!DOCTYPE html> Departamento de Fisiologia - ICBS/UFRGS

Departamento de Fisiologia

ICBS/UFRGS

Histórico

As atividades de pesquisa no campo da Fisiologia foram iniciadas na Universidade Federal do Rio Grande do Sul em 1953, a cátedra de Fisiologia da Faculdade de Medicina foi transformada em Instituto de Fisiologia Experimental. Muito contribuíram para a criação desse Instituto, a dedicação incansável do Prof. Pery Riet Corrêa, então responsável pela cátedra, e o apoio financeiro recebido da CAPES, do CNPq e da Fundação Rockfeller, que permitiram a instalação dos primeiros laboratórios, a criação de uma biblioteca especializada, e o estabelecimento de Convênio com o eminente fisiologista argentino Professor Bernardo A. Houssay, Prêmio Nobel de Medicina e Fisiologia, para introduzir a investigação científica em nosso meio. Durante o Convênio, que perdurou por dois anos, o Prof. Houssay e muitos de seus colaboradores alternavam-se em visitas de um mês, ocasião em que deram início às linhas de pesquisa e treinaram o pessoal docente. Terminado o Convênio, os trabalhos de pesquisa prosseguiram ininterruptamente desde então. O bom nível da pesquisa do Instituto de Fisiologia Experimental tornou-se logo reconhecido no país, sendo esse Instituto considerado um centro de treinamento de docentes de Fisiologia, e, anualmente, a CAPES enviava bolsistas provenientes de Universidades deste ou de outros estados (Pará, Pernambuco, Alagoas, Bahia, Ceará, Minas, São Paulo, etc.). Não havia sido ainda institucionalizada a Pós-Graduação no país.

Por ocasião da Reforma Universitária em 1970, o Instituto de Fisiologia Experimental, que já reunia todos os docentes dessa disciplina das várias Faculdades e Escolas, e possuía condições favoráveis à pesquisa, tinha todos os requisitos para ser transformado em Departamento de Fisiologia. No entanto, por injunções políticas, foi extinto e sseus professores/pesquisadores foram lotados no Departamento de Fisiologia, Farmacologia e Biofísica, que não só aglutinou docentes de outras áreas de conhecimento, mas sobretudo procedentes de cátedras sem qualquer tradição de pesquisa. Como era possível prever, seguiram-se anos de extrema dificuldade para manter o mesmo padrão de atividade científica, presenciando-se lamentável retrocesso, que foi sendo superado pela perseverança dos pesquisadores e pelo apoio da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação, então criada.

O credenciamento do Curso de Pós-Graduação em Ciências Biológicas: FISIOLOGIA (Mestrado) pelo Conselho Federal de Educação em 1976 (Parecer nº 2692/76) trouxe um novo impulso às atividades de pesquisa no Departamento. Este Curso foi recredenciado pelo CFE em 1983 (Parecer nº 154/83) e em 1990 (Parecer nº 171/90), e vem recebendo conceito A nas avaliações periódicas da CAPES desde 1983. Até a presente data, o Curso formou 66 Mestres em Fisiologia, que são hoje docentes em várias Universidades do país ou prosseguem em programas de Doutorado.

O apoio financeiro da FINEP a partir de 1983 proporcionou um incremento satisfatório da produção científica no campo da Fisiologia, de tal forma que em 1987 a CAPES recomendou a organização de um Programa de Doutorado em Fisiologia, o qual foi aprovado pela Câmara Especial de Pós-Gradução e Pesquisa (Parecer nº 309/87). Este Programa já formou 8 doutores e acaba de obter o credenciamento pelo Conselho Federal de Educação (Parecer nº 709/94). Atualmente, encontram-se matriculados no Programa de Doutorado em Fisiologia 26 alunos, muitos dos quais são bolsistas da CAPES ou do CNPq, e 7 são docentes no próprio Departamento de Fisiologia.

O ambiente favorável à pesquisa no Departamento tem atraído numerosos estudantes de graduação que recebem a iniciação científica colaborando efetivamente nos trabalhos experimentais dos pesquisadores. Muitos destes alunos recebem bolsa do CNPq, da FAPERGS ou da PROPESP.

O Departamento de Fisiologia mantém, há vários anos, intenso intercâmbio científico com pesquisadores de Instituições de países do Cone Sul apoiado em Convênios Institucionais - Instituto de Pesquisas Biológicas "Clemente Estable" da Universidad de la Republica del Uruguai e Instituto de Biologia y Medicina Experimental da Argentina. Vários professores da Universidad de Buenos Aires e de Universidades brasileiras são professores visitantes no Curso de Pós-Graduação e colaboram em linhas de pesquisa ou prestam assessoria. Há também intercâmbio científico com pesquisadores da Faculty of Medicine, Thomas Jefferson University, Filadelfia, Estados Unidos, do Hospital Necker da Université de Paris 6, França, do Department of Biology, Vrije Universiteit, Amsterdam, Netherlands e Laboratory of Neurobiology, Department of Psichology, University of Hawaii, Honolulu. Mais recentemente, com o retorno de docentes que concluíram o Doutorado no país ampliou-se o intercâmbio científico com pesquisadores brasileiros, mantendo-se estreita colaboração com o INCOR e Faculdade de Medicina da USP e com o Instituto de Biofísica "Carlos Chagas Filho" da UFRJ.

Em 1991, o Conselho Universitário aprovou o desdobramento do Departamento de Fisiologia, Farmacologia e Biofísica em três departamentos autônomos, propiciando ao Departamento de Fisiologia o ingresso em uma nova etapa de sua história. Com uma tradição de pesquisa ininterrupta por quarenta e dois anos e apoiado com substanciais recursos para seus projetos pela FINEP, desde 1983, o novo Departamento apresenta um microambiente favorável e estimulador à investigação científica, podendo ser considerado um pólo de excelência no país, capacitado a contribuir com produção científica de relevância nessa área de conhecimento e a formar novos pesquisadores qualificados.

Professora Emérita: Maria Marques

A Professora Maria Marques dedicou mais de 43 anos à pesquisa e ao ensino na UFRGS, sendo reconhecida nacional e internacionalmente. Destacou-se por sua dedicação incansável, paixão pela ciência e pela formação de novos pesquisadores.

"O conselho que ela dá aos alunos é: trabalhe, trabalhe, trabalhe. Para ela, passar o fim de semana debruçada sobre um trabalho científico é uma delícia. Mas deixar para amanhã o que pode ser feito hoje é um horror."

Mesmo após sua aposentadoria, a professora continuou orientando alunos e colaborando ativamente com pesquisas. Seu entusiasmo, produção científica intensa e participação em congressos internacionais consolidaram seu legado como uma das mais importantes figuras da Fisiologia no país.

Ela também teve papel fundamental na criação e fortalecimento do Programa de Pós-Graduação em Fisiologia e promoveu o intercâmbio científico com instituições estrangeiras.

Em 1997, recebeu o título de Professora Emérita da UFRGS e, em 1998, foi admitida na Ordem Nacional do Mérito Científico, como Comendadora na área de Biologia, por suas contribuições excepcionais à Ciência e à Tecnologia no Brasil.

Honrarias