﻿{"id":27317,"date":"2025-07-15T18:25:11","date_gmt":"2025-07-15T21:25:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/?p=27317"},"modified":"2025-07-16T14:16:03","modified_gmt":"2025-07-16T17:16:03","slug":"inseguranca-e-disputa-pelo-espaco-publico-marcam-cotidiano-de-ciclistas-em-porto-alegre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/2025\/07\/15\/inseguranca-e-disputa-pelo-espaco-publico-marcam-cotidiano-de-ciclistas-em-porto-alegre\/","title":{"rendered":"Inseguran\u00e7a e disputa pelo\u00a0 espa\u00e7o p\u00fablico marcam cotidiano de ciclistas em Porto Alegre"},"content":{"rendered":"\n<p>Uma parada de \u00f4nibus moderna, equipada com c\u00e2mera de seguran\u00e7a e painel de chegadas, instalada em cima de uma ciclofaixa quase apagada. Esse \u00e9 o retrato da mobilidade urbana,&nbsp; em espec\u00edfico da bicicleta em Porto Alegre. O cen\u00e1rio descrito fica na Avenida Loureiro da Silva, logo ap\u00f3s o cruzamento com a Rua Sarmento Leite, onde a ciclovia da via se torna uma ciclofaixa na cal\u00e7ada. A instala\u00e7\u00e3o, feita pelo pr\u00f3prio Poder P\u00fablico, da estrutura em cima de uma tinta desgastada e quase irreconhec\u00edvel resume bem como a cidade lida com a bicicleta.<\/p>\n\n\n\n<p>De anivers\u00e1rio, o <a href=\"https:\/\/lproweb.procempa.com.br\/pmpa\/prefpoa\/eptc\/usu_doc\/lei_complementar_626_alterada_pela_lc_710_pdci.pdf\">Plano Diretor Ciclovi\u00e1rio Integrado<\/a> (PDCI) completa 16 anos nesta ter\u00e7a-feira, 15 de julho: Porto Alegre atingiu, em mais de uma d\u00e9cada e meia, 87,64 quil\u00f4metros de malha ciclovi\u00e1ria na cidade, 17,7% do total projetado, segundo <a href=\"https:\/\/prefeitura.poa.br\/smmu\/infraestrutura-cicloviaria\">a \u00faltima divulga\u00e7\u00e3o oficial da Prefeitura<\/a>. Entretanto, a defasagem e escassez de vias exclusivas para bicicletas \u00e9 apenas um dos obst\u00e1culos percebidos por usu\u00e1rios do modal.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de conversar com quem pedala, o <strong>Humanista<\/strong> foi conferir as dificuldades relatadas na pr\u00e1tica e te convida para um passeio com motos furando o sinal, pedestres atravessando a ciclovia sem olhar, autom\u00f3veis dobrando sem sinalizar, entre outros desafios. <strong>Assista!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe title=\"Pedalando por Porto Alegre com o Humanista\" width=\"1200\" height=\"675\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/kw0vG8ifwys?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><figcaption class=\"wp-element-caption\">Um passeio de bicicleta revela problemas do sistema em Porto Alegre. V\u00eddeo: Gustavo Pinheiro\/Humanista.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A realidade di\u00e1ria do estudante de enfermagem Amilcar Fran\u00e7a Jr \u00e9 a mesma do v\u00eddeo. \u201cQuando tem ciclovia ela \u00e9 muito mal projetada, \u00e0s vezes leva a gente a lugar nenhum. Na Cidade Baixa tem v\u00e1rias ciclovias que elas somem do nada, s\u00e3o cheias de buracos&#8221;.&#8221;, lamenta o ciclista. &#8220;E quando n\u00e3o tem ciclovia, a gente n\u00e3o tem seguran\u00e7a, os carros n\u00e3o respeitam, eles n\u00e3o reconhecem a gente como parte do tr\u00e2nsito tamb\u00e9m.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A falta de respeito e cuidado, principalmente vindo de motoristas de autom\u00f3veis, falta de manuten\u00e7\u00e3o da infraestrutura existente e a falta de uma cultura ciclovi\u00e1ria s\u00e3o problemas reconhecidos pelo coordenador de planejamento na Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana de Porto Alegre, <a href=\"https:\/\/www.escavador.com\/sobre\/4893728\/joao-paulo-cardoso-joaquim\">Jo\u00e3o Paulo Cardoso.<\/a> &#8220;Fizemos pesquisas recentes com pr\u00f3prios ciclistas e confirmamos resultados de pesquisas nacionais que mostram que as pessoas, as que pedalam e as que n\u00e3o pedalam, apontam a falta de seguran\u00e7a vi\u00e1ria e infraestrutura inadequada como principal problema&#8221;, admite Cardoso. &#8220;De fato, \u00e9 ainda um ambiente que n\u00e3o \u00e9 convidativo para o ciclista.\u201d<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"749\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Foto-2-1024x749.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-27321\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Foto-2-1024x749.jpg 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Foto-2-300x219.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Foto-2-768x562.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Foto-2-1536x1123.jpg 1536w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Foto-2-2048x1497.jpg 2048w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Foto-2-1500x1097.jpg 1500w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Abrigo do ponto de \u00f4nibus, com c\u00e2mera de seguran\u00e7a e painel digital, ocupa espa\u00e7o da sinaliza\u00e7\u00e3o ciclovi\u00e1ria, evidenciando sobreposi\u00e7\u00e3o de prioridades. Foto: Gustavo Pinheiro\/Humanista.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<pre class=\"wp-block-preformatted\">O mapa da rede ciclovi\u00e1ria em Porto Alegre pode ser acessado no site do <a href=\"https:\/\/eptctransparente.com.br\/observamobilidade\">Observat\u00f3rio de Mobilidade<\/a>. \u00c9 importante salientar, por\u00e9m, que ele n\u00e3o est\u00e1 completamente atualizado, visto que considera toda extens\u00e3o da ciclovia da Avenida Ipiranga, que segue interditada em dois pontos: <a href=\"https:\/\/gauchazh.clicrbs.com.br\/porto-alegre\/noticia\/2023\/09\/mais-um-trecho-da-ciclovia-da-avenida-ipiranga-desaba-em-dia-de-chuva-clm51002p001b017yfqg6mzoa.html\">pr\u00f3ximo a esquina da Rua Silva S\u00f3<\/a> e na <a href=\"https:\/\/www.correiodopovo.com.br\/not%C3%ADcias\/cidades\/deslizamento-de-terra-derruba-parte-da-ciclovia-e-bloqueia-pista-da-avenida-ipiranga-em-porto-alegre-1.1489142\">Rua S\u00e3o Manoel<\/a>. Os bloqueios come\u00e7aram em setembro de 2023 e ainda n\u00e3o foram solucionados.<\/pre>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Espa\u00e7o p\u00fablico em disputa<\/strong>&nbsp;<\/h3>\n\n\n\n<p>Questionado do porqu\u00ea a cidade n\u00e3o consegue avan\u00e7ar nessas quest\u00f5es, Jo\u00e3o Paulo Cardoso entende que, como Porto Alegre n\u00e3o foi planejada pensando no transporte ciclovi\u00e1rio, sendo um dos principais entraves a falta de espa\u00e7o p\u00fablico para contemplar todos modais. \u201cRealmente, em vias que j\u00e1 est\u00e3o consolidadas, a gente tem que redividir o espa\u00e7o para comportar a ciclovia. E isso \u00e9 um problema, porque, muitas vezes, redividir o espa\u00e7o \u00e9 diminuir o espa\u00e7o do autom\u00f3vel, talvez utilizar um pouco da cal\u00e7ada. Se eu sou usu\u00e1rio s\u00f3 do autom\u00f3vel, eu quero o maior espa\u00e7o do autom\u00f3vel. Se eu sou pedestre, eu n\u00e3o aceito que a bicicleta compartilhe comigo a cal\u00e7ada.\u201d, lamenta o coordenador.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa realidade \u00e9 corroborada pelo arquiteto e pesquisador, <a href=\"https:\/\/www.escavador.com\/sobre\/561057469\/rodrigo-dalenogare-jaskowiak\">Rodrigo Jaskowiak<\/a>. Ele percebe que sem o espa\u00e7o exclusivo e infraestrutura para bicicleta, os ciclistas v\u00e3o ter que andar no meio dos carros ou na cal\u00e7ada, ocasionando a falta de seguran\u00e7a e acidentes. \u201cO ciclista \u00e9 jogado para os cantos da rua, para a sarjeta. \u00c9 preciso ter um maior entendimento por parte da popula\u00e7\u00e3o da import\u00e2ncia da bicicleta, que uma bicicleta a mais \u00e9 um carro a menos, ent\u00e3o a bike na realidade est\u00e1 facilitando a vida dos motoristas\u201d exp\u00f5e o arquiteto, que j\u00e1 trabalhou no setor ciclovi\u00e1rio da EPTC.<\/p>\n\n\n\n<p>A se\u00e7\u00e3o em que Jaskowiak atuava era respons\u00e1vel em criar um banco de projetos para a instala\u00e7\u00e3o de novas ciclovias. \u201cN\u00f3s faz\u00edamos o desenho da rua, foi projetada muita quilometragem em Porto Alegre\u201d, explica ele. Segundo o arquiteto, ao apresentar os projetos para uma hierarquia mais alta eles n\u00e3o eram acatados, pois iria retirar uma faixa de carro ou vagas de estacionamento. \u201cEnt\u00e3o, projeto j\u00e1 existe, falta s\u00f3 implantar&#8221;, completa o arquiteto.<\/p>\n\n\n\n<p>Em concord\u00e2ncia com Jaskowiak est\u00e1 o vereador suplente e cicloativista <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/marcelo_sgarbossa\/\">Marcelo Sgarbossa<\/a>. Ele considera que n\u00e3o houve falhas no planejamento do PDCI, mas faltou seguir suas recomenda\u00e7\u00f5es.&nbsp; \u201cO que n\u00e3o se planejou foi um tempo de execu\u00e7\u00e3o, com isso o gestor foi fazendo de forma espa\u00e7ada, em vez de seguir a orienta\u00e7\u00e3o, fazer a Rede Estrutural 1, depois a 2 e a 3. N\u00e3o se seguiu as orienta\u00e7\u00f5es e as ciclovias foram constru\u00eddas onde menos atrapalhava os carros ou o fluxo dos ve\u00edculos, ent\u00e3o de volta sempre aquela quest\u00e3o da cultura carroc\u00eantrica da cidade\u201d, afirma Sgarbossa.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa dificuldade relatada por Rodrigo e Marcelo demonstra bem a falta da cultura ciclovi\u00e1ria da cidade, mas que a Secretaria de Mobilidade Urbana tem tentado combater. \u201cA gente tem que trabalhar nisso, fazer as pessoas entenderem. Tu n\u00e3o anda de bicicleta, mas as pessoas querem andar de bicicleta. As pessoas est\u00e3o indo trabalhar, est\u00e3o indo estudar, elas v\u00e3o para os compromissos de bicicleta, n\u00e3o adianta. Ele n\u00e3o quer fazer lazer, ele quer se transportar de bicicleta, bicicleta \u00e9 um meio de transporte, ela tem que estar onde o carro, onde o \u00f4nibus est\u00e3o.\u201d, comenta Jo\u00e3o Cardoso.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Entre buracos e buzinas, o caminho da inseguran\u00e7a<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Mesmo com a fala da Secretaria, a maioria dos usu\u00e1rios percebe muitas dificuldades para se deslocar pela cidade com a bicicleta. Foi a experi\u00eancia que o <strong>Humanista<\/strong> teve ao pedalar durante a reportagem. Experi\u00eancia que vive tamb\u00e9m Amilcar Fran\u00e7a Jr, ouvido pela reportagem, que pedala todos os dias para o trabalho e a faculdade onde cursa enfermagem, convivendo com problemas de infraestrutura, inseguran\u00e7a e desrespeito. <\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMesmo nos lugares que tem ciclovia, elas s\u00e3o reduzidas por conta de falta de manuten\u00e7\u00e3o, ou elas est\u00e3o com obst\u00e1culos, tem carro estacionado, pessoas que andam na ciclovia como se fossem ciclistas. \u00c9 um impacto tamb\u00e9m na quest\u00e3o de respeito ao ciclista, em nenhum momento me sinto 100% segura&#8221;. A fala da advogada e ciclista Alice Carneiro ratifica as adversidades enfrentadas em Porto Alegre.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 quem faz o uso mais para sa\u00fade e lazer identifica a barreira da bicicleta como transporte ativo, como o caso da banc\u00e1ria Vanessa Araldi. \u201cFalta ciclovia, as que t\u00eam s\u00e3o muito prec\u00e1rias, eu acho que a simb\u00f3lica \u00e9 da Ipiranga, que \u00e9 horr\u00edvel. E, na maioria dos lugares, n\u00e3o tem&#8221;, relata. &#8220;Com isso, os ciclistas t\u00eam direito de andar na pista tamb\u00e9m, eu acho que falta muito essa consci\u00eancia dos motoristas, eles n\u00e3o sabem que t\u00eam que conviver com os ciclistas.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"685\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Foto-11-1024x685.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-27323\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Foto-11-1024x685.jpg 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Foto-11-300x201.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Foto-11-768x514.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Foto-11-1536x1028.jpg 1536w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Foto-11-2048x1371.jpg 2048w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Foto-11-1500x1004.jpg 1500w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Pedalada do Massa Cr\u00edtica por tr\u00e2nsito mais seguro. Foto: Gustavo Pinheiro\/Humanista.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A dif\u00edcil realidade faz com que movimentos e coletivos, como o <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/massacriticaportoalegre\/\">Massa Cr\u00edtica<\/a>, o <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/_pedalablack\/\">Pedala Black<\/a>, o <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/cl4ndestino.cc\/\">Clandestino<\/a>, o <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/pedaldasgurias\/\">Pedal das Gurias<\/a>, entre outros, sejam pontos de encontro para pedalar com mais seguran\u00e7a e, mais que isso, espa\u00e7os de luta pela promo\u00e7\u00e3o da cultura da bicicleta. Por meio de a\u00e7\u00f5es nas ruas, protestos e ocupa\u00e7\u00f5es simb\u00f3licas, eles ajudam a conscientizar a popula\u00e7\u00e3o, defender o direito \u00e0 mobilidade ativa, sendo fundamentais para pautar seguran\u00e7a, infraestrutura e respeito aos ciclistas no espa\u00e7o urbano.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Mais pedal, mais freguesia&nbsp;<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Outra rela\u00e7\u00e3o com atritos \u00e9 entre comerciantes e pol\u00edticas de mobilidade ativa, e com percep\u00e7\u00f5es distorcidas sobre quem consome nas cidades. A pesquisa <a href=\"https:\/\/www.livingstreets.org.uk\/policy-reports-and-research\/pedestrian-pound\/\"><em>The Pedestrian Pound<\/em><\/a> (de 2018 e atualizada em 2024) revela um descompasso entre o que os comerciantes acreditam e a realidade: enquanto a maioria respondia que seus clientes v\u00e3o at\u00e9 as lojas de carro, os pr\u00f3prios consumidores informaram ir a p\u00e9, de bicicleta ou transporte p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAs pessoas acham que se tirar espa\u00e7o para o carro, o com\u00e9rcio vai acabar\u201d, diz o coordenador da Secretaria de Planejamento, Jo\u00e3o Paulo Cardoso. Ele cita um caso recente na frente da Pra\u00e7a Andr\u00e9 Forster, no bairro Petr\u00f3polis, onde foi instalada uma esta\u00e7\u00e3o de bicicletas compartilhadas, da empresa <a href=\"https:\/\/www.tembici.com.br\/pt\/\">Tembici<\/a>, que foi alvo de protestos de uma padaria local por ocupar duas vagas de estacionamento. \u201cEles tinham cerca de 60 vagas e por conta de duas vagas o neg\u00f3cio ia quebrar&#8221;, lembra Cardoso, relatando que a empresa fornecedora das bicicletas alega ter dados de estabelecimentos de S\u00e3o Paulo que aumentaram o volume de clientes a partir da implanta\u00e7\u00e3o de uma esta\u00e7\u00e3o nas suas media\u00e7\u00f5es. \u201cO ciclista tamb\u00e9m \u00e9 um cliente potencial.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m do impacto positivo do incentivo \u00e0 pedalada causado pela Tembici\/Bike POA, Cardoso entende que a parceria entre a empresa e a Prefeitura \u00e9 positiva, j\u00e1 que os dados de monitoramento das viagens s\u00e3o compartilhados com a Secretaria de Mobilidade Urbana. \u201cDessa forma, a gente consegue mensurar diversas coisas. Temos dados que a Esta\u00e7\u00e3o Mercado tem bastante demanda em dias \u00fateis \u00e0s sete da manh\u00e3, quem faz lazer nessa hora?&#8221;, questiona. &#8220;Conseguimos entender o uso da bike como transporte e micromobilidade na cidade. Tamb\u00e9m conseguimos ver por quais vias as pessoas est\u00e3o andando, o que apoia nossos estudos para ligar os pontos que j\u00e1 tem ciclovia para ela realmente virar uma malha, n\u00e3o uma colcha de retalhos.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Zona Sul, zona de risco para ciclistas<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>O <a href=\"https:\/\/eptctransparente.com.br\/panoramaacidentalidade\">Panorama Geral da Acidentalidade<\/a>, que contabiliza os acidentes de tr\u00e2nsito registrados em Porto Alegre desde 2010, mostra que em 15 anos e tr\u00eas meses, foram 3.733 registros envolvendo bicicletas, m\u00e9dia de 244 por ano. Com o avan\u00e7o, mesmo que t\u00edmido, da malha ciclovi\u00e1ria, os n\u00fameros de acidentes nos \u00faltimos anos &#8211; menos 2020 e 2021, por conta da pandemia de covid-19 &#8211; est\u00e3o est\u00e1veis entre 260 a 300 casos por ano. Diferente da perspectiva dos autom\u00f3veis, que vinha decaindo a partir de 2016 e voltou a crescer ap\u00f3s a pandemia.<\/p>\n\n\n\n<p>O que chama a aten\u00e7\u00e3o nos dados, por\u00e9m, \u00e9 que ano a ano a Zona Sul da cidade \u00e9 a regi\u00e3o que mais registra acidentes com bicicletas, enquanto considerando autom\u00f3veis as zonas Norte e Leste se alteram na lideran\u00e7a das ocorr\u00eancias.&nbsp; (gr\u00e1fico das bicicletas)<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed aligncenter is-type-wp-embed is-provider-datawrapper wp-block-embed-datawrapper\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" title=\"Acidentes em Porto Alegre envolvendo bicicletas por regi\u00e3o \" src=\"https:\/\/datawrapper.dwcdn.net\/XNDnA\/2\/#?secret=RZquW6YDv5\" data-secret=\"RZquW6YDv5\" scrolling=\"no\" frameborder=\"0\" height=\"401\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed aligncenter is-type-wp-embed is-provider-datawrapper wp-block-embed-datawrapper\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" title=\"Acidentes em Porto Alegre envolvendo autom\u00f3veis por regi\u00e3o \" src=\"https:\/\/datawrapper.dwcdn.net\/xgvOJ\/3\/#?secret=hPNXWljzDm\" data-secret=\"hPNXWljzDm\" scrolling=\"no\" frameborder=\"0\" height=\"403\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p>Sobre poder associar o maior n\u00famero de sinistros na Zona Sul a uma menor estrutura para bicicleta na regi\u00e3o, Jo\u00e3o Cardoso diz que sim, \u00e9 uma possibilidade. \u201cEla tem uma caracter\u00edstica de se autoalimentar. Ent\u00e3o, tem hospital, tem shopping, tem com\u00e9rcio. Muita gente que mora tamb\u00e9m trabalha na Zona Sul pega a bicicleta. E, claro, como n\u00e3o tem a infraestrutura, muita gente acaba se acidentando&#8221;, reconhece.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, o coordenador de planejamento da Secretaria refor\u00e7a que a\u00e7\u00f5es est\u00e3o sendo feitas para mudar o panorama da regi\u00e3o, duas das principais vias (Avenida Juca Batista e Avenida Edgar Pires de Castro) est\u00e3o com projeto de duplica\u00e7\u00e3o j\u00e1 considerando a inclus\u00e3o de ciclovia e a entrega de 1,5 quil\u00f4metros na Wenceslau Escobar em processo final, que far\u00e1 a cidade chegar a mais de 90 quil\u00f4metros de malha ciclovi\u00e1ria. &#8220;Por mais que essas ciclovias n\u00e3o v\u00e3o estar conectadas a uma malha j\u00e1 constru\u00edda, ter\u00e3o uma funcionalidade local e esperamos reduzir esse n\u00famero de acidentes\u201d, afirma Cardoso.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Novos caminhos<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Por mais que o panorama atual n\u00e3o seja o mais positivo, Jo\u00e3o Paulo Cardoso \u00e9 otimista quanto \u00e0s possibilidades e avan\u00e7os relacionados ao uso da bicicleta como meio de transporte em Porto Alegre. \u201cEu quero acreditar de verdade que todos esses pa\u00edses que s\u00e3o refer\u00eancia j\u00e1 passaram por esse momento que a gente est\u00e1 passando agora. Os holandeses deviam falar: &#8216;mas voc\u00eas est\u00e3o viajando, as pessoas n\u00e3o v\u00e3o andar de bicicleta&#8217;; ou l\u00e1 na Dinamarca: &#8216;que loucura, cara, imagina fazer t\u00fanel para bicicleta, voc\u00eas est\u00e3o loucos&#8217;.&#8221; Eu acho que algu\u00e9m falou l\u00e1 e eles enfrentaram, vamos fazer que vai dar certo.&#8221; Para justificar o otimismo, ele cita tr\u00eas pontos espec\u00edficos: revis\u00e3o do PDCI, foco na execu\u00e7\u00e3o de projetos do banco da EPTC e manuten\u00e7\u00e3o da infraestrutura existente.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"744\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Foto-8-1024x744.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-27322\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Foto-8-1024x744.jpg 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Foto-8-300x218.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Foto-8-768x558.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Foto-8-1536x1116.jpg 1536w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Foto-8-2048x1488.jpg 2048w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Foto-8-1500x1090.jpg 1500w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Rebaixo, desvio e pintura para ciclofaixa foi feito, mas Prefeitura recuou. Foto: Gustavo Pinheiro\/Humanista.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>\u201cO assunto da mobilidade transitou por muitos locais; pela EPTC, pela SEMOB e etc, assim que a Secretaria [de Mobilidade Urbana] foi criada, fizemos esse planejamento de tocar a revis\u00e3o do PDCI porque \u00e9 uma coisa que j\u00e1 passou do prazo&#8221;, revela o coordenador. A expectativa da Secretaria, agora, \u00e9 come\u00e7ar o processo de licita\u00e7\u00e3o entre o segundo semestre de 2025 e o in\u00edcio de 2026 para que, com as demandas levantadas, uma consultoria toque a revis\u00e3o no per\u00edodo de seis meses a um ano. <\/p>\n\n\n\n<p>Outra novidade \u00e9 a listagem de manuten\u00e7\u00e3o das ciclovias. \u201cMandamos uma lista de manuten\u00e7\u00e3o, identificamos ciclovias importantes que carecem de manuten\u00e7\u00e3o e j\u00e1 est\u00e1 com o secret\u00e1rio [Ad\u00e3o de Castro J\u00fanior] para ele validar com o setor respons\u00e1vel da EPTC para se programar esse servi\u00e7os&#8221;, conta Jo\u00e3o Cardoso. Segundo ele, s\u00e3o cerca de 20 quil\u00f4metros.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Verba p\u00fablica ou privada?<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>As tr\u00eas a\u00e7\u00f5es no papel s\u00e3o certamente uma not\u00edcia promissora, mas ainda h\u00e1 incertezas sobre como e <a href=\"https:\/\/www.matinaljornalismo.com.br\/matinal\/reportagem-matinal\/iniciativa-privada-financiou-ciclovias-porto-alegre\/\">por quem essas iniciativas ser\u00e3o financiadas<\/a>, j\u00e1 que o or\u00e7amento e os investimentos em ciclovias em Porto Alegre seguem com entraves burocr\u00e1ticos complexos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh7-rt.googleusercontent.com\/docsz\/AD_4nXekE0hpslb7LTks5nupttDnjKae6V7ttzAZlwOmQZ5eeIK2K5JxjwHgDgzePU9xRiHTD0SmWABgFH-WJvB2DqPh-e157cb38jHS9po0hV7qi5o-vnnK4zFEo0eEVo8gGrx5JjzU0g?key=66WU-MAh4jyA1J5Yh1W0qg\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Jo\u00e3o Paulo Cardoso explica que as melhorias citadas devem come\u00e7ar a ser implementadas em 2026 &#8211; com exce\u00e7\u00e3o de implementa\u00e7\u00f5es mais simples &#8211; por conta da <a href=\"https:\/\/prefeitura.poa.br\/smpg\/lei-orcamentaria-anual-loa\">Lei Or\u00e7ament\u00e1ria Anual<\/a> (LOA) deste ano j\u00e1 estar aprovada. \u201cUm percentual baixo das implanta\u00e7\u00f5es foi executado com recurso direto do Tesouro. Elas foram quase prioritariamente viabilizadas com contrapartidas, o que \u00e9 um problema&#8221;, detalha. &#8220;Primeiro porque tem uma s\u00e9rie de contrapartidas e recursos que a gente ainda n\u00e3o conseguiu avan\u00e7ar. Segundo, esses valores s\u00e3o pequenos e acabam financiando poucos metros, voc\u00ea n\u00e3o consegue fazer 10 km, mas sim uns 200 a 300 metros.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Embora a implanta\u00e7\u00e3o e a conserva\u00e7\u00e3o da malha exclusiva para bicicleta sejam importantes, o embate com o &#8220;carrocentrismo&#8221; e o &#8220;eucentrismo&#8221; s\u00e3o essenciais para uma cidade mais segura, n\u00e3o s\u00f3 para ciclistas, mas pedestres, motociclistas e motoristas, como defende Marcelo Sgarbossa. \u201cTemos um problema fruto de uma cultura que \u00e9 voltada para o autom\u00f3vel e n\u00e3o para o transporte n\u00e3o motorizado, precisamos mais de sensibiliza\u00e7\u00e3o das pessoas, porque n\u00e3o necessariamente voc\u00ea precisa construir ciclovia na cidade inteira, e sim aumentar essa cultura de respeito no tr\u00e2nsito.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcf8 <strong>GALERIA<\/strong><br><strong>Conhe\u00e7a mais sobre as condi\u00e7\u00f5es das ciclovias da Capital<\/strong><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-algori-image-video-slider-block-algori-image-video-slider dots-style-1-off-slide arrows-style-1-off-slide\" data-slick=\"{&quot;dots&quot;:true,&quot;arrows&quot;:true,&quot;autoplay&quot;:false,&quot;pauseOnFocus&quot;:false,&quot;rtl&quot;:false,&quot;vertical&quot;:false,&quot;fade&quot;:false,&quot;lazyLoad&quot;:false,&quot;centerMode&quot;:false,&quot;infinite&quot;:true,&quot;adaptiveHeight&quot;:true,&quot;speed&quot;:500,&quot;autoplaySpeed&quot;:3000,&quot;slidesToShow&quot;:1,&quot;slidesToScroll&quot;:1,&quot;rows&quot;:1,&quot;slidesPerRow&quot;:1}\"><div><figure class=\"algori-image-video-slider-slide-container\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Foto-1-scaled.jpg\" alt=\"\"\/><\/figure><\/div><div><figure class=\"algori-image-video-slider-slide-container\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Foto-6-scaled.jpg\" alt=\"\"\/><\/figure><\/div><div><figure class=\"algori-image-video-slider-slide-container\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Foto-4-scaled.jpg\" alt=\"\"\/><\/figure><\/div><div><figure class=\"algori-image-video-slider-slide-container\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Foto-5-scaled.jpg\" alt=\"\"\/><\/figure><\/div><div><figure class=\"algori-image-video-slider-slide-container\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Foto-7-scaled.jpg\" alt=\"\"\/><\/figure><\/div><div><figure class=\"algori-image-video-slider-slide-container\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Foto-3-scaled.jpg\" alt=\"\"\/><\/figure><\/div><div><figure class=\"algori-image-video-slider-slide-container\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Foto-10-scaled.jpg\" alt=\"\"\/><\/figure><\/div><\/div>\n\n\n\n<p><em><sub>Fotos: Gustavo Pinheiro\/Humanista.<\/sub><\/em><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Patinetes el\u00e9tricos<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<pre class=\"wp-block-preformatted\">A inclus\u00e3o de patinetes el\u00e9tricos torna mais complexa ainda a disputa pelo acesso \u00e0 mobilidade urbana plena, mas tamb\u00e9m pode trazer benef\u00edcios. Desde o <a href=\"https:\/\/prefeitura.poa.br\/gp\/noticias\/porto-alegre-recebe-450-patinetes-eletricos-compartilhados\">final de outubro de 2023<\/a>, com a autoriza\u00e7\u00e3o da Prefeitura para explora\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o, as empresas de compartilhamento dos equipamentos j\u00e1 disponibilizam uma frota de quase 2 mil unidades, de acordo com estimativas da Secretaria de Mobilidade Urbana.<\/pre>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Foto-12-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-27324\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Foto-12-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Foto-12-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Foto-12-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Foto-12-1020x680.jpg 1020w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Foto-12.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Patinetes el\u00e9tricos dividem os mesmos espa\u00e7os das bicicletas em Porto Alegre. Foto: Ederson Nunes\/CMPA.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<pre class=\"wp-block-preformatted\">Mas, afinal, por serem motorizados, quais espa\u00e7os as patinetes el\u00e9tricos v\u00e3o usar? Segundo a Secretaria respons\u00e1vel, justamente o mesmo que as bicicletas. \u201cAinda que o patinete seja mais pesado que uma bicicleta, ande a velocidades maiores, quando for o caso de fazer um uso compartilhado, em \u00faltimo caso \u00e9 compartilhar espa\u00e7o com o autom\u00f3vel\", explica Jo\u00e3o Paulo Carodoso. \"Ent\u00e3o, o entendimento \u00e9 semelhante \u00e0s bicicletas: adaptar a velocidades adequadas, conforme o espa\u00e7o que tiver. A prioridade sempre vai ser do pedestre, em qualquer situa\u00e7\u00e3o. Se estiver na cal\u00e7ada tem que compatibilizar a velocidade com a do pedestre.\u201d \n\nEmbora seja regulamentada por <a href=\"https:\/\/leismunicipais.com.br\/a\/rs\/p\/porto-alegre\/decreto\/2019\/2036\/20358\/decreto-n-20358-2019-regulamenta-a-utilizacao-da-infraestrutura-de-mobilidade-urbana-da-cidade-de-porto-alegre-para-exploracao-do-servico-de-compartilhamento-de-bicicletas-e-patinetes-de-propulsao-humana-bicicletas-eletricas-e-equipamentos-eletricos-autopropelidos-individuais-patinetes-eletricas-e-outros-sem-estacao-fisica-por-meio-de-plataforma-tecnologica-em-vias-e-logradouros-publicos\">normas<\/a>, a r\u00e1pida expans\u00e3o do modal gerou cr\u00edticas e discuss\u00e3o quanto ao mau uso, como estacionamento irregular, transporte de carga, mais de uma pessoa utilizando ao mesmo tempo e desrespeito a pedestres. A Secretaria de Mobilidade Urbana tem realizado \"blitz educativas\u201d em regi\u00f5es com mais uso para conscientizar e orientar quanto a utiliza\u00e7\u00e3o. \u201cN\u00f3s n\u00e3o temos suporte legal para multar o mau uso dos patinetes e nem achamos que seja a melhor sa\u00edda, por isso temos refor\u00e7ado com as empresas\", destaca Cardoso. \"Coloquem essa obrigatoriedade de boas pr\u00e1ticas para os usu\u00e1rios, intensifiquem com eles as regras de utiliza\u00e7\u00e3o, inclusive, j\u00e1 baniram usu\u00e1rios da plataforma por mau uso. Eles notificam, e quando acontece uma situa\u00e7\u00e3o recorrente, tiram da plataforma.\u201d \n\nPara o coordenador de planejamento da Secretaria, o desafio \u00e9 trabalhar num novo sistema de credenciamento que melhore esse acompanhamento do munic\u00edpio e melhore a parte das obrigatoriedades das empresas. \u201cMas um ponto positivo \u00e9 o compartilhamento de dados, que j\u00e1 acontece com a Tembici, dados que v\u00e3o ser importantes no planejamento, at\u00e9 para sustentar daqui a pouco\", finaliza.<\/pre>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma parada de \u00f4nibus moderna, equipada com c\u00e2mera de seguran\u00e7a e painel de chegadas, instalada em cima de uma ciclofaixa quase apagada. Esse \u00e9 o retrato da mobilidade urbana,&nbsp; em espec\u00edfico da bicicleta em Porto Alegre. O cen\u00e1rio descrito fica na Avenida Loureiro da Silva, logo ap\u00f3s o cruzamento com a Rua Sarmento Leite, onde &#8230; <a title=\"Inseguran\u00e7a e disputa pelo\u00a0 espa\u00e7o p\u00fablico marcam cotidiano de ciclistas em Porto Alegre\" class=\"read-more\" href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/2025\/07\/15\/inseguranca-e-disputa-pelo-espaco-publico-marcam-cotidiano-de-ciclistas-em-porto-alegre\/\" aria-label=\"More on Inseguran\u00e7a e disputa pelo\u00a0 espa\u00e7o p\u00fablico marcam cotidiano de ciclistas em Porto Alegre\">Ler mais<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":24,"featured_media":27320,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[229,233,50],"tags":[],"class_list":["post-27317","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-meio-ambiente","category-mobilidade-urbana","category-saude"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27317","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/users\/24"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=27317"}],"version-history":[{"count":10,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27317\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":27347,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27317\/revisions\/27347"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/media\/27320"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=27317"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=27317"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=27317"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}