Flávio Antônio de Souza Castro: aulas na piscina

Câmpus Olímpico | Professor de esportes aquáticos na UFRGS mal pode esperar para voltar ao Centro Natatório da Universidade, local que o encanta desde criança

*Foto de capa: Flávio Castro, a partir de proposição de Flávio Dutra. Na imagem interna, no porta-retrato, Flávio Castro em treinamento de polo aquático, em foto de Luisa Trevisan

Muito antes de ser professor da UFRGS, Flávio Antônio de Souza Castro já admirava a Universidade e sua estrutura. Ele conheceu as dependências da instituição inicialmente como atleta infantil. Depois, foi aluno, antes de se juntar de vez ao corpo docente.

Professor e pesquisador de Esportes Aquáticos, Flávio tem uma relação muito profunda com o Centro Natatório da UFRGS. “Como professor de natação, sinto muita falta da água e da linda piscina da UFRGS”, comenta. Foi justamente lá o primeiro local da Universidade que ele conheceu ainda quando criança.

Três são as experiências diferentes dele de relação com a UFRGS. O primeiro contato foi como atleta infantil de natação, esporte que Flávio ama e que é parte fundamental de sua vida pessoal e profissional. “Foi com 13 ou 14 anos, para nadar uma competição estadual, como atleta. Fiquei muito impressionado com a estrutura grandiosa, que eu nunca tinha visto em outro lugar”, relembra.

O contato com a UFRGS retornou quando ele decidiu fazer um curso de Especialização em Ciências do Esporte, e assim iniciou a sua segunda experiência com a Universidade. A partir daquele momento, seu vínculo com a instituição não parou de crescer, assim como a ligação que ele já tinha com o esporte, uma grande paixão, principalmente os aquáticos. Flávio decidiu, então, fazer graduação em Educação Física.

Na UFRGS, Flávio também acabou se encantando pela pesquisa desenvolvida na Escola de Educação Física, Fisioterapia e Dança (Esefid). Por essa razão, resolveu ampliar seus estudos na área da Educação Física. Na Universidade, cursou mestrado e doutorado em Ciências do Movimento Humano.

Já docente – seu terceiro vínculo -, sempre teve muito presentes as emoções por que passou ao longo da caminhada.

“Como professor, minha primeira lembrança marcante foi do meu concurso, que foi realmente muito emocionante. Lembrar todas as bancas de defesa e dissertações dos meus estudantes também é muito importante para mim. Desde o início, a boa relação com os alunos sempre foi algo que me marcou”

À espera da volta à normalidade

Assim como em toda a Universidade, as atividades presenciais da Esefid foram suspensas em março do ano passado. Pelo contato e pela convivência que ocorre no ambiente dos esportes aquáticos, sua prática ficou mesmo inviável com a pandemia. Naturalmente o trabalho de Flávio também foi impactado. Ele, seus colegas professores e os alunos, contudo, se mantiveram em contato durante o período de isolamento para continuar avançando os estudos da melhor maneira.  

“A gente faz uma força, o contato não é fácil, mas passamos praticamente o dia inteiro conectados, usando diversas ferramentas de comunicação. Às vezes é muito duro, a atividade presencial ainda faz muita falta. Não é o ideal, mas é o possível”, comenta o professor.

A adaptação também não tem sido simples. Flávio ministra diversas disciplinas práticas na Universidade, se utilizando do contato direto com os alunos e com a água. Para compensar a distância, ele tem usado a criatividade para manter o nível de aprendizado e o interesse dos estudantes.

“Tudo que a gente trabalha nas disciplinas de esportes aquáticos envolve um raciocínio teórico e prático. O que a gente vê em aula aplica depois na piscina. Como isso foi impossibilitado, essa parte prática foi substituída por vídeos, fotos, relatos. Assim que possível, ofereceremos projetos de extensão para os estudantes recuperarem também essa parte prática”

Em qualquer relação tão longa como a que Flávio tem com a UFRGS, a distância física também faz surgir a saudade. Do que ele mais sente falta, claro, é da mesma coisa que o encantou quando ele ainda era apenas criança. “O que eu mais sinto saudades é do Centro Natatório, das piscinas. A primeira coisa que pretendo fazer quando puder voltar às atividades presenciais é ir ao centro, marcar uma reunião prática com todos os meus estudantes e voltar a nadar. Aí eu vou saber que tudo voltou ao normal.”


A série Minha Saudade na UFRGS é um projeto conjunto entre o JU e a UFRGS TV. Confira abaixo a reportagem em vídeo: