﻿{"id":5868,"date":"2020-03-31T17:34:57","date_gmt":"2020-03-31T20:34:57","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/?p=5868"},"modified":"2020-03-31T18:18:08","modified_gmt":"2020-03-31T21:18:08","slug":"um-empurraozinho-federal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/2020\/03\/31\/um-empurraozinho-federal\/","title":{"rendered":"Um empurr\u00e3ozinho federal"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">Basta ir pela avenida Borges de Medeiros e dobrar na rua Duque de Caxias. Ao buscar no Google pontos tur\u00edsticos da capital, um dos apresentados pelo site \u00e9 a <strong><a href=\"http:\/\/catedralportoalegre.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Catedral Metropolitana de Porto Alegre<\/a><\/strong>. Mas ela n\u00e3o \u00e9 a protagonista desta hist\u00f3ria, \u00e9 apenas a vizinha alguns metros distante, assim como a <a href=\"http:\/\/www.al.rs.gov.br\/site\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Assembleia Legislativa do Estado<\/strong><\/a> e o <strong><a href=\"https:\/\/estado.rs.gov.br\/palacio-piratini-5971708323fd1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Pal\u00e1cio Piratini<\/a><\/strong>, das duas casas que formam o <a href=\"https:\/\/cultura.rs.gov.br\/sobre-o-museu\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Museu Julio de Castilhos<\/strong><\/a>.<\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p><iframe title=\"Conhe\u00e7a o Museu Julio de Castilhos\" width=\"1200\" height=\"675\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/YMsky6HAQeE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<hr \/>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Naquele s\u00e1bado ensolarado, um potiguar visitava o Museu junto ao seu amigo ga\u00facho. \u201cSempre que vou numa cidade pela primeira vez, eu procuro fazer essas visitas at\u00e9 para entender a hist\u00f3ria e a origem dos locais\u201d, declarou o empres\u00e1rio Cristian de Queiroz. Vindo de Natal (RN), ele contou que conhece muitos museus na sua regi\u00e3o e, relacionando as experi\u00eancias, achou que a infraestrutura do Museu Julio de Castilhos \u201cdeixa a desejar\u201d.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Apesar disso, o visitante defende que \u00e9 necess\u00e1rio valorizar qualquer espa\u00e7o em que seja poss\u00edvel resgatar a mem\u00f3ria, mesmo quando n\u00e3o est\u00e1 bem estruturado, pois \u201c\u00e9 importante voc\u00ea saber de onde veio para depois saber para onde vai\u201d. E finalizou: \u201cO nosso pa\u00eds n\u00e3o valoriza a nossa hist\u00f3ria, cultura. Temos mem\u00f3ria curta\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A professora\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/www.escavador.com\/sobre\/535435\/luisa-gertrudis-duran-rocca\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Luisa Dur\u00e1n<\/a><\/strong>, do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em <a href=\"http:\/\/www.ufrgs.br\/ppgmuspa\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Museologia e Patrim\u00f4nio<\/strong><\/a> da UFRGS,\u00a0explica que os museus s\u00e3o como \u201cum cart\u00e3o de apresenta\u00e7\u00e3o de uma cidade\u201d. Ela entende que a gratuidade do acesso j\u00e1 \u00e9 um passo no sentido de democratizar os espa\u00e7os, mas a demanda por melhorias tamb\u00e9m depende dos cidad\u00e3os. Usufruir os museus \u00e9, portanto, um direito: \u201cSe n\u00f3s nos preocupamos e vamos atr\u00e1s da cultura, vamos criar demandas, ent\u00e3o v\u00e3o ter que nos dar aten\u00e7\u00e3o. Eu acho que n\u00f3s temos que sair de nosso mundinho e conhecer a cidade, conhecer o estado\u201d.<\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p><iframe title=\"Professora de Museologia e Patrim\u00f4nio acredita que h\u00e1 pouca valoriza\u00e7\u00e3o dos espa\u00e7os culturais\" width=\"1200\" height=\"675\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/_mshkic3JVY?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<hr \/>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ali\u00e1s, com um acervo de aproximadamente 10 mil itens, apenas o Museu Julio de Castilhos j\u00e1 permite uma volta pelo Rio Grande do Sul em uma tarde. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 infraestrutura, o pr\u00e9dio principal, onde morou Castilhos, ficou fechado por 16 anos at\u00e9 <strong><a href=\"https:\/\/estado.rs.gov.br\/museu-julio-de-castilhos-reabre-predio-principal-apos-16-anos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">reabrir em agosto de 2013<\/a><\/strong>. S\u00f3 que n\u00e3o foi somente desta vez que o Museu teve que fechar: durante alguns meses em 2017, por exemplo, <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/rs\/rio-grande-do-sul\/noticia\/museu-mais-antigo-de-porto-alegre-e-fechado-por-danos-na-estrutura.ghtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>a institui\u00e7\u00e3o n\u00e3o permitiu visita\u00e7\u00f5es<\/strong><\/a> devido \u00e0 falta de manuten\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os valores destinados pela Sedac ao Museu Julio de Castilhos de 2014 a 2017 n\u00e3o foram baixos. Atr\u00e1s do <a href=\"https:\/\/cultura.rs.gov.br\/margs\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Margs (Museu de Arte do Rio Grande do Sul)<\/strong><\/a> e do <strong><a href=\"https:\/\/cultura.rs.gov.br\/memorial-rgs\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Memorial do Rio Grande do Sul<\/a><\/strong>, o Julio foi uma das institui\u00e7\u00f5es que recebeu as maiores verbas durante o per\u00edodo. O ano de preju\u00edzo foi 2018, quando houve uma redu\u00e7\u00e3o de cerca de R$831 mil, comparando com 2017.<\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-5883\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/05-Foto-Acesso-restrito-1024x768.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"600\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/05-Foto-Acesso-restrito-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/05-Foto-Acesso-restrito-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/05-Foto-Acesso-restrito-768x576.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/p>\n<figure id=\"attachment_5884\" aria-describedby=\"caption-attachment-5884\" style=\"width: 790px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-5884 size-large\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/06-Foto-Porta-principal-1024x735.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"574\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/06-Foto-Porta-principal-1024x735.jpg 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/06-Foto-Porta-principal-300x215.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/06-Foto-Porta-principal-768x551.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-5884\" class=\"wp-caption-text\">Escada que leva \u00e0 entrada principal da casa de J\u00falio de Castilho. A porta est\u00e1 fechada e o acesso \u00e9 restrito naquela \u00e1rea. No local, as paredes est\u00e3o com a pintura descascada e h\u00e1 materiais guardados. (Fotos: Isadora Garcia)<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"https:\/\/www.escavador.com\/sobre\/1386690\/doris-rosangela-freitas-do-couto\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Doris Couto<\/strong><\/a> \u00e9 diretora da institui\u00e7\u00e3o desde fevereiro de 2019 e esclarece que, ao se falar em gest\u00e3o de espa\u00e7os de cultura, deve-se levar em conta todos os servi\u00e7os e materiais necess\u00e1rios ao funcionamento. \u201cQuem olha de fora tem a base, por exemplo, da administra\u00e7\u00e3o da sua casa, de uma reforma na sua casa, de uma interven\u00e7\u00e3o em espa\u00e7os que n\u00e3o s\u00e3o p\u00fablicos. As obras p\u00fablicas custam infinitamente mais do que as obras privadas ou quaisquer interven\u00e7\u00f5es dessa natureza\u201d, argumenta.<\/span><\/p>\n<div class=\"infogram-embed\" data-id=\"984e52c7-e124-43af-976a-7fff3241d26d\" data-type=\"interactive\" data-title=\"julio_atualizada\"><\/div>\n<p><script>!function(e,i,n,s){var t=\"InfogramEmbeds\",d=e.getElementsByTagName(\"script\")[0];if(window[t]&&window[t].initialized)window[t].process&&window[t].process();else if(!e.getElementById(n)){var o=e.createElement(\"script\");o.async=1,o.id=n,o.src=\"https:\/\/e.infogram.com\/js\/dist\/embed-loader-min.js\",d.parentNode.insertBefore(o,d)}}(document,0,\"infogram-async\");<\/script><\/p>\n<div style=\"padding: 8px 0; font-family: Arial!important; font-size: 13px!important; line-height: 15px!important; text-align: center; border-top: 1px solid #dadada; margin: 0 30px;\"><a style=\"color: #989898!important; text-decoration: none!important;\" href=\"https:\/\/infogram.com\/984e52c7-e124-43af-976a-7fff3241d26d\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">julio_atualizada<\/a><br \/>\n<a style=\"color: #989898!important; text-decoration: none!important;\" href=\"https:\/\/infogram.com\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Infogram<\/a><\/div>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para a diretora, ainda h\u00e1 problemas porque o or\u00e7amento do Estado est\u00e1 \u201ctotalmente comprometido\u201d, mas a Sedac tem atendido as demandas do Museu. Ela ilustra: \u201cTem havido maior sensibilidade, mas as dificuldades obviamente existem. Eu n\u00e3o posso, por exemplo, empreender uma expografia em que eu demande um mobili\u00e1rio novo ou que eu demande a contrata\u00e7\u00e3o de recursos tecnol\u00f3gicos porque n\u00e3o h\u00e1 or\u00e7amento para isso\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A associa\u00e7\u00e3o de amigos do Museu Julio de Castilhos ajuda na parte financeira. Entre outras a\u00e7\u00f5es, a entidade participa atrav\u00e9s da comercializa\u00e7\u00e3o de produtos, da realiza\u00e7\u00e3o de eventos com cobran\u00e7a de ingressos e de campanhas como a <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Emoldure a Hist\u00f3ria<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, em que as pessoas s\u00e3o convidadas a deixar algumas moedas e levar um livro em troca.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A verba arrecadada nas atividades \u00e9 aplicada na estrutura f\u00edsica do Museu. <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Com a associa\u00e7\u00e3o, foi poss\u00edvel empreender um conv\u00eanio com o Tribunal de Justi\u00e7a do Estado, atrav\u00e9s da Vara de Execu\u00e7\u00e3o das Penas e Medidas Alternativas de Porto Alegre, que destinou R$165 mil para restauro de pe\u00e7as. Est\u00e3o inclusas nisto a vitrola de Borges de Medeiros, duas telas com retratos de J\u00falio e da fam\u00edlia, uma tela de Bento Gon\u00e7alves, oito bustos, o piano e 20 cadeiras que foram doadas ao Museu.<\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p><iframe title=\"Diretora do Museu Julio de Castilhos detalha como funciona a compra p\u00fablica na \u00e1rea da cultura\" width=\"1200\" height=\"675\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Aa0lZ5YyJfk?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<hr \/>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ainda que exista uma condi\u00e7\u00e3o financeira \u201cinsuficiente\u201d, a diretora conta que isso n\u00e3o parece impactar na visita do p\u00fablico ao Museu Julio de Castilhos. A estrat\u00e9gia da equipe, como explica, \u00e9 deixar claro para as pessoas o que levou \u00e0 precariedade das estruturas f\u00edsicas do local e o que t\u00eam feito em busca de melhorias.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em 2019, o Museu ficou tr\u00eas meses sem energia el\u00e9trica para manuten\u00e7\u00e3o da caixa de entrada e encontrou uma alternativa \u00e0 situa\u00e7\u00e3o: \u201cN\u00f3s prop\u00fanhamos \u00e0s pessoas fazerem uma imers\u00e3o no tempo do <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/J%C3%BAlio_de_Castilhos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">J\u00falio<\/a> e da Honorina [esposa de J\u00falio de Castilhos], em que n\u00e3o havia energia el\u00e9trica. N\u00f3s mostramos que [a reforma] era uma quest\u00e3o de seguran\u00e7a do acervo, da edifica\u00e7\u00e3o e, acima de tudo, das pessoas que transitam pela casa\u201d.\u00a0<\/span><\/p>\n<hr \/>\n<h5><strong>A\u00e7\u00e3o por aqui, apoio de l\u00e1<\/strong><b><\/b><\/h5>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cEm determinados dias que estava muito fechado, muito nublado, ele parecia meio buc\u00f3lico, bastante aterrorizador porque a gente come\u00e7a a ouvir estalos, barulhos estranhos que n\u00e3o est\u00e1 acostumado a escutar, a gente at\u00e9 se assusta\u201d, revelou a auxiliar administrativa Vera Maria Adamski, que trabalhou na limpeza e manuten\u00e7\u00e3o do Museu Julio de Castilhos de 2004 a 2005. Entre as hist\u00f3rias que circulavam pelas casas, ela lembrou que diziam que Honorina tinha morrido em um dos quartos e, por isso, \u00e0s vezes, se escutavam barulhos naquele local.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Vera acredita que as condi\u00e7\u00f5es do Museu n\u00e3o mudaram muito daqueles anos para os atuais, embora n\u00e3o tenha mais o costume de o visitar. Em sua opini\u00e3o, falta manuten\u00e7\u00e3o do pr\u00e9dio por fora e por dentro, pois \u201cos m\u00f3veis s\u00e3o muito velhos, o assoalho bastante antigo, tem certos lugares que pode pisar e at\u00e9 cair e se machucar\u201d.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Al\u00e9m disso, ela tamb\u00e9m destacou ser necess\u00e1ria uma aten\u00e7\u00e3o maior com as obras externas, como os canh\u00f5es. Era ela a respons\u00e1vel por cuidar do p\u00e1tio onde ficam estas pe\u00e7as. \u201cEu me importava como se fosse a minha casa\u201d, contou e acrescentou que alguns colegas chegavam a question\u00e1-la sobre os motivos de dar tanta import\u00e2ncia para o jardim.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_5886\" aria-describedby=\"caption-attachment-5886\" style=\"width: 790px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-5886\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/07-Foto-Jardim-1024x768.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"600\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/07-Foto-Jardim-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/07-Foto-Jardim-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/07-Foto-Jardim-768x576.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-5886\" class=\"wp-caption-text\">O jardim do Museu Julio de Castilhos tem uma \u00e1rea extensa com vegeta\u00e7\u00e3o, bancos, canh\u00f5es expostos e esta placa, que guarda os tra\u00e7os do tempo. (Foto: Isadora Garcia)<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Este \u00e9 um dos espa\u00e7os para o qual se planeja uma restaura\u00e7\u00e3o. O prop\u00f3sito est\u00e1 dentro do projeto formulado atrav\u00e9s do <a href=\"http:\/\/portal.iphan.gov.br\/pagina\/detalhes\/235\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Pac<\/a> <a href=\"http:\/\/portal.iphan.gov.br\/pagina\/detalhes\/235\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">(<\/a>Programa de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento) &#8211; Cidades Hist\u00f3ricas. Esta linha do Pac surgiu em 2013 e \u00e9 destinada a espa\u00e7os hist\u00f3ricos urbanos protegidos pelo <a href=\"http:\/\/portal.iphan.gov.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Iphan (Instituto do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico Nacional)<\/a>. O Programa previa o investimento de R$1,6 bilh\u00e3o em 425 obras de restaura\u00e7\u00e3o de edif\u00edcios e espa\u00e7os p\u00fablicos, em 44 cidades de 20 estados brasileiros, mas <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrada\/2018\/03\/apos-5-anos-so-cidade-goiana-entrega-todas-as-obras-do-pac-da-preservacao.shtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">h\u00e1 atrasos no andamento<\/a>.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No Museu Julio de Castilhos, a iniciativa come\u00e7ou por volta de 2015, sob comando do <a href=\"http:\/\/www.iphae.rs.gov.br\/Main.php?do=paginaInicialAc\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Iphae<\/a> (Instituto do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico do Estado), quando uma empresa foi licitada para elaborar todo o projeto de restauro do local. Em novembro de 2019, a <a href=\"https:\/\/www.cultura.rs.gov.br\/upload\/arquivos\/carga20191242\/16144231-coletiva-imprensa.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Sedac recebeu a aprova\u00e7\u00e3o de R$10,5 milh\u00f5es<\/a> de um edital do <a href=\"https:\/\/www.justica.gov.br\/seus-direitos\/consumidor\/direitos-difusos\/institucional\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Fundo de Defesa de Direitos Difusos do Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a e Seguran\u00e7a P\u00fablica<\/a> para realizar as obras originadas no projeto bancado pelo Pac.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Entre as manuten\u00e7\u00f5es a serem feitas, est\u00e1 a troca completa da estrutura do telhado, o paisagismo do p\u00e1tio e o reparo de infiltra\u00e7\u00f5es, de rachaduras em paredes, de aberturas com cupim e de rebocos antigos. Tamb\u00e9m est\u00e1 planejada uma nova reserva t\u00e9cnica, local onde se mant\u00e9m tudo o que est\u00e1 sob guarda de um museu, por\u00e9m n\u00e3o est\u00e1 exposto. \u201cHoje, esses objetos est\u00e3o no por\u00e3o do Museu, h\u00e1 uma umidade extrema e uma condi\u00e7\u00e3o inadequada de guarda h\u00e1 117 anos\u201d, declara a diretora Doris, que tamb\u00e9m \u00e9 muse\u00f3loga.<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> A previs\u00e3o \u00e9 de que a licita\u00e7\u00e3o para as obras aconte\u00e7a a partir de novembro de 2020 e de que <a href=\"https:\/\/www.jornaldocomercio.com\/_conteudo\/especiais\/reportagem_cultural\/2020\/01\/722648-museu-mais-antigo-do-estado-se-prepara-para-o-futuro.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">os restauros comecem em 2021<\/a>.<\/span><\/p>\n<hr \/>\n<h5><strong>Cinquenta anos em cinco<\/strong><\/h5>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A atual gest\u00e3o da Secretaria est\u00e1 colhendo os frutos de um processo iniciado h\u00e1 alguns anos. \u00c9 o que esclarece o assessor especial de Mem\u00f3ria e Patrim\u00f4nio da Sedac, <strong><a href=\"https:\/\/cultura.rs.gov.br\/estrutura-administrativa\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Eduardo Hahn<\/a><\/strong>, em rela\u00e7\u00e3o ao Pac. A libera\u00e7\u00e3o dos R$10,5 milh\u00f5es para investimentos no Museu Julio de Castilhos n\u00e3o estava prevista na proposta inicial porque, \u00e0 princ\u00edpio, ap\u00f3s a finaliza\u00e7\u00e3o dos projetos, o Pac seria o respons\u00e1vel por liberar recursos para as obras. \u201cComo n\u00f3s tivemos uma indica\u00e7\u00e3o de Bras\u00edlia de que, provavelmente, esse programa federal tende a acabar no pr\u00f3ximo ano [2020], a gente acabou optando por alterar esse rumo e inserimos o projeto do Julio nos Direitos Difusos do Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a\u201d, complementa. O objetivo da Secretaria \u00e9 que, em 2020, o mesmo ocorra com um dos projetos pendentes: do Memorial do Rio Grande do Sul ou do Museu da Comunica\u00e7\u00e3o Hip\u00f3lito Jos\u00e9 da Costa, <strong><a href=\"http:\/\/pac.gov.br\/infraestrutura-social-e-urbana\/pac-cidades-historicas\/rs\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">tamb\u00e9m contemplados pelo Pac<\/a><\/strong>. <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">No momento, a Sedac aguarda a abertura do novo edital.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No caso deste \u00faltimo, o diretor da institui\u00e7\u00e3o, <strong><a href=\"https:\/\/www.escavador.com\/sobre\/6153383\/welington-ricardo-machado-da-silva\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Welington Ricardo Machado da Silva<\/a><\/strong>, ressalta que as obras trariam maior acessibilidade ao pr\u00e9dio, melhorariam a estrutura da internet e da energia el\u00e9trica e reformulariam \u00e1reas de exposi\u00e7\u00e3o e de pesquisa. Mas, ainda mais importante, seriam as transforma\u00e7\u00f5es nas reservas t\u00e9cnicas a partir de amplia\u00e7\u00f5es de salas e climatiza\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_5887\" aria-describedby=\"caption-attachment-5887\" style=\"width: 790px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-5887\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/08-Foto-Andar-reformado-1024x768.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"600\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/08-Foto-Andar-reformado-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/08-Foto-Andar-reformado-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/08-Foto-Andar-reformado-768x576.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-5887\" class=\"wp-caption-text\">Uma das \u00e1reas de exposi\u00e7\u00e3o do Museu da Comunica\u00e7\u00e3o Hip\u00f3lito Jos\u00e9 da Costa j\u00e1 conta com rampas de acessibilidade e acesso direto pela rua Caldas J\u00fanior. Atualmente, o local \u00e9 o mais modernizado da institui\u00e7\u00e3o. (Foto: Isadora Garcia)<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O diretor tamb\u00e9m conta que, devido \u00e0 estrutura do pr\u00e9dio e do centro da cidade, em dias de chuva, a \u00e1gua da rua acaba entrando pelas janelas do subsolo. Hoje existe um sistema de bombeamento \u201cinsuficiente\u201d para evitar o problema, segundo Welington. \u201cAl\u00e9m de destruir todo o subsolo no sentido de mofar as paredes, de estragar o ch\u00e3o, \u00e9 um lugar que a gente n\u00e3o pode ocupar com alguma coisa, \u00e9 um espa\u00e7o que hoje \u00e9 quase que um grande dep\u00f3sito de mobili\u00e1rio antigo de uso cotidiano ou alguma coisa que vai para descarte\u201d, explica. O projeto do Pac prev\u00ea a instala\u00e7\u00e3o de um novo sistema de drenagem e bombeamento com maior tecnologia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O plano de a\u00e7\u00e3o no Memorial, por sua vez, est\u00e1 em fase de conclus\u00e3o. <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">No momento, aguarda aprova\u00e7\u00f5es de \u00f3rg\u00e3os municipais.<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> O projeto prev\u00ea, entre outros, recupera\u00e7\u00e3o e troca de pisos, acessibilidade, adequa\u00e7\u00e3o ao PPCI, restaura\u00e7\u00e3o das fachadas e das esquadrias, pintura geral, novas instala\u00e7\u00f5es el\u00e9tricas, hidrossanit\u00e1rias e de esgoto e moderniza\u00e7\u00e3o da climatiza\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O Margs tamb\u00e9m recebeu aux\u00edlio do Programa, que projetou a recupera\u00e7\u00e3o dos quatro torre\u00f5es do pr\u00e9dio e da pavimenta\u00e7\u00e3o do terra\u00e7o, ambos os espa\u00e7os t\u00eam infiltra\u00e7\u00f5es, e da estrutura de madeira, que sofre com a a\u00e7\u00e3o dos cupins, al\u00e9m da instala\u00e7\u00e3o de um novo sistema de ar condicionado. Em 2019, <a href=\"http:\/\/www.margs.rs.gov.br\/noticia\/aprovado-repasse-de-verba-federal-para-restauracao-do-margs\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>o governo federal liberou R$5,6 milh\u00f5es<\/strong><\/a> para o Margs. O valor proveio de outro edital do Fundo de Direitos Difusos. <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">O in\u00edcio das obras depende do repasse desta verba \u00e0 Superintend\u00eancia do Iphan no Rio Grande do Sul. Este \u00e9 o projeto de reforma de museu estadual ga\u00facho mais avan\u00e7ado no Pac, mas, devido \u00e0 pandemia de Covid-19, n\u00e3o h\u00e1 um prazo determinado para in\u00edcio das obras.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_5888\" aria-describedby=\"caption-attachment-5888\" style=\"width: 790px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-5888\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/09-Foto-Casal-no-Margs-1024x753.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"588\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/09-Foto-Casal-no-Margs-1024x753.jpg 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/09-Foto-Casal-no-Margs-300x221.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/09-Foto-Casal-no-Margs-768x565.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-5888\" class=\"wp-caption-text\">O casal de aposentados Aloisio Szekut e Lucia Regina Rambo Szekut aproveitaram o passeio pelo Centro Hist\u00f3rico de Porto Alegre para revisitar o Margs. (Foto: Isadora Garcia)<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Sentados em um dos bancos do Margs, os aposentados Aloisio Szekut e Lucia Regina Rambo Szekut voltaram no tempo. Ga\u00fachos, por\u00e9m moradores de Florian\u00f3polis (SC), h\u00e1 anos n\u00e3o visitavam o Museu. \u201c[O espa\u00e7o] est\u00e1 muito bem preservado. A cultura est\u00e1 presente nas amostras que tem aqui e \u00e9 muito bom para os ga\u00fachos ter algo assim para visitar\u201d, declarou Aloisio. Lucia acrescentou \u00e0 fala do marido que as escolas deveriam priorizar mais estes locais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em uma sala do lado oposto a que o casal estava, a estudante de Artes Visuais Lu\u00edza Conzatti fazia um trabalho da faculdade. Ela lembrou que tinha uns sete ou oito anos na primeira vez que visitou um museu e ficou encantada com a \u201cgrandiosidade do lugar, uma coisa meio monumental\u201d.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Hoje, aos 20, a jovem entende que, embora o Museu esteja presente, ele parece n\u00e3o alcan\u00e7ar as pessoas. Como discorreu: \u201cTem gente que n\u00e3o vem at\u00e9 aqui porque n\u00e3o sabe que est\u00e1 tendo exposi\u00e7\u00e3o, n\u00e3o sabe nem o que \u00e9 o Margs ou qualquer museu. Eu acho que, mais que se colocar na sociedade, [\u00e9 preciso] fazer mais parte para que as pessoas possam vir mais e participar\u201d.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_5889\" aria-describedby=\"caption-attachment-5889\" style=\"width: 790px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-5889\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/10-Foto-Luiza-no-Margs-1024x572.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"447\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/10-Foto-Luiza-no-Margs-1024x572.jpg 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/10-Foto-Luiza-no-Margs-300x168.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/10-Foto-Luiza-no-Margs-768x429.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-5889\" class=\"wp-caption-text\">A estudante de Artes Visuais Lu\u00edza Conzatti entende que toda exposi\u00e7\u00e3o de arte apresenta uma quest\u00e3o pol\u00edtica e social e isso \u00e9 importante no que se refere \u00e0 mem\u00f3ria e ao patrim\u00f4nio. (Foto: Isadora Garcia)<\/figcaption><\/figure>\n<hr \/>\n<p><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/2020\/03\/31\/a-quarentena-dos-museus-como-instituicoes-que-preservam-arte-e-historia-no-rs-enfrentam-a-falta-de-investimento\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/2020\/03\/31\/uma-gestao-pouco-conhecida\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Uma gest\u00e3o pouco conhecida <\/strong><\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/2020\/03\/31\/o-pertencer-a-comunidade\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>O pertencer \u00e0 comunidade<\/strong><\/a><\/p>\n<hr \/>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Basta ir pela avenida Borges de Medeiros e dobrar na rua Duque de Caxias. Ao buscar no Google pontos tur\u00edsticos da capital, um dos apresentados pelo site \u00e9 a Catedral Metropolitana de Porto Alegre. Mas ela n\u00e3o \u00e9 a protagonista desta hist\u00f3ria, \u00e9 apenas a vizinha alguns metros distante, assim como a Assembleia Legislativa do &#8230; <a title=\"Um empurr\u00e3ozinho federal\" class=\"read-more\" href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/2020\/03\/31\/um-empurraozinho-federal\/\" aria-label=\"More on Um empurr\u00e3ozinho federal\">Ler mais<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":24,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[55],"tags":[],"class_list":["post-5868","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cultura"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5868","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/users\/24"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5868"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5868\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5868"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5868"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5868"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}