﻿{"id":30395,"date":"2026-10-30T21:43:40","date_gmt":"2026-10-31T00:43:40","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/?p=30395"},"modified":"2026-10-30T21:43:41","modified_gmt":"2026-10-31T00:43:41","slug":"feira-do-livro-de-porto-alegre-vozes-negras-e-indigenas-de-autores-a-personagens","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/2026\/10\/30\/feira-do-livro-de-porto-alegre-vozes-negras-e-indigenas-de-autores-a-personagens\/","title":{"rendered":"Feira do Livro de Porto Alegre: vozes negras e ind\u00edgenas, de autores a personagens"},"content":{"rendered":"\n<p>A pesquisa <a href=\"https:\/\/cbl.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Panorama_Consumo_BR_2025-1.pdf\">\u201cPanorama do Consumo de Livros no Brasil\u201d<\/a>, da C\u00e2mara Brasileira do Livro (CBL), aponta que, em 2025, pessoas negras representaram 49% do total de leitores no Brasil; e mulheres pretas e pardas da classe C fazem parte de um dos maiores grupos de novos consumidores de livros. O racismo estrutural atravessa diferentes camadas da sociedade, e o universo liter\u00e1rio n\u00e3o \u00e9 exce\u00e7\u00e3o. Pela primeira vez em 72 edi\u00e7\u00f5es a <a href=\"https:\/\/www.feiradolivropoa.com.br\/\">Feira do Livro de Porto Alegre<\/a>, que inicia nesta sexta-feira (30), ter\u00e1 como patrona uma mulher negra.&nbsp; Trata-se de <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/rs\/rio-grande-do-sul\/noticia\/2026\/08\/04\/feira-livro-porto-alegre-patrona-heloisa-pires-lima.ghtml\">Heloisa Pires Lima<\/a>, escritora e antrop\u00f3loga com mais de 30 obras publicadas.<\/p>\n\n\n\n<p>No epis\u00f3dio desta semana, o #ConversaHumanista recebe <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/angelaxavier2576\/\">Angela Xavier<\/a>, pesquisadora ga\u00facha, poeta, e autora da obra <a href=\"https:\/\/www.editoracoralina.com.br\/livro\/lanceirinho\/\"><em>O Lanceirinho Negro<\/em><\/a> (Editora Coralina). Ela explica a import\u00e2ncia da literatura para o enfrentamento do racismo estrutural e para que crian\u00e7as pretas se sintam representadas pelos livros did\u00e1ticos. Quem tamb\u00e9m conversa com o <strong>Humanista<\/strong> \u00e9 <a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/8333652423829075\">Jeferson Ten\u00f3rio<\/a>, escritor de <em>O <\/em><a href=\"https:\/\/www.companhiadasletras.com.br\/9788535933390-o-avesso-da-pele-%E2%80%93-vencedor-jabuti-2021-11141\/p\"><em>Avesso da Pele<\/em><\/a><em> <\/em>(Companhia das Letras), professor e pesquisador carioca, que se radicou em Porto Alegre. O autor defende que a literatura ind\u00edgena e negra s\u00e3o a pr\u00f3pria literatura brasileira, uma vez que remontam a hist\u00f3ria de constru\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, atravessada pela aniquila\u00e7\u00e3o de povos origin\u00e1rios, escraviza\u00e7\u00e3o e sequestro de corpos negros.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os convidados compartilham com as rep\u00f3rteres <strong>Izadora Domingues<\/strong> e <strong>Maryanna Ferreira<\/strong>&nbsp; suas viv\u00eancias enquanto pessoas pretas na literatura, como o preconceito reflete suas obras e a import\u00e2ncia de combater o racismo estrutural presente, especificamente, no meio liter\u00e1rio. <strong>Ou\u00e7a!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-rich is-provider-spotify wp-block-embed-spotify wp-embed-aspect-21-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe title=\"Spotify Embed: #ConversaHumanista | T16 | #EP09 | Feira do Livro de Porto Alegre: vozes negras e ind\u00edgenas, de autores a personagens\" style=\"border-radius: 12px\" width=\"100%\" height=\"152\" frameborder=\"0\" allowfullscreen allow=\"autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/episode\/4CCFTz5GbMD9Ou8T9tRxnt?utm_source=oembed\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Racismo no RS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"667\" height=\"1000\" data-id=\"30396\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/image-25.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-30396\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/image-25.jpeg 667w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/image-25-200x300.jpeg 200w\" sizes=\"(max-width: 667px) 100vw, 667px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"813\" height=\"813\" data-id=\"30397\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/image-5.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-30397\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/image-5.png 813w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/image-5-300x300.png 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/image-5-150x150.png 150w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/image-5-768x768.png 768w\" sizes=\"(max-width: 813px) 100vw, 813px\" \/><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>O Rio Grande do Sul ocupa o segundo lugar no ranking nacional de registros oficiais de racismo, com 26,1 casos a cada 100 mil habitantes. O estado fica atr\u00e1s somente de Santa Catarina, de acordo com o <a href=\"https:\/\/publicacoes.forumseguranca.org.br\/items\/bb542342-3cf8-47a5-a51d-a0eb911914b9\">Anu\u00e1rio Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica<\/a>.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ten\u00f3rio compartilha que foi em Porto Alegre que conheceu o racismo e se entendeu como pessoa preta. Para Xavier, a hist\u00f3ria da popula\u00e7\u00e3o negra \u00e9 marcada por um passado de dores, mas tem um futuro potente de representatividade e reivindica\u00e7\u00e3o dos espa\u00e7os.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ao longo de 72 edi\u00e7\u00f5es, a Feira do Livro, considerada \u201co maior evento liter\u00e1rio a c\u00e9u aberto da Am\u00e9rica Latina\u201d,&nbsp; teve somente duas pessoas negras ocupando o patronato: Jeferson Ten\u00f3rio, em 2020, e Helo\u00edsa Pires Lima, agora em 2026.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A pesquisa \u201cPanorama do Consumo de Livros no Brasil\u201d, da C\u00e2mara Brasileira do Livro (CBL), aponta que, em 2025, pessoas negras representaram 49% do total de leitores no Brasil; e mulheres pretas e pardas da classe C fazem parte de um dos maiores grupos de novos consumidores de livros. 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