﻿{"id":23117,"date":"2023-11-24T17:35:50","date_gmt":"2023-11-24T20:35:50","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/?p=23117"},"modified":"2023-11-24T18:29:05","modified_gmt":"2023-11-24T21:29:05","slug":"meu-nome-e-gal-da-timidez-a-rebeldia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/2023\/11\/24\/meu-nome-e-gal-da-timidez-a-rebeldia\/","title":{"rendered":"\u201cMeu nome \u00e9 Gal\u201d: da timidez \u00e0 rebeldia"},"content":{"rendered":"\n<p><strong><a href=\"https:\/\/www.adorocinema.com\/filmes\/filme-263291\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Meu Nome \u00e9 Gal<\/a><\/strong> \u00e9 uma imers\u00e3o na singularidade de uma das maiores cantoras da m\u00fasica popular brasileira. Dirigido por <strong><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/dandaraferreira\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Dandara Ferreira<\/a><\/strong> e<strong> <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/lo_politi_\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">L\u00f4 Politi<\/a><\/strong>, a cinebiografia narra o in\u00edcio da carreira de Gal Costa (1945-2022) entre 1966, quando chega ao Rio de Janeiro e se hospeda no <strong><a href=\"https:\/\/dicionariompb.com.br\/termo\/solar-da-fossa\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Solar da Fossa<\/a><\/strong>, e 1971, marcado pelo show \u201cFA-TAL &#8211; Gal a Todo Vapor\u201d. A trama \u00e9 ambientada no per\u00edodo de instaura\u00e7\u00e3o e recrudescimento da ditadura militar (1964-1985) \u2014\u00a0 um contexto hist\u00f3rico significativo para a evolu\u00e7\u00e3o art\u00edstica de Gal.<\/p>\n\n\n\n<p>O <strong>Humanista<\/strong> assistiu e analisa a obra, destacando o protagonismo que Gal exerceu para uma gera\u00e7\u00e3o de mulheres artistas que se inspiraram na sua coragem e rebeldia! <strong>Confira!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe title=\"Meu Nome \u00c9 Gal | Trailer Oficial\" width=\"1200\" height=\"675\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/iNyN0uMQs1o?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>A todo o vapor<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Gal \u00e9 interpretada com sensibilidade pela atriz <strong><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/sophiecharlotte1\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Sophie Charlotte<\/a><\/strong>, que expressa a transforma\u00e7\u00e3o de uma jovem, t\u00edmida e insegura para a \u201cMusa da Tropic\u00e1lia\u201d. O longa destaca a import\u00e2ncia das rela\u00e7\u00f5es de Gal, especialmente os reencontros com seus amigos Ded\u00e9 Gadelha (<strong><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/camilamardila\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Camila M\u00e1rdila<\/a><\/strong>), Caetano Veloso (<strong><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/rodrigolelis\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Rodrigo Lelis<\/a><\/strong>), Gilberto Gil (<strong><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/odanferreira\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Dan Ferreira<\/a><\/strong>) e Maria Beth\u00e2nia (Dandara Ferreira), assim como outras figuras menos conhecidas publicamente, mas que foram essenciais para que Gal descobrisse a sua pr\u00f3pria identidade. \u00c9 o caso do produtor Guilherme Ara\u00fajo (<strong><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/luislobianco\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Luis Lobianco<\/a><\/strong>), que sugeriu \u00e0 Maria da Gra\u00e7a Costa Penna Burgos, nome verdadeiro da cantora, aderir \u00e0 persona art\u00edstica Gal Costa.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda que a artista tenha sido discreta em n\u00e3o politizar esse aspecto em vida, as roteiristas L\u00f4 Politi, Ma\u00edra Buhler e Mirna Nogueira cuidadosamente exploram a liberdade sexual de Gal por meio da inclus\u00e3o de um romance com uma personagem fict\u00edcia chamada L\u00e9lia, vivida por <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/elenclarice\/\"><strong>Elen Clarice<\/strong><\/a>. No longa, todas as suas rela\u00e7\u00f5es amorosas \u2013 tanto com homens quanto com mulheres \u2013 s\u00e3o tratadas com naturalidade, refletindo o movimento hippie incorporado pelo tropicalismo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"819\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/foto-2-1024x819.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-23129\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/foto-2-1024x819.jpg 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/foto-2-300x240.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/foto-2-768x614.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/foto-2.jpg 1080w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Imagem: Pedro Sotero | Elenco de Meu Nome \u00e9 Gal (da esquerda para direita: Camila M\u00e1rdila, Dan Ferreira, Rodrigo Lelis e Sophie Charlotte).<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"699\" height=\"450\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Foto_-3.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-23130\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Foto_-3.jpg 699w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Foto_-3-300x193.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 699px) 100vw, 699px\" \/><figcaption>Imagem: Arquivo\/Reprodu\u00e7\u00e3o | Maria Beth\u00e2nia, Caetano Veloso, Gal Costa e Gilberto Gil, formando o grupo Doces B\u00e1rbaros, 1976.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>\u00c9 a partir dessas rela\u00e7\u00f5es que Gal vai se despindo de sua personalidade retra\u00edda e passa a se tornar um \u00edcone da contracultura. Ao longo do filme, o regime autorit\u00e1rio contextualiza a postura mais combativa que Gal passa a adotar gradualmente. As decis\u00f5es art\u00edsticas da cantora em meio ao clima sombrio de censura e repress\u00e3o s\u00e3o simbolizadas por uma cena em que Gal reluta, de in\u00edcio, em cantar \u201cDivino Maravilhoso\u201d, can\u00e7\u00e3o composta por Caetano Veloso e Gilberto Gil, cujo refr\u00e3o entoa: \u201c\u00c9 preciso estar atento e forte, n\u00e3o temos tempo de temer a morte\u201d por medo de uma poss\u00edvel persegui\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe title=\"Meu Nome \u00c9 Gal\" width=\"1200\" height=\"900\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/pn7hKByUsUc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>\u00c9 somente ao testemunhar seus amigos abrigando um rapaz que foi torturado pelos militares que Gal concorda em defender a m\u00fasica no IV Festival Internacional da Can\u00e7\u00e3o, tornando-a um hino de protesto. Em 1968, a pris\u00e3o e o ex\u00edlio de Caetano Veloso e Gilberto Gil fez com que Gal decidisse desafiar abertamente a ditadura com o m\u00edtico show \u201cFa-Tal \u2013 Gal a Todo Vapor\u201d, realizado em 1971. Ao longo do arco narrativo, \u00e9 poss\u00edvel acompanhar a transforma\u00e7\u00e3o de uma jovem de 20 anos que come\u00e7ou timidamente cantando \u201cChega de Saudade\u201d para se tornar uma artista que, por meio de sua voz inconfund\u00edvel, adotou uma postura rebelde contra a ditadura militar.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-rich is-provider-spotify wp-block-embed-spotify wp-embed-aspect-21-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe title=\"Spotify Embed: Gal A Todo Vapor (Live)\" style=\"border-radius: 12px\" width=\"100%\" height=\"352\" frameborder=\"0\" allowfullscreen allow=\"autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/album\/5jO7LxFHE6hQr7an8IcBCs?si=zw8SkaAkSbycFZ_W4doWUw&#038;utm_source=oembed\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<pre class=\"wp-block-preformatted\">Embora Gal tenha acompanhado o in\u00edcio das filmagens, infelizmente n\u00e3o pode assistir ao filme finalizado. A cantora morreu no dia 9 de novembro de 2022, aos 77 anos, cerca de um ano antes do lan\u00e7amento de Meu Nome \u00e9 Gal. <\/pre>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Meu Nome \u00e9 Gal \u00e9 uma imers\u00e3o na singularidade de uma das maiores cantoras da m\u00fasica popular brasileira. Dirigido por Dandara Ferreira e L\u00f4 Politi, a cinebiografia narra o in\u00edcio da carreira de Gal Costa (1945-2022) entre 1966, quando chega ao Rio de Janeiro e se hospeda no Solar da Fossa, e 1971, marcado pelo &#8230; <a title=\"\u201cMeu nome \u00e9 Gal\u201d: da timidez \u00e0 rebeldia\" class=\"read-more\" href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/2023\/11\/24\/meu-nome-e-gal-da-timidez-a-rebeldia\/\" aria-label=\"More on \u201cMeu nome \u00e9 Gal\u201d: da timidez \u00e0 rebeldia\">Ler mais<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":24,"featured_media":23131,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[246,55],"tags":[109,441,440,438,439],"class_list":["post-23117","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-criticahumanista","category-cultura","tag-cinema","tag-gal","tag-gal-costa","tag-mpb","tag-tropicalia"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23117","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/users\/24"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23117"}],"version-history":[{"count":17,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23117\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":23155,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23117\/revisions\/23155"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/media\/23131"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23117"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23117"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23117"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}