﻿{"id":28767,"date":"2026-03-31T18:39:53","date_gmt":"2026-03-31T21:39:53","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/?p=28767"},"modified":"2026-04-08T18:31:46","modified_gmt":"2026-04-08T21:31:46","slug":"como-foi-o-golpe-militar-em-porto-alegre-projeto-lembra-locais-marcantes-do-periodo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/2026\/03\/31\/como-foi-o-golpe-militar-em-porto-alegre-projeto-lembra-locais-marcantes-do-periodo\/","title":{"rendered":"Como foi o golpe militar em Porto Alegre? Projeto lembra locais marcantes do per\u00edodo"},"content":{"rendered":"\n<p>H\u00e1 62 anos, o <a href=\"https:\/\/cpdoc.fgv.br\/artigos\/golpe-1964\">Golpe Civil-Militar de 1964<\/a> dava in\u00edcio ao regime ditatorial no Brasil, que se estendeu por 21 anos, at\u00e9 1985. Com a deposi\u00e7\u00e3o do presidente eleito Jo\u00e3o Goulart (Jango), estabeleceu-se no pa\u00eds um longo per\u00edodo de censura, persegui\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e institucionaliza\u00e7\u00e3o da repress\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 por isso que, nos dias 31 de mar\u00e7o e 1\u00ba de abril, h\u00e1 o incentivo para que seja relembrada a import\u00e2ncia de uma sociedade democr\u00e1tica, fundamentada nos direitos humanos. Em um ano eleitoral, em que esse per\u00edodo parece, muitas vezes, ter sido esquecido, iniciativas que estimulem a preserva\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria se destacam. \u00c9 o caso do projeto <a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/caminhosdaditaduraemportoalegre\/\">Caminhos da Ditadura<\/a>, idealizado pela historiadora <a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/8967476380951010\">Anita Carneiro<\/a>, que o <strong>Humanista<\/strong> confere como funciona.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A cidade como museu a c\u00e9u aberto<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"667\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Reproducao-instagram-@ocidente-1024x667.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-28776\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Reproducao-instagram-@ocidente-1024x667.jpg 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Reproducao-instagram-@ocidente-300x195.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Reproducao-instagram-@ocidente-768x500.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Reproducao-instagram-@ocidente.jpg 1170w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Ainda hoje, o bar Ocidente \u00e9 um marco do bairro Bom Fim. Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o Ocidente<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Criado em 2016 por Anita Carneiro, o Caminhos da Ditadura inova na did\u00e1tica sobre o tema. Come\u00e7ou como um mapa interativo e ampliou-se para trajetos abertos ao p\u00fablico, na busca de informar sobre os mais de 200 lugares relacionados \u00e0 ditadura na cidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma pesquisa minuciosa possibilitou a base cient\u00edfica para encontrar esses locais. Embasados em trabalhos acad\u00eamicos, reportagens e no relat\u00f3rio da Comiss\u00e3o Nacional da Verdade de 2014, os pontos encontrados foram divididos em quatro categorias: ligados \u00e0 repress\u00e3o (civil e militar), \u00e0 resist\u00eancia, \u00e0 mem\u00f3ria da repress\u00e3o e \u00e0 mem\u00f3ria da resist\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;\u201cA ideia \u00e9 trazer pro p\u00fablico diverso, que muitas vezes na escola ficou restrito \u00e0quela forma\u00e7\u00e3o sobre a ditadura vinculada a uma hist\u00f3ria do sudeste\u201d, diz Anita, em <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=IdSQKOW6sxQ\">v\u00eddeo no canal Historiar-se<\/a>. Para ela, a proposta gira em torno de pensar o regime a partir de onde vivemos, o que torna a preserva\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria mais tang\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos lugares destacados pelo mapa \u00e9 o Bar Ocidente, inaugurado em 1981 e ainda hoje cl\u00e1ssico nas noites da cidade. Desde o in\u00edcio aberto \u00e0 diversidade sexual e de g\u00eanero, diferente de outros bares dos anos 1970, o Ocidente impulsionou a transforma\u00e7\u00e3o do Bom Fim em uma zona de efervesc\u00eancia cultural, marcada por movimentos de contracultura.<\/p>\n\n\n\n<p>O Audit\u00f3rio Ara\u00fajo Vianna, o<a href=\"https:\/\/prefeitura.poa.br\/smidh\/noticias\/placa-do-projeto-marcas-da-memoria-e-recolocada-no-antigo-dopinho\"> Dopinho <\/a>e at\u00e9 mesmo o ic\u00f4nico Arco da Reden\u00e7\u00e3o s\u00e3o mais alguns dos locais identificados.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Como participar<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente o Caminhos da Ditadura realiza dois trajetos: um de percurso do Bom Fim at\u00e9 o Centro Hist\u00f3rico, outro no entorno da Pra\u00e7a da Matriz. A agenda e abertura de inscri\u00e7\u00f5es para participar s\u00e3o todas divulgadas no perfil do Instagram @caminhosdaditadura_poa e adquiridos gratuitamente na Sympla.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m s\u00e3o realizadas atividades com grupos escolares mediante agendamento. O contato pode ser feito via Instagram ou pelo e-mail caminhosdaditaduraempoa@gmail.com.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 62 anos, o Golpe Civil-Militar de 1964 dava in\u00edcio ao regime ditatorial no Brasil, que se estendeu por 21 anos, at\u00e9 1985. Com a deposi\u00e7\u00e3o do presidente eleito Jo\u00e3o Goulart (Jango), estabeleceu-se no pa\u00eds um longo per\u00edodo de censura, persegui\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e institucionaliza\u00e7\u00e3o da repress\u00e3o. \u00c9 por isso que, nos dias 31 de mar\u00e7o &#8230; <a title=\"Como foi o golpe militar em Porto Alegre? 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