﻿{"id":5720,"date":"2019-12-20T12:12:15","date_gmt":"2019-12-20T15:12:15","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/?p=5720"},"modified":"2020-04-08T18:12:04","modified_gmt":"2020-04-08T21:12:04","slug":"parasita-um-olhar-a-partir-dos-direitos-humanos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/2019\/12\/20\/parasita-um-olhar-a-partir-dos-direitos-humanos\/","title":{"rendered":"Parasita: um olhar a partir dos direitos humanos"},"content":{"rendered":"<p><em><b>Aten\u00e7\u00e3o: pode conter spoilers.\u00a0<\/b>Humanista analisa o filme coreano que marcou o ano de 2019, sucesso de cr\u00edtica e p\u00fablico no mundo todo.<\/em><\/p>\n<p><strong>Ra\u00edssa<\/strong>\u00a0<strong>de Avila\u00a0<\/strong>\/ #Cr\u00edticaHumanista<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O diretor <a href=\"http:\/\/www.adorocinema.com\/personalidades\/personalidade-95119\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Bong Joon &#8211; Ho<\/strong><\/a> j\u00e1 havia impactado o p\u00fablico antes com os filmes <a href=\"http:\/\/www.adorocinema.com\/filmes\/filme-241477\/\"><strong>Okja (2017)<\/strong><\/a>, da Netflix, e <a href=\"http:\/\/www.adorocinema.com\/noticias\/filmes\/noticia-151845\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>O Hospedeiro (2016)<\/strong><\/a>. Agora, em 2019, por\u00e9m, o nome do diretor sul-coreano foi levado ao j\u00fabilo. O filme <a href=\"http:\/\/www.adorocinema.com\/filmes\/filme-255238\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Parasita<\/strong><\/a>, que tem feito <a href=\"https:\/\/www.nexojornal.com.br\/expresso\/2019\/11\/16\/Parasita-o-filme-coreano-que-%C3%A9-sucesso-de-cr%C3%ADtica-e-p%C3%BAblico\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>sucesso entre a cr\u00edtica e o p\u00fablico<\/strong><\/a>, foi vencedor do Festival de Cannes e j\u00e1 \u00e9 uma aposta a melhor filme estrangeiro e melhor filme no Oscar, pr\u00eamio m\u00e1ximo do cinema.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para al\u00e9m de um bom filme, Parasita suscita quest\u00f5es que t\u00eam tudo haver com direitos humanos. O embalo do roteiro te conduz em um tom de com\u00e9dia que rapidamente vai mudando ao escancarar quest\u00f5es de classe, reportando a realidade da Cor\u00e9ia do Sul&#8230; Mas que tamb\u00e9m parece muito com a do Brasil e, assim; a realidade do mundo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O <strong>Humanista<\/strong> separou cinco t\u00f3picos abordados no filme, que tratam sobre direitos humanos e que colaboraram para o fen\u00f4meno do t\u00edtulo.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><strong>Assista ao trailer!<\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p><iframe title=\"Parasita | Trailer Legendado\" width=\"1200\" height=\"675\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/m4jfE-TxC24?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<hr \/>\n<h5><strong>1- Desemprego<\/strong><\/h5>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O filme conta a hist\u00f3ria de uma fam\u00edlia que est\u00e1 desempregada e encontra dificuldades para se manter e encontrar emprego. A realidade retratada se espelha no mundo. S\u00f3 no Brasil, a taxa de desemprego chegou a 11,8% no \u00faltimo trimestre.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<h5><strong>2- Fome<\/strong><\/h5>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">De forma sutil, a fome aparece como um dos efeitos colaterais do desemprego. Quando se tem algo para comer, qual a qualidade da refei\u00e7\u00e3o? Prestar aten\u00e7\u00e3o nessas nuances v\u00e3o expondo a brutalidade da realidade no filme.<\/span><\/p>\n<h5><strong>3- Moradia<\/strong><\/h5>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em Parasita, a fam\u00edlia mora em um local onde a \u00fanica janela fica na altura da cal\u00e7ada, no final de um beco. Ali, a degrada\u00e7\u00e3o do ambiente fica expl\u00edcita. O local marca onde a fam\u00edlia fica em uma pir\u00e2mide: t\u00e3o na base, que n\u00e3o alcan\u00e7a o n\u00edvel da rua.<\/span><\/p>\n<h5><strong>4- Rela\u00e7\u00f5es de poder<\/strong><\/h5>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Onde h\u00e1 muita riqueza, h\u00e1 muita pobreza. Onde h\u00e1 uma fam\u00edlia rica, h\u00e1 trabalhadores da base que os sustentam. Como se d\u00e1 essa rela\u00e7\u00e3o entre classes? Qual o limite da sobreviv\u00eancia? O que \u00e9 certo e errado? Voc\u00ea consegue entender algumas decis\u00f5es consideradas moralmente erradas se tiver um contexto amplo que justifique atitudes?<\/span><\/p>\n<h5><strong>5- Acesso ao estudo<\/strong><\/h5>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em um pa\u00eds onde a educa\u00e7\u00e3o \u00e9 paga, o diploma \u00e9 um bem de consumo. O consumo depende do dinheiro e as oportunidades se restringem. Fazer uma virada de vida baseada apenas na meritocracia \u00e9 poss\u00edvel?<\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p>FOTO DE CAPA: reprodu\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aten\u00e7\u00e3o: pode conter spoilers.\u00a0Humanista analisa o filme coreano que marcou o ano de 2019, sucesso de cr\u00edtica e p\u00fablico no mundo todo. Ra\u00edssa\u00a0de Avila\u00a0\/ #Cr\u00edticaHumanista O diretor Bong Joon &#8211; Ho j\u00e1 havia impactado o p\u00fablico antes com os filmes Okja (2017), da Netflix, e O Hospedeiro (2016). 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