TDAH na Universidade

A equipe do Programa de Transtornos de Déficit de Atenção/Hiperatividade (ProDAH) da UFRGS criou um material sobre o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), contendo informações como: sintomas, prejuízos, tratamento e algumas dicas para o ambiente acadêmico.

#ParaTodosVerem

 

Imagem com fundo verde-água com diversas imagens (perfis silhuetas de pessoas estudando, tomando café, lendo, etc.) Os títulos estão na cor roxa. Na parte superior direita temos o logo do PRODAH, Programa de Transtornos de Déficit de Atenção/Hiperatividade e abaixo, o da UFRGS.

 

Texto:

 

TDAH na universidade, Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade 

 

SINTOMAS

 

  • Desatenção: se distrai facilmente, comete erros por descuido, parece não escutar nada quando alguém lhe dirige a palavra, frequentemente tem dificuldade de finalizar atividades, reluta em se envolver em tarefas que exijam esforço mental prolongado, tem dificuldades com organização, esquece objetos e compromissos.

 

  • Hiperatividade/impulsividade: fala demais, remexe ou batuca as mãos ou pés, tem dificuldade de permanecer sentado por longos períodos, responde sem ouvir toda a pergunta, intromete-se e toma decisões importantes sem pensar nas consequências futuras.



FATOS IMPORTANTES

 

  • Não há uma única causa do TDAH, mas sabe-se que há uma combinação de fatores genéticos e ambientais.
  • A prevalência de TDAH é de 5% em crianças e adolescentes e de 2,5% em adultos.
  • Há uma grande heterogeneidade na apresentação dos sintomas em cada indivíduo com TDAH.
  • Pode haver predomínio  de sintomas de desatenção, predomínio de hiperatividade/impulsividade ou ambos podem estar presentes.
  • O TDAH pode aparecer em diferentes níveis de gravidade (leve, moderada, grave).
  • Muito frequentemente outros transtornos psiquiátricos estarão presentes.



ALTERAÇÕES NEUROPSICOLÓGICAS

 

Podem existir alterações em funções executivas importantes, que incluem planejamento, controle de impulsos e manutenção da atenção por um longo período. Menor velocidade de realização de atividades e menor motivação também podem estar presentes.



ALTERAÇÕES NEUROBIOLÓGICAS

 

Atraso na maturação cortical, especialmente nas regiões frontais, e maior imaturidade nas conexões entre as diferentes regiões cerebrais. Também há evidências de um déficit dopaminérgico na região pré-frontal do cérebro de indivíduos com TDAH.



PREJUÍZOS

 

Acadêmicos:

  • Menores índices de sucesso acadêmico
  • Dificuldade na gestão do tempo e na organização das atividades
  • Falta de motivação para estudar
  • Tendência à procrastinação

 

Outros prejuízos:

  • Dificuldade nos relacionamentos interpessoais
  • Problemas de autoestima 
  • Maior risco de abuso de álcool, tabaco e outras substâncias
  • Maior risco de acidentes automobilísticos
  • Maior risco de gravidez não planejada e doenças sexualmente transmissíveis 



DICAS PARA O AMBIENTE ACADÊMICO

 

  • Fazer uma lista de todas as tarefas que você precisa fazer e elencar prioridades
  • Estabelecer pequenas metas: dividir grandes tarefas em menores
  • Fazer intervalo entre as atividades 
  • Organizar o tempo com espaço para descanso, refeições exercícios físicos, atividades sociais, etc
  • Fazer um planejamento de provas e atividades e colar na parede ou na mesa de estudos
  • Testar diferentes métodos de estudo
  • Usar agenda, relógio, alarmes, lembretes (no papel ou em aplicativo)
  • Observar em qual ambiente e momento do dia você é mais produtivo 
  • Encontrar maneiras de se concentrar (música de fundo, silêncio, algo  para “mexer” em suas mãos)
  • Sentar longe de janelas e portas na sala de aula
  • Pedir ajuda a amigos, colegas, familiares, professores e profissionais da saúde.



TRATAMENTO

 

O tratamento deve ser combinado incluindo intervenções farmacológicas e intervenções não farmacológicas como psicoeducação e intervenções psicoterápicas.



LEMBRE-SE DE

 

  • Manter o ambiente físico e virtual organizado
  • Introduzir rotina diária
  • Ter um calendário para tarefas
  • Dividir tarefas em etapas 



REFERÊNCIAS

 

  1. American Psychiatric Association (2014). Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais: DSM-5. 5. ed. Porto Alegre: Artmed.

 

  1. Rohde, L. A., Buitelaar, J.K., Gerlach, M., Faraone, S. V. (ed.). (2019). The World Federation of ADHD guide. Porto Alegre: Artmed. 3

 

  1. Sedgwick, J. A. (2018). University students with attention deficit hyperactivity disorder (ADHD): a literature review. Irish Journal of Psychological Medicine, 35, 221–235.