Perfil

Perfil | Em matéria publicada em dezembro de 2012, professora fala do caminho que a conduziu à pesquisa científica Não era verdade aquela história de que os comunistas comiam criancinhas, como costumava ouvir em casa e nas atividades para as famílias de militares que frequentava com seus pais, Paula eLeia mais

“Um dia, no bonde que eu tomava para ir ao Julinho, encontrei o Erico Verissimo. Ele ficou impressionado, porque eu andava com livros nos braços. Naquela época não era tão comum uma mulher estudando”, relembrou Flávia Ohlweiler da Silveira, professora aposentada da UFRGS. Com 94 anos e vestida num trajeLeia mais

Pedro Guerra Pimentel é, antes de tudo, músico. Não só porque concilia a música com o cotidiano de oficial de Justiça e o curso de mestrado em Dinâmicas de Desenvolvimento Regional da UFRGS, mas também porque a palavra “antes” pode ser compreendida em seu sentido literal – de temporalidade. AindaLeia mais

Seja caminhando pelo Câmpus do Vale, mostrando o prédio do Instituto de Biociências, onde estudou e depois trabalhou durante 31 anos, ou cumprimentando antigos colegas, Alfredo Gui Ferreira demonstra ser íntimo daquele espaço como se fosse a sua segunda casa. Mas seus olhos ficam marejados quando pergunto sobre o PPGLeia mais

Na primeira vez em que subiu ao palco, Júlia Pianta estava na barriga da mãe, que se apresentou grávida em um show como baterista. Em sua casa, aliás, tudo respira música: além da mãe, o pai é guitarrista e baixista, assim como a irmã, que entrou na primeira turma deLeia mais

Entre o vaivém da porta principal, uma guardiã. Por quatro décadas, o Departamento de Engenharia Química da UFRGS contou com a anfitriã que se tornou parte da casa: Maria Noeci Nunes Moreira, de 73 anos, que fez da portaria do DEQUI, como é conhecido o departamento, um lugar de pousadaLeia mais

Desde o início deste ano, Júlia atende comunidades indígenas Mbyá Guarani em cinco municípios: Osório, Maquiné, Terra de Areia, Torres, Caraá e Riozinho. Formada em 2017, ingressou em Medicina na UFRGS em 2011, mas, diferente de muitos colegas, ela não acalentava o sonho de ser médica desde criança. Tampouco tinhaLeia mais

Maria José dos Santos Alves costumava apresentar-se como Zezé. Hoje faz questão de se fazer conhecer pelo nome e sobrenome. Ela pondera, citando a antropóloga Lélia González, que “negro tem que ter nome e sobrenome, se não os brancos lhe arranjam um apelido”. Para além de um nome completo, éLeia mais

Moradora de um bairro simples durante a infância, Isabel Cristiane Nepomuceno Carvalho, 49 anos, começou a alfabetizar por vontade de ajudar os outros. Quando ainda estava no colégio, transformou a paixão pelo estudo e pelos livros em um trabalho voluntário: passou a reunir os vizinhos mais novos para ensiná-los oLeia mais

O porto-alegrense Sérgio Leite sempre morou entre prédios e sobre o asfalto. Seus pais não tinham tanto contato com a natureza, mas esta foi uma paixão que esteve sempre com ele. “Eu traduzo essa minha relação com a natureza onde eu moro: é uma casa que, para os vizinhos, éLeia mais

A monotonia de um dos cafés situados no Câmpus Centro se quebra quando o professor Stefano Florissi, da Economia, entra no estabelecimento. “Henrique, querido! Como vai o curso de Jornalismo?” Cada pessoa conhecida que passa pelo espaço ele cumprimenta pelo nome. Provoco-o perguntando se saber o nome de todos osLeia mais

Para quem ainda acredita na dicotomia entre ciências humanas e exatas, conhecer Gonçalo Ferraz talvez seja uma interessante provocação. Lisboeta em sua origem, mas de alma cosmopolita, é um crítico contumaz de tal divisão – e com fundamento. Há quase 20 anos se dedica à pesquisa científica na área deLeia mais