ODS 3 – Saúde e Bem-estar

Muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre como adotar ações que contribuam para o alcance dos ODS da Agenda 2030, ou ainda encontram dificuldades para compreender que toda ajuda faz a diferença. Por isso, nós do InfoCom pesquisamos e selecionamos algumas dicas de atividades desenvolvidas em ações culturais, onde você pode praticar o voluntariado simples, alinhado a cada um dos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável.

Talvez você até identifique ações que já estão sendo feitas em sua empresa ou comunidade e que têm tudo a ver com os ODS, e você nem sabia que era sobre alguns dos objetivos globais da Agenda 2030 da ONU.

Assegurar os cuidados de saúde para todos, em especial para crianças, jovens e idosos das diversas regiões do planeta, onde os cuidados primários ainda são precários. Além disso, visa a promoção do bem-estar para todos, em todas as idades. Este é o ODS 3 – Saúde e Bem-estar.

Por que a SAÚDE E BEM-ESTAR são tão importantes? 

Garantir uma vida saudável e possibilitar o bem-estar de todos os habitantes do mundo é importante para que existam sociedades prósperas. O acesso à saúde e bem-estar é um direito humano, porém, as desigualdades no acesso à assistência sanitária persistem e a cada ano morrem milhões de pessoas porque não recebem os cuidados necessários.

Alinhadas a este Objetivo, podem ser realizadas ações como mutirões de saúde para a comunidade com especialistas, caminhadas e corridas em grupo, gincanas com as crianças e seus avós, palestras e oficinas sobre prevenção e conscientização de diversas doenças, campanhas de doação de sangue e medula óssea e práticas coletivas de exercício ao ar livre. São algumas das possibilidades a serem exploradas dentro do ODS 3.

Outras maneiras de alcançar ODS 3:

  • A sociedade civil pode ajudar a alcançar esse ODS desenvolvendo a contação de histórias com idosos. A ideia é juntar um grupo de amigos voluntários para que passem uma tarde de troca na casa de repouso, conversando com os idosos que vivem ali. Prepare um lanche gostoso e tenha um bom papo. Com cautela e sem serem invasivos, perguntem sobre a vida deles, onde nasceram, se tiveram filhos, se viveram um grande amor, peçam para que contem uma história engraçada da sua vida, um momento importante, etc. Com os que toparem, gravem um vídeo deles contando uma história, um momento marcante da vida deles. O voluntário pode até estar do lado fazendo as perguntas. Depois, com os vídeos, vocês podem juntar tudo e produzir um filme com essas histórias. Como são necessárias autorizações para vincular fora, promovam uma sessão de cinema na própria casa de repouso com muita pipoca para exibir o resultado final às estrelas do vídeo.
  • Visita de cachorros aos lares de idosos: A iniciativa Cão Terapia é um projeto piloto em Novo Hamburgo (RS) que leva cães abandonados, que estão em abrigos, para visitar idosos em casas de repouso e ajudar em seu tratamento e sociabilização.
  • Felizmente esta não é uma ação isolada e, em alguns estados, iniciativas semelhantes já aconteceram, como em Boa Vista (RR), onde os cães Simon Bolívar, Mel e Maya são os novos ‘fisioterapeutas’ dos idosos de um abrigo estadual. Segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) de 2017, cerca de 100 mil idosos vivem em casas de repouso no país.
  • Em São Paulo (SP), também existe o INATAA (Instituto Nacional de Ações e Terapia Assistida por Animais), uma ONG fundada em 2008 em SP, com o objetivo de proporcionar a idosos e crianças doentes melhoria na saúde física, emocional e mental, através dos benefícios terapêuticos da relação homem-animal.

Uma saúde de qualidade depende, entre outras coisas, da relação com o ambiente onde o indivíduo está inserido. Neste sentido, Nogueira, Souza e Rosário (2013) sugerem que o ambiente saudável é um fator determinante para a boa saúde, entretanto a relação entre a saúde e o ambiente ainda é frágil devido à racionalidade de dominação e desrespeito que a sociedade tem em relação à natureza.


Já o bem-estar ajuda a lidar adequadamente com os desafios com que o ser humano se confronta nas diversas transições de sua vida. De acordo com MORAES (2002, p.3) “[…] nos sentimos emocionados e felizes em determinados ambientes ou em certos momentos e isto permite que certos pensamentos aflorem, facilitando […] o encontro de soluções a problemas […]. É a sensação de profundo bem-estar e de satisfação que faz com que se vivencie um processo criativo de geração de novas ideias […]”.

Na busca por saúde é importante estar informado sobre a pandemia que vivemos. A divulgação midiática sobre a pandemia do novo coronavírus tem sido ampla. A Covid-19 é o principal assunto dos sites, jornais televisivos e também conversas – muitas delas virtuais – entre familiares e amigos. O infectologista Carlos Starling, diretor da Sociedade Mineira de Infectologia, diz que a informação é sempre importante, desde que vinda de fontes confiáveis, baseadas em dados e na ciência. Todo cuidado é pouco no ponto em que estamos desta epidemia, com casos já aumentando em curva exponencial no país. https://www.revistaencontro.com.br/canal/revista/2020/02/a-importancia-de-se-informar-corretamente-sobre-o-coronavirus.html


As Bibliotecas Públicas, proporcionam o acesso e geração de informação interdisciplinar voltados para o bem-estar da sociedade, segundo o PNUD. Os profissionais da informação, podem contribuir significativamente para o alcance do ODS 3, através de pesquisas bibliográficas em fontes seguras, selecionando a melhor informação para compartilhar conhecimento.

Plataformas e Repositórios Institucionais/Temáticos sobre saúde:

  • Biblioteca Virtual de Saúde: Com objetivo de conhecer e aprofundar o assunto relacionado a Covid-19, a Biblioteca Virtual de Saúde (BVS), mapeou e construiu uma vitrine de conhecimento com fontes de informação, literatura nacional e global sobre o tema. https://bvsalud.org/vitrinas/post_vitrines/novo_coronavirus/

REFERÊNCIAS
NOGUEIRA, M. G.; SOUZA, G. O.; ROSÁRIO, L. A. S. Política Pública de saúde e sustentabilidade socioambiental: gestão social frente à relação sociedade-natureza. Sociedade em Debate, v. 18, n. 2, p. 41-53, 2013. P. 51.

MORAES, M. C.; LA TORRE, S. Sentipensar sob o olhar autopoiético: estratégias para reencantar a educação. São Paulo: PUC/SP, 2001. Disponível em: http://www.ub.edu/sentipensar/pdf/sentipensar_autopoietico.pdf. Acesso em 05 jul. 2018.

O próximo objetivo, ODS 4, tratará sobre Educação de Qualidade.

Texto: Fabiane Simões
Edição: Juana Belinaso
Arte: Charles Espolier