﻿{"id":6852,"date":"2020-11-11T16:59:52","date_gmt":"2020-11-11T19:59:52","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/?p=6852"},"modified":"2020-11-20T09:08:15","modified_gmt":"2020-11-20T12:08:15","slug":"editorial-as-mulheres-do-humanista-nao-aguentam-mais-falar-sobre-estupro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/2020\/11\/11\/editorial-as-mulheres-do-humanista-nao-aguentam-mais-falar-sobre-estupro\/","title":{"rendered":"EDITORIAL | As mulheres do Humanista n\u00e3o aguentam mais falar sobre estupro"},"content":{"rendered":"<p><i><span style=\"font-weight: 400;\">Em 2019, foram registrados 66.123 boletins de ocorr\u00eancia envolvendo o crime hediondo, segundo o Anu\u00e1rio Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica.<\/span><\/i><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Na \u00faltima semana, o caso da Influencer digital Mariana Ferrer ganhou grande visibilidade ap\u00f3s <\/span><strong><a href=\"https:\/\/theintercept.com\/2020\/11\/03\/influencer-mariana-ferrer-estupro-culposo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">reportagem do Intercept a respeito do julgamento do caso<\/a><\/strong><span style=\"font-weight: 400;\">. Na audi\u00eancia, o empres\u00e1rio Andr\u00e9 de Camargo Aranha, acusado de estuprar Mariana Ferrer, de 23 anos, durante uma festa em 2018, \u00e9 absolvido, enquanto Mariana \u00e9 humilhada e cai em prantos diversas vezes. S\u00f3 as imagens que circulam na m\u00eddia, da express\u00e3o de agonia da digital influencer durante a audi\u00eancia, s\u00e3o suficientes para provocar desespero em qualquer mulher. No <\/span><strong><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=P0s9cEAPysY\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">v\u00eddeo do julgamento<\/a><\/strong><span style=\"font-weight: 400;\">, arbitrariamente, <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Mariana<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> \u00e9 a julgada. A v\u00edtima, que tinha 21 anos na \u00e9poca do crime, coloca, sem querer, em palavras o sofrimento de muitas mulheres: \u201cExcelent\u00edssimo, eu t\u00f4 implorando por respeito. Nem os acusados s\u00e3o tratados do jeito que estou sendo tratada, pelo amor de Deus, gente. O que \u00e9 isso?\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Desde a divulga\u00e7\u00e3o do caso, v\u00e1rias pessoas se manifestaram. Deputados propuseram <\/span><strong><a href=\"https:\/\/istoe.com.br\/deputados-propoem-lei-mari-ferrer-para-proteger-vitimas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">mudan\u00e7as na legisla\u00e7\u00e3o<\/a><\/strong><span style=\"font-weight: 400;\">, para que sejam penalizadas condutas como a observada no julgamento de Mariana. O Senado pedir\u00e1 <\/span><strong><a href=\"https:\/\/www.correiodopovo.com.br\/not%C3%ADcias\/geral\/senadora-vai-pedir-anula%C3%A7%C3%A3o-de-senten%C3%A7a-em-caso-mariana-ferrer-1.514337\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">anula\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a do caso<\/a><\/strong><span style=\"font-weight: 400;\">. Em rep\u00fadio \u00e0 forma como Mariana foi tratada, <\/span><strong><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/naruapormarianaferrer\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">protestos foram organizados<\/a><\/strong><span style=\"font-weight: 400;\"> em todo o pa\u00eds durante este final de semana. As mobiliza\u00e7\u00f5es nas redes sociais foram imensas.<\/span> <strong><a href=\"https:\/\/natelinha.uol.com.br\/famosos\/2020\/11\/03\/famosas-se-revoltam-apos-sentenca-no-caso-mariana-ferrer-de-estupro-culposo-153569.php\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Famosas manifestaram-se publicamente sobre o assunto<\/a><\/strong><span style=\"font-weight: 400;\">, e a hashtag <\/span><strong><a href=\"https:\/\/twitter.com\/hashtag\/justi%C3%A7apormariferrer\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">#justi\u00e7apormariferrer<\/a><\/strong><span style=\"font-weight: 400;\"> foi um dos assuntos mais comentados na \u00faltima semana. At\u00e9 no futebol, ambiente que se provou muitas vezes hostil \u00e0s mulheres, <\/span><strong><a href=\"https:\/\/globoesporte.globo.com\/pa\/futebol\/noticia\/clubes-de-futebol-se-manifestam-apos-video-revelar-ataques-a-blogueira-em-julgamento-justica-por-mari-ferrer.ghtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">o assunto teve repercuss\u00e3o<\/a><\/strong><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A hist\u00f3ria de Mariana n\u00e3o \u00e9 o primeiro caso de estupro e tampouco ser\u00e1 o \u00faltimo a ter grande impacto neste ano. A crueldade dos crimes e a &#8211; francamente &#8211; desesperadora forma pela qual as v\u00edtimas s\u00e3o tratadas pela sociedade e pelo Estado s\u00e3o a causa de tamanha repercuss\u00e3o. O caso da <\/span><strong><a href=\"https:\/\/www.cartacapital.com.br\/justica\/o-estagio-da-gravidez-nao-e-impedimento-para-abortar-em-caso-de-estupro-diz-desembargadora\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">menina de dez anos<\/a><\/strong><span style=\"font-weight: 400;\">, por exemplo, gr\u00e1vida ap\u00f3s ter sido abusada sexualmente desde os seis anos pelo tio, foi um dos grandes horrores noticiados neste ano. Esta \u00e9 a realidade de <\/span><strong><a href=\"https:\/\/forumseguranca.org.br\/anuario-brasileiro-seguranca-publica\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">84% dos casos de estupro no Brasil<\/a><\/strong><span style=\"font-weight: 400;\">, em que o autor do crime j\u00e1 era conhecido da v\u00edtima. O caso chamou aten\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 pela idade da menina, mas tamb\u00e9m porque grupos de extrema-direita foram at\u00e9 o hospital em que ocorreu o procedimento na tentativa de impedir o aborto, usando, inclusive, for\u00e7a f\u00edsica.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A PGR (Procuradoria Geral da Uni\u00e3o) abriu recentemente <\/span><strong><a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/politica\/noticia\/2020\/11\/09\/pgr-apura-se-ministra-damares-tentou-impedir-aborto-de-menina-de-10-anos-no-es.ghtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">apura\u00e7\u00e3o para verificar<\/a><\/strong><span style=\"font-weight: 400;\"> se a ministra da Mulher, da Fam\u00edlia e dos Direitos Humanos, Damares Alves, agiu para que fosse impedido o aborto. A ministra teria enviado assessores para a cidade em que o procedimento foi realizado, no Esp\u00edrito Santo, na tentativa de evit\u00e1-lo. Quando fracassada a tentativa, Damares teria vazado o nome e a localiza\u00e7\u00e3o da menina, para que fan\u00e1ticos religiosos buscassem impedir o procedimento, <\/span><strong><a href=\"https:\/\/mapaabortolegal.org\/perguntas-frequentes\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">que \u00e9 garantido por lei<\/a><\/strong><span style=\"font-weight: 400;\"> e gratuito pelo SUS (Sistema \u00fanico de Sa\u00fade) em casos <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">de <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">gravidez decorrente de estupro<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">. O Minist\u00e9rio \u201cde Damares\u201d, talvez temendo mais uma repercuss\u00e3o negativa, <\/span><strong><a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/vida-e-cidadania\/breves\/oab-sc-analisa-caso-de-advogado-que-atacou-mariana-ferrer\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">divulgou nota<\/a><\/strong><span style=\"font-weight: 400;\"> repudiando o ocorrido com Mariana Ferrer.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Tanto o caso da Mariana quanto o caso da menina no Esp\u00edrito Santo podem ser considerados <\/span><strong><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2007-2010\/2009\/lei\/l12015.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">estupro de vulner\u00e1vel<\/a><\/strong><span style=\"font-weight: 400;\">, ou seja, de v\u00edtimas que n\u00e3o possam oferecer resist\u00eancia ao ato no momento de sua ocorr\u00eancia ou tenham menos de 14 anos de idade.<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">No caso da Mariana, ainda \u00e9 necess\u00e1rio que se comprove que ela foi dopada no momento do crime. Segundo o <\/span><strong><a href=\"https:\/\/forumseguranca.org.br\/anuario-brasileiro-seguranca-publica\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Anu\u00e1rio Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica 2020<\/a><\/strong><span style=\"font-weight: 400;\">, 70,5% dos casos registrados eram de estupro de vulner\u00e1vel<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> Do total de registros de crime de viol\u00eancia sexual com campo de idade preenchido, em 78,35% deles as v\u00edtimas eram crian\u00e7as e adolescentes entre 0 e 19 anos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para as mulheres jornalistas, se manifestar sobre estes casos \u00e9 uma obriga\u00e7\u00e3o, como disse Fernanda Gentil, no <\/span><strong><a href=\"https:\/\/globoplay.globo.com\/v\/8995081\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">programa Encontro<\/a><\/strong><span style=\"font-weight: 400;\">, da TV Globo. Ana Paula Ara\u00fajo, <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">apresentadora do Bom Dia Brasil, da TV Globo, tamb\u00e9m usou o jornalismo como ferramenta para lutar contra o abuso sexual. No livro \u201c<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/2020\/11\/02\/estupro-e-o-unico-crime-em-que-a-vitima-e-que-sente-vergonha-denuncia-jornalista-ana-paula-araujo-em-livro-sobre-o-tema\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Abuso \u2013 a cultura do estupro no Brasil<\/strong><\/a>&#8220;<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">, Ana Paula conta, entre outros relatos, <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">que nunca, em seus mais de 20 anos como jornalista, passou por uma experi\u00eancia em que tivesse que interferir t\u00e3o diretamente na hist\u00f3ria que apurava. Na Ilha de Maraj\u00f3, Ana ajudou tr\u00eas mulheres, a m\u00e3e e suas duas filhas, a recolher seus pertences e conduziu-as at\u00e9 a casa de um familiar, ap\u00f3s den\u00fancias de que as duas adolescentes sofriam estupros sistem\u00e1ticos pelo pai.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h5 style=\"text-align: center;\">O Anu\u00e1rio Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica 2020 estimou que um estupro acontece a cada oito minutos no pa\u00eds, tempo m\u00e9dio que leva a leitura deste editorial.<\/h5>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Conduzir entrevistas \u00e9 sempre uma a\u00e7\u00e3o que exige cuidado pelo fato de tratarmos com outros seres humanos que est\u00e3o \u201cemprestando\u201d suas hist\u00f3rias para que sejam contadas. Mas a delicadeza com a qual a tem\u00e1tica da viol\u00eancia sexual precisa ser abordada exige ainda mais aten\u00e7\u00e3o. Olhar no fundo dos olhos de outra mulher e ouvir o seu relato de abuso \u00e9 de uma complexidade e um n\u00edvel de dor imensur\u00e1veis, porque, muitas vezes, encontramos nessas hist\u00f3rias as das nossas amigas, das nossas m\u00e3es, as nossas pr\u00f3prias hist\u00f3rias. <\/span>Num esfor\u00e7o de representar a assustadora dimens\u00e3o da viol\u00eancia sexual no Brasil, o Anu\u00e1rio estimou que um estupro acontece a cada oito minutos no pa\u00eds, tempo m\u00e9dio que leva a leitura deste editorial<b>.<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em 2019, foram registrados 66.123 boletins de ocorr\u00eancia de estupro e estupro de vulner\u00e1vel, segundo o Anu\u00e1rio Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica. O relat\u00f3rio, no entanto, ressalta que existe uma imensa subnotifica\u00e7\u00e3o dos crimes, fruto do medo, da culpa e da vergonha com que as v\u00edtimas convivem. Especialmente com a pandemia, embora os registros de estupro e estupro de vulner\u00e1vel nas delegacias tenham diminu\u00eddo (-11,8% e -22,5%, respectivamente), a dificuldade de fazer a den\u00fancia com a vig\u00eancia das medidas de distanciamento social aumenta exponencialmente a subnotifica\u00e7\u00e3o dos casos, visto que o estuprador, muitas vezes, mora na mesma casa que a v\u00edtima.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A busca por relatar casos de viol\u00eancia \u00e9 atribulada tamb\u00e9m nas reda\u00e7\u00f5es dos jornais. Em <\/span><strong><a href=\"https:\/\/www.mulheresnojornalismo.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">uma pesquisa<\/a><\/strong><span style=\"font-weight: 400;\"> da Abraji (Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Jornalismo Investigativo) e da G\u00eanero e N\u00famero, com apoio do Google News Lab, sobre a realidade das mulheres jornalistas, 71% das profissionais afirmaram ter publicado ao menos uma mat\u00e9ria relacionada a g\u00eanero. Mas, apesar do dado positivo, a mesma pesquisa aponta frequentes interven\u00e7\u00f5es nos textos sobre viol\u00eancia contra a mulher por parte dos editores, inclusive com brincadeiras e trocadilhos. Outra triste informa\u00e7\u00e3o apurada \u00e9 de que 70,2% das jornalistas afirmaram que j\u00e1 presenciaram ou tomaram conhecimento de alguma colega sendo assediada em seu ambiente de trabalho. Uma em cada 10 jornalistas que responderam a pesquisa j\u00e1 receberam, no exerc\u00edcio do trabalho, propostas ou demandas por favores sexuais em troca de algum benef\u00edcio profissional ou material.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O ambiente de den\u00fancia de viol\u00eancia sexual \u00e9 in\u00f3spito e doloroso em todas as inst\u00e2ncias. A pr\u00f3pria escrita deste editorial \u00e9 dif\u00edcil, um derramar de sensa\u00e7\u00f5es que passamos, que vimos e ouvimos de muitas outras mulheres. Como jornalistas e como mulheres \u00e9 imposs\u00edvel n\u00e3o ter dificuldade de falar sobre casos como o da Mariana Ferrer. Antes ainda de apurar e redigir reportagens: ler as not\u00edcias escritas, possivelmente, por outras mulheres, colegas de profiss\u00e3o, que passam pelas mesmas sensa\u00e7\u00f5es que n\u00f3s, beira o insuport\u00e1vel.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Sem informa\u00e7\u00e3o, \u00e9 verdade, n\u00e3o h\u00e1 mobiliza\u00e7\u00e3o, levantamento, ou relato da repugnante situa\u00e7\u00e3o que vivemos hist\u00f3rica e atualmente. A\u00ed se faz a import\u00e2ncia do jornalismo e da not\u00edcia. \u00c9 por isso tamb\u00e9m que \u00e9 imperativo que mulheres retratem tais atrocidades, pela forma que iremos abordar a tem\u00e1tica, como algu\u00e9m que vive aquilo e v\u00ea outras mulheres viverem, repetida e dolorosamente. A grande dificuldade em noticiar essas hist\u00f3rias \u00e9 porque d\u00f3i&nbsp; quando fechamos os olhos e conseguimos contar quantas das nossas amigas, m\u00e3es, av\u00f3s e filhas foram violentadas. D\u00f3i mais ainda porque sabemos que n\u00e3o s\u00e3o e n\u00e3o ser\u00e3o s\u00f3 elas.<\/span><\/p>\n<hr>\n<p>FOTO DE CAPA: Portal Humanista<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 2019, foram registrados 66.123 boletins de ocorr\u00eancia envolvendo o crime hediondo, segundo o Anu\u00e1rio Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica. Na \u00faltima semana, o caso da Influencer digital Mariana Ferrer ganhou grande visibilidade ap\u00f3s reportagem do Intercept a respeito do julgamento do caso. Na audi\u00eancia, o empres\u00e1rio Andr\u00e9 de Camargo Aranha, acusado de estuprar Mariana Ferrer, &#8230; <a title=\"EDITORIAL | As mulheres do Humanista n\u00e3o aguentam mais falar sobre estupro\" class=\"read-more\" href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/2020\/11\/11\/editorial-as-mulheres-do-humanista-nao-aguentam-mais-falar-sobre-estupro\/\" aria-label=\"More on EDITORIAL | As mulheres do Humanista n\u00e3o aguentam mais falar sobre estupro\">Ler mais<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":24,"featured_media":6853,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[227,243,49],"tags":[],"class_list":["post-6852","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-editorial","category-mais-recentes","category-vida"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6852","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/users\/24"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6852"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6852\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6853"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6852"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6852"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6852"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}