Exposição “IMESURA”, do Coletivo OM, permanece até 06/10 na Sala Negra da galeria Espaço IAB. Entrada franca.



Evento: Exposição “IMESURA”, do Coletivo OM
Realização: Grupo de Pesquisa OBJETO E MULTIMÍDIA – CNPQ/UFRGS
Apoio: UFRGS, FAPERGS e Espaço IAB
Visitação: até 06 de outubro, de segunda a sexta, das 14 às 19h
Local: Sala Negra da galeria Espaço IAB (Rua General Canabarro, 363, esquina com a Rua Riachuelo — Centro Histórico, Porto Alegre)
Ingresso: entrada franca

Permanece aberta para visitação até 06 de outubro a exposição “IMESURA”. Com obras do Coletivo OM, a exposição se propõe a pensar a cidade a partir do muro da Avenida Mauá. Um muro aparentemente mensurável e de convivência harmoniosa com sua cidade — já que esta o deseja em pé para sua proteção —, ao ser visitado, percorrido, atravessado, observado, espiado e medido, transforma-se, para os que ganham a consciência de sua existência, em um obstáculo imensurável e de mesura desconfiável em sua permanência torta, cuja única reverência a ser posta é a sua em relação às águas do Guaíba e suas ilhas. A cidade o possui presente, mas os artistas o desejam ausente.

A exposição IMESURA reúne fragmentos das diversas ações e intervenções poéticas realizadas no muro da Avenida Mauá nos últimos dois anos pelo grupo de pesquisa OBJETO E MULTIMÍDIA – CNPQ/UFRGS.

Artistas participantes: Alice Torres, Deni Corsino, Flávia de Quadros, Lucas Strey, Pedro Ferraz, Peter Gossweiler, Talita Procópio, Tetê Barachini e Thiago Trindade.

Abaixo, informações sobre as fotos dos trabalhos da exposição.

Tetê Barachini, MAILBOX MUROMAUÁ (2017), cartão postal, site e instalação. Foto: Alice Torres
MAILBOX MUROMAUÁ (2017) é uma proposição a qual tem início no muro da Av. Mauá em Porto Alegre, a partir do encontro casual com uma caixa de correio que está instalada nele, cujo acesso é inacessível e improvável como endereçamento de recebimento de postagens. Quem iria enviar mensagens para o destinatário MURO MAUÁ? Este objeto instalado neste outro objeto-muro nos lembra da obsolescência de ambos, em suas relações de aproximação conosco e com o outro.

Thiago Trindade, A MEDIDA DA [IN]SEGURANÇA (2017), objeto e foto. Foto de Thiago Trindade
Em diversas situações não conseguimos exprimir em unidades de grandeza as dimensões de algo, tal qual sentimentos e sensações. Isto posto, ao deparar-me com os 2647 metros do Muro da Mauá e questionar sua competência frente sua função primária de ‘proteger’, saltam-me aos olhos suas cicatrizes, cortes e feridas causadas pelo ciclo entrópico e a falta de manutenção. São essas ausências matéricas que procuro manifestar nesta série de objetos com propriedades visuais semelhantes às do Lago Guaíba, por sua relação de nêmesis e algoz com o Muro.

Deni Corsino, ENTRE A CERCA E A COMPORTA (2017). Vídeo e Desenho. Foto de Deni Corsino
A linha funciona como um rastro impresso pela ação do corpo no espaço e indica uma passagem, um tempo e uma medida. O carvão transforma-se em desenho, marca, impressão, interferência sobre a superfície irregular, rugosa e desgastada do Muro da Mauá, deixando seu peso, sua espessura, sua cor escura e sendo medido pelos meus passos, pela velocidade da câmera, do tempo e do trânsito que corre no sentido contrário.

Pedro Ferraz, DISPOSITIVO DE APROXIMAÇÃO Nº 3 (2017), objeto e instalação. Foto: Thiago Trindade
O trabalho Dispositivo de Aproximação n°3 (2017) consiste em um aparelho desenvolvido com o intuito de compreender o muro a um nível macro. O aparelho e o figurino tem como inspiração o cinema B de ficção científica, neste trabalho me aproprio de diversos objetos comuns e através da recombinação, assemblagem e pintura destes elementos crio um novo objeto que além de exercer uma função pré-determinada, é também um disparador para construção de narrativas.


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