﻿{"id":252,"date":"2018-01-04T11:08:47","date_gmt":"2018-01-04T13:08:47","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/?p=252"},"modified":"2019-06-04T10:27:02","modified_gmt":"2019-06-04T13:27:02","slug":"projeto-oferece-alfabetizacao-para-adultos-em-ocupacao-do-bairro-restinga","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/2018\/01\/04\/projeto-oferece-alfabetizacao-para-adultos-em-ocupacao-do-bairro-restinga\/","title":{"rendered":"Projeto oferece alfabetiza\u00e7\u00e3o para adultos em ocupa\u00e7\u00e3o do bairro Restinga"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"subtitle\">Integrantes da ocupa\u00e7\u00e3o Vida Nova na Restinga, buscam na alfabetiza\u00e7\u00e3o uma forma de resistir. Em pesquisa realizada pelo IBGE em 2016, cerca de 12,9 milh\u00f5es de pessoas s\u00e3o analfabetas<\/h2>\n<p>Por Thayse Uch\u00f4a<\/p>\n<p>No Rio Grande do Sul, segundo dados da Funda\u00e7\u00e3o de Economia e Estat\u00edstica (<a href=\"http:\/\/carta.fee.tche.br\/article\/analfabetismo-no-brasil-e-no-rio-grande-do-sul\/\">FEE<\/a>), cerca de 366 mil pessoas n\u00e3o sabem ler e escrever. O Estado tem a menor m\u00e9dia de analfabetos comparado ao restante da federa\u00e7\u00e3o, mas em uma democracia todos devem ter os mesmos direitos e oportunidades, e o exerc\u00edcio pleno desses direitos passa pelas possibilidade de receber uma educa\u00e7\u00e3o de qualidade.<\/p>\n<p>Na inten\u00e7\u00e3o de contribuir para a diminui\u00e7\u00e3o dos \u00edndices de analfabetismo e promover a viabilidade de uma outra perspectiva de vida, um grupo de professores da <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/emancipa.org\">Rede Emancipa<\/a> elaborou o projeto Alfabetiza\u00e7\u00e3o de Jovens e Adultos Emancipa (AJA). O trabalho tem como base os ensinamentos do patrono da educa\u00e7\u00e3o brasileira, <a href=\"http:\/\/www.paulofreire.org\/\">Paulo Freire<\/a>, que estimulam o aluno iletrado atrav\u00e9s de seu contexto social e pol\u00edtico, exercitando o pensamento cr\u00edtico. \u00a0A equipe Emancipa, que tamb\u00e9m atua na prepara\u00e7\u00e3o de jovens para o vestibular e ENEM, abra\u00e7ou mais essa causa e agora contribui para a alfabetiza\u00e7\u00e3o de jovens e adultos na Ocupa\u00e7\u00e3o Vida Nova Restinga.<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-279\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Sem-t\u00edtulo.png\" alt=\"\" width=\"598\" height=\"610\" \/><\/p>\n<p>Para Marcus Vianna, um dos idealizadores do projeto:<\/p>\n<blockquote><p>\u201cA educa\u00e7\u00e3o \u00e9 um desafio para qualquer professor, a alfabetiza\u00e7\u00e3o pode ser o grande despertar para o mundo do conhecimento \u00a0e esse projeto de alfabetiza\u00e7\u00e3o \u00e9 uma forma de diversificar a nossa atua\u00e7\u00e3o como educadores. \u00a0Foi a maneira que n\u00f3s encontramos de ajudar os movimentos sociais atrav\u00e9s da pr\u00f3pria a\u00e7\u00e3o educativa.\u201d<\/p><\/blockquote>\n<p>Al\u00e9m das dificuldades de um projeto que est\u00e1 iniciando, o AJA Emancipa precisa cativar o interesse de pessoas que vivem na Ocupa\u00e7\u00e3o Vida Nova Restinga, para que elas entendam a import\u00e2ncia da educa\u00e7\u00e3o e de saber ler e escrever, tarefa nada f\u00e1cil. A comunidade que fica no extremo sul de Porto Alegre, \u00e9 um local de dif\u00edcil acesso, n\u00e3o tem ruas asfaltadas e fica longe da via principal que d\u00e1 acesso aos \u00f4nibus, mercados escolas e bancos. A maioria das casas s\u00e3o de madeira e as aulas s\u00e3o ministradas em uma brinquedoteca comunit\u00e1ria. O espa\u00e7o \u00e9 cedido por Sandra Romero, uma ex-moradora \u00a0e membro da equipe de lideran\u00e7as da comunidade.<\/p>\n<p><iframe title=\"Entrevista com Sandra Romero\" width=\"1200\" height=\"675\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/7PfhadQbt6A?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>O projeto acontece num contexto urbano de vulnerabilidade, viol\u00eancias, pobreza e marginaliza\u00e7\u00e3o. Marcus Viana descreve a iniciativa como \u201cuma atualiza\u00e7\u00e3o das pr\u00e1ticas de educa\u00e7\u00e3o popular que existiam nos anos 60 com as iniciativas de Paulo Freire e trabalhadores do campo.\u201d<\/p>\n<p>Papel pardo, canetas, jogos de alfabetiza\u00e7\u00e3o e vontade de aprender s\u00e3o os elementos que comp\u00f5em a sala de aula improvisada e rodeada de brinquedos. A criatividade tamb\u00e9m est\u00e1 presente na forma de utilizar e reutilizar os materiais pedag\u00f3gicos. A aprendizagem \u00e9 um exerc\u00edcio muito visual e o resultado surge a partir de in\u00fameras repeti\u00e7\u00f5es. Por isso, a paci\u00eancia tamb\u00e9m \u00e9 imprescind\u00edvel para o sucesso do trabalho.<\/p>\n<p>A maioria das participantes do projeto s\u00e3o mulheres com mais de 30 anos. Muitas delas trabalham em servi\u00e7os dom\u00e9sticos, como faxineira, lavadeira, e cozinheira, ou dedicam-se exclusivamente ao lar. Elas buscam no projeto uma forma de se integrar na sociedade e de buscar oportunidades de trabalho. \u00a0Sandra Romero relata que \u201ctem muitas mulheres que os maridos n\u00e3o deixam ou n\u00e3o querem\u201d deixar que elas estudem.<\/p>\n<p>\u00c9 poss\u00edvel compreender a import\u00e2ncia dessa iniciativa quando percebemos que o projeto AJA \u00a0Emancipa contribui diretamente com no m\u00ednimo cinco dos 17 Objetivos para transformar o mundo da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas<a href=\"https:\/\/nacoesunidas.org\/pos2015\/\"> \u00a0(ONU)<\/a>. O objetivo n\u00famero um, que diz respeito \u00e0 Erradica\u00e7\u00e3o da Pobreza, est\u00e1 diretamente ligado \u00e0 alfabetiza\u00e7\u00e3o, pois pessoas letradas t\u00eam maiores oportunidades de emprego e consequentemente maiores oportunidades de sair de uma situa\u00e7\u00e3o de pobreza. O objetivo n\u00famero quatro fala em Educa\u00e7\u00e3o de Qualidade, quest\u00e3o que \u00e9 muito clara para os professores do projeto que estudaram e se prepararam para o desafio. O objetivo n\u00famero cinco \u00e9 sobre Igualdade de G\u00eanero e \u00e9 poss\u00edvel entender a import\u00e2ncia desse projeto quando a maioria dos alunos s\u00e3o mulheres. O objetivo n\u00famero oito da ONU, visa promover o Trabalho Decente e Desenvolvimento Econ\u00f4mico, e \u00e9 \u00a0poss\u00edvel perceber os resultados, pois os alunos j\u00e1 est\u00e3o recebendo propostas de trabalho devido ao fato de \u00a0estarem estudando. \u00a0Por fim, o projeto tem liga\u00e7\u00e3o com o objetivo n\u00famero dez, que pretende Diminuir as Desigualdades em todos os \u00e2mbitos sociais e este projeto prova que a educa\u00e7\u00e3o abre portas, apresenta novos olhares para o mundo e promove oportunidades.<\/p>\n<p>A professora Dayane Ribeiro busca, em suas aulas, passar valores relacionados ao mundo al\u00e9m da sala de aula. \u201c\u00c9 importante valorizar cada a\u00e7\u00e3o dos estudantes. Valoriz\u00e1-los como pessoas na sua singularidade. Quanto \u00e0s mulheres, \u00e9 preciso mostrar \u00e0 elas a import\u00e2ncia de ser mulher, de resistir. Real\u00e7amos o valor de cada saber que elas possuem.\u201d<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"spotlight\" src=\"https:\/\/scontent.fpoa10-1.fna.fbcdn.net\/v\/t31.0-8\/21949763_1444098082373824_6172179306097069176_o.jpg?oh=0d30f3af4dd4f7664705508ba1c45596&amp;oe=5ACCF6BA\" alt=\"A imagem pode conter: 2 pessoas, pessoas sentadas e mesa\" aria-busy=\"false\" \/><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"spotlight\" src=\"https:\/\/scontent.fpoa10-1.fna.fbcdn.net\/v\/t31.0-8\/21950196_1444098212373811_5538765826415380670_o.jpg?oh=f97210e2f62a1e783660ccdc4f89f3a2&amp;oe=5AC38A1C\" alt=\"Nenhum texto alternativo autom\u00e1tico dispon\u00edvel.\" aria-busy=\"false\" \/><\/p>\n<p>Os encontros do projeto AJA Emancipa acontecem aos s\u00e1bados, durante cerca de duas horas. Os professores trabalham junto \u00e0s lideran\u00e7as da comunidade e as aulas s\u00e3o abertas a quem tiver interesse. Algumas vezes, nenhum aluno aparece. Os motivos s\u00e3o diversos. A vergonha de n\u00e3o saber ler \u00e9 um dos fatores que mais provocam a evas\u00e3o.<\/p>\n<p>Eliane Oliveira, 54 anos, \u00e9 uma das alunas mais frequentes nas aulas do AJA. Ela tem muita dificuldade de aprender, mas entende a import\u00e2ncia dessa iniciativa. Ela gosta de trabalhar com vendas e quer abrir uma loja, por isso precisa aprender a ler e escrever. Al\u00e9m disso, ela encoraja outras mulheres a participarem do projeto. Nos s\u00e1bados, Eliane leva o seu caderno e caneta, \u00e0s vezes tamb\u00e9m outras vizinhas interessadas. Mesmo tendo uma vida \u00a0familiar e financeira dif\u00edcil, ela mant\u00e9m seus seis filhos na escola. Quer que o futuro deles seja melhor que o seu.<\/p>\n<p><iframe title=\"Entrevista com Eliane Oliveira, aluna do AJA Emancipa\" width=\"1200\" height=\"675\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/PlWDcgsY3L8?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Analfabetismo \u00e9 resultado de diversos males<\/strong><\/p>\n<p>O tema alfabetiza\u00e7\u00e3o tem grande relev\u00e2ncia e aborda toda a popula\u00e7\u00e3o por ser a base para o exerc\u00edcio pleno da cidadania. No Brasil, durante muito tempo, os iletrados foram proibidos de votar nas elei\u00e7\u00f5es, adquirindo esse direito apenas em novembro de 1985, na primeira elei\u00e7\u00e3o municipal ap\u00f3s a ditadura, fato que aconteceu h\u00e1 apenas 31 anos.<\/p>\n<p>Mundialmente, a alfabetiza\u00e7\u00e3o teve espa\u00e7o privilegiado no Congresso de Teer\u00e3 (1965). O contexto era fim da Segunda Guerra Mundial, onde grandes chefes de estado reuniram-se para formularem propostas de paz com a colabora\u00e7\u00e3o de todas as na\u00e7\u00f5es. No texto oficial da Confer\u00eancia foi firmado que <i>\u201cO ensino da alfabetiza\u00e7\u00e3o deve ser decididamente orientado para o desenvolvimento, e deve ser parte integral n\u00e3o somente de planos nacionais de educa\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m de planos e projetos para o desenvolvimento de todos os setores da vida nacional. Tendo em vista as necessidades da humanidade hoje, a educa\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode mais se limitar a escola. [&#8230;] O alfabetismo funcional de adultos deve, al\u00e9m disso, envolver toda a sociedade e n\u00e3o somente governos.\u201d<\/i><\/p>\n<p>Segundo a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Educa\u00e7\u00e3o, a Ci\u00eancia e Cultura (<a href=\"https:\/\/nacoesunidas.org\/unesco-758-milhoes-de-adultos-nao-sabem-ler-nem-escrever-frases-simples\/\">UNESCO<\/a>), atualmente 758 milh\u00f5es de adultos t\u00eam baixa alfabetiza\u00e7\u00e3o no mundo. Desse total, 63% s\u00e3o mulheres, dado que fortalece a desigualdade de g\u00eanero, causada pelo machismo. As raz\u00f5es para que as mulheres sejam as mais afetadas nesse contexto s\u00e3o diversas: desde falta de oportunidades, religi\u00e3o, filhos, responsabilidades dom\u00e9sticas e a at\u00e9 mesmo a falta de pol\u00edticas p\u00fablicas que se comprometam a mudar essa realidade.<\/p>\n<p>O Brasil tem avan\u00e7ado consideravelmente na diminui\u00e7\u00e3o das taxas de analfabetismo. No ano de 2016, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (<a href=\"http:\/\/portal.mec.gov.br\/component\/tags\/tag\/32962\">Pnad<\/a>), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), 8% dos brasileiros eram analfabetos. Em n\u00fameros, essa porcentagem corresponde a 12,9 milh\u00f5es de pessoas. Mais da metade delas s\u00e3o mulheres e possuem mais de 60 anos.<\/p>\n<div class=\"infogram-embed\" data-id=\"c57af187-7744-4830-8d0f-c04cb35f3378\" data-type=\"interactive\" data-title=\"Untitled infographic\"><\/div>\n<p><script>!function(e,t,s,i){var n=\"InfogramEmbeds\",o=e.getElementsByTagName(\"script\"),d=o[0],r=\/^http:\/.test(e.location)?\"http:\":\"https:\";if(\/^\\\/{2}\/.test(i)&&(i=r+i),window[n]&&window[n].initialized)window[n].process&&window[n].process();else if(!e.getElementById(s)){var a=e.createElement(\"script\");a.async=1,a.id=s,a.src=i,d.parentNode.insertBefore(a,d)}}(document,0,\"infogram-async\",\"https:\/\/e.infogram.com\/js\/dist\/embed-loader-min.js\");<\/script><\/p>\n<div style=\"padding: 8px 0; font-family: Arial!important; font-size: 13px!important; line-height: 15px!important; text-align: center; border-top: 1px solid #dadada; margin: 0 30px;\"><a style=\"color: #989898!important; text-decoration: none!important;\" href=\"https:\/\/infogram.com\/c57af187-7744-4830-8d0f-c04cb35f3378\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Untitled infographic<\/a><br \/>\n<a style=\"color: #989898!important; text-decoration: none!important;\" href=\"https:\/\/infogram.com\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Infogram<\/a><\/div>\n<p>O artigo 214 da Constitui\u00e7\u00e3o brasileira de 1988 determina a elimina\u00e7\u00e3o do analfabetismo no Pa\u00eds. Na inten\u00e7\u00e3o enfrentar esse problema, padronizar e acelerar esse processo, o governo federal sancionou em 2014 o Plano Nacional de Educa\u00e7\u00e3o (<a href=\"http:\/\/pne.mec.gov.br\/\">PNE<\/a>), que estabelece 20 metas a serem atingidas, abrangendo desde a alfabetiza\u00e7\u00e3o at\u00e9 o ensino superior. O analfabetismo dos pais \u00e9 tamb\u00e9m uma das principais causas de mortalidade infantil, segundo o <a href=\"http:\/\/sao-paulo.estadao.com.br\/noticias\/geral,mortalidade-infantil-esta-diretamente-associada-a-falta-de-estudo-dos-pais-imp-,1067807\">Estad\u00e3o Dados<\/a>.<\/p>\n<p>A <a href=\"http:\/\/redeemancipa.org.br\/\">Rede Emancipa<\/a> completou em 2017, dez anos de ativismo na luta por direitos humanos. Presente em seis Estados, possui mais de 50 cursinhos pr\u00e9-vestibulares, al\u00e9m de projetos que envolvem esporte, alfabetiza\u00e7\u00e3o, cultura e discuss\u00f5es de g\u00eanero. Os projetos \u00a0acontecem a partir de doa\u00e7\u00f5es de empresas que apoiam e acreditam em uma educa\u00e7\u00e3o popular de qualidade.<\/p>\n<p>\u00c9 poss\u00edvel conhecer mais sobre o projeto AJA Emancipa e tamb\u00e9m contribuir com as iniciativas entrando em contato atrav\u00e9s do <a href=\"http:\/\/redeemancipa.org.br\/rede-emancipa\/projeto-emancipa-porto-alegre-rs\/\">site <\/a>\u00a0e <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/emancipa.org\">redes sociais<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Integrantes da ocupa\u00e7\u00e3o Vida Nova na Restinga, buscam na alfabetiza\u00e7\u00e3o uma forma de resistir. Em pesquisa realizada pelo IBGE em 2016, cerca de 12,9 milh\u00f5es de pessoas s\u00e3o analfabetas Por Thayse Uch\u00f4a No Rio Grande do Sul, segundo dados da Funda\u00e7\u00e3o de Economia e Estat\u00edstica (FEE), cerca de 366 mil pessoas n\u00e3o sabem ler e &#8230; <a title=\"Projeto oferece alfabetiza\u00e7\u00e3o para adultos em ocupa\u00e7\u00e3o do bairro Restinga\" class=\"read-more\" href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/2018\/01\/04\/projeto-oferece-alfabetizacao-para-adultos-em-ocupacao-do-bairro-restinga\/\" aria-label=\"More on Projeto oferece alfabetiza\u00e7\u00e3o para adultos em ocupa\u00e7\u00e3o do bairro Restinga\">Ler mais<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":15,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[54,243],"tags":[74,72,75,71,70,24,23,76,77,73],"class_list":["post-252","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-educacao","category-mais-recentes","tag-aja-emancipa","tag-alfabetizacao","tag-direitos-humanos","tag-educacao","tag-fabico","tag-ocupacao","tag-porto-alegre","tag-projeto-social","tag-restinga","tag-vida-nova"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/252","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/users\/15"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=252"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/252\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=252"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=252"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=252"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}