Exposição “Corpos resilientes — Ato II — As noites de desconforto”, com telas de Giu Bressan, abre no dia 11/11, às 19h, e permanece até 29/11 no IA/UFRGS. Entrada franca.



Exposição Corpos resilientes — Ato II — As noites de desconforto, com telas de Giu Bressan, abre no dia 11/11, segunda, às 19h, no Instituto de Artes da UFRGS. Entrada franca.

Evento: Exposição Corpos resilientes — Ato II — As noites de desconforto, com obras de Giu Bressan, aluno do DAV-IA/UFRGS
Curadoria: Tristan Jardim
Local: Espaço Ado Malagoli do IA/UFRGS (Rua Senhor dos Passos, 248, primeiro andar — Centro Histórico, Porto Alegre)
Abertura: 11 de novembro, segunda, às 19h
Visitação: até 29 de novembro, de segunda a sexta, das 8h30 às 21h30
Ingresso: entrada franca

Imagens: cedidas pelo artista

Na próxima segunda-feira, dia 11 de novembro, às 19h, acontece a abertura da exposição Corpos resilientes — Ato II — As noites de desconforto. A mostra, com curadoria de Tristan Jardim, apresenta a produção pictórica de Giu Bressan, cuja proposta estética é vinculada à chamada Geração 80, que revelou artistas que investiram na gestualidade expressiva e marcante, sem apego à representação fidedigna: os alemães Pencke Sigmar Polke, o norte-americano Jean-Michel Basquiat, os brasileiros Leda Catunda e Leonilson. Além dessa filiação, o jovem artista repercute as inquietudes da produção artística contemporânea, com a qual compartilha aflições ligadas à identidade de gênero em uma sociedade que se vê às voltas com moralismos que resultam em exclusão social. Isso se revela nas figuras de anjos, diabos, unicórnios, fadas, a emblemática figura do arco-íris, corpos supliciados, entre outras, enfatizando uma mitologia sincrética. O que pode parecer divertido à primeira vista vai se mostrando trágico aos poucos. É o que se percebe na conjunção da gestualidade do artista, nas cores que usa, nas expressões das figuras que cria, na ironia e no sarcasmo a que recorre e no indicativo de dor física e/ou psíquica como as lágrimas que escorrem. Uma questão recorrente que Bressan aborda é a resiliência de corpos despadronizados, corpos estranhos, personagens que não possuem vínculos de pertencimento à sociedade opressora que habitam.

Giu Bressan (1996, Porto Alegre/RS) é artista visual e graduando do curso de Artes Visuais do Instituto de Artes da UFRGS. Trabalha com pintura e fotografia e, na sua produção, interessa-se pela experiência com o excesso e aborda o descontentamento dos corpos dentro da sociedade opressora em que vivem. A opção do artista pela reutilização de materiais que encontra na rua e a reanimação de bonecos brincados por outras gerações faz com que a materialidade incida diretamente sobre a sua obra, nas formas, texturas, marcas do uso, impulsionando ideias para módulos e narrativas.


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