ODS 5 – Igualdade de gênero

Muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre como adotar ações que contribuam para o alcance dos ODS da Agenda 2030, ou ainda encontram dificuldades para compreender que toda ajuda faz a diferença. Por isso, nós do InfoCom pesquisamos e selecionamos algumas dicas de atividades desenvolvidas em ações culturais, onde você pode praticar o voluntariado simples, alinhado a cada um dos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável.

Talvez você até identifique ações que já estão sendo feitas em sua empresa ou comunidade e que têm tudo a ver com os ODS, e você nem sabia que era sobre alguns dos objetivos globais da Agenda 2030 da ONU.

Alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as meninas e mulheres, por exemplo, além de ser um direito humano fundamental, é necessária para a construção de um mundo mais pacífico, próspero e sustentável, sendo esse os esforços para alcançar o ODS 5.

Segundo dados da PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) 2019, o número de mulheres no Brasil é superior ao de homens. A população brasileira é composta por 48,2% de homens e 51,8% de mulheres. Se conseguíssemos melhorar a qualidade de vida e a igualdade de gênero real, teríamos vários benefícios que repercutiriam globalmente em toda a sociedade. Esses dados sobre gênero servem para mapear as diferenças entre homens e mulheres e fornecer informações que embasam políticas públicas para reduzir as disparidades no acesso à justiça e bem-estar que existem entre os gêneros. 

Alinhadas a este Objetivo, podem ser realizadas campanhas de conscientização e estímulo à denúncia de violência doméstica, apoio e voluntariado em projetos para mulheres, oferecimento de cursos de artesanato e possíveis fontes de renda, oficinas e palestras sobre saúde da mulher, bazar nas empresas locais com a venda de produtos de mulheres da comunidade, promoção de aulas de defesa pessoal para mulheres, criação e/ou estímulo a creches comunitárias.

Alguns exemplos para alcançar o ODS 5:

  • Utilize suas redes sociais para divulgar locais e dados para contato de serviços jurídicos especializados no atendimento a mulheres em situação de violência – que inclui Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, Varas Adaptadas de Violência Doméstica e Familiar, Promotorias Especializadas e Núcleos de Gênero do Ministério Público e Núcleos/Defensorias Especializados de Atendimento à Mulher – e de DEAMs, CRAMs, CRAS, Casas Abrigo e outros serviços, pode ser acessada no site da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República ou por meio do Atlas de Acesso à Justiça, ferramenta do Ministério da Justiça.
  • Também é possível obter informações por meio do Ligue 180 – Central de Atendimento à Mulher, serviço gratuito que atende ligações de todo o Brasil e de vários países da Europa. As atendentes do Ligue 180 são treinadas para dar informações, receber denúncias e encaminhar para os serviços da Rede de Atendimento. Fonte: Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR)

Confira o passo a passo para promover uma feira pelo empoderamento feminino. Cada vez mais acadêmicos debatem a relação da dependência financeira da mulher com situações de abuso e violência. Segundo estudo feito na Paraíba, a autonomia financeira é um dos principais fatores que ajudam as mulheres vítimas de violência doméstica a romper com o ciclo de agressão. Sendo assim, em tempos de economia solidária, que tal organizar uma feira que dê visibilidade às mulheres produtoras?

O que é a ação?

O objetivo é dar visibilidade às mulheres artesãs, promover a troca entre mulheres dos mais diversos contextos e fortalecer o movimento de economia solidária. A Sociomotiva desenvolveu a ideia de uma feira para mulheres artesãs.

A ideia é promover uma feira para que mulheres artesãs possam expor e vender seus produtos; algo bem informal e simples de organizar. Use as redes sociais para convidar mulheres a participar, seja expondo ou comprando. Todo mundo conhece alguma mulher que produz alguma coisa: acessórios, ítens de decoração, doces, etc. Quanto maior a variedade de produtos, melhor. O espaço pode ser ajustado de forma simples: algumas mesas para exposição, cadeiras, almofadas.

Passo a passo:

Crie a ação nas suas redes sociais (ou na rede Sociomotiva, caso precise de ajuda) e convide os colaboradores ONG para ajudar na organização.

Convide mulheres artesãs. Use a Sociomotiva e as redes sociais para convidar e pedir indicações. Vocês podem convidar ONG parceiras dessas mesmas causas sociais e também começar uma divulgação boca-a-boca: todo mundo conhece uma mulher que faça algum tipo de artesanato ou venda outros produtos. Podem até mesmo ser amigas e seus familiares.

Divulgue a feira para toda comunidade e incentive que cada expositor trazerem seus conhecidos.Utilize as mídias sociais, o Portal de Voluntariado, as redes e claro: o boca-a-boca.

Aproveite a feira! Interaja com outras mulheres, conheça os produtos, troque ideias e experiências. Você e as voluntárias podem promover ainda um café colaborativo para coroar esse momento. Não se esqueça de registrar com muitas fotos e postar os resultados para motivar outras pessoas.

Observação: a ideia aqui é reunir mulheres, tanto vendedoras quanto compradoras, mas se você quiser convidar homens para participar como compradores, pode ser bacana para também levá-los a refletir sobre a causa. Mas as vendedoras precisam ser todas mulheres, senão a ação perde o sentido. ?

Você sabe ações ou tem dicas de como promover a igualdade de gênero? Use a hashtag #infocom2030 e divulgue nas redes sociais.

Texto: Fabiane Simões
Edição: Juana Belinaso
Arte: Charles Espolier