﻿{"id":505,"date":"2018-01-22T17:31:48","date_gmt":"2018-01-22T19:31:48","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/?p=505"},"modified":"2019-06-04T10:26:59","modified_gmt":"2019-06-04T13:26:59","slug":"discriminacao-racial-pode-levar-ao-desenvolvimento-de-problemas-psiquicos-na-populacao-negra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/2018\/01\/22\/discriminacao-racial-pode-levar-ao-desenvolvimento-de-problemas-psiquicos-na-populacao-negra\/","title":{"rendered":"Discrimina\u00e7\u00e3o racial pode levar ao desenvolvimento de problemas ps\u00edquicos na popula\u00e7\u00e3o negra"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"subtitle\">Estudos sobre o tema comprovam rela\u00e7\u00e3o do racismo com transtornos psicol\u00f3gicos<\/h2>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Por Amanda Hamerm\u00fcller e Thayse Uchoa<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No Brasil, \u00e9 dif\u00edcil buscar dados referentes \u00e0 sa\u00fade mental da popula\u00e7\u00e3o negra, pois a cor n\u00e3o \u00e9 uma informa\u00e7\u00e3o coletada e analisada pelos \u00f3rg\u00e3os respons\u00e1veis por esse tipo de levantamento. Isso se agrava quando levamos em considera\u00e7\u00e3o o racismo como causador de transtornos psicol\u00f3gicos, sendo necess\u00e1ria a realiza\u00e7\u00e3o do recorte racial para que se compreenda tais problemas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para se obter uma no\u00e7\u00e3o, ainda que distante, podemos trazer \u00e0 discuss\u00e3o um <\/span><a href=\"https:\/\/exame.abril.com.br\/tecnologia\/racismo-causa-ansiedade-e-depressao-em-vitimas-diz-pesquisa\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">artigo<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">publicado em agosto de 2014, em que pesquisadores americanos, ap\u00f3s estudo com 4,5 mil pessoas negras com idade entre 18 e 65 anos, que responderam quest\u00f5es relacionadas a situa\u00e7\u00f5es de discrimina\u00e7\u00e3o racial pelas quais pudessem ter passado, constataram que quem sofreu racismo com frequ\u00eancia e em situa\u00e7\u00f5es variadas apresentaram maiores \u00edndices de depress\u00e3o, alcoolismo e problemas com drogas. Outra <\/span><a href=\"https:\/\/www.researchgate.net\/publication\/232576318_Psychometric_Properties_of_the_Race-Related_Events_Scale\"><span style=\"font-weight: 400;\">pesquisa<\/span><\/a> <span style=\"font-weight: 400;\">revelou que o racismo tamb\u00e9m est\u00e1 conectado com sintomas de estresse p\u00f3s-traum\u00e1tico. Os pesquisadores analisaram 408 pessoas e perceberam que negros que foram discriminados ou testemunharam atos racistas tinham sintomas mais graves de estresse p\u00f3s-traum\u00e1ticos do que outros grupos \u00e9tnicos. Nesse contexto, os psic\u00f3logos Rossana do Carmo e Alisson Batista alertam para as consequ\u00eancias da viv\u00eancia cotidiana do racismo.<\/span><\/p>\n<p><iframe title=\"Racismo tem reflexos na sa\u00fade mental da popula\u00e7\u00e3o negra\" width=\"1200\" height=\"675\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/2bJ81O0e_rc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-505-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Alisson-Audio-1.mp3?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Alisson-Audio-1.mp3\">https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Alisson-Audio-1.mp3<\/a><\/audio>\n<p style=\"text-align: center;\">Alisson Batista<br \/>\nPsic\u00f3logo<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A pesquisa neste \u00e2mbito tem andado a passos lentos no Brasil, mas j\u00e1 est\u00e1 presente, apesar de ainda n\u00e3o ser poss\u00edvel mensurar a dimens\u00e3o do problema num contexto nacional. De acordo com o artigo <\/span><a href=\"http:\/\/www.scielo.br\/scielo.php?pid=S0047-20852011000100004&amp;script=sci_arttext\"><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cTaxa de perman\u00eancia hospitalar de pacientes reinternados em hospital psiqui\u00e1trico\u201d<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">,<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> publicado no Jornal Brasileiro de Psiquiatria pelos pesquisadores Vanessa Machado e Manoel Ant\u00f4nio dos Santos, do Departamento de Psicologia da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), \u201cos sujeitos de cor negra permaneceram, em m\u00e9dia, 71,8 dias internados, enquanto os de cor parda permaneceram 20,3 dias e os de cor branca, 20,1 dias\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A psic\u00f3loga e psicoterapeuta Maria L\u00facia da Silva tamb\u00e9m \u00e9 autora de um dos poucos trabalhos sobre o assunto, intitulado \u2018O racismo e o negro no Brasil \u2013 quest\u00f5es para psican\u00e1lise\u2019. Na obra, organizada junto com as psic\u00f3logas Noemi Moritz Kon e Cristiane Curi Abuda, a pesquisadora traz \u00e0 tona as dificuldades de se admitir o preconceito racial no pa\u00eds e as consequ\u00eancias psicol\u00f3gicas disso para a popula\u00e7\u00e3o negra.<\/span> <a href=\"https:\/\/revistacult.uol.com.br\/home\/como-a-vivencia-cotidiana-do-racismo-pode-produzir-traumas\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">Em entrevista \u00e0 Revista CULT,<\/span><\/a> <span style=\"font-weight: 400;\">Maria L\u00facia afirma que \u201ca an\u00e1lise psicanal\u00edtica apresenta ferramentas para ler alguns fen\u00f4menos sociais, e o racismo \u00e9 um deles, ela ajuda a pensar a sociedade de uma forma mais ampla, nos ajuda a fazer essa reflex\u00e3o sobre o racismo e nos possibilita pensar como esse fen\u00f4meno afeta o indiv\u00edduo\u201d.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h1><b>Forma\u00e7\u00e3o e conduta<\/b><\/h1>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O psic\u00f3logo Alisson Batista conta que, durante sua forma\u00e7\u00e3o, n\u00e3o houveram disciplinas obrigat\u00f3rias que tratavam sobre a rela\u00e7\u00e3o de transtornos psicol\u00f3gicos com o racismo e destaca a import\u00e2ncia de se levar em considera\u00e7\u00e3o a sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o negra e a prepara\u00e7\u00e3o dos profissionais neste sentido.<\/span><\/p>\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-505-2\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Alisson-Audio-2.mp3?_=2\" \/><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Alisson-Audio-2.mp3\">https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Alisson-Audio-2.mp3<\/a><\/audio>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para a pesquisadora Maria L\u00facia da Silva, os impactos do racismo n\u00e3o s\u00e3o reconhecidos pela psican\u00e1lise. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Al\u00e9m disso, a falta de preparo para tratar a quest\u00e3o racial faz com que o profissional da psicologia esteja sujeito a comportamentos que expressem a discrimina\u00e7\u00e3o. O C\u00f3digo de \u00c9tica do Psic\u00f3logo, na resolu\u00e7\u00e3o 18\/2002, estabelece normas de atua\u00e7\u00e3o para os psic\u00f3logos em rela\u00e7\u00e3o ao preconceito e discrimina\u00e7\u00e3o racial. Segundo o c\u00f3digo, caso o profissional manifeste opini\u00f5es racistas cabe a outros psic\u00f3logos, a sociedade e at\u00e9 mesmo o pr\u00f3prio Conselho de Psicologia realizar a den\u00fancia.<\/span><\/p>\n<p><iframe title=\"Psicologia pode ser aliada no combate ao racismo\" width=\"1200\" height=\"675\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/lOfyUA0OYIU?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h1><b>Um caso sens\u00edvel aos dados<\/b><\/h1>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Taiw\u00f4 Prudencio Araujo tem 20 anos e \u00e9 estudante de Rela\u00e7\u00f5es P\u00fablicas. Integrante de uma fam\u00edlia de classe m\u00e9dia baixa, est\u00e1 a procura de um est\u00e1gio na \u00e1rea. O estudante \u00e9 o quarto da fam\u00edlia a ingressar no ensino superior, mas seguiu uma \u00e1rea diferente que seu av\u00f4, m\u00e3e e tia, que graduaram-se em Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica. Realizou os ensinos fundamental e m\u00e9dio em escola particular, entrando na universidade pelo acesso universal.<\/span><\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-512\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/taiwo.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"640\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Apesar de crescer inserido em uma realidade financeira relativamente tranquila, Taiw\u00f4 precisou &#8211; e ainda precisa &#8211; enfrentar os obst\u00e1culos impostos pela sociedade em virtude da cor da sua pele, o que demonstra que a discrimina\u00e7\u00e3o racial acompanha a ascens\u00e3o econ\u00f4mica.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Incentivado pela fam\u00edlia a orgulhar-se de sua etnia, o estudante exalta o amor pela sua pele negra, mas exp\u00f5e o outro lado da sua viv\u00eancia.<\/span><\/p>\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-505-3\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Audio-1-Taiw\u00f4.mp3?_=3\" \/><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Audio-1-Taiw\u00f4.mp3\">https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Audio-1-Taiw\u00f4.mp3<\/a><\/audio>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ao longo do seu crescimento, o estudante coleciona experi\u00eancias negativas, implicadas pelo racismo, como desconfian\u00e7a por parte de outras pessoas e at\u00e9 o olhar atento da pol\u00edcia.<\/span><\/p>\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-505-4\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Audio-2-Taiw\u00f4.mp3?_=4\" \/><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Audio-2-Taiw\u00f4.mp3\">https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Audio-2-Taiw\u00f4.mp3<\/a><\/audio>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O racismo na vida de Taiw\u00f4, como na vida de diversos negros ao redor do mundo, trouxe consequ\u00eancias psicol\u00f3gicas. O estudante diz ter desenvolvido transtorno de ansiedade e depress\u00e3o. Ainda assim, n\u00e3o buscou nenhum tratamento profissional.<\/span><\/p>\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-505-5\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Audio-3-Taiw\u00f4.mp3?_=5\" \/><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Audio-3-Taiw\u00f4.mp3\">https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Audio-3-Taiw\u00f4.mp3<\/a><\/audio>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Apesar disso, com a ajuda dos amigos e, principalmente, de seu pai, o estudante supera diariamente tais transtornos.<\/span><\/p>\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-505-6\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Audio-4-Taiw\u00f4.mp3?_=6\" \/><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Audio-4-Taiw\u00f4.mp3\">https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Audio-4-Taiw\u00f4.mp3<\/a><\/audio>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Na universidade, Taiw\u00f4 encontrou outros estudantes negros que lhe proporcionaram um sentimento de pertencimento a este grupo, al\u00e9m de despertar a consci\u00eancia de fortalecer outras pessoas negras. <\/span><\/p>\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-505-7\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Audio-5-Taiw\u00f4-1.mp3?_=7\" \/><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Audio-5-Taiw\u00f4-1.mp3\">https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Audio-5-Taiw\u00f4-1.mp3<\/a><\/audio>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Apesar de compreender que o racismo sempre estar\u00e1 presente na sua vida, Taiw\u00f4 n\u00e3o se abala. Decidido a ir atr\u00e1s de suas ambi\u00e7\u00f5es, o estudante ainda destaca o incentivo que ele deve passar para sua irm\u00e3 mais nova, aumentando ainda mais a rede de fortalecimento em um sociedade marcada pela discrimina\u00e7\u00e3o racial.<\/span><\/p>\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-505-8\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Audio-6-Taiw\u00f4.mp3?_=8\" \/><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Audio-6-Taiw\u00f4.mp3\">https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Audio-6-Taiw\u00f4.mp3<\/a><\/audio>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudos sobre o tema comprovam rela\u00e7\u00e3o do racismo com transtornos psicol\u00f3gicos<\/p>\n","protected":false},"author":12,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[37,243,50],"tags":[116,115],"class_list":["post-505","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-discriminacao","category-mais-recentes","category-saude","tag-psicologia","tag-racismo"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/505","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/users\/12"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=505"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/505\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=505"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=505"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=505"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}