educa\u00e7\u00e3o demonstram que todas as crian\u00e7as s\u00e3o capazes de aprender a ler e a escrever. S\u00f3 precisam de um bom ensino. Ent\u00e3o essa dever\u00e1 ser tarefa dos cursos de forma\u00e7\u00e3o de professores, das secretarias de educa\u00e7\u00e3o, das escolas\u201d, complementa.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O apoio familiar e as perspectivas para o futuro<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Com o aumento do analfabetismo entre crian\u00e7as de 6 e 7 anos, \u00e9 esperado que muitas fam\u00edlias se sintam angustiadas. Quanto a isso, Dina afirma que \u00e9 necess\u00e1rio que os familiares tenham paci\u00eancia. \u201c\u00c9 preciso tentar entender a atipicidade do momento em que seu filho ou sua filha estava iniciando seu processo de alfabetiza\u00e7\u00e3o formal\u201d, diz. \u201cA escola tamb\u00e9m precisa acolher esses pais e respons\u00e1veis e repensar seu curr\u00edculo. Voltamos presencialmente \u00e0 escola, mas n\u00e3o podemos desconsiderar o que vivemos durante a pandemia, que, ali\u00e1s, ainda est\u00e1 a\u00ed.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Jefferson relembra que, em um cen\u00e1rio de desigualdades sociais, h\u00e1 fam\u00edlias para as quais n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel prestar o tipo de ajuda necess\u00e1rio para a alfabetiza\u00e7\u00e3o, e a escola tem um papel importante nesse cen\u00e1rio. \u201cO apoio da fam\u00edlia \u00e9 essencial. Os pais podem auxiliar as crian\u00e7as em tarefas, podem ler com elas, estimul\u00e1-las, apoi\u00e1-las\u201d, explica. \u201cInfelizmente, nem todas as fam\u00edlias poder\u00e3o auxiliar as crian\u00e7as. A escola \u00e9 essencial nesse processo de garantir a todos o direito \u00e0 educa\u00e7\u00e3o e \u00e0 aprendizagem\u201d, complementa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o cabe \u00e0s fam\u00edlias alfabetizar, e sim \u00e0 escola, pois essa \u00e9 a miss\u00e3o das escolas\u201d, esclarece Maria Regina, que refor\u00e7a o que foi dito por Jefferson. \u201cSabemos que algumas fam\u00edlias vivem em situa\u00e7\u00e3o extremamente vulner\u00e1vel, social e economicamente. H\u00e1 fam\u00edlias que n\u00e3o frequentaram uma boa escola e n\u00e3o aprenderam a ler. Cabe \u00e0s escolas oferecer cursos de aprendizagem da leitura e escrita para essas fam\u00edlias.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, Maria Regina acredita que, para que o analfabetismo n\u00e3o sofra um aumento entre os brasileiros, especialmente dentre os jovens, \u00e9 preciso come\u00e7ar com as crian\u00e7as. \u201cElas se recuperam, sim. Elas sabem que na vida atual \u00e9 preciso aprender a ler para viver melhor\u201d, diz. \u201cA boa educa\u00e7\u00e3o come\u00e7a pela alfabetiza\u00e7\u00e3o; sem alfabetiza\u00e7\u00e3o, n\u00e3o haver\u00e1 caminho para as demais aprendizagens nas escolas.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A pandemia de covid-19, cujo primeiro caso no Brasil foi registrado em mar\u00e7o de 2020, gerou impactos negativos em diversas \u00e1reas no pa\u00eds ao longo dos \u00faltimos dois anos, e na educa\u00e7\u00e3o infantil n\u00e3o foi diferente. A nota t\u00e9cnica Impactos da pandemia na alfabetiza\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as, produzida pela ONG Todos Pela Educa\u00e7\u00e3o com base na &#8230; <a title=\"D\u00e9ficit de alfabetiza\u00e7\u00e3o aumenta na pandemia; entenda causas e consequ\u00eancias\" class=\"read-more\" href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/2022\/04\/19\/deficit-de-alfabetizacao-aumenta-na-pandemia-entenda-causas-e-consequencias\/\" aria-label=\"More on D\u00e9ficit de alfabetiza\u00e7\u00e3o aumenta na pandemia; entenda causas e consequ\u00eancias\">Ler mais<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":24,"featured_media":17165,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[54,243],"tags":[],"class_list":["post-17164","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-educacao","category-mais-recentes"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17164","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/users\/24"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17164"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17164\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/media\/17165"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17164"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17164"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17164"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}