﻿{"id":2693,"date":"2019-05-09T18:09:05","date_gmt":"2019-05-09T21:09:05","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/?p=2693"},"modified":"2019-07-18T15:07:30","modified_gmt":"2019-07-18T18:07:30","slug":"os-pais-mais-do-que-levar-a-escola-e-preciso-incentivar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/2019\/05\/09\/os-pais-mais-do-que-levar-a-escola-e-preciso-incentivar\/","title":{"rendered":"Os pais: mais do que levar \u00e0 escola, \u00e9 preciso incentivar"},"content":{"rendered":"<p><strong>Rene Almeida<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A alfabetiza\u00e7\u00e3o de uma crian\u00e7a \u00e9 um processo que envolve professores, escola, pais e Estado. Quando todas as partes incentivam a leitura da crian\u00e7a, fica mais f\u00e1cil aprender. Mas nos lugares em que isso n\u00e3o ocorre, o aluno inevitavelmente sente falta.\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Para Denise Tavares, professora do 3\u00ba ano do Ensino Fundamental da Escola Estadual de Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica Gentil Viegas Cardoso, os pais t\u00eam um papel muito importante na forma\u00e7\u00e3o dos estudantes. \u201cA gente cansa de mandar tema para casa e n\u00e3o vir. Os pais n\u00e3o abrem os cadernos, n\u00e3o olham bilhetes, n\u00e3o auxiliam os filhos\u201d, conta. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ela explica que quando uma crian\u00e7a j\u00e1 est\u00e1 alfabetizada, \u00e9 preciso exercitar a leitura.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><iframe title=\"Entrevista Denise Tavares\" width=\"1200\" height=\"675\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Oybs_AimCoI?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A supervisora Cristina Coelho corrobora com a reclama\u00e7\u00e3o da colega. Para ela, falta acompanhamento familiar no processo de alfabetiza\u00e7\u00e3o. O alto \u00edndice de faltas dos alunos tamb\u00e9m compromete a aprendizagem. \u201cSe chove, eles n\u00e3o v\u00eam. Se faz frio ou tem muito sol, n\u00e3o v\u00eam. Essa aus\u00eancia acaba atrapalhando. Os 1\u00ba, 2\u00ba e 3\u00ba anos precisam de uma rotina. Se falhar um dia, j\u00e1 prejudica. Precisamos da participa\u00e7\u00e3o dos pais junto \u00e0 escola para conseguir dar conta\u201d, alerta.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A professora Rossana da Silva, 38 anos, aguarda seu filho, Paulo Gustavo, 10 anos, aluno do 5\u00ba ano do Ensino Fundamental, na sa\u00edda da escola todos os dias. Ela conta que acompanha de perto a evolu\u00e7\u00e3o do menino. \u201cEu j\u00e1 incentivo a ler literatura brasileira para que ele n\u00e3o ache chato quando chegar nas s\u00e9ries finais. Ele gosta de ler, vai na livraria comigo, escolhe os livros dele.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">J\u00e1 a professora de Portugu\u00eas Andreia Guimar\u00e3es sugere que h\u00e1 um relaxamento maior dos pais no Ensino M\u00e9dio devido ao fato de o aluno ser mais velho. \u201cInfelizmente, as fam\u00edlias s\u00e3o desestruturadas. Mas nem por isso v\u00e3o abandonar o aluno. [Tem que] Ver quanto tempo fica nas redes sociais, jogando. Tem que dar um limite, cobrar estudo, cobrar leitura. A maior parte dos problemas dos alunos s\u00e3o os pais\u201d, conclui.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_2750\" aria-describedby=\"caption-attachment-2750\" style=\"width: 3558px\" class=\"wp-caption alignright\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-2750 size-full\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/MVIMG_20190402_115351954-1.jpg\" alt=\"\" width=\"3568\" height=\"2608\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/MVIMG_20190402_115351954-1.jpg 3568w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/MVIMG_20190402_115351954-1-300x219.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/MVIMG_20190402_115351954-1-768x561.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/MVIMG_20190402_115351954-1-1024x748.jpg 1024w\" sizes=\"(max-width: 3568px) 100vw, 3568px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-2750\" class=\"wp-caption-text\">Rossana da Silva, 35 anos, busca o filho Paulo Gustavo, 10, todos os dias na Gentil Viegas Cardoso.<\/figcaption><\/figure>\n<h5><\/h5>\n<h5><\/h5>\n<h5><\/h5>\n<h5><b>Uma parceria entre fam\u00edlia e professores<\/b><\/h5>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A forma\u00e7\u00e3o dos pais tamb\u00e9m influencia na quantidade de leitura que o aluno far\u00e1 em casa. \u201cQuando a fam\u00edlia tem um perfil de investimento escolar na trajet\u00f3ria dos pais, isso vai impactar no desempenho do aluno. Mas \u00e9 preciso partir da ideia de que numa escola com muita vulnerabilidade social n\u00e3o vai ter isso\u201d, relata a professora do curso de pedagogia da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) Patr\u00edcia Camini. Ela acredita que a escola tem papel de orientar os respons\u00e1veis para que eles tamb\u00e9m possam ajudar no processo de alfabetiza\u00e7\u00e3o. \u201cMuitas vezes, os pais n\u00e3o sabem como contribuir. Acabam fazendo o tema, soletrando palavras. A\u00ed, eles n\u00e3o ficam satisfeitos, nem o professor. Essa parceria precisa ser repensada.\u201d<\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/2019\/05\/09\/da-silaba-ao-texto-em-meio-aos-cortes-na-educacao-brasil-ainda-tem-mais-de-11-milhoes-de-analfabetos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><b>Introdu\u00e7\u00e3o<\/b><\/a><\/p>\n<hr \/>\n<p><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/2019\/05\/09\/reprovacao-nos-anos-iniciais-diferentes-pontos-de-vista\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><b>Reprova\u00e7\u00e3o nos anos iniciais: diferentes pontos de vista<\/b><\/a><\/p>\n<hr \/>\n<p><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/2019\/05\/09\/contexto-social-a-escola-alem-do-curriculo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><b>Contexto social: a escola al\u00e9m do curr\u00edculo<\/b><\/a><\/p>\n<hr \/>\n<p><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/2019\/05\/09\/ora-aliado-ora-vilao-celular-e-motivo-de-polemica\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><b>Ora aliado, ora vil\u00e3o: celular \u00e9 motivo de pol\u00eamica<\/b><\/a><\/p>\n<hr \/>\n<p><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/2019\/05\/09\/alunos-de-inclusao-aumenta-o-desafio\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><b>Alunos de inclus\u00e3o: aumenta o desafio<\/b><\/a><\/p>\n<hr \/>\n<p><b><\/b>FOTOS: Rene Almeida\/Humanista<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rene Almeida A alfabetiza\u00e7\u00e3o de uma crian\u00e7a \u00e9 um processo que envolve professores, escola, pais e Estado. 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