﻿{"id":28365,"date":"2025-11-17T16:09:18","date_gmt":"2025-11-17T19:09:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/?p=28365"},"modified":"2025-11-17T22:48:15","modified_gmt":"2025-11-18T01:48:15","slug":"apos-uma-decada-de-uber-trabalho-precario-em-aplicativos-passou-a-ditar-ritmo-urbano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/2025\/11\/17\/apos-uma-decada-de-uber-trabalho-precario-em-aplicativos-passou-a-ditar-ritmo-urbano\/","title":{"rendered":"Ap\u00f3s uma d\u00e9cada de Uber, trabalho prec\u00e1rio em aplicativos passou a ditar ritmo urbano"},"content":{"rendered":"\n<p>Neste m\u00eas de novembro, a <a href=\"https:\/\/www.uber.com\/br\/pt-br\/\"><strong>Uber<\/strong><\/a> completa<strong> 10 anos de atua\u00e7\u00e3o<\/strong> em Porto Alegre, marco que ajuda a pensar n\u00e3o apenas a trajet\u00f3ria da empresa, mas a transforma\u00e7\u00e3o das <strong>plataformas de transporte privado<\/strong> como um todo na cidade. Aquilo que, em 2015, parecia revolucionar a mobilidade urbana, com a promessa de carros com ar-condicionado, motoristas educados, ve\u00edculos limpos e tarifas mais baixas que as do t\u00e1xi, hoje d\u00e1 lugar a um cen\u00e1rio bem diferente: servi\u00e7os cada vez mais distantes das necessidades das pessoas, motoristas precarizados e passageiros descontentes.<\/p>\n\n\n\n<p>A nova edi\u00e7\u00e3o (2025) da pesquisa <a href=\"https:\/\/fair.work\/wp-content\/uploads\/sites\/17\/2025\/09\/Fairwork-Brazil-Report-PT-2025-V4-FINALFINAL.pdf?ref=nucleo.jor.br\"><strong>Fairwork Brasil<\/strong><\/a> \u2013 conduzida pela UFRGS em parceria com outras universidades p\u00fablicas \u2013 refor\u00e7a o diagn\u00f3stico de precariedade que marca o trabalho por plataformas digitais no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"409\" height=\"497\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Fairwork_Grafico-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-28369\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Fairwork_Grafico-1.jpg 409w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Fairwork_Grafico-1-247x300.jpg 247w\" sizes=\"(max-width: 409px) 100vw, 409px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">InDrive, que funciona pelo modelo de \u201cOfertas em Tempo Real\u201d, foi a \u00fanica plataforma de transporte a receber pontua\u00e7\u00e3o | Imagem: Fairwork<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Como funciona a avalia\u00e7\u00e3o?<\/h3>\n\n\n\n<pre class=\"wp-block-preformatted\">O relat\u00f3rio avaliou dez empresas a partir de cinco crit\u00e9rios de trabalho justo, como: remunera\u00e7\u00e3o, condi\u00e7\u00f5es, contratos, gest\u00e3o e representa\u00e7\u00e3o. O estudo revelou um cen\u00e1rio alarmante: oito das dez plataformas analisadas receberam nota zero. As empresas avaliadas foram 99, Americanas-Ame Flash, iFood, Lalamove, Loggi, Parafuzo, Rappi, Uber, InDrive e Superprof. Entre elas, apenas InDrive e Superprof conseguiram pontuar, com 1 ponto cada, por garantir o pagamento m\u00ednimo por hora. Enquanto todas as demais falharam em assegurar qualquer dos crit\u00e9rios b\u00e1sicos. Isso significa que motoristas, entregadores e prestadores de servi\u00e7o continuam enfrentando baixos rendimentos, jornadas longas, custos pr\u00f3prios como combust\u00edvel e manuten\u00e7\u00e3o, contratos fr\u00e1geis, aus\u00eancia de transpar\u00eancia na gest\u00e3o algor\u00edtmica e falta de canais de representa\u00e7\u00e3o coletiva. O relat\u00f3rio mostra que o modelo de neg\u00f3cios dessas plataformas transfere riscos e despesas para os trabalhadores, ao mesmo tempo em que concentra lucros nas empresas, perpetuando um ciclo de desigualdade e vulnerabilidade. A conclus\u00e3o \u00e9 clara: o setor de aplicativos no Brasil ainda n\u00e3o oferece condi\u00e7\u00f5es m\u00ednimas de trabalho justo, e a aus\u00eancia de avan\u00e7os desde relat\u00f3rios anteriores evidencia a urg\u00eancia de regula\u00e7\u00e3o estatal e de mobiliza\u00e7\u00e3o coletiva para garantir direitos b\u00e1sicos e reduzir a precariza\u00e7\u00e3o.<\/pre>\n\n\n\n<p>Dos aplicativos de transporte avaliados, apenas o InDrive registrou pontua\u00e7\u00e3o m\u00ednima, pois garante que os trabalhadores recebam pelo menos um sal\u00e1rio m\u00ednimo ap\u00f3s os custos associados \u00e0 atividade. Na pr\u00e1tica, isso significa que<strong> nenhuma das principais plataformas de mobilidade e servi\u00e7os digitais do pa\u00eds atende plenamente aos crit\u00e9rios m\u00ednimos de trabalho decente <\/strong>definidos pelo Fairwork.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">O lado de quem embarca<\/h3>\n\n\n\n<p>Para quem utiliza diariamente aplicativos de mobilidade, a percep\u00e7\u00e3o \u00e9 quase un\u00e2nime: o servi\u00e7o piorou. Tempos de espera mais longos, cancelamentos constantes, pre\u00e7os inst\u00e1veis e corridas recusadas tornaram-se parte da rotina de quem depende dessas plataformas para circular pela cidade.<\/p>\n\n\n\n<p>A arquiteta e urbanista L\u00edvia Kock Puperi, 34 anos, come\u00e7ou a usar aplicativos de transporte ainda em 2016, quando o servi\u00e7o se popularizou em Porto Alegre. Ela lembra que, at\u00e9 ent\u00e3o, seu maior desconforto com os t\u00e1xis era a postura de alguns motoristas e a aus\u00eancia frequente de ar-condicionado. \u201cMigrar para a Uber foi f\u00e1cil, os carros eram bons, limpos, sempre com o ar condicionado ligado e motoristas educados e sol\u00edcitos, ent\u00e3o a diferen\u00e7a entre os dois servi\u00e7os passou a ser muito significativa\u201d, lembra L\u00edvia.<\/p>\n\n\n\n<p>Com o passar dos anos, por\u00e9m, a percep\u00e7\u00e3o mudou. L\u00edvia acredita que<strong> o servi\u00e7o prestado pela Uber se igualou ao servi\u00e7o prestado em 2015 pelos t\u00e1xis<\/strong>. Motoristas mal-educados e estressados no tr\u00e2nsito, infra\u00e7\u00f5es frequentes, falta de aten\u00e7\u00e3o, carros sujos e avariados, muitas vezes sem cinto de seguran\u00e7a, e aus\u00eancia de ar-condicionado. \u201cTudo isso configura uma clara precariza\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o\u201d, avalia L\u00edvia.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela observa que, no in\u00edcio, grande parte dos motoristas n\u00e3o se enxergava como uma categoria organizada. Eram pessoas que utilizavam o aplicativo para complementar renda. Hoje, no entanto, ela percebe um cen\u00e1rio diferente, a partir de conversas com profissionais que relatam trabalhar mais de oito horas por dia e que se queixam n\u00e3o apenas da<strong> remunera\u00e7\u00e3o baixa<\/strong>, mas tamb\u00e9m da <strong>falta de suporte das plataformas <\/strong>em casos de avaria do ve\u00edculo, entre outros problemas estruturais.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">O lado de quem transporta<\/h3>\n\n\n\n<p>Esse contexto de insatisfa\u00e7\u00e3o se agravou recentemente com o an\u00fancio da Uber sobre <a href=\"https:\/\/www.uber.com\/pt-BR\/blog\/mudancas-nas-categorias-black-e-comfort-a-partir-de-janeiro-2026\/\"><strong>novas exig\u00eancias para ve\u00edculos das categorias Black e Comfort<\/strong><\/a>, previstas para entrar em vigor em janeiro de 2026. As regras<strong> elevam o ano m\u00ednimo de fabrica\u00e7\u00e3o<\/strong> e <strong>restringem a lista de modelos aceitos<\/strong>, excluindo carros como Citro\u00ebn Basalt, Renault Kardian e Chery Tiggo 3X.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A presidente do <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/simtraplirs\/\"><strong>Sindicato dos Motoristas por Aplicativos do RS<\/strong><\/a> (Simtrapli RS), Carina Trindade, afirma que as atualiza\u00e7\u00f5es de frota s\u00e3o comuns, mas que a forma como esta foi conduzida pegou a categoria de surpresa. \u201cEles removeram ve\u00edculos de apenas cinco anos de uso, carros de alto valor, que custam em torno de R$ 120 mil. Isso afetou diretamente motoristas que tinham acabado de investir para seguir as regras\u201d, explica Carina.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"682\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Carina_Foto-682x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-28370\" style=\"width:503px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Carina_Foto-682x1024.jpg 682w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Carina_Foto-200x300.jpg 200w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Carina_Foto-768x1153.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Carina_Foto-1023x1536.jpg 1023w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Carina_Foto.jpg 1066w\" sizes=\"(max-width: 682px) 100vw, 682px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Carina Trindade avalia as consequ\u00eancias da mudan\u00e7a das normas comunicadas pela Uber | Foto: Arquivo Pessoal<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<pre class=\"wp-block-preformatted\">\ud83c\udfa5 Confira no v\u00eddeo, ao final do texto, a opini\u00e3o dos motoristas por aplicativo sobre rotina, custos e desafios do trabalho que move a cidade!<\/pre>\n\n\n\n<p>A representante dos motoristas afirma que, desde que as plataformas passaram a fazer parte do cotidiano de Porto Alegre, a mudan\u00e7a mais evidente \u00e9 a <strong>disparidade crescente entre os ganhos das empresas e os dos motoristas<\/strong>. \u201cA plataforma est\u00e1 garantindo que os ganhos dela sejam cada vez maiores, e os dos motoristas, por sua vez, cada vez menores. \u00c9 compreens\u00edvel que os motoristas estejam cada vez mais estressados e irritados\u201d, observa.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Carina, grande parte dessa insatisfa\u00e7\u00e3o est\u00e1 ligada \u00e0 chamada <strong>subordina\u00e7\u00e3o algor\u00edtmica<\/strong>, um mecanismo pelo qual o aplicativo controla o comportamento do motorista. \u201c\u00c9 como se fosse o patr\u00e3o mandando em um empregado\u201d, resume Carina. Ela cita situa\u00e7\u00f5es recorrentes: <strong>penaliza\u00e7\u00f5es quando o motorista tira um dia de descanso<\/strong> e, ao retornar, recebe menos corridas; <strong>press\u00e3o psicol\u00f3gica por meio de notifica\u00e7\u00f5es insistentes<\/strong>, como \u201cvoc\u00ea tem certeza que quer ficar offline?\u201d ou \u201ca demanda est\u00e1 alta\u201d; al\u00e9m do<strong> monitoramento em tempo real<\/strong>, em que uma demora de poucos segundos para movimentar o carro ap\u00f3s aceitar a corrida j\u00e1 gera alertas para acelerar.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro ponto de desgaste s\u00e3o os <strong>bloqueios inesperados<\/strong>, especialmente por parte da Uber. \u201cA plataforma bloqueia o motorista por qualquer motivo e ele n\u00e3o tem direito a se defender. O motorista est\u00e1 cansado de n\u00e3o ter uma contrapartida, um retorno, e precisar entrar na Justi\u00e7a para reaver\u201d, critica Carina.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">A divis\u00e3o da tarifa: quem realmente ganha?<\/h3>\n\n\n\n<p>Outra quest\u00e3o cr\u00edtica \u00e9 a <strong>falta de transpar\u00eancia nas taxas cobradas pelas plataformas<\/strong>. A Uber, por exemplo, retira de 40% a 60% do valor da corrida, podendo chegar a 70% em alguns casos, enquanto a 99 aplica uma taxa fixa de 19%. A InDrive, \u00fanica plataforma que recebeu pontua\u00e7\u00e3o na pesquisa Fairwork, se destaca por oferecer condi\u00e7\u00f5es mais vantajosas, cobrando uma taxa fixa de 9,99%, mais impostos municipais (cerca de dois reais por corrida), e permitindo que os motoristas negociem tarifas que podem chegar ao dobro do valor m\u00ednimo. \u201cConversando com a categoria, vale mais a pena ser motorista do InDrive, pois a taxa dessa plataforma \u00e9 fixa, ao contr\u00e1rio das outras\u201d, observa Carina.<\/p>\n\n\n\n<p>O motorista Claiton Barcelos, de 44 anos, cadastrado na 99 e na Uber h\u00e1 sete anos, lembra que come\u00e7ou buscando flexibilidade de hor\u00e1rio para conciliar o trabalho com os cuidados da filha e a rotina da esposa enfermeira. Ele explica que as plataformas aplicam taxas de aceita\u00e7\u00e3o e finaliza\u00e7\u00e3o, e que recusar corridas ou atrasar na aceita\u00e7\u00e3o pode gerar bloqueios tempor\u00e1rios ou penalidades.<\/p>\n\n\n\n<p>Claiton critica a imprevisibilidade das plataformas: \u201cO valor n\u00e3o \u00e9 fixo, estou ganhando o que a plataforma quer me pagar naquele hor\u00e1rio\u201d, diz. Ele tamb\u00e9m ressalta os altos custos com combust\u00edvel e manuten\u00e7\u00e3o. \u201cA gente se ilude muito, pensando \u2018ah, eu fiz R$ 250,00 hoje\u2019, mas desse valor, tem que parar no posto de gasolina e j\u00e1 se v\u00e3o R$ 100,00. \u00c9 muito gasto para pouco retorno\u201d, analisa o motorista.<\/p>\n\n\n\n<p>Atuando na categoria Uber X, a menos remunerada da plataforma, Claiton n\u00e3o pretende trocar de ve\u00edculo, pois avalia que as empresas n\u00e3o oferecem seguran\u00e7a nenhuma. \u201cAs plataformas querem muito mais agradar os clientes delas, no caso, os passageiros. Acho que falta muito respeito com os motoristas\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante a entrevista, realizada no trajeto, Claiton ilustrou a situa\u00e7\u00e3o com um exemplo pr\u00e1tico. \u201cA tua corrida est\u00e1 me pagando dez reais. Estou rodando quatro quil\u00f4metros e meio. S\u00f3 que, conforme o hor\u00e1rio e o dia, essa mesma corrida vai ter diversos valores. Isso \u00e9 muito ruim\u201d, desabafa.<\/p>\n\n\n\n<p>M\u00fasico e motorista de aplicativo h\u00e1 cerca de um ano, Mois\u00e9s Bueno Brizola, 69 anos, ex-taxista, comenta que realizou a troca para complementar sua renda. Ele explica que o desempenho do motorista influencia diretamente a remunera\u00e7\u00e3o e a categoria dentro da plataforma. \u201cSe voc\u00ea for um bom motorista, n\u00e3o cancelar muitas corridas e mantiver uma taxa de aceita\u00e7\u00e3o alta, da\u00ed voc\u00ea adquire uma categoria melhor na Uber\u201d, observa Mois\u00e9s. Questionado sobre as consequ\u00eancias de n\u00e3o poder cancelar corridas, ele reconhece o controle exercido pelas plataformas. \u201c\u00c0s vezes a corrida n\u00e3o compensa o motorista. Se tu vais fazer uma quilometragem maior e o valor remunerado \u00e9 menor, n\u00e3o \u00e9 compensat\u00f3rio\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Seguran\u00e7a e treinamento s\u00e3o argumentos que diferenciam o t\u00e1xi<\/h3>\n\n\n\n<p>Para os taxistas de Porto Alegre, a chegada das plataformas digitais mudou profundamente o mercado de transporte. Rafael Fanganito, diretor do<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/sintaxipoa\/\"> <strong>Sindicato dos Taxistas de Porto Alegre<\/strong><\/a> (Sint\u00e1xi), lembra que, no primeiro ano ap\u00f3s a chegada da Uber, 99 e InDrive, <strong>a categoria perdeu at\u00e9 70% do mercado<\/strong>. Com o tempo, passageiros insatisfeitos com atendimento, limpeza e cancelamentos frequentes come\u00e7aram a retornar aos t\u00e1xis tradicionais.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/centro-10-1-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-28372\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/centro-10-1-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/centro-10-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/centro-10-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/centro-10-1-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/centro-10-1-2048x1365.jpg 2048w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/centro-10-1-1500x1000.jpg 1500w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/centro-10-1-1020x680.jpg 1020w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Movimento no ponto de t\u00e1xi evidencia a rotina dos profissionais que enfrentam concorr\u00eancia crescente das plataformas digitais | Foto: Marcelo Pires<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Segundo Rafael, a principal mudan\u00e7a na din\u00e2mica de trabalho dos taxistas foi <strong>a incorpora\u00e7\u00e3o da tecnologia<\/strong>. \u201cMuitas r\u00e1dios t\u00e1xis entraram para o modelo de aplicativo, o que \u00e9 visto com bons olhos pela categoria. O antigo r\u00e1dio Px dentro dos carros deu lugar a smartphones de \u00faltima gera\u00e7\u00e3o, trazendo mais agilidade ao servi\u00e7o\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>O sindicato defende que a regulamenta\u00e7\u00e3o das plataformas ajudaria a equilibrar a concorr\u00eancia. \u201cTransporte de pessoas envolve deveres de seguran\u00e7a, e os aplicativos fugiram rapidamente do controle da gest\u00e3o p\u00fablica, tornando o trabalho dos fiscais praticamente invi\u00e1vel. Hoje existem ve\u00edculos sem freio, pneus em p\u00e9ssimas condi\u00e7\u00f5es e motoristas sem treinamento\u201d, alerta Rafael.<\/p>\n\n\n\n<p>O diretor do sindicato tamb\u00e9m destaca o diferencial do taxista em termos de <strong>treinamento e controle<\/strong>. \u201cPara ser taxista \u00e9 preciso ser aprovado em curso do SEST\/SENAT. Al\u00e9m disso, h\u00e1 vistorias peri\u00f3dicas nos ve\u00edculos e inspe\u00e7\u00f5es aleat\u00f3rias nos pontos de t\u00e1xi, garantindo seguran\u00e7a para o passageiro. Qualquer reclama\u00e7\u00e3o deve ser respondida na sede da EPTC\u201d, explica Rafael.<br>Para se adaptar \u00e0 nova realidade, o <a href=\"https:\/\/apps.apple.com\/br\/app\/sint%C3%A1xi-app\/id1140557815?l=en-GB\"><strong>Sint\u00e1xi lan\u00e7ou seu pr\u00f3prio aplicativo em 2016<\/strong><\/a>, atendendo hoje 42 mil clientes, incluindo empresas afetadas pela descontinuidade de linhas de \u00f4nibus.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"513\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Sintaxi_App-513x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-28373\" style=\"width:339px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Sintaxi_App-513x1024.jpg 513w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Sintaxi_App-150x300.jpg 150w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Sintaxi_App-768x1532.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Sintaxi_App-770x1536.jpg 770w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Sintaxi_App.jpg 802w\" sizes=\"(max-width: 513px) 100vw, 513px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">O aplicativo do Sint\u00e1xi apresenta uma interface familiar, semelhante \u00e0 das principais plataformas de mobilidade | Foto: Arquivo Pessoal<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>O modelo de remunera\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m tem sido um atrativo para a categoria, j\u00e1 que 90% do valor da corrida fica com o taxista, enquanto apenas 10% \u00e9 destinado \u00e0 plataforma, propor\u00e7\u00e3o considerada mais justa pelos profissionais em compara\u00e7\u00e3o \u00e0s taxas aplicadas pelos aplicativos de transporte individual.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"673\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Taxas_plataformas-1024x673.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-28374\" style=\"width:587px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Taxas_plataformas-1024x673.jpg 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Taxas_plataformas-300x197.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Taxas_plataformas-768x505.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Taxas_plataformas-1536x1010.jpg 1536w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Taxas_plataformas-2048x1347.jpg 2048w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Taxas_plataformas-1500x986.jpg 1500w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Compara\u00e7\u00e3o das taxas m\u00e1ximas cobradas aos motoristas pelas plataformas | Imagem: Mariana Reyes<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Ainda assim, a presen\u00e7a acentuada de ve\u00edculos de aplicativos em \u00e1reas centrais da cidade, especialmente no entorno de eventos e centros comerciais, representa um desafio adicional. \u201cEm 2015 t\u00ednhamos 40 pessoas em um \u00f4nibus; hoje observamos 40 ve\u00edculos de aplicativo chegando ao centro. Esse c\u00e1lculo n\u00e3o foi feito pela gest\u00e3o p\u00fablica e inviabiliza a locomo\u00e7\u00e3o nessas \u00e1reas\u201d, afirma Rafael.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Trabalhadores sem amparo: a zona cinzenta das plataformas<\/h3>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/2025\/10\/13\/a-responsabilidade-de-medidas-de-prevencao-e-de-cada-municipio-diz-jurista-sobre-processo-contra-prefeitura-de-porto-alegre\/\"><strong>As enchentes que atingiram Porto Alegre em maio do ano passado<\/strong><\/a> evidenciaram ainda mais a vulnerabilidade do transporte por aplicativo. A presidente do Simtrapli RS lembra que muitos motoristas enfrentaram dificuldades extremas para atender passageiros durante os alagamentos.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"732\" height=\"412\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Enchentes.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-28375\" style=\"width:732px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Enchentes.webp 732w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Enchentes-300x169.webp 300w\" sizes=\"(max-width: 732px) 100vw, 732px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Centenas de ve\u00edculos ficaram submersos em diversos bairros de Porto Alegre | Foto: Evandro Leal\/Estad\u00e3o Conte\u00fado<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>\u201cTeve gente que ficou ilhado, carro parado em rua alagada, e mesmo assim o aplicativo continuava cobrando desempenho, corridas e metas. Foi um caos\u201d, afirma. Segundo Carina, epis\u00f3dios como esse refor\u00e7am que a precariza\u00e7\u00e3o do trabalho se agrava em situa\u00e7\u00f5es de emerg\u00eancia, deixando os motoristas expostos a riscos e prejudicando diretamente a experi\u00eancia dos passageiros.<\/p>\n\n\n\n<p>O julgamento em curso no Supremo Tribunal Federal (STF) que discute o<a href=\"https:\/\/noticias.stf.jus.br\/postsnoticias\/uberizacao-stf-ouve-argumentos-sobre-relacao-de-trabalho-entre-plataformas-digitais-e-motoristas\/\"> <strong>v\u00ednculo empregat\u00edcio entre motoristas de aplicativo e as plataformas digitais<\/strong> <\/a>reacende o debate sobre a chamada \u201c<strong>uberiza\u00e7\u00e3o<\/strong>\u201d do trabalho no Brasil. O advogado trabalhista e ex-presidente da <a href=\"https:\/\/www.agetra.adv.br\/\"><strong>Associa\u00e7\u00e3o Ga\u00facha dos Advogados Trabalhistas<\/strong><\/a> (Agetra), <a href=\"https:\/\/www.linkedin.com\/in\/felipe-carmona-a7701428\/?originalSubdomain=br\"><strong>Felipe Carmona<\/strong><\/a>, observa que o problema n\u00e3o est\u00e1 na aus\u00eancia de leis, mas no descumprimento das que j\u00e1 existem.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"682\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/FelipeCarmona_Foto-682x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-28376\" style=\"width:477px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/FelipeCarmona_Foto-682x1024.jpg 682w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/FelipeCarmona_Foto-200x300.jpg 200w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/FelipeCarmona_Foto-768x1154.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/FelipeCarmona_Foto.jpg 852w\" sizes=\"(max-width: 682px) 100vw, 682px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Felipe Carmona, advogado trabalhista e especialista em tr\u00e2nsito, comenta os impactos da uberiza\u00e7\u00e3o do trabalho | Foto: Arquivo Pessoal<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>\u201cA Uber n\u00e3o cumpre a legisla\u00e7\u00e3o que j\u00e1 existia. Ela cria um limbo jur\u00eddico \u2013 o trabalhador n\u00e3o \u00e9 aut\u00f4nomo, n\u00e3o \u00e9 empregado, n\u00e3o \u00e9 volunt\u00e1rio\u201d, afirma Felipe. Segundo ele, a Consolida\u00e7\u00e3o das Leis do Trabalho (CLT) define quatro elementos para caracterizar uma rela\u00e7\u00e3o de emprego: pessoalidade, continuidade, subordina\u00e7\u00e3o e onerosidade. Para o advogado, os motoristas de aplicativo cumprem todos esses requisitos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA empresa controla tudo: tempo de frenagem, acelera\u00e7\u00e3o, n\u00famero de corridas, avalia\u00e7\u00e3o. Isso \u00e9 subordina\u00e7\u00e3o. E quem \u00e9 subordinado, \u00e9 empregado\u201d, completa Felipe. Ele observa que, no caso da subordina\u00e7\u00e3o algor\u00edtmica, o trabalhador pode ser bloqueado a qualquer momento sem saber o motivo. \u201cEle est\u00e1 totalmente subordinado ao sistema da empresa\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Felipe considera o julgamento do STF \u201ctemer\u00e1rio\u201d, defendendo que o tema seja tratado pelo Congresso Nacional. \u201cSe o STF disser que n\u00e3o h\u00e1 v\u00ednculo, estaremos abrindo caminho para que tudo vire aplicativo, e isso pode desmontar a Previd\u00eancia e o SUS em 20 anos\u201d, prev\u00ea.<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado lembra que o Brasil \u00e9 signat\u00e1rio de diretrizes internacionais da Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT), que reconhecem o v\u00ednculo entre trabalhadores de plataformas e empresas. \u201cH\u00e1 uma recomenda\u00e7\u00e3o global de que esses trabalhadores precisam ter direitos e o Brasil \u00e9 signat\u00e1rio\u201d, ressalta. Felipe reconhece que h\u00e1 resist\u00eancia entre motoristas que temem perder a flexibilidade caso o v\u00ednculo seja reconhecido, mas atribui essa vis\u00e3o ao discurso difundido pelas pr\u00f3prias empresas. \u201cHoje o CLT \u00e9 visto quase como ofensa, mas \u00e9 o que garante seguran\u00e7a, f\u00e9rias, 13\u00ba e aposentadoria. O medo do engessamento \u00e9 um discurso constru\u00eddo\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a passageira L\u00edvia, n\u00e3o h\u00e1 como melhorar o servi\u00e7o sem melhorar as condi\u00e7\u00f5es de quem o oferece. \u201cPara voltar a oferecer um servi\u00e7o mais humano e de qualidade, acho que a primeira coisa que precisa ser feita \u00e9 valorizar o prestador de servi\u00e7o. N\u00e3o adianta exigir uma melhora na qualidade dos ve\u00edculos (manuten\u00e7\u00e3o, quilometragem, data de aquisi\u00e7\u00e3o) sem prover uma melhora de vida dessas pessoas\u201d, pondera a arquiteta.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">O que pensam os motoristas por aplicativo sobre o trabalho que move a cidade?<\/h3>\n\n\n\n<p>Em um trajeto por Porto Alegre, Claiton Barcelos e Mois\u00e9s Bueno Brizola falam sobre rotina, custos, controle das plataformas e os desafios de quem vive na dire\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"instagram-media\" data-instgrm-permalink=\"https:\/\/www.instagram.com\/reel\/DRLSiDGjGik\/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading\" data-instgrm-version=\"14\" style=\" background:#FFF; border:0; border-radius:3px; box-shadow:0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width:540px; min-width:326px; padding:0; width:99.375%; width:-webkit-calc(100% - 2px); width:calc(100% - 2px);\"><div style=\"padding:16px;\"> <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/reel\/DRLSiDGjGik\/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading\" style=\" background:#FFFFFF; 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Aquilo que, em 2015, parecia revolucionar a mobilidade urbana, com a promessa de carros com ar-condicionado, motoristas &#8230; <a title=\"Ap\u00f3s uma d\u00e9cada de Uber, trabalho prec\u00e1rio em aplicativos passou a ditar ritmo urbano\" class=\"read-more\" href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/2025\/11\/17\/apos-uma-decada-de-uber-trabalho-precario-em-aplicativos-passou-a-ditar-ritmo-urbano\/\" aria-label=\"More on Ap\u00f3s uma d\u00e9cada de Uber, trabalho prec\u00e1rio em aplicativos passou a ditar ritmo urbano\">Ler mais<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":28367,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[233],"tags":[172,924,910,23,927,926,925],"class_list":["post-28365","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-mobilidade-urbana","tag-172","tag-indrive","tag-mobilidade-urbana","tag-porto-alegre","tag-taxi","tag-transporte-por-aplicativo","tag-transporte-privado"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28365","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=28365"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28365\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":28391,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28365\/revisions\/28391"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/media\/28367"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=28365"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=28365"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=28365"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}