﻿{"id":6985,"date":"2020-11-26T19:35:37","date_gmt":"2020-11-26T22:35:37","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/?p=6985"},"modified":"2020-11-30T18:53:23","modified_gmt":"2020-11-30T21:53:23","slug":"o-que-existe-e-a-literatura-branca-brasileira-denuncia-escritor-ronald-augusto-sobre-racismo-na-cultura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/2020\/11\/26\/o-que-existe-e-a-literatura-branca-brasileira-denuncia-escritor-ronald-augusto-sobre-racismo-na-cultura\/","title":{"rendered":"\u201cO que existe \u00e9 a literatura branca brasileira\u201d, denuncia escritor Ronald Augusto sobre racismo na cultura"},"content":{"rendered":"<p><i><span style=\"font-weight: 400;\">Autoras e autores negros sofreram com o apagamento na hist\u00f3ria liter\u00e1ria do pa\u00eds, mas cen\u00e1rio atual d\u00e1 ind\u00edcios de mudan\u00e7a<\/span><\/i><\/p>\n<p><b>Gabriela Garcia<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Muitos s\u00e3o os superpoderes dos livros e da literatura: transportar leitores para outros mundos, com outras hist\u00f3rias; dar vida a criaturas fant\u00e1sticas, como monstros e fadas; voltar ao passado ou pular para o futuro; emocionar at\u00e9 os leitores mais dur\u00f5es. Infelizmente, contudo, a literatura ainda est\u00e1 longe do ideal quando se trata de representatividade e de diversifica\u00e7\u00e3o dos protagonistas das hist\u00f3rias que nos s\u00e3o t\u00e3o caras. Isso porque, diante da realidade, a fantasia parece mais atraente. Fantasia essa que inclui tamb\u00e9m colocar apenas pessoas brancas como protagonistas, al\u00e9m, \u00e9 claro, de os pr\u00f3prios escritores serem brancos, em sua maioria. Assim como na estrutura social, a literatura negra tamb\u00e9m sofre com a marginaliza\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">&#8220;A parte boa do livro \u00e9 que muitas vezes ele n\u00e3o descreve a cor do personagem. Por isso, eu conseguia me imaginar no lugar deles\u201d, desabafa Liliane Pereira, 35 anos. A jornalista \u00e9 editora na R\u00e1dio Ga\u00facha e colunista de samba e carnaval no Di\u00e1rio Ga\u00facho, em Porto Alegre. M\u00e3e de Vicente, de 1 ano e 10 meses, Lili conta ao <\/span><b>Humanista<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> que, mesmo se imaginando nas hist\u00f3rias que lia, o papel n\u00e3o era o de protagonista. &#8220;Eu poderia ser parte daquela hist\u00f3ria imagin\u00e1ria, mas, geralmente, em situa\u00e7\u00e3o de menor poder aquisitivo, em fun\u00e7\u00f5es profissionais menos valorizadas ou como uma negra escravizada, como em in\u00fameras obras que retratam as pessoas negras.&#8221; O estigma que sofre a pessoa negra na literatura tamb\u00e9m fica evidente nos enredos das narrativas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Segundo o poeta, letrista e cr\u00edtico de poesia Ronald Augusto, de 59 anos, o que define a chamada literatura afro-brasileira, negro-brasileira, literatura negra ou, mais recentemente chamada, literatura de autoria negra s\u00e3o tr\u00eas aspectos: os autores que fazem essa produ\u00e7\u00e3o tem de se reconhecer como negros ao longo da narrativa, os textos devem fazer refer\u00eancia a elementos da cultura afro-brasileira e, por fim, a produ\u00e7\u00e3o deve apresentar participa\u00e7\u00e3o na luta antirracista, ou seja, o autor tem de se revelar como um sujeito que lida de forma propositiva com a quest\u00e3o do racismo estrutural no Brasil.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para Ronald, sequer \u00e9 poss\u00edvel dizer que existe uma literatura brasileira, uma vez que n\u00e3o h\u00e1 hist\u00f3ria ou desenvolvimento de uma literatura nacional. O que pode ser dito \u00e9 que existe o desenvolvimento de uma literatura branca brasileira. \u201cQuando as pessoas questionam e questionavam no passado, [dizendo que] \u2018a literatura n\u00e3o tem cor, n\u00e3o tem sexo\u2019, na verdade, estavam disfar\u00e7ando, encobrindo essa verdade de que o que existe no Brasil ainda \u00e9 a literatura branca brasileira. As rela\u00e7\u00f5es de prestigiamento e aqueles que produzem ou produziam, at\u00e9 pouco tempo, essa literatura eram e s\u00e3o, na maioria dos casos, pessoas brancas.&#8221; Ronald \u00e9 um dos escritores que vive a realidade da literatura negra na pele. O poeta \u00e9 autor de algumas obras, entre elas, Confiss\u00f5es Aplicadas (2004), Cair de Costas (2012), Decupagens Assim (2012), Empresto do Visitante (2013), Nem raro nem claro (2015) e \u00c0 Ip\u00e1sia que o espera (2016).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ao longo da hist\u00f3ria liter\u00e1ria do Brasil, v\u00e1rios foram os autores e autoras negras que sofreram com o apagamento. Entre eles, est\u00e3o nomes como Lima Barreto, Maria Firmino e Cruz e Souza. Neste sentido, o argumento dos cr\u00edticos no ambiente liter\u00e1rio para o preconceito contra autores negros era de que a literatura n\u00e3o teria cor e de que a produ\u00e7\u00e3o desses autores n\u00e3o teria qualidade liter\u00e1ria. \u201cSe questionava a qualidade sem conhecer um espectro amplo dessa produ\u00e7\u00e3o. Eu via em v\u00e1rios debates fazerem essa afirma\u00e7\u00e3o e, quando eram questionados, n\u00e3o conseguiam listar mais do que tr\u00eas livros de autores negros. Ent\u00e3o, era uma obje\u00e7\u00e3o que j\u00e1 partia do pressuposto que autores negros n\u00e3o teriam capacidade para fazer uma boa literatura. Isso era produto \u00f3bvio do preconceito\u201d, explica Ronald.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O escritor comenta que um movimento de mudan\u00e7a vem surgindo nos \u00faltimos 30 anos no pa\u00eds. O sistema hegem\u00f4nico de produ\u00e7\u00e3o, em uma cadeia em que todo o processo era comandado por pessoas brancas, est\u00e1 se diversificando. \u201cO sistema todo, desde a produtora at\u00e9 chegar no leitor, passando pelo mercado editorial, era todo um circuito de pessoas brancas. Agora, esse quadro come\u00e7a a mudar.\u201d&nbsp;<\/span><\/p>\n<hr>\n<h5><b>Perspectivas<\/b><\/h5>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em 2020, um ano dif\u00edcil em escala global por conta da pandemia de Covid-19, acontecimentos que ganharam os notici\u00e1rios e tiveram repercuss\u00e3o no mundo inteiro favoreceram o debate racial. Casos como o assassinato, em maio, do estadunidense George Floyd, homem negro que foi asfixiado por um policial branco durante abordagem. As imagens do crime brutal repercutiram e geraram protestos antirracistas e contra a viol\u00eancia policial em diversos pa\u00edses. A <a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/2020\/11\/17\/racismo-algoritmico-quando-o-preconceito-chega-pela-internet\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>procura pelo termo \u201cracismo\u201d no Google bateu recorde em junho no Brasil<\/strong><\/a>, segundo a dados da plataforma.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ainda neste ano, com a discuss\u00e3o sobre o racismo em voga, uma surpresa positiva no campo liter\u00e1rio brasileiro e ga\u00facho: pela primeira vez em 66 anos, a Feira do Livro de Porto Alegre teve como patrono um escritor negro. <\/span><a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/8333652423829075\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><b>Jeferson Ten\u00f3rio<\/b><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> tamb\u00e9m \u00e9 o mais jovem a assumir o cargo, aos 43 anos. \u201cCreio que 2020 ser\u00e1 um ano que deixar\u00e1 marcas por muito tempo. A pandemia trouxe uma s\u00e9rie de demandas antigas, discuss\u00f5es e problemas de ordem social. O Avesso da Pele chega num momento em que as quest\u00f5es raciais vinculadas \u00e0 viol\u00eancia policial est\u00e3o em evid\u00eancia. No entanto, a tese que proponho no romance n\u00e3o \u00e9 novidade para uma sociedade que tem como base um racismo estrutural. Desse modo, vejo meu livro como mais uma contribui\u00e7\u00e3o para um debate complexo atrav\u00e9s da literatura.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cO Avesso da Pele\u201d \u00e9 o livro mais recente do autor, lan\u00e7ado em 2020, e narra a hist\u00f3ria do personagem Pedro. A narrativa traz contrastes entre bairros ricos e perif\u00e9ricos de Porto Alegre, al\u00e9m de mostrar um pa\u00eds marcado pelo racismo e pelo sistema de ensino deficit\u00e1rio. Mestre em Literaturas Luso-africanas pela UFRGS e doutorando em Teoria Liter\u00e1ria pela PUCRS, Ten\u00f3rio ainda \u00e9 autor dos livros \u201cO Beijo na Parede\u201d (2014) e \u201cEstela sem Deus\u201d (2018). \u201cChegamos a um limite da falta de representatividade, oriunda de um racismo estrutural, que impede que pessoas negras ocupem espa\u00e7os de poder e de prest\u00edgio social. Creio que o pr\u00f3ximo passo \u00e9 o de naturalizar as pessoas negras nesses espa\u00e7os, at\u00e9 chegarmos a um est\u00e1gio de n\u00e3o precisaremos mais dizer que o \u2018primeiro negro\u2019 conseguiu algo importante. Sou o primeiro patrono negro, em 66 edi\u00e7\u00f5es, mas espero n\u00e3o ser o \u00faltimo tamb\u00e9m.&#8221;&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Tanto Ronald quanto Ten\u00f3rio ressaltam a preocupa\u00e7\u00e3o com a possibilidade de inser\u00e7\u00e3o de autores negros em grandes editoras e em grandes festivais liter\u00e1rios ter um objetivo mercadol\u00f3gico dessas institui\u00e7\u00f5es e n\u00e3o fruto de um entendimento de que h\u00e1 literatura de qualidade publicada por autores negros tanto quanto por autores brancos. \u201c\u00c9 necess\u00e1rio estar atento para que essas participa\u00e7\u00f5es n\u00e3o sejam vistas como uma \u2018onda\u2019 ou \u2018moda\u2019, mas, sim, como uma pol\u00edtica de repara\u00e7\u00e3o\u201d, explica o patrono da Feira do Livro.<\/span><\/p>\n<div id='gallery-1' class='gallery galleryid-6985 gallery-columns-3 gallery-size-full'><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon portrait'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/2020\/11\/26\/o-que-existe-e-a-literatura-branca-brasileira-denuncia-escritor-ronald-augusto-sobre-racismo-na-cultura\/whatsapp-image-2020-11-25-at-10-56-27-1\/#main'><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1219\" height=\"1280\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/WhatsApp-Image-2020-11-25-at-10.56.27-1.jpeg\" class=\"attachment-full size-full\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/WhatsApp-Image-2020-11-25-at-10.56.27-1.jpeg 1219w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/WhatsApp-Image-2020-11-25-at-10.56.27-1-286x300.jpeg 286w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/WhatsApp-Image-2020-11-25-at-10.56.27-1-768x806.jpeg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/WhatsApp-Image-2020-11-25-at-10.56.27-1-975x1024.jpeg 975w\" sizes=\"(max-width: 1219px) 100vw, 1219px\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div><\/figure><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon portrait'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/2020\/11\/26\/o-que-existe-e-a-literatura-branca-brasileira-denuncia-escritor-ronald-augusto-sobre-racismo-na-cultura\/whatsapp-image-2020-11-25-at-10-56-27-2\/#main'><img decoding=\"async\" width=\"1114\" height=\"1280\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/WhatsApp-Image-2020-11-25-at-10.56.27-2.jpeg\" class=\"attachment-full size-full\" alt=\"\" aria-describedby=\"gallery-1-6988\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/WhatsApp-Image-2020-11-25-at-10.56.27-2.jpeg 1114w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/WhatsApp-Image-2020-11-25-at-10.56.27-2-261x300.jpeg 261w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/WhatsApp-Image-2020-11-25-at-10.56.27-2-768x882.jpeg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/WhatsApp-Image-2020-11-25-at-10.56.27-2-891x1024.jpeg 891w\" sizes=\"(max-width: 1114px) 100vw, 1114px\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<figcaption class='wp-caption-text gallery-caption' id='gallery-1-6988'>\n\t\t\t\tVicente j\u00e1 tem seu livro preferido: Amoras, do rapper, cantor e compositor brasileiro Emicida. Foto: Arquivo Pessoal\n\t\t\t\t<\/figcaption><\/figure><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon portrait'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/2020\/11\/26\/o-que-existe-e-a-literatura-branca-brasileira-denuncia-escritor-ronald-augusto-sobre-racismo-na-cultura\/whatsapp-image-2020-11-25-at-10-56-27\/#main'><img decoding=\"async\" width=\"1056\" height=\"1280\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/WhatsApp-Image-2020-11-25-at-10.56.27.jpeg\" class=\"attachment-full size-full\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/WhatsApp-Image-2020-11-25-at-10.56.27.jpeg 1056w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/WhatsApp-Image-2020-11-25-at-10.56.27-248x300.jpeg 248w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/WhatsApp-Image-2020-11-25-at-10.56.27-768x931.jpeg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/WhatsApp-Image-2020-11-25-at-10.56.27-845x1024.jpeg 845w\" sizes=\"(max-width: 1056px) 100vw, 1056px\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div><\/figure>\n\t\t<\/div>\n\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A passos pequenos, \u00e9 verdade, mas as mudan\u00e7as j\u00e1 s\u00e3o percept\u00edveis. Ainda antes de completar dois anos, Vicente j\u00e1 tem seu livro preferido: Amoras, do rapper, cantor e compositor brasileiro Emicida. Guardado cuidadosamente na prateleira para que a crian\u00e7a n\u00e3o o rasgue, Lili alcan\u00e7a para o filho, que admira a menina negra na capa e os personagens negros que comp\u00f5em e ilustram a narrativa. \u201cO Vicente j\u00e1 nasceu tendo livros com crian\u00e7as negras na capa e protagonizando hist\u00f3rias. Desde que ele tinha uns quatro meses de vida, j\u00e1 comecei a ler para ele. Hoje, ele mesmo j\u00e1 folheia as p\u00e1ginas dos livros que deixo ao alcance dele e \u2018l\u00ea\u2019. Ou pede que eu ou o pai [dele] leia para ele.&#8221;&nbsp;<\/span><\/p>\n<hr>\n<p>FOTO DE CAPA: Arquivo Pessoal<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Autoras e autores negros sofreram com o apagamento na hist\u00f3ria liter\u00e1ria do pa\u00eds, mas cen\u00e1rio atual d\u00e1 ind\u00edcios de mudan\u00e7a Gabriela Garcia Muitos s\u00e3o os superpoderes dos livros e da literatura: transportar leitores para outros mundos, com outras hist\u00f3rias; dar vida a criaturas fant\u00e1sticas, como monstros e fadas; voltar ao passado ou pular para o &#8230; <a title=\"\u201cO que existe \u00e9 a literatura branca brasileira\u201d, denuncia escritor Ronald Augusto sobre racismo na cultura\" class=\"read-more\" href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/2020\/11\/26\/o-que-existe-e-a-literatura-branca-brasileira-denuncia-escritor-ronald-augusto-sobre-racismo-na-cultura\/\" aria-label=\"More on \u201cO que existe \u00e9 a literatura branca brasileira\u201d, denuncia escritor Ronald Augusto sobre racismo na cultura\">Ler mais<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":24,"featured_media":6986,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[55,243,46,49],"tags":[],"class_list":["post-6985","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura","category-mais-recentes","category-politica","category-vida"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6985","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/users\/24"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6985"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6985\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6986"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6985"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6985"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/humanista\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6985"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}