
O professor Luis Fernando Massoni, da Universidade Federal da Bahia e colaborador do Programa de Pós-Graduação em Museologia e Patrimônio da UFRGS, publicou recentemente o artigo “As memórias como as expressamos: uma questão informacional” na revista Divulga-CI. A publicação integra a seção Perspectiva e discute os limites da memória documental, propondo uma análise crítica sobre o papel dos arquivos, bibliotecas e museus na construção da memória social.
Segundo Massoni, é preciso compreender que a memória não está nos documentos, mas nas pessoas. As instituições informacionais representam, estabilizam e muitas vezes silenciam memórias, especialmente em contextos sociais marcados por desigualdade, exclusão e disputas por legitimidade.
“O documento não é fonte de memória. Ele apenas a estabiliza e representa: a memória em si está nas pessoas”, afirma o autor.
A discussão proposta no artigo se alinha com o conteúdo do e-book “As expressões da memória: do sujeito à instituição”, lançado recentemente pela Pimenta Cultural, organizado por Luis Fernando Massoni e Jussara Borges, pesquisadora e líder do grupo InfoCom.
O e-book reúne textos de pesquisadoras e pesquisadores das áreas de Ciência da Informação, Museologia, Arquivologia e Educação, com reflexões interdisciplinares sobre os modos como a memória é construída, representada, silenciada ou mobilizada nos mais diversos contextos.
Tanto o artigo quanto o e-book reforçam a importância de refletir sobre a mediação da memória como processo informacional, e sobre o papel social dos profissionais que atuam nas instituições de memória.
Leia o artigo na revista Divulga-CI:
🔗 https://www.divulgaci.labci.online/wp-content/uploads/2025/06/Perspectiva-Luis-Fernando-Massoni.pdf
Baixe gratuitamente o e-book “As expressões da memória” na Pimenta Cultural:
🔗 https://www.pimentacultural.com/livro/expressoes-memoria