Ópera Orfeu, apresentada pelo Instituto de Artes da UFRGS em 2013, está disponível na íntegra no YouTube.



A ópera Orfeu, de Claudio Monteverdi e Alessandro Striggio, foi a segunda montagem do Projeto ”Ópera na UFRGS”, realizado por professores, alunos e técnicos do Instituto de Artes da UFRGS. Orfeu teve oito exitosas apresentações no Auditorium Tasso Corrêa do IA/UFRGS em julho e agosto de 2013. O link para assistir a montagem de Orfeu do IA/UFRGS no YouTube é  https://youtu.be/zQrCpn4p9Os.

Com música de Claudio Monteverdi e libreto de Alessandro Striggio, Orfeu foi encenada pela primeira vez na cidade de Mântua, Itália, no ano de 1607, e é considerada a primeira grande ópera da história. Foi a primeira peça teatral em que os atores cantavam todas as falas do espetáculo. A montagem deste clássico do Barroco italiano realizada por professores e alunos dos Departamentos de Arte Dramática, Artes Visuais e Música do Instituto de Artes da UFRGS teve como desafio trazer o Orfeu de 1607 para o público do século XXI, respeitando os princípios da composição original, mas injetando novos elementos cênicos a partir da desconstrução da própria noção de ópera.

A montagem caracterizou-se pela inclusão de elementos visuais contemporâneos e de textos falados em cena, acompanhando algumas sinfonias e ritornelos da música de Monteverdi. Os textos incluídos são de autoria de poetas e dramaturgos de épocas e estéticas diversas, como Vinícius de Moraes, Pablo Neruda, Rumi, Shakespeare e Sarah Ruhl. O espetáculo incorporou também textos e depoimentos dos próprios artistas envolvidos no projeto. De acordo com a professora Camila Bauer, do Departamento de Arte Dramática do IA/UFRGS, que assinou a direção cênica do espetáculo, a inserção dos textos e dos depoimentos em Orfeu foi ”um procedimento épico que nos afasta da ação, fazendo-nos questioná-la, e nos aproxima do universo dos jovens que estão em cena. Assim, para nós, Orfeu não é apenas uma divindade grega, mas um ser humano apaixonado”. Deste modo, a ópera do século XVII ganhou nova vida e novas cores para entrar em sintonia com o pulso do eclético espectador contemporâneo, nem sempre familiarizado com a linguagem da ópera barroca.

Fotos de Orfeu: Adriana Marchiori

 


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