Meu lugar na UFRGS: Vinicius Fernandes

Vinicius Fernandes, estudante do 3.° semestre de licenciatura em Letras (Foto: Rochele Zandavalli)
Sala de Convivência do ILEA | Conforto em meio aos livros

A sequência de verde, vermelho, amarelo, azul e branco preenche os olhos de quem entra na sala 105 do prédio do Instituto Latino-Americano em Estudos Avançados (ILEA), no Câmpus do Vale. Esse colorido da sala é composto pelas centenas de livros distribuídos em seis estantes organizadas por cor, as quais dividem o espaço com mesas de estudo e sofás. Aconchego, conforto e tranquilidade são as palavras usadas pelo estudante Vinicius Fernandes ao descrever o espaço, seu lugar favorito para passar o tempo livre enquanto está na Universidade. Carregando o nome de Sala de Convivência, o espaço foi criado com a proposta de ser um ambiente de estudo e descanso para os alunos que circulam pela sede do ILEA.

Vinicius, estudante do 3.° semestre de licenciatura em Letras – Português/Inglês, descobriu a sala ainda calouro, em uma palestra no ILEA que apresentava a Universidade aos novos alunos. “Esse foi meu primeiro contato com a Letras. Eu considero que foi aqui que a minha jornada na Universidade começou”, relembra. Desde então, a rotina tumultuada do aluno, que cursa oito cadeiras e integra o projeto Idioma sem Fronteiras – intensificada por ser morador de Canoas –, se torna mais fácil, tendo a Sala de Convivência para realizar as tarefas acadêmicas ou simplesmente para relaxar. “Eu passo muito tempo na Universidade; é onde estudo e trabalho. Então, aqui [na sala] eu me sinto em casa”, descreve.

“Eu me permito ficar um tempo aqui pensando com mais calma nas coisas que tenho para fazer. Acho que esta é a função da Sala de Convivência do ILEA: ser um lugar aconchegante.”

Vinicius Fernandes

Estudando, conversando ou relaxando, seja como for, sempre há alunos ocupando o espaço que permanece aberto à comunidade acadêmica durante manhã, tarde e noite. Em um primeiro momento, a sala lembra uma biblioteca. Os livros – que fazem parte do acervo do ILEA e contemplam as mais diversas temáticas – estão disponibilizados para consulta local como forma de auxílio ao estudo dos alunos. Entretanto, ao contrário de uma biblioteca, em que os momentos de leitura e estudo são individuais e o silêncio é um hábito, na Sala de Convivência os alunos podem conversar, discutir e interagir livremente em um estudo compartilhado, dando, assim, uma esfera mais descontraída ao local.

Para Vinicius, apaixonado por literatura, esse é um dos principais fatores que torna a sala o seu lugar na UFRGS: ela une seu gosto pelos livros com o conforto de um ambiente onde pode passar seu tempo. “Depois que eu entrei na Universidade, comecei a reparar mais no valor que a gente tem que dar para as bibliotecas e para os espaços que a gente tem para estudar. Antes eu não frequentava bibliotecas e, grosso modo, não via o porquê de vir numa biblioteca se eu podia ficar em casa. Mas depois daqui, comecei a dar muito mais valor a esses espaços, e o ILEA acaba funcionando como uma alternativa para quando eu quero um espaço mais flexível do que uma biblioteca. Aqui a gente fica mais livre”, compara.

Embora suas aulas se dividam entre o Instituto de Letras e a Faculdade de Educação, Vinícius se faz presente na sala do ILEA quase diariamente, entre uma aula e outra, após o almoço e, principalmente, nas tardes de terça e quinta-feira, quando aproveita para estudar, já que, segundo ele, estudando na sala sua produtividade é maior do que em casa. O estudante acrescenta que o espaço se faz ainda mais importante nos finais de semestre, quando a necessidade de um descanso é maior. “Eu me permito ficar um tempo aqui pensando com mais calma nas coisas que tenho para fazer. Acho que esta é a função da Sala de Convivência do ILEA: ser um lugar aconchegante”, conclui.

Isabel Linck Gomes

Estudante de Jornalismo da UFRGS