﻿{"id":22526,"date":"2023-08-30T16:37:27","date_gmt":"2023-08-30T19:37:27","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/?p=22526"},"modified":"2023-08-31T19:07:11","modified_gmt":"2023-08-31T22:07:11","slug":"critica-documentario-xuxa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/2023\/08\/30\/critica-documentario-xuxa\/","title":{"rendered":"Xuxa: document\u00e1rio \u00e9 cheio de emo\u00e7\u00e3o e com edi\u00e7\u00e3o na velocidade 2x do zap"},"content":{"rendered":"\n<p>Voc\u00ea j\u00e1 parou para pensar que os baixinhos de hoje devem estar l\u00e1, quase com seus 40, 50 anos? \u00c9 preciso, por\u00e9m,&nbsp; \u201cler\u201d o document\u00e1rio que retrata a vida de Xuxa n\u00e3o com os olhos de um eterno baixinho, mas, sim, como espectador interessado, ao longo de cinco epis\u00f3dios, em saber mais sobre a sua hist\u00f3ria. O <strong>Humanista<\/strong> assistiu e come\u00e7a esta cr\u00edtica com essa dica. Xuxa \u00e9 exposta nos seus momentos de gl\u00f3ria e de fracasso, em trajet\u00f3ria que conseguiu condensar um movimento inteiro com seus passos, al\u00e9m de polarizar opini\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/globoplay.globo.com\/v\/11714994\/?s=0s&amp;gclsrc=aw.ds&amp;&amp;gclid=Cj0KCQjw_5unBhCMARIsACZyzS0jB_Z2b6ZLY39SzqoHkTmp95t3vJMedQkL1uSCMmf24cx3-Nbq8xYaAqv4EALw_wcB&amp;gclsrc=aw.ds\"><strong>Xuxa, O Document\u00e1rio<\/strong><\/a>, \u00e9 um projeto que celebra os 60 anos de uma das artistas pop mais importantes da hist\u00f3ria da cultura brasileira, completados em mar\u00e7o. Teve a estreia do seu primeiro epis\u00f3dio no dia 13 de julho deste ano. Com produ\u00e7\u00e3o original da Globoplay, revive a vida e obra da apresentadora Maria da Gra\u00e7a Meneghel, nome de batismo. O document\u00e1rio \u00e9 <a href=\"https:\/\/gshow.globo.com\/tudo-mais\/tv-e-famosos\/noticia\/documentario-da-xuxa-alcanca-a-marca-de-mais-visto-do-genero-no-globoplay.ghtml\"><strong>sucesso<\/strong><\/a> na plataforma.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Dividimos a nossa an\u00e1lise por epis\u00f3dios. <strong>Confira!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Epis\u00f3dio 1. Super Nova<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Para come\u00e7ar o primeiro epis\u00f3dio, observamos o surgimento de Xuxa, al\u00e9m de toda nostalgia e mem\u00f3ria, pode-se dizer que at\u00e9 afetiva. No in\u00edcio de sua carreira como modelo, no fim da d\u00e9cada de 70, Xuxa era requisitada para estampar as <a href=\"https:\/\/buzzfeed.com.br\/post\/a-historia-da-vida-de-xuxa-em-39-capas-de-revista-e-uma-de-disco\"><strong>capas <\/strong><\/a>de revistas do Brasil, at\u00e9 ingressar, de paraquedas na TV Manchete, e se desenrola como apresentadora a partir do \u201cClube da Crian\u00e7a\u201d. Quem n\u00e3o lembra do cl\u00e1ssico \u201cAham, Cl\u00e1udia! Senta l\u00e1\u201d? Um dos momentos mais ic\u00f4nicos do seu in\u00edcio de carreira, onde Xuxa falava de igual para igual com as crian\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<p>A transfer\u00eancia para a TV Globo foi em 1986, com o \u201cXou da Xuxa\u201d, um dos programas infantis mais populares que a televis\u00e3o j\u00e1 presenciou e que ultrapassou barreiras. A mem\u00f3ria afetiva, visual e emocional, em seus primeiros minutos, relembrar Praga e Dengue, que eram amigos da Xuxa, a como\u00e7\u00e3o dos f\u00e3s que a cercavam onde estivesse (h\u00e1 quem diga que Xuxa lan\u00e7ou pela primeira vez a palavra seguidores). O fen\u00f4meno era t\u00e3o grande, que causava histeria, e talvez para quem nunca viu como surgiu a Xuxa, o document\u00e1rio seja algo a despertar uma curiosidade. Pedro Bial com sua equipe do Conversa Com Bial, talvez, em seus rascunhos do document\u00e1rio, n\u00e3o imaginaram que trazer quem um dia foi baixinho e descolar quem n\u00e3o foi, tenha sido relevante para chamar aten\u00e7\u00e3o neste primeiro epis\u00f3dio. Enfim, temos a Xuxa nas telas!&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Epis\u00f3dio 2. O Mundo Aos Seus P\u00e9s<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Xuxa ganhou o mundo! O famoso e pol\u00eamico filme de Walter Hugo Khouri, \u201cAmor Estranho Amor\u201d, lan\u00e7ado em 1982, com grandes atores no elenco como Vera Fischer, Tarc\u00edsio Meira e Mauro Mendon\u00e7a, traz Xuxa com seus 19 anos na \u00e9poca, contracenando com um menino de 12. Xuxa relembra a hist\u00f3ria do filme, quando as pessoas assistem (e \u00e9 uma verdade) apenas a cena onde aparece nua com o menino, e a pol\u00eamica por ser acusada de pedofilia, por reproduzir a famosa cena de sexo. No reencontro com o ator, Marcelo Ribeiro, h\u00e1 uma revela\u00e7\u00e3o curiosa para Xuxa, Marcelo revela que ap\u00f3s o filme, nunca mais conseguiu emprego nas m\u00eddias, por ter sua imagem atrelada a ela.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O epis\u00f3dio passa para a&nbsp; explos\u00e3o&nbsp; que foi o \u201cXou da Xuxa\u201d sua reprodu\u00e7\u00e3o em pa\u00edses como Espanha, o sucesso astron\u00f4mico na Argentina e sua passagem mete\u00f3rica pelos Estados Unidos. Xuxa embarca no&nbsp; <em>american dream<\/em> e aprende a l\u00edngua inglesa em tempo recorde. Mas sua ida para os Estados Unidos teve conota\u00e7\u00e3o sensual e sexual, devido \u00e0s vestimentas de Xuxa na \u00e9poca. E foi nos Estados Unidos que Xuxa teve sua diversidade de Paquitas ou as Pixies, tendo uma paquita negra no elenco, contrariando sua empres\u00e1ria Marlene Mattos. Nessa mesma \u00e9poca, por excesso e intoxica\u00e7\u00e3o de analg\u00e9sicos, o corpo de Xuxa entrou em colapso devido ao grande volume de programas que realizava na \u00e9poca, desenvolvendo um problema de h\u00e9rnia de disco.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A hist\u00f3ria da Maria da Gra\u00e7a chega a um dos seus grandes sucessos das telonas <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=n0NmnEBc7sc\"><strong>\u201cLua de Cristal\u201d<\/strong><\/a>, com certeza \u00e9 um divisor de \u00e1guas na carreira de apresentadora e atriz de&nbsp; Xuxa. Por\u00e9m, neste epis\u00f3dio a carreira cinematogr\u00e1fica, musical e o sucesso do Xuxa S\u00f3 Para Baixinhos \u00e9 muito pouco explorada pelo document\u00e1rio.&nbsp;Dois fatos, um deles inusitado, chamam aten\u00e7\u00e3o no decorrer do epis\u00f3dio: por que Marlene Mattos vendeu diversas fotos de Xuxa para os tabloides? Seria para dar mais proje\u00e7\u00e3o para Xuxa ou foi por pura maldade? E<em> <\/em>Michael Jackson, que do nada, ao conhec\u00ea-la, queria ter um filho por contrato. Enfim, somente Xuxa saberia nos responder os tr\u00e2mites e cl\u00e1usulas do contrato.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Epis\u00f3dio 3. Amor, Morte. Vida e Fogo<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A vida de Xuxa \u00e9 marcada, neste epis\u00f3dio, por amor, muito trabalho e as perdas de pessoas queridas pela morte. Mostra o come\u00e7o arrebatador do namoro com o saudoso Ayrton Senna, passando o sentimento de saudade ao rever o grande \u00eddolo do Brasil na tela, at\u00e9 a cena da sua morte. No entanto, o epis\u00f3dio traz um erro bem grande ao n\u00e3o mencionar o relacionamento que Ayrton teve com Adriane Galisteu, na \u00e9poca. E que&nbsp; Xuxa se vestiu, literalmente, de vi\u00fava, por ele ser o grande amor de sua vida at\u00e9 a chegada de Juno.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mais uma vez temos um corte. Com o desenrolar do epis\u00f3dio, surge o questionamento: Marlene gostava de Xuxa? A resposta \u00e9 n\u00e3o. O que ela mais queria era o poder sob Xuxa, o que a impedia de viver. Marlene n\u00e3o parou por a\u00ed, ainda exigiu que escolhesse entre amor e trabalho. Se ela escolhesse o amor, o projeto todo pararia e ela nunca mais a veria. Com isso, o trabalho foi escolhido. Marlene isolou a Xuxa do mundo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Esse sentimento de solid\u00e3o que pairava, fez com que o desejo de ser m\u00e3e aflorasse. Caso n\u00e3o tivesse ningu\u00e9m, chegou a cogitar em fazer insemina\u00e7\u00e3o artificial. Mas com o relacionamento avassalador com Luciano Szafir o sonho foi realizado. Luciano aceitou ter um filho sem se casar, o que n\u00e3o era o sonho de Xuxa.<\/p>\n\n\n\n<p>O ano era 1997, a capa da revista Veja diz o seguinte: \u201cGravidez sem Casamento. Xuxa anuncia que ter\u00e1 um filho com o namorado\u201d. Pois bem, hoje vemos que a revista foi super antiquada ao trazer tal manchete. O sensacionalismo em cima de Sasha, a venda de imagens pela Marlene, Xuxa queria essa exposi\u00e7\u00e3o toda?&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"480\" height=\"629\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/Revista-Veja-no-1526-13_12_1997-Xuxa-na-capa.jpg\" alt=\"Xuxa na revista Veja\" class=\"wp-image-22536\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/Revista-Veja-no-1526-13_12_1997-Xuxa-na-capa.jpg 480w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/Revista-Veja-no-1526-13_12_1997-Xuxa-na-capa-229x300.jpg 229w\" sizes=\"(max-width: 480px) 100vw, 480px\" \/><figcaption>Revista Veja edi\u00e7\u00e3o n\u00ba 1526, 13\/12\/1997 &#8211; Xuxa na capa. | Imagem: Revista Veja\/Reprodu\u00e7\u00e3o\n<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Epis\u00f3dio 4. Encontros e Despedidas<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Um dos momentos mais aguardados do document\u00e1rio certamente \u00e9 o frente a frente de Xuxa e Marlene, ap\u00f3s 19 anos de separa\u00e7\u00e3o. A rela\u00e7\u00e3o abusiva de trabalho ficou muito evidente com as opini\u00f5es fortes de Marlene como, por exemplo, de que \u201c\u00eddolo tem que morrer cedo\u201d, quando Marlene se refere ao fato de Xuxa n\u00e3o beber e n\u00e3o fumar.&nbsp; At\u00e9 pode-se entender, um pouco, o porqu\u00ea tanta rigidez e frieza, por se tratar de uma \u00e9poca em que as emissoras eram ainda mais machistas, ter um programa comandado por uma mulher jovem era uma quebra de padr\u00f5es para a \u00e9poca na TV Globo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"512\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/marlene-mattos-e-xuxa-meneghel-cara-a-cara-documentario-blad-meneghel768x512.jpg\" alt=\"Document\u00e1rio da Xuxa\" class=\"wp-image-22537\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/marlene-mattos-e-xuxa-meneghel-cara-a-cara-documentario-blad-meneghel768x512.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/marlene-mattos-e-xuxa-meneghel-cara-a-cara-documentario-blad-meneghel768x512-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><figcaption>Epis\u00f3dio 4, de frente com Marlene Mattos. | Foto: Blad Meneghel\n<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, quando a conversa se desenrola entre as duas que estavam desconfort\u00e1veis naquele momento, a obsess\u00e3o pelo produto Xuxa como forma de neg\u00f3cio era vis\u00edvel. Xuxa era um brinquedo na m\u00e3o de Marlene. Perguntas vazias e respostas marcantes, como quando Marlene diz que as duas eram um casal sem sexo, o que deixou Xuxa petrificada, e a quem assiste tamb\u00e9m. Marlene chegou a dizer que n\u00e3o gostava de crian\u00e7as e que tinha nojo de crian\u00e7as especiais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No relacionamento abusivo e t\u00f3xico, Marlene ia muito al\u00e9m. Xuxa ficava cega para esses abusos, talvez por ter sido abusada quando pequena e por ter um certo medo ou receio de perder algu\u00e9m, n\u00e3o sabemos. Marlene era um general! Trancava Xuxa e as Paquitas nos quartos dos hot\u00e9is onde se hospedaram para ningu\u00e9m sair e ter contato com o mundo externo. Ali\u00e1s, h\u00e1 uma controv\u00e9rsia nesse epis\u00f3dio: afinal quem mandou pintar os cabelos das Paquitas de loiro, Marlene ou Xuxa? Sobre isto, Xuxa afirma que Marlene havia realizado uma pesquisa e que os telespectadores do Xou da Xuxa, preferiam ver loiras na televis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Marlene n\u00e3o parou, armou um encontro surpresa com o pai de Xuxa (quando a mesma j\u00e1 n\u00e3o falava com o pai h\u00e1 um tempo), mas apesar de tudo foi por meio de Marlene que os programas nunca foram comandados por homens.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mais um corte. Nesse momento vemos a vulnerabilidade da m\u00e3e de Xuxa, quando ficou doente at\u00e9 falecer. Foi uma sequ\u00eancia de perdas, o irm\u00e3o, o pai e a irm\u00e3 faleceram nessa ordem. H\u00e1 um retorno para Santa Rosa, sua cidade natal, no Rio Grande do Sul. Aqui come\u00e7a a viv\u00eancia e os relatos dos primeiros abusos sexuais sofridos por Xuxa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Epis\u00f3dio 5. Uma Velha Chocante<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"512\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/xuxa-nave-_Credito_BladMeneghel768x512.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-22538\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/xuxa-nave-_Credito_BladMeneghel768x512.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/xuxa-nave-_Credito_BladMeneghel768x512-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><figcaption>Xuxa saindo da sua ic\u00f4nica nave no document\u00e1rio. | Foto: Blad Meneghel\/Divulga\u00e7\u00e3o<br><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<pre class=\"wp-block-preformatted\">Como denunciar viol\u00eancia f\u00edsica, sexual contra mulheres, crian\u00e7as e adolescente, ligue:\n\n<strong>Pol\u00edcia- 190\nSamu- 192\nDisque 100<\/strong>\n<\/pre>\n\n\n\n<p>Ningu\u00e9m nasce sabendo o significado da palavra abuso, um tema delicado, por\u00e9m necess\u00e1rio. O ano era 2012, Xuxa contou a um quadro do <strong><a href=\"https:\/\/globoplay.globo.com\/v\/1956074\/\">Fant\u00e1stico<\/a> <\/strong>que sofreu abuso na inf\u00e2ncia. Um choque para os telespectadores. Aqui podemos observar a grande vulnerabilidade de Xuxa. Nos atentamos aos detalhes dessa hist\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao revelar para o Brasil esse segredo guardado ao longo de d\u00e9cadas, Xuxa abre um par\u00eantese em sua carreira. Sofrer qualquer tipo de abuso \u00e9 crime, que deve ser levado \u00e0s autoridades competentes.\u00a0 Mas nas d\u00e9cadas de 60 e 70 era bastante diferente. O que fica bem claro \u00e9 que um amigo de seu pai, chamado \u00c1lvaro, e o namorado de sua av\u00f3 e primos cometeram os abusos.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>O que se sabe at\u00e9 o momento \u00e9 que o cap\u00edtulo possui diversas falhas, muitas camadas e uma boa acelerada. Reviver o abuso n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil para ningu\u00e9m! Xuxa conversa com o irm\u00e3o Blad, ao qual o abuso \u00e9 retratado, o mesmo perguntou porque ela n\u00e3o contou na \u00e9poca, Xuxa ent\u00e3o diz que sentia medo e vergonha. Medo porque achava que a fam\u00edlia n\u00e3o iria acreditar e que o irm\u00e3o pudesse matar algu\u00e9m, e vergonha por passar por tudo isso em sil\u00eancio. Ap\u00f3s, Xuxa fala da perda da virgindade aos 19 anos, quando revela que queria ter rela\u00e7\u00f5es sexuais logo. <\/p>\n\n\n\n<p>No mundo das modelos, ter 19 anos e ser virgem era visto como \u201cidiota\u201d, e as meninas n\u00e3o falavam muitas coisas sobre sexo perto de Xuxa. Sua &#8220;primeira vez&#8221; foi com Pel\u00e9. Um homem que, na \u00e9poca, tinha 42 anos, o seu \u201camigo colorido\u201d, como conta no document\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O que Xuxa n\u00e3o contou no document\u00e1rio:<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><strong>Papo de Segunda<\/strong>, no canal fechado GNT, Xuxa conta que a edi\u00e7\u00e3o cortou peda\u00e7os e juntou com outros. O olhar do outro ao contar sua hist\u00f3ria, e Xuxa conta que poderia ter feito um pouco mais no document\u00e1rio. Al\u00e9m de revelar que assinava pap\u00e9is em branco e que n\u00e3o sabia quanto ganhava. Outro detalhe sobre a rela\u00e7\u00e3o com Marlene Mattos chamou aten\u00e7\u00e3o: quando se viu sozinha e queria algu\u00e9m para namorar, tinha que ter aprova\u00e7\u00e3o de Marlene, por ela os homens teriam que ser famosos e com dinheiro. Outro momento foi quando Xuxa comenta sobre uma vez que, na rela\u00e7\u00e3o sexual, o rapaz pediu para ela cantar \u201cQuem quer P\u00e3o\u201d. Dito isto, percebe-se que a pessoa n\u00e3o estava querendo a Maria da Gra\u00e7a e sim a personagem Xuxa;<\/li><li><strong>Quem Pod, Pode!<\/strong> Marlene volta a ser assunto sobre relacionamento t\u00f3xico e que escrevia tudo para Xuxa falar.<\/li><\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voc\u00ea j\u00e1 parou para pensar que os baixinhos de hoje devem estar l\u00e1, quase com seus 40, 50 anos? \u00c9 preciso, por\u00e9m,&nbsp; \u201cler\u201d o document\u00e1rio que retrata a vida de Xuxa n\u00e3o com os olhos de um eterno baixinho, mas, sim, como espectador interessado, ao longo de cinco epis\u00f3dios, em saber mais sobre a sua &#8230; <a title=\"Xuxa: document\u00e1rio \u00e9 cheio de emo\u00e7\u00e3o e com edi\u00e7\u00e3o na velocidade 2x do zap\" class=\"read-more\" href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/2023\/08\/30\/critica-documentario-xuxa\/\" aria-label=\"More on Xuxa: document\u00e1rio \u00e9 cheio de emo\u00e7\u00e3o e com edi\u00e7\u00e3o na velocidade 2x do zap\">Ler mais<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":24,"featured_media":22540,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[246,55,49],"tags":[109,298],"class_list":["post-22526","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-criticahumanista","category-cultura","category-vida","tag-cinema","tag-cultura"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22526","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/users\/24"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22526"}],"version-history":[{"count":10,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22526\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":22612,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22526\/revisions\/22612"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/media\/22540"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22526"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22526"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22526"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}