Projetos

Educação para a informação: uma proposta de enfrentamento à desinformação

Este projeto tem por objetivo determinar a base conceitual e metodológica necessária para promover a educação para a informação. A onipresença da informação e da comunicação em diversos meios, formatos e canais não vem repercutindo em sociedades mais sábias: cresce o negacionismo científico, a intolerância e a eleição de governos totalitários. É necessária uma educação para se apropriar da informação de forma saudável e ética em oposição à proliferação de desinformação. A promoção de competências infocomunicacionais vem se mostrando um dos caminhos mais promissores para a educação para a informação. O conceito das competências infocomunicacionais foi desenvolvido na tese da proponente; e no pós-doutoramento estabeleceram-se indicadores de validação dessas competências. Desde 2017 vêm sendo conduzidas experiências de promoção de competências infocomunicacionais com diferentes públicos. A proposta deste projeto é avançar para uma estrutura conceitual e metodológica que subsidie a todos que atuam no amplo escopo da educação para a informação, tendo como objeto empírico da pesquisa arquivistas e bibliotecários brasileiros. A educação para a informação tem pesquisa ainda pouco consolidada no Brasil, o que se reflete num dos problemas mais agudos da atualidade: a desinformação. Por isso, é necessário explorar, pesquisar, testar e reavaliar estratégias de enfrentamento a este fenômeno. Os procedimentos metodológicos envolvem: a) acompanhamento de outras pesquisas que forneçam subsídios para a construção da base teórico-metodológica para a estrutura; b) levantamento documental de políticas públicas, programas e iniciativas que impactem na educação para a informação; c) customização de uma proposta teórico-metodológica considerando as etapas anteriores e a experiência acumulada; d) experimentação com bibliotecários e arquivistas brasileiros; e) ajustes à estrutura e sua disponibilização em termos de um programa para uso público. Os resultados esperados podem ser sumarizados em cinco linhas principais: uma estrutura teórico-metodológica para educar para a informação; produção e comunicação científica dos resultados da pesquisa; popularização da ciência através da divulgação da estrutura, dos métodos e todas as ferramentas de ensino utilizadas; formação de recursos humanos qualificados para atuar no enfrentamento à desinformação; consolidação de uma rede de pesquisa sobre a educação para a informação.

Proposta de enfrentamento à desinformação a partir de bibliotecas comunitárias: educação para a informação e memórias coletivas

O projeto aborda a educação para a informação e o uso dos saberes locais de comunidades periféricas, constituintes de suas memórias coletivas, no combate à desinformação. Seu intuito é desenvolver uma base conceitual e metodológica para a educação para a informação e o combate à desinformação aproveitando o lócus das bibliotecas comunitárias para promover e refletir sobre as memórias coletivas locais.

Programa de competências infocomunicacionais para o Ensino Superior

Este projeto propõe-se a experimentar e propor um programa de formação em competências infocomunicacionais para o ensino superior. Essas competências vêm mostrando-se fundamentais no contexto social hodierno caracterizado por práticas que valorizam o compartilhamento de conteúdo, a conectividade constante entre as pessoas e a cultura participativa. Este contexto é impactado pelas possibilidades geradas por instrumentos vinculados à web social. Depreende-se, portanto, uma sociabilidade fortemente amparada na capacidade de gerir informação e relacionar-se com o outro através dos recursos digitais, o que demanda competências em informação e em comunicação. O conceito das competências infocomunicacionais foi desenvolvido na tese da candidata; e no pós-doutoramento estabeleceram-se indicadores de validação das competências. Em 2017 desenvolveu-se um programa de formação em competências infocomunicacionais para estudantes do nível médio em caráter extensionista. A proposta deste projeto é avançar em direção ao ensino superior, tendo como objeto empírico da pesquisa os alunos de graduação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Pretende-se que a experimentação leve a um programa de promoção das competências infocomunicacionais para o ensino superior brasileiro. Assim, o objetivo geral pode ser enunciado em termos de ?Propor um modelo de formação em competências infocomunicacionais para o ensino superior brasileiro?. Os procedimentos metodológicos envolvem: a) acompanhamento de outras pesquisas com objetivos similares; b) levantamento documental de modelos pedagógicos nacionais e internacionais que atuam no mesmo sentido; c) customização de um modelo para o ensino superior, considerando os resultados das etapas anteriores e a experiência acumulada com o ensino médio; d) experimentação com alunos do ensino superior da UFRGS; e) ajustes ao modelo e sua disponibilização para uso público.

A mediação da informação e a formação acadêmica de arquivistas e bibliotecários: saberes informacionais necessários ao perfil do mediador

 O papel do mediador da informação tem caráter social e pode contribuir para uma maior autonomia dos sujeitos no processo de satisfação de suas necessidades informacionais. Nesse sentido, para uma atuação consciente, entende-se ser necessário desenvolver saberes informacionais para lidar criticamente com a informação considerando aspectos estéticos, políticos, éticos e colaborativos para estabelecer uma relação dialógica com o sujeito. Esse conjunto de saberes precisa ser contemplado ao longo da sua formação acadêmica. Assim, propõe-se compreender a base conceitual dos saberes informacionais no contexto da mediação da informação e seu impacto na construção do perfil do mediador da informação; investigar de que forma a mediação da informação tem sido contemplada na formação acadêmica dos estudantes dos cursos de Arquivologia e Biblioteconomia no Brasil e analisar quais os saberes informacionais voltados à construção do perfil do mediador da informação estão sendo promovidos. Os procedimentos metodológicos envolvem cinco fases: 1) Aprofundamento e sistematização das abordagens teóricas dos saberes informacionais no contexto da mediação da informação; 2) Busca e seleção dos currículos dos cursos de graduação em Arquivologia e Biblioteconomia; 3) Estudo documental e aplicação de questionário; 4) Análise, interpretação dos dados coletados e 5) discussão e divulgação dos resultados. O principal impacto previsto é de caráter teórico no sentido de consolidar o conceito de saberes informacionais no contexto da mediação da informação. A perspectiva deste estudo é contribuir para a formação acadêmica de arquivistas e bibliotecários, sobretudo, no que diz respeito à construção de um perfil mais qualificado e consciente para atuar como mediador da informação, além de produção científica (artigos e papers) para divulgação dos resultados.

Competências infocomunicacionais para bibliotecários e arquivistas

O objetivo geral deste projeto é promover competências infocomunicacionais entre bibliotecários e arquivistas.A ação extensionista desenvolver-se-á durante 11 meses (de abril de 2022 a fevereiro de 2023): Etapa 1 (abril a junho) – Planejamento – Nesta etapa, além do planejamento geral das atividades, estão previstas atividades específicas, como divulgação do curso, desenvolvimento de material didático customizado ao público e seleção de recursos tecnológicos aderentes ao projeto e ao perfil da comunidade; Etapa 2 (julho a setembro) – Turma 1 – Desenvolvimento do curso – Neste período, o curso em si será desenvolvido, abarcando três módulos gerais: a) informação e comunicação na contemporaneidade; b) competência em informação; c) competência em comunicação; Etapa 3 (outubro) – Avaliação- Esta etapa é destinada à avaliação dos resultados conjugando todos os atores envolvidos: desde os alunos, passando pela comunidade e equipe envolvida no projeto. Etapa 4 – Produção de conhecimento (novembro a fevereiro) – A avaliação realizada na etapa anterior deve levar à produção de conhecimento, com relatos de experiência e publicação de resultados, bem como a disponibilização pública do curso em plataforma digital.

Jovens pela paz e contra a desinformação: ações formativas voltadas à educação ética e crítica na Bahia

Objetiva-se promover a educação crítica para a informação e a comunicação de jovens de 18 a 29 anos da Bahia, com foco na participação ativa deste público contra a desinformação, contra os discursos de ódio, de intolerância, cancelamentos e a favor da paz.

Este projeto tem por objetivo determinar a base conceitual e metodológica necessária para promover o desenvolvimento de competências infocomunicacionais entre estudantes do ensino superior. Essas competências vêm mostrando-se fundamentais no contexto social hodierno caracterizado por práticas que valorizam o compartilhamento de conteúdo, a conectividade constante entre as pessoas e a cultura participativa, de onde se depreende uma sociabilidade fortemente amparada na capacidade de gerir informação e relacionar-se com o outro através dos recursos digitais. O conceito das competências infocomunicacionais foi desenvolvido na tese da proponente; e no pós-doutoramento estabeleceram-se indicadores de validação das competências. Em 2018 foi realizada uma experimentação para a formação em competências infocomunicacionais com estudantes de Arquivologia e Biblioteconomia da Universidade Federal da Bahia (BORGES; SOUSA, 2019). A proposta deste projeto é avançar para um modelo de formação em competências infocomunicacionais, tendo como objeto empírico da pesquisa cursos do ensino superior brasileiros. Pretende-se que esta experimentação, aliada aos aportes conceituais e metodológicos, leve a um modelo de promoção das competências infocomunicacionais para o ensino superior passível de ser utilizado por outras unidades de ensino. Os procedimentos metodológicos envolvem: a) acompanhamento de outras pesquisas que forneçam subsídios para a construção da base teórico-metodológica para o modelo; b) levantamento documental de modelos e programas nacionais e internacionais que atuam no mesmo sentido; c) customização de um modelo para o ensino superior, considerando os resultados das etapas anteriores e a experiência acumulada; d) experimentação com alunos do ensino superior da UFRGS e, posteriormente, com universidades parceiras; e) ajustes ao modelo e sua disponibilização para uso público.