﻿{"id":20876,"date":"2023-04-19T19:03:53","date_gmt":"2023-04-19T22:03:53","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/?p=20876"},"modified":"2023-06-07T18:32:20","modified_gmt":"2023-06-07T21:32:20","slug":"dia-dos-povos-indigenas-523-anos-de-resistencia-contra-os-estigmas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/2023\/04\/19\/dia-dos-povos-indigenas-523-anos-de-resistencia-contra-os-estigmas\/","title":{"rendered":"Dia dos Povos Ind\u00edgenas: 523 anos de resist\u00eancia contra os estigmas"},"content":{"rendered":"\n<p>Dia dos Povos Ind\u00edgenas, 19 de abril. Uma data para celebrar a cultura e a heran\u00e7a dos povos origin\u00e1rios, mas tamb\u00e9m para reafirmar a resist\u00eancia e a luta por reconhecimento. Um caminho ainda longo quando projetado a partir da mudan\u00e7a recente no pr\u00f3prio nome atribu\u00eddo \u00e0 efem\u00e9ride. Antes &#8220;Dia do \u00cdndio&#8221; &#8211; forma de representar ind\u00edgenas carregada de estigmas -, s\u00f3 foi receber o nome atual por meio da <strong><a href=\"https:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/materias\/2022\/07\/11\/dia-dos-povos-indigenas-em-19-de-abril-substitui-dia-do-indio-apos-derrubada-de-veto\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lei 14.402<\/a><\/strong>, sancionada em 2022. A escolha por 19 de abril refere-se a realiza\u00e7\u00e3o do 1\u00ba Congresso Indigenista Interamericano, realizado no M\u00e9xico, em 1940, na mesma data.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma resist\u00eancia que j\u00e1 dura pelo menos 523 anos, desde que os portugueses chegaram ao Brasil, em 1500, desencadeando ataques que dizimaram comunidades inteiras, e que n\u00e3o parece estar perto de terminar. Para a professora dos anos iniciais <strong><a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/2587011616103014\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Luana Barth Gomes<\/a><\/strong>, pesquisadora em Educa\u00e7\u00e3o Amer\u00edndia e Interculturalidade, a tem\u00e1tica ainda \u00e9 tratada de forma estereotipada nas escolas. \u201c\u00c9 necess\u00e1rio desformar a sociedade\u201d, defende a cacica Krexu Taku\u00e1, sobre educar a popula\u00e7\u00e3o desfazendo preconceitos. Ela \u00e9 da etnia Guarani e coordena o <strong><a href=\"https:\/\/cultura.rs.gov.br\/o-que-e-o-centro-de-referencia-indigena-afro-do-rio-grande-do-sul\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Centro de Refer\u00eancia Ind\u00edgena Afro<\/a><\/strong>, no bairro Cidade Baixa, em Porto Alegre (RS). <\/p>\n\n\n\n<pre class=\"wp-block-preformatted\">Em parceria com a disciplina Jornalismo e Meio Ambiente, ministrada pela professora <strong><a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/1991183018178937\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Eloisa Beling Loose<\/a><\/strong>, o <strong>Humanista<\/strong> foi saber como a falta de pol\u00edticas p\u00fablicas de educa\u00e7\u00e3o que promovam a preserva\u00e7\u00e3o da cultura ind\u00edgena no ambiente urbano impacta sobre o dia a dia dos povos - <strong><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/2023\/04\/04\/rs-tem-65-territorios-aguardando-demarcacao-e-situacao-de-povos-indigenas-no-estado-preocupa\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">tema que ocupou a pauta<\/a><\/strong> deste jornal-laborat\u00f3rio nos \u00faltimos meses. Isso em meio aos 15 anos da <strong><a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2007-2010\/2008\/lei\/l11645.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lei n\u00ba 11.645\/2008<\/a><\/strong><a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2007-2010\/2008\/lei\/l11645.htm\">,<\/a> que tornou obrigat\u00f3ria a promo\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es educativas de hist\u00f3ria e cultura ind\u00edgena nas escolas brasileiras.<\/pre>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Resistindo na cidade<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Nascida na periferia e envolvida com movimentos sociais desde os 12 anos de idade, a cacica Krexu Taku\u00e1, da etnia Guarani, coordena hoje o Centro de Refer\u00eancia Ind\u00edgena Afro do Rio Grande do Sul. Sua luta \u00e9 para que o lugar das pessoas ind\u00edgenas n\u00e3o seja apenas nas aldeias, mas em qualquer lugar. Para ela, os aldeamentos s\u00e3o como um cercamento, uma pol\u00edtica de exclus\u00e3o para n\u00e3o ter acesso aos direitos previstos na constitui\u00e7\u00e3o brasileira e para que n\u00e3o convivam com a sociedade.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/1679732538892-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-20881\" width=\"575\" height=\"324\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/1679732538892-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/1679732538892-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/1679732538892-768x432.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/1679732538892-1536x864.jpg 1536w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/1679732538892-2048x1152.jpg 2048w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/1679732538892-1500x844.jpg 1500w\" sizes=\"(max-width: 575px) 100vw, 575px\" \/><figcaption>Cacica Krexu Taku\u00e1 coordena o Centro de Refer\u00eancia Ind\u00edgena Afro, em Porto Alegre (RS). <br>Foto: Lu\u00edsa Teixeira\/Humanista<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Krexu estudou a vida toda em escolas p\u00fablicas convencionais e nunca se sentiu representada nas atividades referidas ao dia 19 de abril. \u201cEra 3\u00b0 ano do ensino fundamental e o meu colega disse: \u2018nossa aqui no livro ele t\u00e1 pelado e tu t\u00e1 de roupa\u2019. Imagina isso pra uma crian\u00e7a de nove, 10 anos. Foi algo que me marcou muito\u201d, relembra. Na cultura Guarani, a crian\u00e7a fica sob a guarda da m\u00e3e at\u00e9 os sete anos, quando aprende outra l\u00edngua e vai para o primeiro ano do ensino fundamental. A sa\u00edda do v\u00ednculo familiar resulta em uma sequ\u00eancia invis\u00edvel de viol\u00eancias. &#8220;Voc\u00ea est\u00e1 em um ambiente acolhedor e confort\u00e1vel e vai enfrentar com sete anos o mundo, a sociedade, um estado racista, machista e preconceituoso com o ser ind\u00edgena.\u201d&nbsp; <\/p>\n\n\n\n<p>Pedagoga e doutoranda em Educa\u00e7\u00e3o pela UFRGS, <strong><a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/8513924536264208\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Raquel Kubeo<\/a><\/strong>, ind\u00edgena de 33 anos, nasceu em Manaus, no Amazonas, e veio para Porto Alegre dar continuidade aos estudos. Assim como a cacica Krexu Taku\u00e1, \u00e9 uma ind\u00edgena em contexto urbano. N\u00e3o nasceu na aldeia e durante toda a vida escolar tamb\u00e9m estudou em escolas p\u00fablicas convencionais.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/1679723821986-1024x768.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-20878\" width=\"565\" height=\"423\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/1679723821986-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/1679723821986-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/1679723821986-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/1679723821986-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/1679723821986-2048x1536.jpg 2048w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/1679723821986-1500x1125.jpg 1500w\" sizes=\"(max-width: 565px) 100vw, 565px\" \/><figcaption>Raquel Kubeo veio do Amazonas e \u00e9 a \u00fanica ind\u00edgena da sua etnia em Porto Alegre (RS).<br>Foto: Lu\u00edsa Teixeira\/Humanista<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, Raquel confessa o seu inc\u00f4modo com a forma que o dia 19 de abril era retratado nas escolas. \u201cA gente sofria uma invisibiliza\u00e7\u00e3o, n\u00e3o tinha o cuidado de trazer para a escola esses conhecimentos de culturas ind\u00edgenas enquanto identidade, era estudado como se n\u00e3o fizesse parte do nosso contexto, como se ind\u00edgena s\u00f3 fosse quem est\u00e1 vestido com a roupa tradicional e vivendo dentro da aldeia\u201d. Por isso, para demonstrar resist\u00eancia nos espa\u00e7os em que est\u00e1, Raquel utiliza o nome de sua etnia, Kubeo, em sua apresenta\u00e7\u00e3o pessoal &#8211; e n\u00e3o o nome civil.<\/p>\n\n\n\n<p>Em Manaus, deu aulas em escolas da periferia. J\u00e1 em Porto Alegre, onde mora atualmente, trabalhou como professora dos anos iniciais na rede municipal e como palestrante. Ela explica que existem v\u00e1rias formas de integrar ao curr\u00edculo o estudo sobre as culturas ind\u00edgenas. Nas aulas de ensino religioso, por exemplo, estudava com a turma sobre a import\u00e2ncia dos rituais ind\u00edgenas.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignright size-large is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/1679732538899-576x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-20882\" width=\"254\" height=\"452\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/1679732538899-576x1024.jpg 576w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/1679732538899-169x300.jpg 169w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/1679732538899-768x1365.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/1679732538899-864x1536.jpg 864w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/1679732538899-1152x2048.jpg 1152w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/1679732538899-1500x2667.jpg 1500w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/1679732538899-scaled.jpg 1440w\" sizes=\"(max-width: 254px) 100vw, 254px\" \/><figcaption>Espiritualidade e cuidados com a m\u00e3e terra fazem parte da cultura ind\u00edgena. <br>Foto: Lu\u00edsa Teixeira\/Humanista<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Buscar a ancestralidade tamb\u00e9m \u00e9 uma forma de abordar o assunto em sala de aula. A professora Luana Barth Gones, que tem ancestralidade ind\u00edgena, compartilha isso com a turma e incentiva os alunos a tamb\u00e9m buscarem suas origens. \u201cA gente parte do que \u00e9 do conhecimento deles. A\u00ed, nos trazem descend\u00eancia alem\u00e3, portuguesa, espanhola e alguns tamb\u00e9m nos trazem africana e ind\u00edgena\u201d, revela. <\/p>\n\n\n\n<p>A partir disso, desenvolve-se um par\u00e2metro do passado com o presente e se explica que os primeiros habitantes do Brasil convivem conosco diariamente. <\/p>\n\n\n\n<p>Para compartilhar os saberes ind\u00edgenas e cumprir a lei, Raquel Kubeo acredita que a troca de conhecimento est\u00e1 nas viv\u00eancias e a melhor forma de falar sobre ind\u00edgenas \u00e9 traz\u00ea-los das comunidades pr\u00f3ximas para conversar. \u201cMuitas das nossas falas foram registradas por n\u00e3o ind\u00edgenas e s\u00e3o consideradas conhecimento por causa de um diploma. \u00c9 considerado mais relevante uma pessoa branca falar sobre nossos conhecimentos do que as nossas pr\u00f3prias falas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Da falta de forma\u00e7\u00e3o ao<br>mito do aculturamento<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Com a Lei 11.645\/2008 completando 15 anos, faltam professores capacitados para o ensino da cultura e da hist\u00f3ria ind\u00edgenas e a maioria das escolas n\u00e3o investem na forma\u00e7\u00e3o dos profissinais em ensino \u00e9tnico racial. \u00c9 a avalia\u00e7\u00e3o da professora Luana Gomes. Sem preparo, acabam trabalhando da forma que conhecem e repetem o que viram quando eram alunos. <\/p>\n\n\n\n<p>\u201cFazer uma pintura \u00e9 [uma atividade] totalmente esvaziada de sentido; as pinturas s\u00e3o, para muitas culturas, sagradas. Ent\u00e3o, quando eu me pinto por pintar eu estou at\u00e9 mesmo ofendendo&#8221;, explica Luana. &#8220;Quando eu fa\u00e7o um cocar de papel eu estou ofendendo as culturas que tem o cocar como objeto sagrado. N\u00e3o \u00e9 uma homenagem, n\u00e3o \u00e9 bonito e n\u00e3o \u00e9 adequado.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Outro obst\u00e1culo social enfrentado \u00e9 o senso comum das pessoas que acreditam na ideia de que quando os ind\u00edgenas passam a usar os mesmos recursos de n\u00e3o ind\u00edgenas &#8211; como o celular ou estudar na universidade, por exemplo &#8211; se torna um indiv\u00edduo aculturado. \u201cA gente tamb\u00e9m usa coisas que muitas vezes n\u00e3o fomos n\u00f3s que desenvolvemos, vieram de outras culturas, de outros pa\u00edses. Por que a gente n\u00e3o deixa de ser quem \u00e9 e eles tem que deixar de ser quem s\u00e3o?\u201d, questiona a professora.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m do despreparo dos professores, os livros did\u00e1ticos contribuem para a estigmatiza\u00e7\u00e3o quando trazem imagens estereotipadas e que valorizam o ind\u00edgena como um ser selvagem, criando uma vis\u00e3o deturpada e arraigada ao passado. Segundo Luana Gomes, dessa forma as crian\u00e7as t\u00eam dificuldade de associar os povos origin\u00e1rios \u00e0 contemporaneidade e entender que o contexto urbano tamb\u00e9m \u00e9 territ\u00f3rio ind\u00edgena. <\/p>\n\n\n\n<p>A Seduc (Secretaria Estadual de Educa\u00e7\u00e3o) do estado do Rio Grande do Sul foi contatada para comentar a aplica\u00e7\u00e3o da Lei n\u00ba 11.645\/2008 no ensino p\u00fablico e n\u00e3o respondeu at\u00e9 a publica\u00e7\u00e3o da reportagem, nesta quarta-feira (19).<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Nas plataformas<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/image.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-20883\" width=\"535\" height=\"401\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/image.png 750w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/image-300x225.png 300w\" sizes=\"(max-width: 535px) 100vw, 535px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<pre class=\"wp-block-preformatted\">O document\u00e1rio <strong><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=BdDpp6USz5Y\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Falas da Terra<\/a><\/strong> (imagem), produzido pela Rede Globo, veiculado na televis\u00e3o aberta e dispon\u00edvel no <strong><a href=\"https:\/\/globoplay.globo.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Globoplay<\/a><\/strong>, valoriza a diversidade cultural e traz depoimentos de ind\u00edgenas de diferentes etnias espalhados por todo territ\u00f3rio brasileiro. Al\u00e9m da resist\u00eancia e da demarca\u00e7\u00e3o de terras, o document\u00e1rio mostra pautas que s\u00e3o vivenciadas pelas pessoas ind\u00edgenas, como a bandeira LGBTQIAP+ e a vida na cidade atuando em diferentes profiss\u00f5es.<\/pre>\n\n\n\n<p><strong>Onde encontrar materiais que tratam da cultura ind\u00edgena de forma adequada?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>Site do<a href=\"https:\/\/comin.org.br\/\"> <\/a><strong><a href=\"https:\/\/comin.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Comin<\/a><\/strong> &#8211; Conselho de miss\u00e3o entre povos ind\u00edgenas<br>Material did\u00e1tico com informa\u00e7\u00f5es de povos ind\u00edgenas de diferentes etnias e jogos com tem\u00e1tica ind\u00edgena que podem ser levados para sala de aula.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><strong><a href=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Instituto Socioambiental<\/a><\/strong> &#8211; Povos ind\u00edgenas na contemporaneidade<\/li><li><a href=\"https:\/\/mirim.org\/\"><strong>Pib Mirim<\/strong> <\/a>\u00a0&#8211; Hist\u00f3ria dos povos ind\u00edgenas adaptado para crian\u00e7as<\/li><li>P\u00e1ginas no Instagram, por exemplo: <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/ancestralidade.indigena\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>@ancestralidade.indigena<\/strong><\/a> &#8211; Conte\u00fado sobre a variedade de povos ind\u00edgenas e ideias de como trabalhar em sala de aula.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p style=\"font-size:15px\"><strong>*<\/strong> Reportagem originalmente produzida na disciplina Jornalismo e Meio Ambiente, do curso de Jornalismo da Fabico\/UFRGS, no semestre letivo 2022\/2 (novembro de 2022 a abril de 2023), sob a orienta\u00e7\u00e3o da professora <strong><a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/1991183018178937\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Eloisa Beling Loose<\/a><\/strong>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dia dos Povos Ind\u00edgenas, 19 de abril. Uma data para celebrar a cultura e a heran\u00e7a dos povos origin\u00e1rios, mas tamb\u00e9m para reafirmar a resist\u00eancia e a luta por reconhecimento. Um caminho ainda longo quando projetado a partir da mudan\u00e7a recente no pr\u00f3prio nome atribu\u00eddo \u00e0 efem\u00e9ride. Antes &#8220;Dia do \u00cdndio&#8221; &#8211; forma de representar &#8230; <a title=\"Dia dos Povos Ind\u00edgenas: 523 anos de resist\u00eancia contra os estigmas\" class=\"read-more\" href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/2023\/04\/19\/dia-dos-povos-indigenas-523-anos-de-resistencia-contra-os-estigmas\/\" aria-label=\"More on Dia dos Povos Ind\u00edgenas: 523 anos de resist\u00eancia contra os estigmas\">Ler mais<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":24,"featured_media":20891,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[55,54,49],"tags":[],"class_list":["post-20876","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura","category-educacao","category-vida"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20876","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/users\/24"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20876"}],"version-history":[{"count":14,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20876\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":21089,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20876\/revisions\/21089"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/media\/20891"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20876"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20876"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20876"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}