﻿{"id":22379,"date":"2023-08-22T20:31:42","date_gmt":"2023-08-22T23:31:42","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/?p=22379"},"modified":"2023-08-24T18:38:53","modified_gmt":"2023-08-24T21:38:53","slug":"as-alunas-maes-da-ufrgs","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/2023\/08\/22\/as-alunas-maes-da-ufrgs\/","title":{"rendered":"As alunas-m\u00e3es da UFRGS"},"content":{"rendered":"\n<p>Segundo uma<a href=\"https:\/\/www.andifes.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/V-Pesquisa-Nacional-de-Perfil-Socioeconomico-e-Cultural-dos-as-Graduandos-as-das-IFES-2018.pdf\"> <strong>pesquisa<\/strong><\/a> realizada pela Andifes (Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Dirigentes das Institui\u00e7\u00f5es Federais de Ensino Superior) em 2018, com 1.200.300 estudantes, cerca de 577.480 mil mulheres cisg\u00eanero estavam matriculadas em universidades federais em todo o pa\u00eds, n\u00famero que equivale a 48,1% dos estudantes de Institui\u00e7\u00f5es Federais (IF\u2019s) do Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>E quantas delas s\u00e3o m\u00e3es? A mesma pesquisa mostra que 136.824 mil alunos e alunas t\u00eam filhos, ou seja, 11,4% s\u00e3o m\u00e3es ou pais. Olhando apenas para o percentual, o n\u00famero n\u00e3o parece impactante, mas pouco se fala de como \u00e9 a vida de quem enfrenta essa dupla jornada. <\/p>\n\n\n\n<p>No <a href=\"https:\/\/www2.camara.leg.br\/a-camara\/estruturaadm\/secretarias\/secretaria-da-mulher\/eventos\/campanha-agosto-lilas-2023#:~:text=Abertura%20da%20Campanha%20Agosto%20Lil%C3%A1s,Orquestra%20da%20For%C3%A7a%20A%C3%A9rea%20Brasileira.\"><strong>Agosto Lil\u00e1s<\/strong><\/a>, m\u00eas dedicado ao enfrentamento \u00e0 viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar contra a mulher, em alus\u00e3o ao m\u00eas de anivers\u00e1rio da <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2004-2006\/2006\/lei\/l11340.htm\"><strong>Lei Maria da Penha<\/strong><\/a>, o <strong>Humanista <\/strong>colabora\u00e7\u00e3o com a disciplina Ciberjornalismo III, ministrada pelo professor Marcelo Tr\u00e4sel, com um diagn\u00f3stico sobre as m\u00e3es-alunas da UFRGS.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;\u00c0 reportagem, a <a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/prae\/\"><strong>Pr\u00f3-Reitoria de Assuntos Estudantis (PRAE)<\/strong><\/a> informou que o n\u00famero de alunas que s\u00e3o m\u00e3es matriculadas na institui\u00e7\u00e3o \u00e9 desconhecido, pois n\u00e3o h\u00e1 uma forma de cadastro ou registro de tal informa\u00e7\u00e3o. Atrav\u00e9s de redes sociais e eventos, foram encontradas v\u00e1rias estudantes que t\u00eam filhos, mas a rotina corrida dessas mulheres se torna um obst\u00e1culo para que elas consigam contar suas experi\u00eancias.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Quem s\u00e3o?<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Sabrina dos Santos, 23, \u00e9 estudante do curso de Hist\u00f3ria na UFRGS, e m\u00e3e de L\u00edvia, 3. Descobriu a sua gravidez no in\u00edcio de 2019, enquanto come\u00e7ava a estudar para o vestibular. \u201cN\u00e3o foi uma gravidez planejada. N\u00e3o foi no momento em que n\u00f3s esper\u00e1vamos. Eu estava come\u00e7ando a estudar para o vestibular da UFRGS e para o Enem. Fiquei em choque quando eu descobri, porque eu achei que depois disso, eu n\u00e3o ia conseguir fazer mais nada\u201d, lembra. Ela passou o ano todo se dividindo entre estudos e consultas de pr\u00e9-natal.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em setembro L\u00edvia nasceu, e em novembro Sabrina realizou a prova. A aprova\u00e7\u00e3o veio, e alguns meses depois chegou a pandemia da COVID-19 no Brasil. As aulas foram adiadas, e depois foi instaurado o ERE (Ensino Remoto Emergencial), em que os alunos puderam dar continuidade aos estudos estando em casa, via v\u00eddeo-confer\u00eancias com os professores. Seu companheiro foi demitido logo no in\u00edcio da pandemia, e ficou seis meses em casa. Assim eles conseguiram organizar seus hor\u00e1rios e demandas de uma maneira mais pr\u00e1tica. Enquanto Sabrina estudava, ele ficava com L\u00edvia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"532\" height=\"530\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/sabrina-e-livia.jpg\" alt=\"m\u00e3es da UFRGS\" class=\"wp-image-22385\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/sabrina-e-livia.jpg 532w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/sabrina-e-livia-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/sabrina-e-livia-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 532px) 100vw, 532px\" \/><figcaption> Sabrina comemorando sua aprova\u00e7\u00e3o no vestibular com sua filha. | Foto: L\u00edvia\/Arquivo pessoal\n<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Jaqueline de Paula, 24, \u00e9 estudante de Servi\u00e7o Social, e m\u00e3e de Gokann, 3 anos. Quando descobriu a gravidez, cursava Direito na UFRGS. Assim, viu uma oportunidade de trocar de \u00e1rea. \u201cEu j\u00e1 tinha o plano de trocar de curso, n\u00e3o me adaptei, n\u00e3o gostava. E nesse meio tempo engravidei, e a\u00ed tive mesmo a vontade de mudar de curso\u201d, relata. <\/p>\n\n\n\n<p>Jaqueline \u00e9 aluna cotista \u00edndigena, da etnia Kaingang, e quando deu \u00e0 luz ao seu filho, voltou para sua aldeia de origem, no norte do Rio Grande do Sul, em licen\u00e7a. O pai de Gokann \u00e9 aluno de psicologia na Universidade Federal do Rio Grande, ent\u00e3o quando as aulas presenciais foram suspensas, ele voltou para a aldeia com Jaqueline e p\u00f4de passar os \u00faltimos dois anos ao lado do filho e da companheira.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"461\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/IMG-20220924-WA0006-461x1024.jpg\" alt=\"maternidade na universidade\" class=\"wp-image-22386\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/IMG-20220924-WA0006-461x1024.jpg 461w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/IMG-20220924-WA0006-135x300.jpg 135w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/IMG-20220924-WA0006.jpg 576w\" sizes=\"(max-width: 461px) 100vw, 461px\" \/><figcaption> Jaqueline e seu filho, Gokann. | Foto: Jaqueline\/Arquivo pessoal<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Nicole Alves, 23, assim como Sabrina, cursa Hist\u00f3ria na UFRGS, e \u00e9 m\u00e3e de Renan, 5, que em 2023 foi diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Ela engravidou ainda no Ensino M\u00e9dio, e seu filho nasceu em 2018. Nicole saiu de licen\u00e7a maternidade, mas teve receio de reprovar no terceiro ano, pois n\u00e3o estava conseguindo conciliar estudos e os cuidados com o beb\u00ea. Ela insistiu em continuar indo \u00e0s aulas e encontrou acolhimento por parte dos professores e dos colegas quando precisava ir \u00e0 escola com seu filho. <\/p>\n\n\n\n<p>Em 2019, Nicole prestou o vestibular, mas n\u00e3o conseguiu passar. Come\u00e7ou a estudar sozinha, mas seu companheiro trabalhava fora. Com toda a demanda que um beb\u00ea traz e sem muita ajuda, Nicole acabou desistindo dos estudos. Por\u00e9m, em 2020, com a sua inscri\u00e7\u00e3o pelo SiSU (Sistema de Sele\u00e7\u00e3o Unificada), ela descobriu ter sido chamada para uma vaga remanescente, mas o prazo de matr\u00edcula j\u00e1 tinha passado. Isso foi o suficiente para Nicole voltar a acreditar no seu potencial e continuar a estudar:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote\"><blockquote><p>\u201cN\u00e3o foi uma sensa\u00e7\u00e3o de tristeza que eu tive quando eu vi que tinha sido aprovada [<em>em 2019<\/em>], na verdade foi uma sensa\u00e7\u00e3o de vit\u00f3ria, satisfa\u00e7\u00e3o, de orgulho. Eu n\u00e3o fui e n\u00e3o peguei a vaga, mas eu consegui\u201d.<\/p><cite>&#8211; Nicole Alves<\/cite><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/WhatsApp-Image-2022-10-04-at-19.57.23-768x1024.jpeg\" alt=\"Maternidade na universidade federal\" class=\"wp-image-22387\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/WhatsApp-Image-2022-10-04-at-19.57.23-768x1024.jpeg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/WhatsApp-Image-2022-10-04-at-19.57.23-225x300.jpeg 225w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/WhatsApp-Image-2022-10-04-at-19.57.23-1152x1536.jpeg 1152w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/WhatsApp-Image-2022-10-04-at-19.57.23.jpeg 1200w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><figcaption>Ap\u00f3s um per\u00edodo sem estudar, Nicole voltou a se concentrar no seu ingresso na universidade, quando Renan ainda era beb\u00ea. | Foto: Nicole\/Arquivo pessoal\n<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Redes de apoio<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O ditado diz \u201cQuem pariu Mateus, que embale\u201d, e a partir disso se conclui que quem fez seu filho, que cuide, principalmente se voc\u00ea \u00e9 a m\u00e3e. Mas sabemos que a tarefa de criar um ser humano n\u00e3o deve ser de uma \u00fanica pessoa.<\/p>\n\n\n\n<pre class=\"wp-block-preformatted\">O Artigo 227 da Constitui\u00e7\u00e3o de 1988 diz que \u201c\u00c9 dever da fam\u00edlia, da sociedade e do Estado assegurar \u00e0 crian\u00e7a e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito \u00e0 vida, \u00e0 sa\u00fade, \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o, \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, ao lazer, \u00e0 profissionaliza\u00e7\u00e3o, \u00e0 cultura, \u00e0 dignidade, ao respeito, \u00e0 liberdade e \u00e0 conviv\u00eancia familiar e comunit\u00e1ria, al\u00e9m de coloc\u00e1-los a salvo de toda forma de neglig\u00eancia, discrimina\u00e7\u00e3o, explora\u00e7\u00e3o, viol\u00eancia, crueldade e opress\u00e3o\u201d.<\/pre>\n\n\n\n<p>Toda a ajuda \u00e9 necess\u00e1ria e bem-vinda, seja da fam\u00edlia ou da institui\u00e7\u00e3o, em especial ap\u00f3s a volta do ensino presencial. Entende-se que todos t\u00eam a responsabilidade de ajudar no zelo de uma crian\u00e7a, e quando as acolhemos, tamb\u00e9m acolhemos suas cuidadoras.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>La\u00edne Jeske Wagner, 40, cursava jornalismo na UFRGS quando engravidou de Ant\u00f4nio, hoje com 6 anos. A gravidez foi muito desejada e planejada. Quando seu filho nasceu, ela entrou de licen\u00e7a, mas quando o per\u00edodo acabou, trancou o curso e mudou-se para Pelotas. Com um rec\u00e9m-nascido e uma mudan\u00e7a para cuidar, e logo em seguida vivendo em uma cidade que fica longe da ajuda familiar, ela se viu sem vontade de voltar a estudar. <\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, La\u00edne desenvolveu depress\u00e3o p\u00f3s-parto, um assunto que ainda \u00e9 tabu na sociedade. Quando Ant\u00f4nio tinha dois anos, ela conseguiu voltar aos estudos. Hoje a estudante cursa o oitavo semestre de psicologia na Universidade Cat\u00f3lica de Pelotas (UCPel) . \u201cEu sou militante contra a depress\u00e3o p\u00f3s-parto. Eu entrei para psicologia com o intuito de trabalhar com perinatalidade, e vou me formar com esse intuito. Meu Trabalho de Conclus\u00e3o de Curso vai ser sobre rede de apoio materna\u201d, relata.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, Jaqueline mora com Gokann na Casa do Estudante Ind\u00edgena (CEI), que foi reivindicada em abril de 2022. De acordo com ela, moram um total de 52 pessoas, e destas, 10 s\u00e3o m\u00e3es que vivem com seus filhos. Jaqueline conta ainda que a maternidade ocorre cedo na vida das mulheres ind\u00edgenas e, antes da CEI, era comum que estas estudantes tivessem de deixar seus beb\u00eas na comunidade com suas fam\u00edlias para que pudessem frequentar as aulas. <\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, as estudantes t\u00eam a possibilidade de manter sua cultura, estando mais perto de seus filhos, al\u00e9m de poder contar com a ajuda das outras alunas ind\u00edgenas. \u201cAlguns cursos s\u00e3o integrais e exigem mais das alunas, para o pessoal da sa\u00fade principalmente, mas a gente sempre d\u00e1 um jeito de se organizar em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s crian\u00e7as, para dar um suporte\u201d relata.<\/p>\n\n\n\n<p>Sabrina e Nicole t\u00eam a ajuda de familiares e das escolas onde as crian\u00e7as est\u00e3o matriculadas. Ambas s\u00e3o alunas cotistas de baixa-renda e recebem o aux\u00edlio-creche da universidade no valor de R$ 250,00, que usam para inteirar o valor da mensalidade ou com necessidades escolares. <\/p>\n\n\n\n<p>O companheiro de Sabrina, Daniel Trassantes, 30, voltou a trabalhar quando L\u00edvia tinha um ano de idade, mas eles mantiveram a rotina em que ele ficava com a beb\u00ea \u00e0 noite, enquanto Sabrina assistia suas aulas. Assim ela conseguiu estudar por quatro semestres, em casa e podendo ficar com sua filha.<\/p>\n\n\n\n<p>Nicole entrou na universidade em 2021, mas tamb\u00e9m assistiu muitas aulas na companhia de seu filho. Seu companheiro, Luis Felipe Pinheiro, 23, \u00e9 aluno de Engenharia Civil na UFRGS, ent\u00e3o a agenda deles \u00e9 seguida \u00e0 risca. No momento, Renan estuda em uma escola de educa\u00e7\u00e3o infantil do munic\u00edpio, em turno integral. Nos dias em que seus pais t\u00eam aula \u00e0 noite, ele fica com a av\u00f3 paterna, que serve de rede de apoio quando necess\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a PRAE, um question\u00e1rio foi enviado em setembro de 2022, para saber o motivo de os alunos que estavam matriculados no semestre 2021\/2, n\u00e3o terem a matr\u00edcula efetuada em 2022\/1. O p\u00fablico-alvo eram estudantes que foram usu\u00e1rios do <a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/prae\/\"><strong>Programa de Benef\u00edcios PRAE<\/strong><\/a> entre 2018 e 2022, totalizando 704 pessoas. <\/p>\n\n\n\n<p>Uma das perguntas era \u201c<em>Meus planos pessoais mudaram e n\u00e3o envolvem concluir o curso na UFRGS (exemplos: precisei me mudar, casei, divorciei,<\/em><strong><em> passei a cuidar de filho(s)<\/em><\/strong><em>, passei a cuidar de familiar doente)<\/em>\u201d e 3,7% assinalaram essa quest\u00e3o. Estes tamb\u00e9m assinalaram: &#8220;<em>N\u00e3o pretendo continuar o curso nem outro curso, nem na UFRGS nem EM OUTRA INSTITUI\u00c7\u00c3O\u201d.&nbsp;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, segundo o <a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/prae\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/EDITAL-n.-05-2023-BENEFICIOSeMORADIA-RETIFICADO.pdf\"><strong>\u00faltimo edital lan\u00e7ado em 2023<\/strong><\/a>, as principais a\u00e7\u00f5es afirmativas voltadas para estudantes da UFRGS que t\u00eam filhos s\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>Aux\u00edlio Creche &#8211; aux\u00edlio financeiro para custear parte das despesas do estudante como respons\u00e1vel legal por crian\u00e7a at\u00e9 a idade de 05 anos, 11 meses e 29 dias, no valor de R$250,00 mensais por dependente, vedado o ac\u00famulo no caso de ambos os pais serem estudantes benefici\u00e1rios.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>Convers\u00e3o da Moradia Estudantil para Aux\u00edlio Moradia &#8211; Entendendo que a estrutura da Casa do Estudante Universit\u00e1rio (CEU) n\u00e3o \u00e9 apropriada para perman\u00eancia e conviv\u00eancia cont\u00ednua de crian\u00e7as, a PRAE disponibilizar\u00e1 o Aux\u00edlio Moradia na modalidade em pec\u00fania, sem a necessidade de participa\u00e7\u00e3o em edital espec\u00edfico, para as seguintes situa\u00e7\u00f5es: no caso de moradoras gestantes ou no caso de terem menores de 18 anos sob sua guarda. Em ambos os casos, o tempo de concess\u00e3o do Aux\u00edlio Moradia ser\u00e1 o tempo de perman\u00eancia estabelecido no Termo de Compromisso assinado no in\u00edcio do gozo da vaga na CEU, ou quando do rec\u00e1lculo, se este for o caso.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Creche no campus<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Segundo a PRAE, atualmente 154 estudantes recebem o aux\u00edlio creche, e destes, 114 s\u00e3o mulheres. Por mais que o benef\u00edcio ajude, ainda n\u00e3o \u00e9 o suficiente para essas m\u00e3es. Quando perguntado \u00e0s entrevistadas qual seria a melhor a\u00e7\u00e3o afirmativa voltada para elas, a resposta foi un\u00e2nime: uma creche.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Jaqueline, uma Casa de Estudantes Ind\u00edgenas com creche de educa\u00e7\u00e3o ind\u00edgena seria essencial para que as crian\u00e7as pudessem continuar tendo contato e aprendizado da sua cultura, mesmo longe da aldeia. Para Nicole a creche \u00e9 fundamental porque h\u00e1 apenas duas op\u00e7\u00f5es de educa\u00e7\u00e3o infantil: municipal ou particular. A primeira \u00e9 muito concorrida, e a segunda muito cara. <\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, os hor\u00e1rios das aulas dificultam a busca por um emprego que permitisse arcar com os custos de uma escola privada. Para Sabrina, uma creche poderia oferecer diretamente \u00e0s crian\u00e7as o que suas m\u00e3es produzem dentro da universidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em maio de 2021, foi aprovado na C\u00e2mara dos Deputados o projeto que permite que universidades, p\u00fablicas e privadas, criem em suas depend\u00eancias <a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/765389-comissao-aprova-possibilidade-de-creches-em-universidades-para-filhos-de-estudantes\/\"><strong>creches para filhos ou dependentes de estudantes<\/strong><\/a> que estejam matriculados na institui\u00e7\u00e3o. O projeto original \u00e9 do deputado federal Gustinho Ribeiro (Solidariedade\/SE), e nele a cria\u00e7\u00e3o de creches constava como uma obrigatoriedade das institui\u00e7\u00f5es, que impunha aloca\u00e7\u00e3o de or\u00e7amento. O texto substitutivo, que virou uma autoriza\u00e7\u00e3o, e foi aprovado, \u00e9 da deputada federal Nat\u00e1lia Bonavides (PT &#8211; RN).<\/p>\n\n\n\n<p>O Diretor do Departamento de Benef\u00edcios e Acompanhamento Estudantil (DBA) da UFRGS, Felipe Vendruscolo da Silva, disse n\u00e3o conhecer o projeto, e que \u201cNa aus\u00eancia de dados exatos, a identifica\u00e7\u00e3o do p\u00fablico e da demanda poder\u00e1 a ser estimada por pesquisa e question\u00e1rios\u201d. Com as informa\u00e7\u00f5es de quem recebe aux\u00edlio creche, sabemos que h\u00e1 no m\u00ednimo 154 crian\u00e7as que poderiam ocupar espa\u00e7os na universidade. Mas ser\u00e1 que h\u00e1 interesse em receb\u00ea-las?<\/p>\n\n\n\n<iframe style=\"border-radius:12px\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/episode\/3kQ4Bj8SaB7EYKDsh6Q2ve?utm_source=generator\" width=\"100%\" height=\"152\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"\" allow=\"autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture\" loading=\"lazy\"><\/iframe>\n\n\n\n<p> <em>Jaqueline fala sobre como uma Casa de Estudantes Ind\u00edgenas \u00e9 importante para as m\u00e3es manterem a cultura de carregarem<\/em><strong> <\/strong><em>seus filhos consigo. <\/em><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Lugar de m\u00e3e, lugar de crian\u00e7a<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Fernanda Staniscuaski, 42, \u00e9 professora e pesquisadora da UFRGS, na \u00e1rea de biologia e biotecnologia. \u00c9 tamb\u00e9m a fundadora do movimento <a href=\"https:\/\/www.parentinscience.com\/\"><strong>Parent\u2019s in Science<\/strong><\/a>, que \u201csurgiu com o intuito de levantar a discuss\u00e3o sobre a maternidade (e paternidade!) dentro do universo da ci\u00eancia do Brasil\u201d, de acordo com a apresenta\u00e7\u00e3o do site. Para Fernanda, as alunas de gradua\u00e7\u00e3o ainda n\u00e3o t\u00eam direitos essenciais. <\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>\u201cPassamos por quest\u00f5es b\u00e1sicas, por exemplo, n\u00e3o existe uma lei que garanta uma licen\u00e7a maternidade para estudantes. N\u00e3o existe. As pessoas confundem com exerc\u00edcio domiciliar, mas n\u00e3o \u00e9 a mesma coisa. Existe a lei [<a href=\"https:\/\/legislacao.presidencia.gov.br\/atos\/?tipo=LEI&amp;numero=6202&amp;ano=1975&amp;ato=0e3o3YU5UMnRVT571\"><em><strong>Lei 6.202\/75<\/strong><\/em><\/a>] que d\u00e1 direito ao exerc\u00edcio domiciliar, mas n\u00e3o \u00e9 uma licen\u00e7a\u201d.<\/p><cite>&#8211; Fernanda Staniscuaski.<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<iframe style=\"border-radius:12px\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/episode\/3o93bbWaMsKkaipQrvjL1v?utm_source=generator\" width=\"100%\" height=\"152\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"\" allow=\"autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture\" loading=\"lazy\"><\/iframe>\n\n\n\n<p><em>Fernanda aponta relata quais medidas seriam ideais para um acolhimento digno por parte da institui\u00e7\u00e3o<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Nath\u00e1lia Cardoso, 28, \u00e9 professora de ingl\u00eas, jornalista e m\u00e3e da Anita, 9. Ela se formou em jornalismo pela UFRGS, e em licenciatura em letras &#8211; ingl\u00eas pela PUCRS, em 2018. Descobriu a gravidez aos 19 anos, quando estava no segundo semestre da faculdade. Nath\u00e1lia tirou a licen\u00e7a maternidade ap\u00f3s o nascimento de sua filha, mas voltou \u00e0s aulas dois meses ap\u00f3s dar \u00e0 luz. <\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>\u201cEu sou uma pessoa com muitos privil\u00e9gios, reconhe\u00e7o isso. Eu tive ajuda dentro da minha casa, o pai da minha filha sempre foi muito presente. (&#8230;) Nos apertamos um pouquinho daqui, um pouquinho dali, e conseguimos pagar uma creche para minha filha quando ela tinha oito meses. Mas tem gente que n\u00e3o pode, que n\u00e3o consegue. E a\u00ed? Como que faz?\u201d<\/p><cite>&#8211; Nath\u00e1lia Cardoso<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Segundo Nath\u00e1lia, a falta de acolhimento com a mulher se d\u00e1 desde o seu direito reprodutivo. \u201cA maternidade passa pelo direito de escolha. Porque nenhum contraceptivo \u00e9 100% eficaz. E a pessoa tem que ter esse direito de escolher ou n\u00e3o, e ter acesso \u00e0 essa escolha de forma segura\u201d afirma. <\/p>\n\n\n\n<p>No dia 2 de setembro&nbsp; de 2022, foi sancionada a <a href=\"https:\/\/www.in.gov.br\/en\/web\/dou\/-\/lei-n-14.443-de-2-de-setembro-de-2022-426936016\"><strong>Lei 14.443, de 2022<\/strong><\/a>, que diminui de 25 para 21 anos a idade m\u00ednima de homens e mulheres para a realiza\u00e7\u00e3o de esteriliza\u00e7\u00e3o volunt\u00e1ria, e tamb\u00e9m dispensa a autoriza\u00e7\u00e3o do c\u00f4njuge. A idade m\u00ednima n\u00e3o \u00e9 exigida, caso a pessoa j\u00e1 tenha dois filhos. <\/p>\n\n\n\n<p>A Lei entrou em vigor em 180 dias ap\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o. No entanto, ainda n\u00e3o se sabe como se dar\u00e1 o processo, qual ser\u00e1 a prioridade do procedimento na fila do SUS (Sistema \u00danico de Sa\u00fade) ou se ser\u00e1 necess\u00e1rio esperar meses por uma consulta com um ginecologista tamb\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n<iframe width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/KKoAy3IDPLQ?si=TvwKyrThr1jhWfnY\" title=\"YouTube video player\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen=\"\"><\/iframe>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p>O coletivo \u201cM\u00c3ES NA UFRGS\u201d, surgiu ainda na pandemia, visando acolher e debater as necessidades dessas alunas. Hoje o grupo conta com cerca de 150 participantes, e tem reuni\u00f5es mensais para elaborar as pautas que s\u00e3o levadas \u00e0 institui\u00e7\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<p>Os encontros acontecem no campus Ol\u00edmpico, na <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/casacolheinfancias.ufrgs\/\"><strong>Casa ESEFID Acolhe Inf\u00e2ncias<\/strong><\/a>, um projeto de extens\u00e3o voltado para receber os filhos de m\u00e3es e pais estudantes, sob a coordena\u00e7\u00e3o da professora Lisandra Oliveira, e busca tornar a universidade um lugar mais receptivo e menos hostil para os pequenos e seus cuidadores. Enquanto as m\u00e3es conversam e organizam as pr\u00f3ximas pautas, as crian\u00e7as podem fazer outras atividades com os alunos extensionistas e ocupar um lugar que tamb\u00e9m \u00e9 seu por direito.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ana Marcela Sarria, 35, soci\u00f3loga e estudante de enfermagem, \u00e9 integrante do coletivo, e relata que o projeto \u00e9 um modelo que pode ser seguido dentro dos espa\u00e7os da institui\u00e7\u00e3o. \u201c\u00c9 literalmente uma casa, que tem acomoda\u00e7\u00f5es para receber crian\u00e7as. A ESEFID \u00e9 um lugar que realiza bastante atividades, inclusive para crian\u00e7as da comunidade do entorno. E tem esse diferencial de contar com bolsistas que auxiliam no cuidado com as crian\u00e7as. Sabemos que elas est\u00e3o acolhidas\u201d, afirma.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Ana, conseguir uma creche dentro da UFRGS para filhos de estudantes e servidoras \u00e9 a pauta mais dif\u00edcil de ser atendida, mas \u00e9 sempre pontuada. Outra quest\u00e3o muito importante e exigida pelo grupo \u00e9 o levantamento de dados sobre quantas m\u00e3es atuam dentro da universidade. \u201cN\u00e3o existe essa informa\u00e7\u00e3o. N\u00e3o existe uma maneira de compilar essa informa\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o pautamos isso como uma necessidade para a partir disso, entendermos quais s\u00e3o as reais demandas e possibilidades para essas m\u00e3es\u201d, conta.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<pre class=\"wp-block-preformatted\">Atualmente \u00e9 permitida a entrada de respons\u00e1veis com crian\u00e7as de at\u00e9 cinco anos nos Restaurantes Universit\u00e1rios (RU). No entanto, essa informa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 amplamente divulgada. \u201cEsses dados ajudariam com que cuidadores em geral pudessem entrar com crian\u00e7as maiores nos RU\u2019s, por exemplo. Hoje elas n\u00e3o podem se alimentar, n\u00e3o podem nem entrar. \u00c9 um absurdo.\u201d, informa Ana. \n\nApesar de as alunas reconhecerem que a universidade \u00e9 um ambiente que n\u00e3o est\u00e1 preparado para receber m\u00e3es e seus filhos, \u00e9 comum entre elas o orgulho em estudar na UFRGS. Elas n\u00e3o querem desistir de seus sonhos e abandonar seus estudos. Cabe \u00e0 institui\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m \u00e0 sociedade come\u00e7ar a cultivar a ideia de que, antes de tudo, a maternidade n\u00e3o \u00e9 uma trajet\u00f3ria solo.  Todos n\u00f3s causamos impactos na vida de uma crian\u00e7a, e quando a acolhemos, fazemos o mesmo pela sua cuidadora. Ningu\u00e9m sai perdendo, pelo contr\u00e1rio, ganhamos profissionais, que podem ser futuras pesquisadoras, cientistas, educadoras, que podem fazer a diferen\u00e7a no desenvolvimento do nosso pa\u00eds. A universidade p\u00fablica e de qualidade deve ser para todas as pessoas, com ou sem filhos.<\/pre>\n\n\n\n<iframe style=\"border-radius:12px\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/episode\/218BryauEnBFvOLY7c2nxq?utm_source=generator\" width=\"100%\" height=\"152\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"\" allow=\"autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture\" loading=\"lazy\"><\/iframe>\n\n\n\n<iframe style=\"border-radius:12px\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/episode\/3aZ6U3mUe3l10p9STXCBJ6?utm_source=generator\" width=\"100%\" height=\"152\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"\" allow=\"autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture\" loading=\"lazy\"><\/iframe>\n\n\n\n<p>Sabrina e <em>Nicole falam sobre a import\u00e2ncia de serem alunas da UFRGS nas suas vidas.<\/em><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<iframe width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/_2wfff2y0xI?si=fDeoJLouPCg3bjZU\" title=\"YouTube video player\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen=\"\"><\/iframe>\n\n\n\n<p><em>Nath\u00e1lia fala sobre a\u00e7\u00f5es de manuten\u00e7\u00e3o para manter as m\u00e3es na universidade<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<pre class=\"wp-block-preformatted\"><sup>*Reportagem originalmente produzida na disciplina Ciberjornalismo III do curso de Jornalismo da Fabico\/UFRGS no semestre letivo 2022\/2, sob a orienta\u00e7\u00e3o do professor<a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/9644564954295093\"> <strong>Marcelo Ruschel Tr\u00e4sel<\/strong><\/a>. Edi\u00e7\u00e3o: reda\u00e7\u00e3o <strong>Humanista<\/strong>, 2023\/1.<\/sup><\/pre>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segundo uma pesquisa realizada pela Andifes (Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Dirigentes das Institui\u00e7\u00f5es Federais de Ensino Superior) em 2018, com 1.200.300 estudantes, cerca de 577.480 mil mulheres cisg\u00eanero estavam matriculadas em universidades federais em todo o pa\u00eds, n\u00famero que equivale a 48,1% dos estudantes de Institui\u00e7\u00f5es Federais (IF\u2019s) do Brasil. E quantas delas s\u00e3o m\u00e3es? A &#8230; <a title=\"As alunas-m\u00e3es da UFRGS\" class=\"read-more\" href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/2023\/08\/22\/as-alunas-maes-da-ufrgs\/\" aria-label=\"More on As alunas-m\u00e3es da UFRGS\">Ler mais<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":24,"featured_media":22397,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[257,32,244],"tags":[],"class_list":["post-22379","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-fabico-humanista","category-igualdade","category-infancia"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22379","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/users\/24"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22379"}],"version-history":[{"count":20,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22379\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":22469,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22379\/revisions\/22469"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/media\/22397"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22379"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22379"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22379"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}